Guarulhos adere ao exército do choque elétrico

A prefeitura de Guarulhos divulga nota na qual anuncia a adesão ao exército do choque elétrico que já conta com as poderosas forças de segurança das cidades de Araçariguama e Botucatu, no interior paulista.

A arma Taser, usada para “imobilizar pessoas emocionalmente descontroladas”, conforme descrição oficial, é a mesma que foi sacada sem sucesso – e acabou caindo no chão – contra deputados que tentavam invadir o plenário do Senado na votação do caso Renan Calheiros.

Com boa parte de seus problemas resolvidos, Guarulhos vai desembolsar cerca de R$ 22.500,00 para comprar 15 pistolas elétricas, além dos kits completos de armamento e um curso de especialização para cerca de 50 guardas.

“Na Grande São Paulo, a cidade de Guarulhos será a pioneira”, está escrito na nota oficial da prefeitura em uma demonstração de orgulho duvidosa.

Em tempo: se você quiser ler nota menos irônica e mais esclarecedora sobre os “poderes” da arma Taser o convido a acessar o site do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi, mantido pelo nosso colega Walter Maierovitch.

O selo eletrônico na opinião dos ouvintes-internautas

O uso de um selo eletrônico nos carros e motos, a partir do ano que vem, será obrigatório na cidade de São Paulo. O convênio assinado nesta semana entre prefeitura e governo trouxe o tema para o noticiário e divide as opiniões como pode se ver nas mensagens enviadas pelos ouvintes-internautas do CBN SP.

O “chip” foi o assunto que “bombou” na caixa de correio do programa. Acompanhe algumas das opiniões:

“Será que com a instalação dos chips não haverá a redução do roubo de veículos? Consequentemente o número de mortes? E afinal, não queremos pedágio urbano? E para isso, apesar das autoridades negarem, é necessário a instalação desses chips” (Allan dos Reis)

“Minha sugestão é que começassem a usá-los nos autómoveis dos políticos” (Ângelo Lucas)

“Para flagrar infrações esse chip é muito bom, mas tem o lado do fim da privacidade … isso vai acabar com a patroa te achando no motel!” (Artur Alexis Riccioppo)

“Se alguém faz algo errado e leva multa, isso é injusto? Ou, só é justo punir quando um guarda flagra visualmente a irregularidade? Basta não fazer nada errado ! (Chi Qo)

“Niguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo” segundo a nossa Constituição. O carro é um bem particular eu possso ou não posso permitir a colocação de ship nele.” (Crébio Mota)

“Esse projeto de implantar chips nos veículos e monitorar o cidadão, lembra muito o Big Brother. Trata-se de afronta a garantias fundamentais como a liberdade de ir e vir, a intimidade e a privacidade do indivíduo”. (Daniel)

“Quando eu vejo motoristas desrespeitando os pedestres, avançando o veículo na faixa de pedestres com sinal fechado, ou ainda outros motoristas dando farol e até mesmo buzinando quando você está dentro da velocidade, eu vejo aí um lado bom do tal chip, porque certas pessoas, principalmente no trânsito só mudam seus conceitos quando pesa no bolso, o que é lamentável” ( Hilton Lima)

“Precisamos de tecnologia para os semáforos de São Paulo, por exemplo e não de mais leis para penalizar o cidadão” (Jorge Neves)

“Perderemos o direito de privacidade pois seremos “monitorados e rastreados. Será que nós teremos o direito de monitorar onde será gasto o valor arrecadado?” (Thomas Melo)

“Mais uma vez que vai sair ganhando com isso é apenas o governo com mais impostos e claro, a indústria de chip’s que vai faturar alto com isso”. (Reginaldo de Oliveira)

“Aos defensores dos ”direitos de ir e vir sem ser espionado”.. queria dizer que ..graças a essa mentalidade, bandidos roubam carros, e conseguem desaparecer. Seqüestradores ficam meses ‘zanzando pela cidade e fora dela sem que se tenha traços deles..” (Mauricio Lorando)

“Uma das consequências da implantação de chips em carros é a minimização de roubos/furtos e/ou facilitação de resolução destes roubos/furtos. Sendo assim, haverá então, uma redução no preço do seguro dos mesmos?” (Mariana Gonçalves)

Protesto inusitado contra pedágio no Rodoanel

O pedestre que passar pela calçada em frente a Fiesp, segunda-feira, às 11 da manhã, terá de pagar “pedágio”. Serão instaladas cabines para a cobrança e distribuídos “dinheiro” com o valor de R$ 2,20 – preço estimado que o Governo do Estado de São Paulo pretende cobrar para quem usar o trecho sul do Rodoanel. Os cobradores do pedágio estarão fantasiados, um deles representando o governador José Serra.

O protesto é organizado pelo Movimento Rodoanel Livre que estará colhendo assinatura contra a cobrança de pedágio.

Conexão Rio-SP: Cabral troca verde por prédios

Este título na primeira página de O Globo ilustra a reportagem que motivou o comentário desta quarta-feira, no bate-papo diário com o âncora Sidney Rezende, do CBN-Rio.

Sidney chamou atenção para o debate que ocorre no Rio, neste momento, com a decisão do governador Sérgio Cabral de vender dois imóveis do estado no valorizado bairro do Leblon. Um deles, numa grande área verde, é parte do terreno de 40 mil metros quadros que abriga um dos batalhões do Corpo de Bombeiros.

Esta é uma das grandes encrencas no espaço urbano. Como incentivar o desenvolvimento preservando o meio ambiente. São Paulo durante muitos anos foi uma cidade em desconstrução. Colocou-se abaixo o que havia de concreto. E substitui-se por mais concreto. Do verde, no entorno dos bairros, nasceram condomínios, prédios, uma centena de casas. Nas proximidades dos mananciais, brotaram loteamentos irregulares, a maioria provocando devastação irrecuperável.

Hoje, em plena explosão imobiliária na capital, surge um fenômeno interessante: as empreendedoras, incorporadoras e construtoras lançam enormes projetos de moradia para classe média, média-alta, apartamentos de luxo, também, com quatro quartos, muitas vagas na garagem, e …. um bosque à disposição. Ou seja, vende-se apartamento com direito a árvore.

O ataque as áreas a serem preservadas, aqui na capital, também surge dos órgãos oficiais. Um exemplo é a pressão que vereadores têm feito para impedir que o departamento de patrimônio histórico consiga tombar as áreas que estão no entorno de locais já preservados. Por exemplo, um parque ou um bosque que estão preservados se forem cercados por prédios, dependendo as características destes, pode ter sua vegetação prejudicada e seu valor depreciado.

O Plano Diretor e a lei de zoneamento são duas ferramentas que tendem a impedir este desrespeito que se enxerga agora no Rio. Mas a responsabilidade da autoridade e a mobilização social costumam ser mais eficazes.

Artilheiros e artilharias no futebol

Foi o ouvinte-internauta Edivalmir Antonio Massa que teve paciência para fazer o cálculo abaixo, após mais uma rodada do Campeonato Brasileiro de futebol. Ele estava intrigado com o papel dos artilheiros em cada um dos times, principalmente após constatar que os primeiros colocados na tabela de goleadores vestiam a camisa de clubes que têm apresentado desempenho sofrível em campo.

A constatação final deve servir de alerta aos cartolas do futebol brasileiro que, muitas vezes, gastam dinheiro à toa em busca de artilheiros sem expressão.

Vamos a paciente conta do Edivalmir:

“1 – O artilheiro do Campeonato é o Josiel com 17 gols e o seu clube, o Paraná, amarga a 16ª colocação, ou seja, zona do perigo para o rebaixamento;

2 – O segundo colocado é o Acosta, do Náutico, com 15 gols, que respirou nas últimas 6 partidas, mas está na 13ª colocação;

3 – O André Lima da gloriosa estrela tem 12 Gols e o Botafogo está em 7ª lugar;

4 – O meu time Sport Recife tem o Carlinhos Bala com 11 Gols e está na 9ª colocação, precisando fazer mais uns pontinhos para não ir para a zona perigosa;

….

Fui pesquisar quantos gols fizeram os artilheiros do São Paulo, primeiro colocado e virtual campeão, e do Cruzeir,o segundo colocado. A curiosidade bateu devido ao fato de os times do São Paulo e do Cruzeiro não figurarem como detentores dos quatro primeiros artilheiros do campeonato e fiquei surpreso:

São Paulo

1º – Com 7 gols = Borges

2º – Com 6 gols = Dagoberto

3º – Com 5 gols = Rogério Ceni

4º – Com 4 gols = Aloísio e Leandro

5º – Com 3 gols = Hugo e Jorge Wagner

6º – Com 2 gols = Alex Silva, Breno, Hernandes e Sousa

7º – Com 1 gol = Diego Tardeli, Miranda e Richarlyson (é o melhor jogador do Campeonato).

14 jogadores do elenco chegam no gol, inclusive o goleiro.

Cruzeiro

1º – Com 9 gols = Alessandro, Guilherme e Roni

2º – Com 6 gols = Moreno e Wagner

3º – Com 5 gols = Araújo e Leandro Domingues

4º – Com 3 gols = Ramirez

5º – Com 2 gols = Fernandinho, Nenê e Thiago Tardeli

6º – Com 1 gol tem cinco jogadores

15 jogadores do elenco chegam no gol.

O Paraná que tem o artilheiro do campeonato só tem 9 jogadores que fazem gol, um é o Josiel e o restante fez 1 gol cada um; O Náutico tem 15, o Botafogo 11 e o Sport 13, porém a maioria fez um gol apenas.

Portanto, um time com apenas um artilheiro não vale nada. E um time com uma artilharia vvale campeonatos, classificação para Libertadores, etc., etc., etc.”

Na dúvida, ouvinte-internauta vai ao regimento interno

Foi Thiago dos Santos Neves que, após ouvir as informações sobre os motivos que impedem os deputados estaduais votarem o projeto de lei que acaba com o nepotismo (leia mais aí em baixo), decidiu folhear o Regimento Interno da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Ele escreveu para a gente e destacou o texto a seguir que não deixaria dúvida de que o deputado Pedro Tobias (PSDB) tem toda razão ao dizer que só depende do presidente da casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), para o projeto ser votado:

Artigo 120 – Encerrando os trabalhos, o Presidente anunciará a Ordem do Dia da sessão deliberativa seguinte, que não mais poderá ser alterada, salvo as expressas exceções regimentais e constitucionais. (4 e 11)

§ 1º – A Ordem do Dia será organizada pelo Presidente da Assembléia, colocadas em primeiro lugar as proposições em regime de urgência, seguidas das em regime de prioridade e, finalmente, das em regime de tramitação ordinária, na seguinte ordem…”

Nepotismo: Presidente da Assembléia joga o “mico” para os líderes

Se para o deputado Pedro Toledo bastava o presidente da Assembléia determinar e o projeto de lei que termina com o nepotismo, em São Paulo, seria votado no plenário, para o deputado Vaz de Lima – o presidente – quem decide é o colégio de líderes.

Leia a nota enviada ao CBN SP na qual o presidente da Assembléia Legislativa passa o “mico” para seus colegas:

“O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Vaz de Lima, pede desculpas aos ouvintes da rádio CBN por não poder dar as explicações necessárias sobre as questões levantadas pelo nobre deputado Pedro Tobias em entrevista ao vivo ao programa CBN São Paulo. Neste momento, Vaz de Lima está reunido com os integrantes da Mesa Diretora e representantes de todos os departamentos, no Instituto do Legislativo Paulista (ILP), para tratar de temas administrativos. Antes de dar início à reunião de trabalho, Vaz de Lima pediu à sua assessoria de comunicação que fornecesse a seguinte explicação aos ouvintes do CBN São Paulo:

“O projeto de lei 249/2005, que coíbe a prática do nepotismo em qualquer órgão do poder público estadual, está pronto para ser colocado em pauta, mas essa decisão não cabe à Presidência do Legislativo e, sim, ao Colégio de Líderes, no qual estão representados todos os partidos com representação no Parlamento estadual. Como presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Vaz de Lima tem a obrigação de representar o Parlamento e os 94 deputados eleitos, portanto não cabe a ele manifestar opinião sobre o mérito dos projetos apresentados por parlamentares.”

Assessoria de Comunicação
Presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo

Deputado ameça votar fim do nepotismo “na marra”, em SP

Há três anos na casa e pronto para ser votado, o projeto de lei que proíbe todo tipo de nepotismo na Assembléia Legislativa não vai a plenário. O deputado estadual Pedro Tobias, do PSDB, autor do texto que também toca no cotidiano do judiciário e executivo paulistas, disse que se continuarem a segurar o projeto na gaveta ele vai ao Ministério Público para que votem “nem que seja na marra”. Para ele, bastaria a decisão do presidente da Assembléia Vaz de Lima para colocar em votação a proibição da contratação de parentes no serviço público.

Ouça a entrevista do deputado estadual Pedro Robias ao CBN SP:

Seis mil crianças morrem vítimas de acidentes de trânsito

A morte de crianças no trânsito foi o foco de estudo apresentado pela ONG Criança Segura, que se debruçou nos dados do IBGE e do Ministério da Saúde, de 2000 a 2005.

Acompanhe as informações divulgadas pela ONG:

“No ano de 2005, 7.395 crianças morreram vítimas de causas externas, que incluem acidentes e violência, sendo que desse número, 79% representam acidentes. Do total dessas mortes, 40% são crianças que morreram entre 0 e 14 anos vítimas de acidentes de trânsito, e em seguida estão as vítimas fatais de afogamento, com 26%.

Sobre hospitalizações, entre 0 e 14 anos, as quedas correspondem a 55% do total. Um outro dado surpreendente é a diferença entre os sexos, tanto nas internações quanto em mortalidade. São 3.766 meninos que morreram em acidentes contra 2.041 de meninas. Nas hospitalizações são 95.233 e 43.370 respectivamente.

A pesquisa ainda mostra que para cada faixa etária, prevalecem determinados tipos de acidentes, tanto para mortalidade como para as hospitalizações. Entre crianças de 10 a 14 anos, o afogamento fez em 2005, 601 vítimas fatais e entre as crianças menores de 1 ano, a sufocação foi responsável por 586 vítimas. Nas hospitalizações, as quedas prevalecem como primeira causa em todas as faixas etárias, sendo que em seguida, entre crianças de 5 a 9 anos, são os atropelamentos que levam ao hospitais”.