Foto-ouvinte: Presente de paulistano

De Ribeirão Preto até a Marginal Pinheiros, em três horas. Da Marginal a Avenida Nove de Julho, mais três. Este foi o resultado do congestionamento que atravancou o dia da ouvinte-internauta Maria Elisa Moreira Costa. O transtorno não lhe impediu de registrar com a câmera do celular a ironia da cidade grande: no trânsito carregadíssimo um carro novinho, embalado e com fita vermelha , carregado para presente.

Auriemo nega mais congestionamento na Marginal

O dono da JHSF, José Auriemo Neto, nega que o complexo comercial e residencial de luxo que contrói ao lado da Marginal Pinheiros vá prejudicar o trânsito na região. Em entrevista ao CBN SP, ele afirmou que estudos mostram que a pista local no trecho entre a ponte Cidade Jardim e do Morumbi, tem ocupado apenas 40% do tráfego potencial da região.

Auriemo diz que, ao contrário do que a Sociedade dos Moradores do Morumbi criticou neste blog, tem negociado com a comunidade local e realizou todos os estudos de impacto de vizinhança, ambiental e de tráfego.

Ouça a entrevista do empresário José Auriemo Neto ao CBN SP:

Em tempo: a Sociedade Amigos do Morumbi, através de seu presidente, o empresário Carlos Magno Gibrail, nega ter recebido os estudos feitos pela JHSF.

Aprendiz dá lição após sofrer atentado

A sede do projeto Aprendiz, que atua na Vila Madalena, foi invadida e depredada na madrugada de terça-feira. Além de destruírem móveis e roubarem computadores, os vândalos picharam as paredes com a cruz suástica e palavras de agressão a judeus.

Apesar da agressão, os professores e monitores do projeto aproveitaram a situação para conversar sobre o tema com os alunos que participam dos programas desenvolvidos pela ONG.

Um dos fundadores do projeto, o jornalista Gilberto Dimenstein, da CBN e Folha, falou sobre o atentado no CBN SP:

Dois bons exemplos de corredores de ônibus

Lembrando a máxima de que não dá para comer omelete sem quebrar os ovos, o professor de engenhria de transportes públicos, da USP, Jaime Waisman, defende a implantação dos corredores de ônibus, apesar do impacto que pode ser gerado na vizinhança.

Na entrevista ao CBN SP, Waisman citou dois bons exemplos que existem na região metropolitana de São Paulo: os corredores do ABCD, intermunicipal, e o da Nove de Julho, municipal.

Ouça a entrevista do professor Jaime Weisman:

Série CBN: Corredor de polêmica III

Vizinhos dos corredores de ônibus reclamam do impacto negativo que estas vias provocam na qualidade de vida com o aumento no movimento de carros nas ruas secundárias e da poluição ambiental. Para especialistas em trânsito, os corredores são fundamentais para ajudar o transporte público a fluir na cidade.

O repórter Fernando Andrade foi saber como conciliar os interesses em jogo no momento em que se decide pela implantação de um corredor de ônibuis na cidade.

Ouça a terceira reportagem da série “Corredores de Ônibus” apresentada no CBN SP:

Fraude no painel: “é fato grave” para procurador

A suspeita de que a Câmara Municipal de São Paulo manipula o número de vereadores presentes nas sessões em plenário é considerada um fato grave pelo procurador de justiça João Francisco Moreira Viegas. Se comprovada a irregularidade os vereadores envolvidos podem perder o mandato e projetos de lei e resoluções correm o risco de serem anulados.

A reportagem feita pela Terra TV, nesta terça-feira, reforçou a denúncia da ONG Voto Consciente que no dia 9 de abril, afirmou que o projeto de lei que autorizou aumento de gastos na Câmara foi aprovado sem o número mínimo de vereadores em plenário.

Ouça a entrevista do procurador no CBN SP:

Foto-ouvinte: Corredor da polêmica II

O ouvinte-internauta Allan Reis ouviu a reportagem da série sobre “Corredores de Ônibus” do Fernando Andrade (ouça logo abaixo) e lembrou da fotografia registrada na Rebouças, no dia 21 de agosto, às 8 da manhã. Segundo ele: “O detalhe é a quantidade de pessoas que descem um ponto antes (no shopping Eldorado) da Avenida Faria Lima e caminham até lá porque é muito mais rápido. Muito mesmo”.

Dono da Petroforte manteria contato com juízes, diz MP


O Ministério Público Estadual de São Paulo obteve novos documentos nas investigações sobre o caso Petroforte, considerado pela justiça a maior denúncia por crime de fraude em falência do País, com 67 pessoas denunciadas e mais de R$ 600 milhões desviados.

De acordo com reportagem exclusiva de Adamo Bazani, da CBN, os documentos surpreeenderam o promotor Artur Migliari. Ele contou que há indícios de que o responsável pelo grupo, o empresário Ari Natalino, tinha relações com desembargadores e juízes para garantir privilégios no processo de falência da empresa que já foi uma das maiores distribuidoras de combustíveis do País.

A CBN teve acesso a um processo assinado pelo juiz Luiz Beethoven Giffoni Pereira, no qual reconhece indícios de ligação entre a suposta fraude de falência e o Banco Rural. Segundo o promotor Artur Migliari, recursos da Petroforte, que deveriam ser bloqueados pela Justiça, foram para o banco

O juiz não quis conceder entrevista. Para ele, tudo o que deveria ser dito sobre o caso, está na documentação obtida pela reportagem.

O Grupo Petroforte gerou mais de 200 empresas. Uma delas, chamada Sobar Álcool e Derivados, sofreu intervenção após ser acusada de repassar créditos ilegais ao Banco Rural

O Banco Rural, pela assessoria de imprensa, afirmou que utilizou somente de meios legais para tomar posse dos créditos devidos e não pagos.

Denunciada fraude em painel da Câmara de São Paulo


Reprodução de vídeo do Terra

Mesmo ausentes, vereadores da Câmara Municipal de São Paulo conseguem registrar presença no painel eletrônico do plenário. A denúncia foi publicada pelo portal Terra, a partir de imagens registradas pelo repórter Fabiano Falsi que flagrou o plenário vazio decorado pelo painel que apontava a existência de 49 vereadores, na sessão extraordinária do dia 14 de agosto, terça-feira.

A mesma denúncia havia sido apresentada pela ONG Voto Consciente ao Ministério Público Estadual, em abril deste ano. Segundo a reportagem, uma das coordenadoras da organização, Sônia Barbosa, disse: “Sou testemunha ocular. Vi 41 (nomes) ‘explodindo’ no painel. No Plenário só tinha o vereador Ademir da Guia (PR)”.

Mantendo a pose, o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues, disse que renunciaria se tivesse havido alguma irregularidade na sessão que comandou no dia 14 de agosto.

Ele explicou que os vereadores não precisam estar sentado no plenário para dar presença: “”O vereador vai aqui atrás (atrás da mesa diretora), faz sinal positivo (aponta o polegar direito para cima) e o pessoal do computador põe (a presença)”.

Vai ter de convencer o Ministério Público.