Cidade antropofágica

De frente para a praça da Sé, o Palacete Santa Helena se apresentava com arquitetura desenhada pelo italiano Corberi e chamava atenção pela fachada repleta de esculturas, quando foi entregue para a cidade, em 1922. O local que tornava o prédio de lojas, escritórios e um cinema luxuoso ainda mais especial foi o que motivou sua destruição. Por ali passaria a estação de metrô da Sé e, sem dó, o progresso colocou tudo abaixo, em 1971.

A lembrança do palacete que foi ponto de encontro de importantes artistas da época que formaram o Grupo Santa Helena chegou ao CBN SP por meio de um lista de discussão que tem como foco a preservação do patrimônio histórico, arquitetônico, cultural e paisagístico da capital paulista, a Preservasp.

Nada pode ser maior

Na enxaqueca da segunda (sem trocadilho), reproduzo trecho final do livro “Grêmio, Nada Pode Ser Maior” escrito pelo impagável Peninha. Se você é torcedor do Corinthians sinta-se à vontade para reescrever o texto tricolor em preto e branco:

“E para encerrar de vez essa bobagem, eis minhas sábias palavras finais: o Grêmio tem mais é que que disputar a Segundona em 2005, e ganhá-la, como sempre ganha. E, então, quando chegar a hora de voltar à primeira divisão, anunciar ao mundo estarrecido: “Não, obrigado, rapazes. Vamos continuar aqui mesmo, nos campos esburacados onde jogam os times que tem raça e praticam futebol de verdade”.

Porque futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado”

MP quer conhecer critérios de distribuição de remédios no HC

O Ministério Público de São Paulo quer saber os critérios usados pelo Hospital das Clínicas de São Paulo na distribuição de remédios da farmácia mantida pela instituição. A desconfiança é de que esteja havendo discriminação de pacientes a medida que há reclamações de pessoas que não conseguiram ser atendidas, apesar de terem o remédio receitado por médicos do próprio Hospital das Clínicas.

O caso mais recente foi o de Edmundo Raymundo, de 75 anos, que apesar da insistência não conseguia o remédio Zoladex para combater o câncer de próstata que ameaça matá-lo, conforme denuncia feita no CBN SP, na sexta-feira (30/11). Apesar de ter em mãos a receita assinada por um médico do Instituto de Radiologia do HC, funcionários da farmácia alegavam que o documento não era suficiente para entregar-lhe o remédio. Segundo o paciente, todo tipo de dificuldade foi imposto para que a solicitação fosse atendida. Sequer a informação de que a demora para se iniciar o tratamento poderia lhe ser fatal, sensibilizou os funcionários.

Ao ser consultado pela produção do CBN SP, a assessoria de comunicação alegou que o remédio estava em falta devido ao crescimento no número de pacientes recebendo este tipo de tratamento. Mas – vejam que coincidência – exatamente naquele dia – sexta-feira – um novo lote do Zoladex seria entregue à farmácia. A mesma feliz coincidência ocorreu quando o programa procurou o HC para verificar reclamação de ouvinte-internauta que também não tinha acesso a outro tipo de medicamento, há cerca de dois meses. Após algumas tentativas de resposta fomos informados que “naquele dia o remédio seria entregue na farmácia”.

Por não acreditar em coincidências, o Ministério Público de São Paulo, através da promotora Anna Trotta Yaryd, quer saber porque pacientes com receitas assinadas por médicos credenciados pelo Hospital das Clínicas ficam sem o tratamento adequado ou são recomendados a procurar o medicamento em outros lugares.

Edmundo Raymundo, com quem conversamos ao vivo na sexta-feira, já havia estado na farmácia por mais de uma oportunidade sem sucesso. E a conversa dele com o funcionário da farmácia foi testemunhada por pessoas que vêm acompanhando de perto o caso. Curioso é que o repórter Fernando Andrade da CBN apenas passou por lá, sem se identificar, e foi informado por um dos funcionários que havia disponível um ampola de Zoladex.

Com apenas esta ampola, Raymundo, assim como qualquer outro paciente da idade dele (seria este o critério no HC ?) que não tenha tido acesso ao remédio no Hospital das Clínicas, garantiria quase um mês de tratamento, pois a dose deve ser tomada a cada 28 dias.

Debater a situação do Hospital das Clínicas de São Paulo será uma das metas desta semana no CBN São Paulo. Caso você tenha sugestões deixe seu recado aí embaixo. Mais embaixo, ainda, você encontra a série de reportagens feitas na semana passada.

Sinais são invadidos por crianças de rua, em dezembro

O número de meninos e meninas nos sinais de trânsito aumenta até 60% no mês de dezembro em virtude das férias escolares e do Natal. É o que calcula a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade de São Paulo que pede para o cidadão não oferecer esmolas a estas crianças, a medida que a maioria é explorada por adultos, geralmente os próprios pais. A intenção é incentivar as pessoas a doar dinheiro diretamente a uma entidade social ou depositar no Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD) – Banco do Brasil agência 1897-x, c/c 5838-x e ainda abater 6% do Imposto de Renda devido (Pessoa Física) e 1% (Pessoa Jurídica).

Ainda de acordo com a secretaria, existem 1.040 crianças em situação de rua. O dado teria sido resultado de pesquisa feita pela Fipe.

O homem por trás do lixo

O filme “Efeito Reciclagem”, em fase de acabamento, ouve o que dizem os homens que estão por trás do lixo e diante das carroças que tornam viável a coleta seletiva na cidade de São Paulo. Dependesse apenas do poder público teríamos reaproveitado pouco mais de 1% do lixo produzido pelos cidadãos.

O CBN SP conversou nesta semana com o gerente de produção do filme, Manuel Marcelo Muniz, e, hoje, apresenta o trailer que foi apresentado durante encontro que debateu a necessidade de investir na reciclagem e na redução da quantidade de resíduos sólidos produzidos na cidade.

O filme ‘Efeito Reciclagem” é de Sean Walsh e faz parte de um projeto cultural da Code 7 Entertainment. Segundo o gerente de produção do filme, Manuel Marcelo Muniz, o filme tem o objetivo de explorar o efeito que a reciclagem provoca nos planos ambiental e de integração social.

Jânio sem pileque e quintal com pássaros

O bairro de Moema que era para ser Indianápolis é campo de pouso para uma variedade de passarinhos, assim como abriga o aeroporto de Congonhas. Por lá, passou a história de São Paulo e da “guerrilheira” Lygia Horta que, nesta semana, lançou o livro “Moema, Histórias, Pássaros e Índios”. Ela fala, também, de políticos e começa por Jânio Quadros que foi almoçar da dona Lygia para saber o que o bairro precisava. No texto, por duas vezes, a autora ressalta que Jânio foi lá mas bebeu apenas dois copos de bebida alcóolica: um vinho do porto, de entrada, e um licor, na saideira.

Nesta entrevista para o CBN SP, Lygia Horta que mora em Moema desde a década de 50 fala das curiosidades do bairro e o que a levou escrever o livro:

A espera pelo prefeito Jânio Quadros, o prato que foi servido e o desenvolvimento do bairro de Moema estão na segunda parte da entrevista de Lygia Horta:

Nos tempos da TV colorida

Na véspera da inauguração da tv digital, a imagem acima lembra a primeira transmissão em cores da televisão brasileira. Foi em 19 de fevereiro de 1972, na cidade de Caxias do Sul, onde se comemorava a Festa da Uva. A presença do governo militar não deixa saudades, mas não há como negar este marco na nossa história.

Curiosidade é que o primeiro jogo de futebol transmitido em cores tinha a presença do meu Grêmio que enfrentou o Caxias, em partida festiva. Assim como a primeira partida de futebol oficialmente transmitida em sinal digital será, neste domingo, pela TV Globo, com o tricolor gaúcho enfrentando o Corinthians. O

Os adversários que me perdoem mas o Grêmio está à frente do nosso tempo.

Em tempo: a pedido do Paschoal Junior, nosso fiel escudeiro do estúdio, lembro que Grêmio e Caxias, em 1972, terminou 0 a 0.

Para quem se irrita com o trânsito de São Paulo

O trânsito de São Paulo tende a ficar frenético no mês das compras natalinas, mesmo com boa parte das escolas fechadas. Nada se compara com a situação registrada neste vídeo feito em um cruzamento da cidade vietnamita de Saigon, hoje chamada Ho Chi Minh, onde vivem três milhões de pessoas. Parte da população se vale da agilidade da motocicleta para se deslocar. E apesar do entrelaçamento todos parecem conseguir chegar ao seu destino.

Agora o outro lado: HC pediu para paciente esperar

Leia a resposta do Hospital das Clínicas a crítica de que estaria selecionando pacientes para conceder remédios para o tratamento de câncer:


Rádio CBN – Fabiana Boa Sorte

Ref.: Queixa do sr. Edmundo Raimundo

1. O Centro de Oncologia do Instituto de Radiologia do HCFMUSP, notificado da reclamação quanto à dificuldade encontrada pelo paciente acima referido para recebimento do medicamento Zoladex, medicação específica para câncer de próstata, esclarece que realmente ocorreram pequenos atrasos na aplicação desta medicação, devido ao grande crescimento no número de pacientes recebendo este tipo de tratamento.

2. Entre os meses de Agosto e Novembro/2007 houve um aumento de 84 pacientes acima do esperado, ou seja, de 341 para 425, para os quais tomamos providências para compra de emergência, cujo lote de medicamentos foi entregue, conforme previsto, na data de hoje, pela manhã.

Enfatizamos que os pacientes foram cadastrados, informados sobre a situação e orientados a aguardar a convocação do hospital para aplicação do medicamento, procedimento que será feito ainda hoje, no período da tarde pelo serviço de Farmácia.

3. Informamos que o Centro de Oncologia tem destinado para compra de medicamentos oncológicos aproximadamente R$ 8,9 milhões, para atender a crescente demanda de pacientes, devido ao aumento de consultas que de 2002 a 2006, representou um acréscimo de 66%.

Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa
InRad – HCFMUSP”