Série CBN SP: Corredor de polêmica

Inaugurado há menos de três anos, o corredor de ônibus da avenida Rebouças desde seu projeto gerou debates acalorados nos meios políticos e sociais. Associação de moradores, urbanistas, arquitetos, engenheiros, passageiros, motoristas e muito político de plantão falaram sobre o assunto. O corredor foi entregue e já passa por reformas.

Ouça a segunda reportagem de Fernando Andrade da série sobre “Corredores de ônibus”, que foi no ar no CBN SP:

Rio segue caminhos do Nossa São Paulo

O olhar da turma do Rio para a criação do “Nossa São Paulo É Outra Cidade” já existe desde os primeiros movimentos. Agora, motivados pela mobilização paulistana, um grupo de empresários, incentivadores sociais e simpatizantes lança, hoje, o Rio Como Vamos

A intenção é monitorar a qualidade de vida da cidade do Rio de Janeiro usando indicadores técnicos e de percepção. Pretendem, ainda, dialogar com os agentes públicos e privados que influenciam esses indicadores.

São Paulo e Rio se inspiraram em iniciativa semelhante chamada “Bogotá, Como Vamos” que já alcançou resultados positivos na melhoria de qualidade de vida da capital colombiana, em nove anos de atividades.

O lançamento do movimento Rio Como Vamos será às 9 horas na sede da Fecomércio.

Foto-ouvinte: Gaviões à solta

A fauna paulista segue em destaque na coluna “Foto-ouvinte do CBN SP”. Perkins T. Moreira emplaca a imagem deste gavião registrada em Santo André quase divisa com São Caetano. Por lá, ele encontra colibris, bem-te-vis, pardais, pombos e maritacas – ele, o ouvinte, e o gavião, também.

Segundo Perkins “aqui ao lado do condomínio, há uma grande área verde entre nós e a Avenida do Estado, o que garante menos barulho e mais tranqüilidade. Nesta área é que as aves vivem, inclusive um casal de gaviões, que depois de espantar as corujas, se instalou e acabou de ter um filhote, que identificamos pelos chamados. Os pais revezam-se na caça. A foto é de um deles sobre o telhado do prédio vizinho. A cidade invadiu a natureza, mas aos poucos a natureza se adapta. E um dia, certamente voltará a ocupar nosso espaço”

Bahamas não é casa de prostituição

Não tenho nada a ver com a manchete acima. Foi a Vigésima Terceira Vara da Justiça de São Paulo que concluiu em favor da casa de … comandada por Oscar Maroni.

Seja o que for, o Bahamas seguirá fechado e o empresário, preso.

O repórter Adamo Bazani, da CBN, apurou, no entanto, que a decisão judicial vai ajudar na reabertura da casa de … e na libertação de Maroni. Mesmo porque o empresário foi preso sob a acusação de tráfico interno de pessoas, facilitação à prostituição e formação de quadrilha.

Serra na feira, Marta no ônibus e Maia no metrô

O desejo é do consultor de empresas e colunista da Época Ricardo Neves. Reproduzo dois trechos do texto “Privilégios, mimos e mordomias estatais”. O resto você lê na banca mais próxima de sua casa:

“Em Haia, Holanda, pedalando entre uma reunião e outra, passamos, meu amigo holandês e eu, por um ciclista que falava ao celular. Meu amigo me informou então que se tratava do ministro da Justiça em pessoa, e comentou em seguida: “Isso é muito perigoso … Andar de bicicleta e falar ao celular. Ele deveria parar ou pelo menos reduzir a velocidade”. E, para minha estupefação, arrematou: “Qualquer criança aprende na escola que falar ao celular enquanto pedala é ainda mais perigoso que dirigindo um carro”.

“Falta um José Serra fazendo feira, ou um Aécio Neves no supermercado, como fazem seus colegas parlamentares israelenses, que se misturam aos cidadãos, mesmo vivendo em estado de Guerra. Ou César Maria andando de metrô, como faz seu colega bilionário e atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Já imaginou uma Marta Suplicy tomando ônibus como qualquer parlamentar britânico ?”

A nota é minha : quando foi prefeito em Porto Alegre, Olívio Dutra do PT insistia em pegar o ônibus na Avenida Assis Brasil, onde morava, até o Mercado Municipal, ao lado da sede da prefeitura. Os assessores reclamavam porque era arriscado e não havia como impedi-lo de “bater o ponto” em um boteco do Mercadão; a oposição, porque considerava demagogia.

Secretário vai andar de ônibus, em SP

A promessa foi de Alexandre de Moraes ao CBN SP na entrevista sobre os corredores de ônibus da capital paulista. Moraes assumiu recentemente a Secretaria Municipal dos Transportes e anunciou a construção de cinco corredores de ônibus, três dos quais seriam entregues até o fim do ano que vem. Ele explicou que, atualmente, costuma pegar ônibus apenas nas quintas-feiras para se deslocar de casa para a universidade onde dá aula. No entanto, pretende passar a usar o transporte público pela manhã, em todas as regiões, para conversar com os passageiros.

Ouça a entrevista do secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, ao CBN SP:

Série CBN SP: Corredores “exclusivos” de ônibus

Os corredores de ônibus surgiram como exclusivos mas hoje abrem espaço para táxis, carros oficiais, além de motos e carros que circulam irregularmente para fugir dos congestionamentos.

O repórter Fernando Andrade iniciou uma série de reportagens nesta semana sobre estas vias criadas há duas décadas com o objeivo de dar prioridade ao transporte de passageiros.

Ouça a primeira reportagem que foi ao ar no CBN SP desta segunda-feira:

Foto-ouvinte: Placas confudem motoristas



A rua é a mesma, mas as placas enlouquecem os motoristas. Se em uma esquina só podem circular ônibus, na outra, diz que são proibidos. Na dúvida, eles seguem em frente colocando em risco a estrutura das casas, como escreve o ouvinte-internauta Nilton Costa que abre a sessão do “Foto-Ouvinte do CBN SP”, nesta semana.

As três imagens são da rua Moxei esquina com a Tenente Landy, no bairro da Lapa. Segundo Nilton, os ônibus não podem passar no local porque a rua está sobre uma camada de lodo: “a gente faz um buraco no chão de meio metro e encontra água”. Se com o sinal em ordem, é difícil cobrar respeito, imagine com a confusão que a CET fez. Nilton conta que o tráfego pesado faz as casas tremerem causando rachaduras.

Associação de moradores critica “Reizinho do Luxo”


Empreendimento pode gerar riscos ao meio ambiente e qualidade de vida

O empresário José Auriemo Neto conseguiu algo inusitado no mundo das celebridades: emplacou pela segunda vez capa da revista Veja São Paulo – um espaço nobre para os paulistanos, reservado aqueles que se destacam na sociedade.

Neste fim de semana, a imagem de Auriemo vem acompanhada do título “O Novo Reizinho de Luxo”. A manchete que aparenta ironia se justifica na reportagem principal da publicação que teceu elogios ao empresário paulistano, lembrando que com apenas 31 anos “está à frente de um supercomplexo imobiliário AAA na Marginal Pinheiros, é o maior sócio da rede de hotéis Fasano, virou parceiro da Daslu e lança um condomínio para milionários”.

O destaque ao dono do aglomerado residencial e comercial que se forma ao lado da congestionada Marginal Pinheiros chamou atenção da Sociedade dos Moradores do Morumbi que, desde o anúncio do investimento na região, tem buscado reduzir o impacto que a obra terá no meio ambiente e na qualidade de vida dos moradores.

Carlos Magno Gibrail que está no comando da entidade descreveu, em mensagem enviada a este blog e a revista Veja SP, as várias tentativas feitas para obter as informações sobre o estudo de impacto de vizinhança, obrigatório para obras daquela dimensão.

A intervenção do vereador José Police Neto (PSDB), a pedido da Sociedade, e os requerimentos em busca das respostas que poderiam dar mais segurança aos moradores sobre os riscos que a região enfrentará com a conclusão do empreendimento, não foram suficientes para sensibilizar o empresário.

Segundo Gibrail, por duas vezes os representantes da associação foram recebidos pessoalmente por Auriemo, mas em nenhuma foi oferecido documento ou esclarecimento sobre os efeitos da obra na região.

Auriemo, em entrevista ao CBN SP, quando o empreendimento foi lançado, disse que o shopping center não iria gerar tráfego a área residencial porque o acesso seria na Marginal Pinheiros. Quanto aos congestionamentos na pista local da marginal, ele falou que aquela região ainda não estava potencialmente esgotada.

Para o presidente da SMM, ” levantar esta questão agora será benéfico, para ao menos esclarecermos se os PACS liberam as construtoras e os empreendedores de tudo o mais”.

Ao fim da mensagem, o representante da entidade chama atenção para uma discussão interessante, o conceito da palavra luxo:

“Gostaríamos, ao finalizar, de sugerir a todos que visitem a área residencial limítrofe ao terreno em obras, para atestar que o luxo real já existia no local – privilegiadas ruas densamente arborizadas e com raro tráfego – antes que a obra termine”.

Patrimônio histórico: o que está em jogo ?

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A decisão do Conselho Municipal de Preservação ao Patrimônio Histórico de São Paulo de permitir a construção de prédios de apenas 25 metros de altura na vizinhança do Parque da Aclimação, na zona norte, tirou R$ 50 milhões do bolso de apenas uma das empresas que atuam no mercado imobiliário. Duas torres de 23 andares deixarão de ser construídas e o dinheiro investido no terreno vai parar na coluna do prejuízo no balanço anual.

Os prédios de apenas 10 andares que poderiam ser levantados já não lhes interessam mais.

No bairro do Ipiranga, onde as restrições garantiram a manutenção de 12 edifícios de valor histórico que fazem parte da herança do conde José Vicente de Azevedo, vizinhos ao museu e ao parque da Independência, algumas empreendedoras de imóveis vão deixar de faturar bem mais. Não é diferente na Móoca, outro local atingido pelas regras impostas pelo Conpresp.

As empresas, na maioria dos casos, compraram terrenos prevendo levantar espigões ao lado dessas áreas, vendendo aos seus clientes a vista para o parque, sem devolver nada para o próprio ou para a cidade Segundo conselheiros que incentivaram a restrição não só não pagam como ainda darão prejuízos com impacto no meio ambiente.

Pelo dinheiro que deixarão de faturar e o prejuízo que vão amargar as empresas do ramo imobiliário, dá para compreender o esforço dos vereadores em criticar o Conpresp e o desrespeito ao acordo que havia sido fechado com todos os líderes dos partidos. Eles haviam acertado prazo de 60 dias para que uma comissão de estudos avaliasse mudanças para “dar mais transparência” as decisões do conselho. Em dez minutos, apresentaram emenda e a aprovaram.

Vereadores recebem das imobiliárias

De acordo com o jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br) empresas ligadas ao setor imobiliário fizeram doações de campanha eleitoral a 23 dos 55 vereadores paulistanos – ou seja, 43,64%.

A campanha do vereador Toninho Paiva (PMDB), por exemplo, custou R$ 243 mil, conforme números declarados ao TRE, dos quais R$ 89,4 mil saíram do caixa do grupo Savoy, que mantém imobiliária e construtora.

A propósito: Toninho Paiva é o representante da Câmara dos Vereadores no Conpresp.

Teve quem arrecadou mais, batendo na porta das imobiliárias e construtoras: Claudete Alves (PT) pegou R$ 115 mil, enquanto José Américo (PT) levou R$ 100 mil, mesmo valor que o colega de plenário Antonio Goulart (PMDB). Por coincidência todos votaram a favor das mudanças que enfraquecem o conselho de defesa do patrimônio histórico.

Que fique claro: o dinheiro entrou de maneira legal, está registrado no TRE e toda pessoa jurídica tem o direito de dar para o candidato que bem entender. O que se discute é se vereadores que dependem do dinheiro das imobiliárias para manterem suas campanhas tem independência para agir no parlamento.

Em editorial, nesse sábado, o jornal O Estado de São Paulo ( http://www.estado.com.br )lembrou que “o interesse a ser preservado é o da cidade de São Paulo e não o de um único setor econômico, por mais importante que seja”.