Está marcado, a uma da tarde, no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, o início do julgamento de um dos acusados do assassinato do jornalista Leonardo Blaz Cicoti, morto no dia 2 de julho de 2003. O réu é Denise dos Santos Vieira, que responde por crime de formação de quadrilha, aliciação de menores, fornecimento da arma do crime, entre outros. Denise é acusada de arquitetar a tentativa de fuga do traficante Walter Carlos Galdino de Oliveira, o “Alemão”, preso, à época, no 35º DP, no Jabaquara. Para atingir seu objetivo, Denise encomendou a Cristiano Pereira da Silva e outros três menores de idade o roubo de um carro que seria utilizado na fuga do traficante.
Vítima da quadrilha, Leonardo Blaz Cicoti foi abordado quando chegava em
casa, em São Bernardo do Campo e levado como refém em seu próprio carro. A polícia, já informada sobre a tentativa de resgate do traficantes, reforçou a segurança no DP, o que impediu a fuga. Leonardo foi encontrado morto no dia 3 de julho de 2003, a 50 metros do Departamento de Polícia.
Um mês após o assassinato, cinco pessoas foram presas – Denise, Cristiano
Pereira da Silva, que confessou ter disparado os tiros que mataram o
jornalista, hoje preso aguardando julgamento, e três menores à epoca com 15, 16 e 17 anos, e que, após período de internação, estão em liberdade.
Leonardo tinha 26 anos e trabalhava na Voice Comunicação Institucional
quando foi morto pela quadrilha. Uma missa em sua homenagem, realizada na Catedral da Sé, em São Paulo, reuniu mais de mil pessoas.



