E por falar em e-mail

A ONG Politicus que incentiva eleitores a enviar e-mail aos deputados federais divulgou a Lista da Recusa, que reúne o nome daqueles parlamentares que não responderam ou sequer leram as mensagens eletrônicas enviadas.

Tem sete nomes empatados em primeiro lugar com 39 e-mails recusados desde 8 de abril deste ano:

Carlos Abicalil (PT/MT)
Jackson Barreto (PMDB/SE)
Jurandil Juarez (PMDB/AP)
Marcelo Teixeira (PR/CE)
Paulo Bornhausen (DEM/SC)
Pedro Wilson (PT/GO)
Praciano (PT/AM)

Eleitor quer a “verdade” de Renan

Por esta o senador Renan Calheiros não esperava. Depois de receber um catatau de mensagens eletrônicas cobrando a renúncia dele e exigindo que diga a verdade, nada mais do que a verdade e apenas a verdade, chegou a caixa de correio dele o e-mail do ouvinte-internauta do CBN SP Alvaro Bethiol que também reivindica transparência do senador:

Alvaro E. Bethiol Enviada: ter 09-10-2007 17:10
Para: renan.calheiros@senador.gov.br
Assunto: Nobre Senador
Anexos: Visualizar como página da Web

Nobre Senador,

Bem que o senhor que tem pleno conhecimento do material (Mônica Veloso nua ) poderia nos dizer o que é que foi arrumado com o Photoshop.

Alvaro

Secretário esclarece comentário sobre camelôs

Após declarar que os camelôs são caso de polícia e ouvir comentário deste jornalista de que este olhar distorce a realidade à medida que não se deve abrir mão do viés social, o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, enviou o esclarecimento a seguir:

Prezado Milton,

A respeito de ambulantes, gostaria de comentar que, hoje em dia, os ambulantes que vendem produtos fabricados ou com origem estão em diversos shoppings populares, a exemplo dos que existem na rua Senador Queiroz e no Pari, montados por iniciativa dos próprios vendedores. Nestes casos, podemos perceber sua intenção empresarial e a nítida transição de ambulante para o lojista.

O que não pode ser tratado como questão social é a venda e distribuição de produtos provenientes de pirataria, contrabando e carga roubada, conforme inclusive sua reportagem tem presenciado em ruas da cidade. É isto que está sendo combatido com dureza na Prefeitura em operações como esta que hoje começa em diversos pontos da capital.

Andrea Matarazzo
Secretário das Subprefeituras

Para entender a polêmica leia as notas abaixo e ouça a entrevista de Matarazzo ao CBN SP.

Opinião de Matarazzo sobre camelôs é facista, diz Condepe

Ao afirmar para a CBN que o problema dos camelôs de São Paulo não é social, mas de polícia, o secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo provocou críticas do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana. Leia a nota enviada ao programa pelo secretário do Condepe, Ariel de Castro Alves:

“A afirmação do secretário das subprefeituras Andréa Matarazzo, veiculada há pouco na CBN, dizendo que a questão dos ambulantes é problema de polícia e não social, além de simplista é fascista. É pura tentativa de criminalização da pobreza. Aliás, a gestão da Prefeitura tem sido marcada pela limpeza social com rampas e a tentativa de retirada de moradores de rua do Centro. Agora querem prender os camelôs. Já que é tão simples o problema e não existe desemprego no Brasil porque o Sr. Andréa Matarazzo não arruma emprego nas subprefeituras para os vendedores ambulantes.

Ariel de Castro Alves
Secretário Geral do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe)”

“Meu pai não será o primeiro, o segundo ou o último a morrer de forma tão estúpida”, diz filho de assessor do Governo de SP

Um tiro de revólver disparado sabe-se lá por quem – e talvez nunca se saberá – matou Antonio Carlos Figueiredo, aos 63 anos, pouco antes dele chegar em seu condomínio no Morumbi, zona sul de São Paulo, há uma semana. O caso ganhou destaque no noticiário pois ocorreu em um bairro nobre da capital paulista e com um assessor do Governo do Estado de São Paulo. Antonio Carlos trabalhava para o secretário estadual da Fazenda Mauro Ricardo e teria sido vítima de um assalto. Ainda tentou chegar em casa dirigindo seu carro, mas não resistiu.

O CBN SP recebeu mensagem de um dos filhos de Antonio Carlos, Fernando Figueiredo, que descreve com lucidez e emoção seu sentimento após a morte do pai:

“Neste momento, poucas palavras expressariam a dor e o sentimento de perda tão repentino que sinto desde domingo à noite.

Por outro lado há muitas para falar sobre as causas e os efeitos que levam um cidadão exemplar e um pai dedicado a morrer sob a mira de um revólver por motivos banais assim como centenas e milhares de famílias já sentiram!

Digo que os motivos são banais, não porque de fato sejam, e sim porque assistimos, diariamente, anestesiados à toda violência que acontece nesta cidade que se transformou em uma gigantesca roleta russa para seus milhões de habitantes.

Ouvir minha avó com mais de 80 anos, afirmar que para ela os cemitérios são alguns dos poucos locais de São Paulo onde realmente conseguimos nos sentir um pouco menos inseguros durante o dia, deve ser algo para todos nós pensarmos a respeito.

Meu pai não será o primeiro, o segundo ou mesmo o último a morrer de forma tão estúpida e inconseqüente. Então pergunto: Por quanto tempo vamos ter que esperar para de fato começarmos a resolver as bases destes pais? É claro que desejo ver os criminosos que fizeram isso pagar pelos seus atos.

Entretanto, para mim, isso não é um consolo ou a causa a ser resolvida. A dor será superada, a saudade será amenizada, mas não tenho dúvidas de que as marcas do que fizeram serão eternas para mim, minha família e todos aqueles que conheceram de fato o ser humano que foi meu pai, assim como são para muitas famílias que perderam seus parentes de forma trágica.

Estejam certos: “Não existe solução em curto prazo.” É natural como ser humano desejar, dentro de uma visão imediatista, amenizar o sentimento de perda e dor buscando as pessoas que lhe tiraram algo de valor inestimável.

Um consolo para mim seria ver nossos políticos e a sociedade realmente se mobilizarem pela solução das causas que levam a eventos como este. A verdade é que temos de aceitar que a grande maioria daqueles que escolhemos para representar e apoiar os cidadãos brasileiros, que deveriam estar preocupados com as necessidades de segurança, saúde, educação, historicamente gastam o dinheiro dos impostos que vêm de tudo aquilo que “damos o sangue diariamente para conquistar”, com temas e causas superficiais, visando à manutenção de suas “imagens” intactas aos efeitos de suas ações pouco eficazes.

O que dizer do tempo e do dinheiro que está sendo gasto, enquanto nosso presidente do senado e seus aliados tentam provar as “versões de suas verdades”?

Enquanto isso esperamos e cobramos pelas mudanças que a sociedade lhes exige, mas vejo que poucos realmente estão preocupados em “idealizar, pensar e agir sobre as mudanças necessárias”.

Sei que meu pai era um destes poucos. Assim ele viveu e morreu, dedicando 43 anos de sua vida ao Governo do Estado de São Paulo, com um salário simples de funcionário público e uma dedicação imensurável a família, aos amigos e a sociedade.

Gostaria que não apenas nossos políticos, mas também todos que ouvirem ou lerem este desabafo, busquem entender o real significado das palavras “Vida”, “Sociedade”, “Educação”, “Respeito”, “Amor ao Próximo”, “Ética”, “Moral” e “Democracia”.

Não precisamos de muitas palavras para reconstruir uma sociedade. Mas precisamos parar de “banalizá-las” em falácias e de fato aplicar seu real conceito em nossas vidas e sobre as vidas que nos responsabilizamos em administrar.

Fernando Luis Ramsthaler Figueiredo.”

Foto-ouvinte 2: 55 anos e um corpinho de 10


Prá dar inveja a você que reclama do ônibus que circula na sua cidade. O ouvinte-internauta Paulo Toshiharu Watanabe manda esta imagem de bonde que circula no Japão, desde 1952. “Não há dúvida que são restaurados regularmente, pois além dos assentos de veludo, ar condicionado, os bondes são silenciosos e ágeis”, explica na mensagem.

Segundo ele, os trilhos cortam toda área central, e a passagem custa Y$ 150,00, e a tarifa mínima dos parquímetros é de Y$ 300,00. Ou seja, sai mais em conta estacionar o carro fora de centro e andar de bonde.

E ele levou a sério

O empresário da noite Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, recém-libertado da cadeia, anuncia logo mais à tarde, sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo. Ele está filiado ao Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) desde sexta-feira (05/10) passada, prazo final para quem pretende disputar as eleições municipais no ano que vem.

O vice presidente do PT do B, Antonio Rodriguez Fernandez, prefere que ele seja candidato a vereador, cargo para qual teria mais chances de se eleger e levar mais um ou dois nomes do partido para a Câmara, dependendo o numero de votos.

O anúncio da pré-candidatura deverá ocorrer nesta terça-feira, em evento no Bar Brahma, no centro de São Paulo.

Reina grande expectativa em torno dos – ou das – cabos eleitorais de Maroni.

Suspeito de matar jornalista vai a julgamento hoje

Está marcado, a uma da tarde, no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, o início do julgamento de um dos acusados do assassinato do jornalista Leonardo Blaz Cicoti, morto no dia 2 de julho de 2003. O réu é Denise dos Santos Vieira, que responde por crime de formação de quadrilha, aliciação de menores, fornecimento da arma do crime, entre outros. Denise é acusada de arquitetar a tentativa de fuga do traficante Walter Carlos Galdino de Oliveira, o “Alemão”, preso, à época, no 35º DP, no Jabaquara. Para atingir seu objetivo, Denise encomendou a Cristiano Pereira da Silva e outros três menores de idade o roubo de um carro que seria utilizado na fuga do traficante.

Vítima da quadrilha, Leonardo Blaz Cicoti foi abordado quando chegava em
casa, em São Bernardo do Campo e levado como refém em seu próprio carro. A polícia, já informada sobre a tentativa de resgate do traficantes, reforçou a segurança no DP, o que impediu a fuga. Leonardo foi encontrado morto no dia 3 de julho de 2003, a 50 metros do Departamento de Polícia.

Um mês após o assassinato, cinco pessoas foram presas – Denise, Cristiano
Pereira da Silva, que confessou ter disparado os tiros que mataram o
jornalista, hoje preso aguardando julgamento, e três menores à epoca com 15, 16 e 17 anos, e que, após período de internação, estão em liberdade.

Leonardo tinha 26 anos e trabalhava na Voice Comunicação Institucional
quando foi morto pela quadrilha. Uma missa em sua homenagem, realizada na Catedral da Sé, em São Paulo, reuniu mais de mil pessoas.

Cai roubo de cabos em túneis da cidade

A prefeitura comemora a redução em 80% no número de casos de roubos de fios nos túneis da capital paulista. Além disso, teriam sido reduzidos em 43% os problemas de lâmpadas apagadas entre julho e setembro, deste ano. O resultado teria sido obtido pela atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com colocação de viaturas em alguns túneis e prisão de várias pessoas.