O Ministério Público Estadual de São Paulo obteve novos documentos nas investigações sobre o caso Petroforte, considerado pela justiça a maior denúncia por crime de fraude em falência do País, com 67 pessoas denunciadas e mais de R$ 600 milhões desviados.
De acordo com reportagem exclusiva de Adamo Bazani, da CBN, os documentos surpreeenderam o promotor Artur Migliari. Ele contou que há indícios de que o responsável pelo grupo, o empresário Ari Natalino, tinha relações com desembargadores e juízes para garantir privilégios no processo de falência da empresa que já foi uma das maiores distribuidoras de combustíveis do País.
A CBN teve acesso a um processo assinado pelo juiz Luiz Beethoven Giffoni Pereira, no qual reconhece indícios de ligação entre a suposta fraude de falência e o Banco Rural. Segundo o promotor Artur Migliari, recursos da Petroforte, que deveriam ser bloqueados pela Justiça, foram para o banco
O juiz não quis conceder entrevista. Para ele, tudo o que deveria ser dito sobre o caso, está na documentação obtida pela reportagem.
O Grupo Petroforte gerou mais de 200 empresas. Uma delas, chamada Sobar Álcool e Derivados, sofreu intervenção após ser acusada de repassar créditos ilegais ao Banco Rural
O Banco Rural, pela assessoria de imprensa, afirmou que utilizou somente de meios legais para tomar posse dos créditos devidos e não pagos.




