Protesto inusitado contra pedágio no Rodoanel

O pedestre que passar pela calçada em frente a Fiesp, segunda-feira, às 11 da manhã, terá de pagar “pedágio”. Serão instaladas cabines para a cobrança e distribuídos “dinheiro” com o valor de R$ 2,20 – preço estimado que o Governo do Estado de São Paulo pretende cobrar para quem usar o trecho sul do Rodoanel. Os cobradores do pedágio estarão fantasiados, um deles representando o governador José Serra.

O protesto é organizado pelo Movimento Rodoanel Livre que estará colhendo assinatura contra a cobrança de pedágio.

Conexão Rio-SP: Cabral troca verde por prédios

Este título na primeira página de O Globo ilustra a reportagem que motivou o comentário desta quarta-feira, no bate-papo diário com o âncora Sidney Rezende, do CBN-Rio.

Sidney chamou atenção para o debate que ocorre no Rio, neste momento, com a decisão do governador Sérgio Cabral de vender dois imóveis do estado no valorizado bairro do Leblon. Um deles, numa grande área verde, é parte do terreno de 40 mil metros quadros que abriga um dos batalhões do Corpo de Bombeiros.

Esta é uma das grandes encrencas no espaço urbano. Como incentivar o desenvolvimento preservando o meio ambiente. São Paulo durante muitos anos foi uma cidade em desconstrução. Colocou-se abaixo o que havia de concreto. E substitui-se por mais concreto. Do verde, no entorno dos bairros, nasceram condomínios, prédios, uma centena de casas. Nas proximidades dos mananciais, brotaram loteamentos irregulares, a maioria provocando devastação irrecuperável.

Hoje, em plena explosão imobiliária na capital, surge um fenômeno interessante: as empreendedoras, incorporadoras e construtoras lançam enormes projetos de moradia para classe média, média-alta, apartamentos de luxo, também, com quatro quartos, muitas vagas na garagem, e …. um bosque à disposição. Ou seja, vende-se apartamento com direito a árvore.

O ataque as áreas a serem preservadas, aqui na capital, também surge dos órgãos oficiais. Um exemplo é a pressão que vereadores têm feito para impedir que o departamento de patrimônio histórico consiga tombar as áreas que estão no entorno de locais já preservados. Por exemplo, um parque ou um bosque que estão preservados se forem cercados por prédios, dependendo as características destes, pode ter sua vegetação prejudicada e seu valor depreciado.

O Plano Diretor e a lei de zoneamento são duas ferramentas que tendem a impedir este desrespeito que se enxerga agora no Rio. Mas a responsabilidade da autoridade e a mobilização social costumam ser mais eficazes.

Artilheiros e artilharias no futebol

Foi o ouvinte-internauta Edivalmir Antonio Massa que teve paciência para fazer o cálculo abaixo, após mais uma rodada do Campeonato Brasileiro de futebol. Ele estava intrigado com o papel dos artilheiros em cada um dos times, principalmente após constatar que os primeiros colocados na tabela de goleadores vestiam a camisa de clubes que têm apresentado desempenho sofrível em campo.

A constatação final deve servir de alerta aos cartolas do futebol brasileiro que, muitas vezes, gastam dinheiro à toa em busca de artilheiros sem expressão.

Vamos a paciente conta do Edivalmir:

“1 – O artilheiro do Campeonato é o Josiel com 17 gols e o seu clube, o Paraná, amarga a 16ª colocação, ou seja, zona do perigo para o rebaixamento;

2 – O segundo colocado é o Acosta, do Náutico, com 15 gols, que respirou nas últimas 6 partidas, mas está na 13ª colocação;

3 – O André Lima da gloriosa estrela tem 12 Gols e o Botafogo está em 7ª lugar;

4 – O meu time Sport Recife tem o Carlinhos Bala com 11 Gols e está na 9ª colocação, precisando fazer mais uns pontinhos para não ir para a zona perigosa;

….

Fui pesquisar quantos gols fizeram os artilheiros do São Paulo, primeiro colocado e virtual campeão, e do Cruzeir,o segundo colocado. A curiosidade bateu devido ao fato de os times do São Paulo e do Cruzeiro não figurarem como detentores dos quatro primeiros artilheiros do campeonato e fiquei surpreso:

São Paulo

1º – Com 7 gols = Borges

2º – Com 6 gols = Dagoberto

3º – Com 5 gols = Rogério Ceni

4º – Com 4 gols = Aloísio e Leandro

5º – Com 3 gols = Hugo e Jorge Wagner

6º – Com 2 gols = Alex Silva, Breno, Hernandes e Sousa

7º – Com 1 gol = Diego Tardeli, Miranda e Richarlyson (é o melhor jogador do Campeonato).

14 jogadores do elenco chegam no gol, inclusive o goleiro.

Cruzeiro

1º – Com 9 gols = Alessandro, Guilherme e Roni

2º – Com 6 gols = Moreno e Wagner

3º – Com 5 gols = Araújo e Leandro Domingues

4º – Com 3 gols = Ramirez

5º – Com 2 gols = Fernandinho, Nenê e Thiago Tardeli

6º – Com 1 gol tem cinco jogadores

15 jogadores do elenco chegam no gol.

O Paraná que tem o artilheiro do campeonato só tem 9 jogadores que fazem gol, um é o Josiel e o restante fez 1 gol cada um; O Náutico tem 15, o Botafogo 11 e o Sport 13, porém a maioria fez um gol apenas.

Portanto, um time com apenas um artilheiro não vale nada. E um time com uma artilharia vvale campeonatos, classificação para Libertadores, etc., etc., etc.”

Na dúvida, ouvinte-internauta vai ao regimento interno

Foi Thiago dos Santos Neves que, após ouvir as informações sobre os motivos que impedem os deputados estaduais votarem o projeto de lei que acaba com o nepotismo (leia mais aí em baixo), decidiu folhear o Regimento Interno da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Ele escreveu para a gente e destacou o texto a seguir que não deixaria dúvida de que o deputado Pedro Tobias (PSDB) tem toda razão ao dizer que só depende do presidente da casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), para o projeto ser votado:

“Artigo 120 – Encerrando os trabalhos, o Presidente anunciará a Ordem do Dia da sessão deliberativa seguinte, que não mais poderá ser alterada, salvo as expressas exceções regimentais e constitucionais. (4 e 11)

§ 1º – A Ordem do Dia será organizada pelo Presidente da Assembléia, colocadas em primeiro lugar as proposições em regime de urgência, seguidas das em regime de prioridade e, finalmente, das em regime de tramitação ordinária, na seguinte ordem…”

Nepotismo: Presidente da Assembléia joga o “mico” para os líderes

Se para o deputado Pedro Toledo bastava o presidente da Assembléia determinar e o projeto de lei que termina com o nepotismo, em São Paulo, seria votado no plenário, para o deputado Vaz de Lima – o presidente – quem decide é o colégio de líderes.

Leia a nota enviada ao CBN SP na qual o presidente da Assembléia Legislativa passa o “mico” para seus colegas:

“O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Vaz de Lima, pede desculpas aos ouvintes da rádio CBN por não poder dar as explicações necessárias sobre as questões levantadas pelo nobre deputado Pedro Tobias em entrevista ao vivo ao programa CBN São Paulo. Neste momento, Vaz de Lima está reunido com os integrantes da Mesa Diretora e representantes de todos os departamentos, no Instituto do Legislativo Paulista (ILP), para tratar de temas administrativos. Antes de dar início à reunião de trabalho, Vaz de Lima pediu à sua assessoria de comunicação que fornecesse a seguinte explicação aos ouvintes do CBN São Paulo:

“O projeto de lei 249/2005, que coíbe a prática do nepotismo em qualquer órgão do poder público estadual, está pronto para ser colocado em pauta, mas essa decisão não cabe à Presidência do Legislativo e, sim, ao Colégio de Líderes, no qual estão representados todos os partidos com representação no Parlamento estadual. Como presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Vaz de Lima tem a obrigação de representar o Parlamento e os 94 deputados eleitos, portanto não cabe a ele manifestar opinião sobre o mérito dos projetos apresentados por parlamentares.”

Assessoria de Comunicação
Presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo

Deputado ameça votar fim do nepotismo “na marra”, em SP

Há três anos na casa e pronto para ser votado, o projeto de lei que proíbe todo tipo de nepotismo na Assembléia Legislativa não vai a plenário. O deputado estadual Pedro Tobias, do PSDB, autor do texto que também toca no cotidiano do judiciário e executivo paulistas, disse que se continuarem a segurar o projeto na gaveta ele vai ao Ministério Público para que votem “nem que seja na marra”. Para ele, bastaria a decisão do presidente da Assembléia Vaz de Lima para colocar em votação a proibição da contratação de parentes no serviço público.

Ouça a entrevista do deputado estadual Pedro Robias ao CBN SP:

Seis mil crianças morrem vítimas de acidentes de trânsito

A morte de crianças no trânsito foi o foco de estudo apresentado pela ONG Criança Segura, que se debruçou nos dados do IBGE e do Ministério da Saúde, de 2000 a 2005.

Acompanhe as informações divulgadas pela ONG:

“No ano de 2005, 7.395 crianças morreram vítimas de causas externas, que incluem acidentes e violência, sendo que desse número, 79% representam acidentes. Do total dessas mortes, 40% são crianças que morreram entre 0 e 14 anos vítimas de acidentes de trânsito, e em seguida estão as vítimas fatais de afogamento, com 26%.

Sobre hospitalizações, entre 0 e 14 anos, as quedas correspondem a 55% do total. Um outro dado surpreendente é a diferença entre os sexos, tanto nas internações quanto em mortalidade. São 3.766 meninos que morreram em acidentes contra 2.041 de meninas. Nas hospitalizações são 95.233 e 43.370 respectivamente.

A pesquisa ainda mostra que para cada faixa etária, prevalecem determinados tipos de acidentes, tanto para mortalidade como para as hospitalizações. Entre crianças de 10 a 14 anos, o afogamento fez em 2005, 601 vítimas fatais e entre as crianças menores de 1 ano, a sufocação foi responsável por 586 vítimas. Nas hospitalizações, as quedas prevalecem como primeira causa em todas as faixas etárias, sendo que em seguida, entre crianças de 5 a 9 anos, são os atropelamentos que levam ao hospitais”.

CET chama “Nossa SP” de irresponsável e desinformado

O Dia Mundial Sem Carro já passou mas as relações entre a CET e o “Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade” permanecem azedas. Um dos diretores da Companhia de Engenharia de Tráfego, Adauto Rodriguez, tomou as dores da empresa e enviou e-mail para o comando do movimento em resposta às críticas que assistiu, no dia 22 de setembro, em emissoras de televisão.

No texto publicado no site do movimento, o dirigente chama o grupo de irresponsável e desinformado, além de questionar a conduta ética e cidadã propaladas pelo “Nossa São Paulo”.

Adauto Martinez Filho dá a entender que o grupo não foi competente para mobilizar a cidade no Dia Mundial Sem Carro. E assina a mensagem eletrônica como “alguém cuja consciência ambiental não precisa de dia e hora marcados, estando consolidada em ações concretas praticadas diariamente.”

Agora o outro lado

No contra-ataque, o Movimento Nossa São Paulo publica resposta, também no site, afirmando que a CET deixou de colaborar com as iniciativas do Dia Mundial Sem Carro, “ao contrário da postura demonstrada pelo prefeito e dos secretários de Esportes, dos Transportes e do Verde e do Meio Ambiente”.

Lembra que apos inúmeras solicitações, a CET aceitou bloquear quatro trechos de pequenas ruas – que somadas chegavam a um quilômetro – e o Minhocão. “Nem as faixas para informar a população do fechamento das ruas foram colocadas a tempo”.

A mensagem ainda lamenta o que foi um erro político da CET não ter percebido o grande potencial que a parceria poderia representar. E conclui: “Toda parceria demanda uma relação respeitosa e educada entre as partes. Certamente não passa por reagir às críticas institucionais com ofensas, ironias, insultos e insinuações de ordem pessoal”.

Prefeitos são garoto-propaganda de bicicleta, nos EUA

São os prefeitos americanos os responsáveis pela reação que surge nos Estados Unidos em favor do uso da bicicleta como meio de locomoção. O país reconhecido mundialmente como a Terra do Automóvel tem assistido à uma série de iniciativas nas comunidades com o intuito de tornar este transporte alternativo mais seguro, fácil e conveniente para o cidadão.

Portland, Oregon, é considerada a cidade pioneira em políticas amigáveis aos ciclistas. Há mais de 15 anos, os moradores têm a disposição cerca de 300 milhas de ciclovias, incluindo ruas desenhadas especificamente para ciclistas onde o tráfego de carros é restrito.

Austin, Texas, Lexington, Kentucky, Upper Arlington, Ohio e mais uma centena de cidades de todos os tamanhos estão expandindo os serviços oferecidos aos ciclistas.

Um dos prefeitos que têm aumentado a atenção às bicicletas é Richard Daley, de Chicago, assim como Richard Riordan, de Los Angeles. O de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou a expansão de mais 200 milhas de ciclovias. Enquanto Rocky Anderson de Salt Lake City introduziu e assinou lei obrigando que todas as ruas e avenidas passem a acomodar ciclistas e pedestres.

Apesar de menos de 1% de todas as viagens americanas serem feitas de bicicleta, este negócio já atrai a iniciativa privada. Os fabricantes americanos têm registrado na última década aumento de 20% nas vendas. Firmas privadas administram estações de bicicleta. Companhias oferecem ajuda financeira para o empregado ciclista. Grupos planejam itinerários para pedalar, imprimem mapa de rotas e organizam visitas em áreas turísticas. Sem contar o fundo de US$ 750 milhões, do Governo Federal, para projetos que tenham como alvo o uso da bicicleta e privilégios aos pedestres. Isto representa o dobro do que havia disponível no caixa há dez anos.