Bial virou inimigo dos Bandeirantes

Nunca se havia editado tantos livros sobre a história do Brasil em tão pouco tempo quanto na comemoração dos 500 anos do descobrimento. Os mais irreverentes levavam a assinatura do escritor e historiador Eduardo Bueno, conterrâneo e torcedor fanático do meu Grêmio – alertas que faço para que avaliem melhor minha isenção ao tratar do tema proposto neste blog. Seu texto e forma de contar os fatos chamavam a atenção seja pela facilidade com que escrevia seja pelos detalhes escabrosos que contava. Bem diferente daqueles livros de história do Brasil com que aprendi na escola.

Durante a gravação de uma entrevista, Peninha – apelido de Eduardo Bueno – brincou comigo ao dizer que não adiantaria ali o que sabia dos Bandeirantes para não causar nova revolução, já que o programa, o CBN São Paulo, era paulista.

Sete anos depois, Peninha aparece na televisão ao lado de Pedro Bial apresentando o quadro É Tudo História, no Fantástico. Bom humor não falta à dupla que conta os fatos ocorridos no Brasil. Quem não riu nada com eles, foi uma turma de paulistanos que se sentiu agredida ao ouvir a versão oferecida ao público sobre a história dos Bandeirantes.

Interessante é que a crítica recaiu apenas sobre Pedro Bial, o contador da história, contra quem foi imputada a barbárie de propor ao público a dúvida: heróis ou vilões ? Chegou a ser “acusado” de petista (“ocupados na desconstrução de todos os valores”). Outro escreveu que está a fomentar o sentimento nacional de culpa, este historiador “progressista”.

Imagino que os autores das mensagens eletrônicas que rondam os blogs ou circulam nas listas de relacionamento não tenham lembrado a origem de Peninha, este sim o historiador, pois correria o risco de sofrer acusação de crime de lesa-pátria ao agir sorrateiramente para promover nova Revolução Farroupilha.

Estou aqui imaginando Peninha de bombacha e guaiaca pronto para encilhar seu cavalo e iniciar a invasão pelas fronteiras do Sul.

Defendem os críticos que os fatos históricos devem ser julgados considerando-se a conjuntura, os costumes e leis da época em que ocorreram. E talvez estejam aqui as palavras que justifiquem esta reação negativa à história dos Bandeirantes contada por Bial e Peninha. Temos que considerá –la a partir da conjuntura política e social que vivemos. Considerar que, atualmente, parte da sociedade brasileira pensa e age como se estivesse na arquibancada de um estádio de futebol e apenas dois times houvesse neste campeonato: nós e eles.

Meninos e meninas vivem, no livro, a história da cidade


Porto Alegre contada por Luiz Bras

A proposta é do Instituto Callis feita ao escritor Luiz Brás que teve o desafio de contar a história da fundação de cinco capitais brasileiras com ficção e graça suficientes que conquistem a leitura do público infanto-juvenil.

Na primeira leva da Coleção Cidades, Bras falou de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Por que São Paulo não entrou na roda, ele próprio explica na entrevista ao CBN SP:

Foto-ouvinte: O sol que sobrevive

“No meio de tanta coisa desagradável e com tanta poluição… nem tudo esta perdido ainda conseguimos ver o pôr-do-sol”, escreveu a ouvinte-internauta Vanessa Regina que compartilha com a turma do blog o visual flagrado por ela no crepúsculo paulistano.

Bom feriado a todos !


Corrigido pelo atento ouvinte-internauta Cláudio Makoto

Cidade Limpa: Nem tão Bela Cintra

O lixo e entulho jogados na calçada da Bela Cintra é problema crônico como mostra a ouvinte-internauta Dalva Celeste Adulis. Ela já fez diversas reclamações e chegou a ser atendida algumas vezes, mas a sujeira volta. ”Pago meu IPTU em dia e sou obrigada a conviver com ratos e buracos?”, escreve Dalva que reclama, também, das condições da calçada.

Na última resposta que recebeu do subprefeito da Sé, Mário Jordão, soube que “a conservação das ruas da Subprefeitura da Sé depende também da colaboração de cada cidadão”. Segundo ele, as equipes da prefeitura fazem a varrição, ocorrem operações carta-bagulho, é aplicado raticidas e a conservação da calçada depende do proprietário: “Um agente vistor irá ao local e, caso encontre irregularidade, intimará o responsável a conservar o passeio”.

Da série “Eu só queria entender”

Foi a ouvinte-internauta Tatiana Rodrigues de Souza quem traçou, logo cedo, o paralelo entre o comportamento da justiça e da polícia com o promotor que atropelou e matou, em São Paulo, e o motorista de caminhão que atropelou e matou, em Descanso, Santa Catarina:

“Segue um bom tema para discussão: O promotor Wagner Juarez Grossi foi
indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, ao matar
3 pessoas da mesma família quando dirigia embriagado, na contra-mão. Por
outro lado, Rosinei Ferrari, caminhoneiro, dirigia na contra-mão quando
vitimou 27 pessoas e será indiciado por dolo, com intenção de matar.
Nossa justiça está utilizando de dois pesos?”

“Irlandês” sugere sistema paga-quanto-anda

A idéia é do ouvinte-internauta Eduardo Miranda que acompanha a progração da CBN pela Internet, na Irlanda. Segundo a mensagem que enviou ao programa, em Dublin, onde mora, paga-se uma tarifa baseada no número de pontos de ônibus pelos quais o passageiros passa. O sistema que prevê tarifa proporcional a quilometragem rodada funciona também nos trens e ônibus.

A sugestão dele é que a prefeitura implante este modelo em vez de tentar comprovar que a tarifa na capital paulista é a mais barata do País.

Kassab diz que cidade tem tarifa menor, mas não prova

Nas contas do prefeito de São Paulo, Gilberto kassab, a tarifa de ônibus na capital é a menor do Brasil. A afirmação foi uma resposta às críticas ao sistema de transporte público registradas em pesquisa realizada pelo Ibope que você pode consultar na página do movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade.

Confira o que disse o prefeito à repórter Katia Tofolleto:

A fala do prefeito de São Paulo gerou reação em várias capitais brasileiras. O CBN SP recebeu mensagens de ouvintes-internautas que acompanham a programação pela internet informando que pagam menos para andar de ônibus e, em alguns lugares, têm, inclusive, bilhete único que permite o uso de mais de uma condução no período de duas horas – assim como São Paulo.

Um estudo da Associação Nacional dos Transportes Públicos mostra que a tarifa de São Paulo, além de não ser a mais barata, é a segunda mais cara do Brasil, no levantamento feito nas 27 capitais e mais 16 cidades com população acima de 500 mil pessoas.

A informação incomodou assessores da prefeitura de São Paulo que para justificar a afirmação do prefeito alegaram que a passagem é mais barata na capital paulista se levarmos em consideração o custo/benefício.

Foi escalado um dos especialistas em cálculo tarifário da SPTrans, José Carlos Martinelli, para defender Kassab. No entanto, ele admitiu que a prefeitura não tem um estudo que prove as afirmações do prefeito. Sugeriu que a ANTP fizesse este levantamento.

Ou seja, o prefeito falou, mas não provou.

Especialista explica pedágio mais barato nas estradas federais

A diferença no valor do pedágio que será cobrado nas rodovias federais com o das estradas estaduais se deve a prioridade que o Governo Federal deu ao cidadão. É o que pensa o especialista em contas públicas Amir Khair, ex-secretário municipal de finanças na administração Luiza Erundina, em São Paulo.

Khair explica que as tarifas nas rodovias paulistas são muito altas porque o Governo do Estado quando fez contrato com as concessionárias privilégiou as contas públicas.

Ouça a entrevista de Amir Khair ao CBN SP:

Na segunda-feira, o CBN SP vai entrevistar o representante do Governo do Estado de São Paulo sobre o tema. Você pode deixar sua pergunta na área destinada aos comentários.

Prefeitura nega privilégio a bairros ricos, em SP

O levantamento feito pelo Movimento Voto Consciente (veja mais a baixo neste blog) sobre a aplicação do orçamento nas 31 subprefeituras de São Paulo foi questionado pelo secretário municipal Andrea Matarazzo. Para o Voto Consciente o investimento não leva em consideração as necessidades dos bairros mais carentes.

Matarazzo, responsável pelas subprefeituras, diz que a avaliação não pode desconsiderar o orçamento geral do município à medida que boa parte do dinheiro aplicado nos bairros vem das outras secretarias. O orçamento das subprefeituras é destinado a “zeladoria”, segundo o secretário.

Ouça a entrevista de Andrea Matarazzo no CBN SP:

Anúncio relaciona velocidade com pênis pequeno

Clique na imagem para assistir ao vídeo

Com bom humor e tocando no “ponto fraco” dos homens, uma campanha publicitária para alertar os motoristas de carros foi lançada no estado de New South Gales, na Austrália. Enquanto homens na direção aceleram seus carros para chamar atenção, as mulheres respondem com o dedo mínimo curvado, sugerindo que eles tem pênis pequeno.

A idéia é desmistificar o conceito de macheza muitas vezes relacionado com a velocidade, no estado australiano onde 40% das mortes ocorrem no trânsito.

Segundo a Abramcet a Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito, campanha parecida foi criada por Washington Olivetto nos anos 70 mas, apesar da repercussão, saiu do ar por pressão dos moralistas da época.