Governo do Estado critica relatório da ONU

São Paulo tem 1% dos assassinatos do mundo. Esta manchete incomodou o serviço de segurança pública do Estado porque os dados que serviram de base para o relatório da ONU, origem da notícia, são de 1999. Segundo o coordenador da Secretaria de Segurança Pública Túlio Khan, desde o fim dos anos 90 até agora, a redução no número de homicídios chegou a cerca de 60%.

Ouça a entrevista de Túlio Khan ao CBN SP na qual explica por que a sensação dos paulistanos ainda é de insegurança:

Vereadores querem imprensa com agenda positiva

Uma das principais reclamações dos vereadores de São Paulo apresentadas para integrantes do “Movimento Nossa São É Outra Cidade” é a falta de uma agenda positiva dos movimentos sociais e da imprensa em relação a Câmara Municipal. O encontro ocorreu, nesta segunda-feira, na própria Câmara em uma série de ações que se pretende desenvolver com a intenção de levar o cidadão para dentro do legislativo.

Ouça a entrevista do diretor do Instituto Ágora Gilberto de Palma sobre o que o movimento ouviu dos vereadores paulistanos:

Conexão Rio-SP: Juizado especial no aeroporto

Os aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, vão ganhar, no próximo dia 8 de outubro, dois Juizados Especiais Cíveis para atender passageiros que queiram processar empresas por causa de overbooking, atrasos e cancelamentos de vôos, extravio, violação e furto de bagagens, entre outras irregularidades.

Alguns setores taxaram esta medida de casuística. Criada pela pressão da opinião pública por respostas a crise aérea. Perguntam se em vez de mandarem juízes e funcionários para aeroportos, não é mais apropriado usar a energia do Judiciário para acelerar julgamentos de processos que já aguardam há algum tempo.

Os consumidores prejudicados nos aeroportos podem reclamar seus direitos nos Juizados da cidade em que o passageiro reside, inclusive por carta.

A iniciativa atende a determinação do Conselho Nacional de Justiça. Os juizados funcionarão de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. O atendimento é gratuito e não é necessária a presença de advogado.

Aguarda-se com ansiedade a implantação destes juizados nas estações rodoviárias, onde até hoje, por exemplo, não se respeita o uso da carteira do idoso para transporte gratuito.

Deputados trocam plenário por futebol

Foi há duas semanas, neste mesmo blog, que reproduzimos crítica da ONG Voto Consciente, na qual se questionava a participação dos deputados estaduais em atividades esportivas. A turma do “Voto” chamava atenção para a excitação dos parlamentares que foram jogar contra os veteranos do Santos, no litoral paulista, com direito a reportagem na TV Assembléia. Novos jogos estariam marcados para os “craques” da casa.

Uma das perguntas feitas pela ONG era se os jogos iriam ocorrer na hora do trabalho. Nenhuma manifestação veio da Asssembléia. Mas, neste fim de semana, o Estadão noticiou e publicou fotografia na qual aparecem deputados e assessores perfilados antes de um jogo realizado no dia 14 de setembro, sexta-feira à tarde, hora de expediente e sessão em plenário.

Estavam lá, segundo o jornal, Donisete Braga (PT), primeiro-secretário da Casa; Waldir Agnello (PTB), primeiro vice-presidente; Ênio Tatto (PT), ex-líder da bancada petista, Luciano Batista (PSB), presidente da Comissão de Esporte e Turismo e João Barbosa (DEM).

Havia mais deputados na Vila do que em plenário, onde no mesmo horário apareceram apenas quatro.

O jornal lembra que cada deputado custa ao contribuinte R$ 487,80 por dia.

Porto Alegre usa tinta antipichação em viaduto

As pichações têm sido uma encrenca sem solução em boa parte das cidades brasileiras. Sempre aparece uma idéia “genial” para acabar com a sujeira marcada pela ação de grupos de jovens que costumam atuar à noite.

Câmera para flagrar os pichadores, punição mais dura a quem “atacar” os imóveis e multa a quem deixar pichado, foram algumas das iniciativas sem sucesso.

Chegou a vez de Porto Alegre testar um novo método. Uma tinta especial que facilita a remoção de pichações está sendo usada nos 12 viadutos da capital gaúcha. O produto é desenvolvido por uma empresa de São Paulo, a Colore.

Na entrega do primeiro viaduto revitalizado, o Dom Pedro I, foi o prefeito José Fogaça quem fez às vezes de limpador de pichação retirando parte das marcas deixadas na obra sem prejudicar a pintura.

Recall de camisetas do Corinthians

“A Associação de Camelôs da Rua 25 de março convoca todos os proprietários de camisetas do Corinthians, edição 2005, nas quais conste a estrela de campeão brasileiro daquele ano, para substituição, sem nenhum custo adicional, por uma camiseta atualizada, editada com o mesmo molde e numeração, e sem a referida estrela. A substituição se fez necessária devido a declarações do ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib de que o Campeonato Brasileiro de 2005 foi roubado”.

Esta é apenas para divertir a galera no fim de semana. Mesmo a corinthiana, afinal, como disse alguém no passado, saber rir de si mesmo é sinal de inteligência.

Da série “Já Vi Este Filme”

Agências de notícias informaram, nesta sexta-feira, que o ex-presidente Fernando Henrique não sabia de nada sobre o “mensalão” tucano, em Minas Gerais. Foi a reação às declarações do senador Eduardo Azeredo (PSDB) que citou FHC para se defender das acusações de uso de caixa 2 em campanha eleitoral. O presidente Lula até hoje sustenta a mesma tese em relação ao “mensalão” petista.

Soninha quer “poder” na prefeitura

A pré-candidatura da vereadora Soninha à prefeitura de São Paulo foi confirmada por ela ao CBN SP. A petista está deixando o partido para se filiar ao PPS, que fez o convite para que concorra ao cargo no ano que vem. Sônia Francine disse que um dos motivos que a levaram a aceitar o convite é o fato de que na prefeitura dá para “poder” mais do que na Câmara Municipal.

Ouça a entrevista da vereadora Soninha Francine no CBN SP:

Conexão Rio-SP: Preso era liberado nos fins de semana

O assassinato de dois garotos em São Paulo e a prisão do suspeito colocam em dúvida o trabalho de psiquiatras e os parâmetros utilizados para avaliar a capacidade de uma pessoa perturbada ou com tendência a atos violentos.

Como se sabe, o homem que está preso havia sido internado em um hospital psiquiátrico, pois já havia se envolvido em casos de homicídio e abuso sexual. Após um período de tratamento, avaliou-se que ele estava em melhores condições e, portanto, era liberado para sair do hospital nos fins de semana. A família dele – é o que parece – nunca compreendeu muito estas liberações. Os comentários que ouviam do parente em tratamento ainda eram violentos.

A morte e o abuso dos garotos levou a polícia até o suspeito que teria confessado sua participação neste e outros crimes.

O jurista Thales Castelo Branco conversou com a CBN, agora pela manhã, e chamou atenção para o risco de se incriminar de ante-mão os profissionais que atuaram no tratamento e avaliação do homem agora acusado pelos assassinatos. Lembrou que a psicologia, por exemplo, trabalha com dados subjetivos. Simulações, dissimulações ocorrem.

A verdade é que este caso nos permite questionar sobre o trabalho de acompanhamento destes presos que estão sobre tratamento psiquiátrico e mesmo daqueles que na cadeia deveriam passar por processo de reavaliação para que possa voltar ao convívio social.