Um dos destaques no noticiário nacional mexe com a vida do paulistano, do carioca e da economia do dois estados: o leilão de trechos de estradas federais realizado pelo Governo Lula promete melhor a qualidade de mais de 2 mil e 600 quilômetros de rodovias. As empresas vencedoras fizeram ofertas que surpreenderam os concorrentes. Já que além das qualificações técnicas, venceriam aqueles que oferecessem o menor preço de pedágio. Os valores apresentados variam de R$ 0,99 a R$ 1,36.
A curiosidade aqui na capital é que, assim que a nova administração assumir e as praças de pedágio começaram a funcionar, o paulistano não conseguirá mais sair da capital sem pagar. As rodovias estaduais já estão nas mãos de concessionárias há algum tempo. Faltavam a Fernão Dias e a Régis Bitencourt, privatizadas ontem.
Um das reclamações do paulistano é contra o valor cobrado pelas concessionárias. Alguns trechos estão extremamente caros. Se você quiser deixar a capital em direção ao litoral paulista, a Baixada Santista, por exemplo, vai gastar R$ 15 para descer, mais R$ 4 para subir.
Em compensação, roda-se em pistas com boas condições – na maior parte das vezes -, e com mais segurança, também. A expectativa é que com o modelo desenvolvido pelo Governo Federal com tarifas muito mais baixas se passe a ter novos parâmetros para a cobrança de pedágio. E o primeiro grande teste para o Governo do Estado de São Paulo é em relação a concessão do trecho Sul do Rodoanel, esta estrada a ser usada, principalmente, pelos caminhões de carga que chegam do interior ou de outras regiões para o Porto de Santos. O Governo fala em pedágio de R$ 2,20. Vai ser pressionado pela opinião pública, com certeza.