São 1000 novos mendigos por ano, em SP

Uma pesquisa da Fipe mostra que todo ano surgem 1.000 novos moradores de rua na cidade de São Paulo. Hoje, são mais de 12 mil perambulando pela cidade e vivendo de esmola.

O secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, fala de ações que a prefeitura adota para reduzir o número de mendigos na capital paulista e pede apoio do Ministério Público, assim como ocorreu em Uberlândia (veja nota abaixo):

Mendigo com parkinson era Rei da Caxeta

Pedindo esmola nas esquinas da cidade mineira de Uberlândia, um mendigo fatura até R$ 100 por dia, segundo levantamento feito pelo Ministério Público. Um outro tem casa própria e recebe aposentadoria oficial. Mais curiosa é a situação de um senhor que diz ter Mal de Parkison e, à noite, joga em um clube onde já conquistou o título de Rei da Caxeta. Estas histórias foram levantadas pela Ministério Público de Minas Gerais que denunciou a ação dos “falsos mendigos” e pede a prefeitura para que combata a iniciativa.

Ouça as histórias descobertas pelo promotor Marcos Nogueira:

Passarinhos à solta na cidade de SP

Tudo começou com a mensagem de um ouvinte-internauta que descreveu a surpresa dele ao se deparar com muitos pássaros na vizinhança da nova casa na Vila Mascote. Novos relatos chegaram ao CBN SP, muitas histórias foram contadas e fotografias enviadas. Uma delas está na sessão “Foto-Ouvinte do CBN SP“, publicada diariamente neste blog.

Com tanta curiosidade em torno da existência de pássaros na capital paulista e vizinhança, fomos buscar a opinião de um especialista. Ouça a entrevista do ornitólogo Johann Dalgas Frisch ao CBN SP:

Kassab diz que não sabe

Ou o prefeito nunca passou na avenida Nove de Julho, ou a assessoria de imprensa dele esqueceu de incluir no clipping do dia a reportagem da Folha desta terça-feira, ou estava apenas fingindo que nada sabe. A escolha é do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que, provocado pela repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, fez de conta que desconhecia o desrespeito do deputado estadual Machado (PTB) com a Lei Cidade Limpa.

Como qualquer cidadão minimamente ligado no noticiário do dia sabe, Machado mantém dois outdoors com o nome e a cara dele, encobrindo uma rara árvore, diante do escritório político na avenida Nove de Julho.

Ouça o que o prefeito Kassab disse para a Vanessa:

Enquanto o prefeito diz que não sabe e forja um “vamos ver”, o deputado petebista, adepto do falem mal mas falem de mim, se diverte com o fato de a polêmica manter o nome dele na mídia. Ou seja, o amigo do prefeito desrespeita a Lei Cidade Limpa, com apoio de uma liminar, e acha graça.

Livro do PCC tem histórias inéditas da organização

Uma carta enviada a jornalista Fátima Souza abriu as portas da cela de dois integrantes do PCC à repórter e lhe permitiu ouvir a versão de presos que estiveram envolvidos na Operação Castelinho, uma emboscada montada pela polícia de São Paulo, que acabou com a morte de 12 pessoas supostamente ligadas a organização, próximo da cidade de Sorocaba, em março de 2002.

A conversa com Marcos Massari e Gilmar Leite Siqueira durou seis horas, tempo suficiente para eles contarem como foram arregimentados pelo Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância), quais promessas receberam, e os motivos que levaram a operação a se realizar no pedágio da rodovia Senador José Ermírio de Moraes, também conhecida por Castelinho, e contra aquela quadrilha. Detalhes que jamais foram relatados a jornalistas, pois o governo do Estado nunca autorizou o contato deles com repórteres. Para entrar no presídio, Fátima se passou por visita.

O privilégio oferecido pelos presos é resultado de dez anos de investigação que se iniciou em uma série de reportagens nos presídios de São Paulo. Em 1997, Fátima Souza denunciou o aparecimento de uma organização que comandava roubos, sequestros e assassinatos de dentro da cadeia. O governo do Estado não admitiu a existência de tal grupo que foi ganhar destaque anos após com a mega-rebelião nos presídios paulistas.

Com 25 anos de profissão, Fátima Souza reuniu as histórias da organização no livro-reportagem “PCC – A Facção”, lançado nesta semana pela editora RCB, já à venda pela internet. Ela foi repórter policial das emissoras de televião SBT, Cultura, Band, Record e do jornal Diário de São Paulo.

Suspeita de fraude em concurso da Câmara de SP

Do plenário aos gabinetes, o tema que tomou conta da Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira, foi a suspeita de fraude no concurso público para o cargo de técnico administrativo, realizado dia 22 de julho. A denúncia surgiu na internet e ganhou expressão a partir da decisão da Fundação Vunesp, organizadora da seleção, de investigar os indícios de irregularidades.

No site de relacionamento Orkut, foi aberta uma comunidade para divulgação das denúncias. Segundo levantamento feito na lista dos classificados na primeira fase do concurso, dos sete primeiros colocados três têm o mesmo sobrenome, Borghi. Dois fariam parte do círculo de amizade deles. A relação teria sido descoberta através do próprio Orkut, à medida que eles mantêm contas no site. As notas variam de 100 a 98.

Para aumentar a suspeita de fraude, algumas das pessoas acusadas de terem participado da fraude mudaram seu perfil no Orkut após a circulação da notícia de que teria havido fraude na Câmara.

Leia a nota da Vunesp:

“A Fundação Vunesp comunica que, à vista de denúncias de indícios de fraude no concurso para o cargo de Técnico Administrativo, adotou, de pronto, providências legais cabíveis, por meio de sindicância interna e petição junto a instância”.

Para o cargo de técnico administrativo exige apenas o ensino médio completo e paga salários de R$ 2.396,70 por 40 horas semanais de trabalho.

Prefeito terá de prestar conta a cada 6 meses

É o que diz projeto que chega a Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira. A proposta ainda prevê a obrigatoriedade da apresentação do plano de metas até 90 dias do início do governo.

A idéia inédita no Brasil, desenvolvida pelo movimento “Nossa São Paulo É Outra Cidade”, será entregue às 13h30.

Um dos integrantes do movimento, o empresário Oded Grajew, explica como deve ser feito o plano de metas da prefeitura:

A matemática das multas da CET

Para comprovar a inexistência da indústria da multa na cidade de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego fez as contas e enviou para o CBN SP. A matemática da CET foi uma resposta às críticas do ex-diretor do Detran de SP, Ciro Vidal, de que os fiscais de trânsito não têm tempo para organizar o tráfego, porque estão sempre com o bloquinho de multas nas mãos.

Leia, calcule e diga se você concorda com a tese da CET:

“Durante a entrevista veiculada nesta manhã, o advogado, Sr. Ciro Vidal, menciona a multa como sendo a principal tarefa dos agentes da CET. No entanto, por meio de um cálculo bastante simples, fica evidente a inconsistência desta afirmação: os 1,8 mil agentes da CET lavram 150 mil autos de infração por mês, o que resulta para cada agente, em média, apenas quatro autuações por dia. Considerando-se um tempo de três minutos para lavratura de um auto, verifica-se que, em uma jornada de 6 h e 40 min, são gastos menos de quinze minutos na tarefa de multar.

Então, o que eles fazem no restante do tempo?

Dentre outras atividades diárias, são montadas e desmontadas 17 faixas reversíveis nos horários de pico, com uma extensão superior a 32 km; são percorridas 170 rotas, totalizando 1.600 km, para identificação e remoção de 700 interferências (acidentes, veículos quebrados, carga na pista). Um agente que atua nas marginais percorre em uma jornada de trabalho mais de 300 km.

Apesar dos 500 veículos novos que entram em circulação todos os dias na cidade, as estatísticas demonstram que os infratores contumazes são minoria – menos de 5%. Em 2006, 80% dos veículos do município não sofreram nenhuma autuação.”

Protesto contra mudança no Patrimônio de São Paulo

Um dos mais importantes arquitetos de São Paulo, Paulo Bastos, fez duras críticas a intenção dos vereadores da capital de interferirem nas decisões do conselho que trata do patrimônio histórico da cidade. Depois de ouvir a informação no CBN SP, Bastos enviou a seguinte mensagem ao programa:

“Prezado Milton,

Na qualidade de ex-conselheiro e ex-presidente do Condephaat, de membro do ICOMOS-International Council on Monuments and Sites, órgão consultor da Unesco, além de autor de vários projetos de restauro e revitalização, entre os quais os da Catedral da Sé, da Igreja de S. Cristóvão e do Tribunal de Justiça de S. Paulo, venho me manifestar em relação ao inqualificável PL 0495/07, da autoria de vereadores paulistanos.

Desde o famoso Decreto-Lei 25, federal, inspirado por Mário de Andrade, o Brasil ingressou em uma etapa superior de civilização, ao criar o IPHAN ( nome atual do órgão federal de preservação ) e instituir, como nas demais nações desenvolvidas, as normas de preservação e o tombamento, como instrumento de proteção do patrimonio cultural ( do qual o p. edificado faz parte importante ), posto que sua perda, quando ocorre, é irreparável e sua proteção é elemento essencial à preservação da memória e identidade coletivas.

A isto se seguiu a criação de órgãos estaduais correspondentes, como é o caso do Condephaat, em S.Paulo, todos com responsabilidades concorrentes, como estabelecido desde a Constituição Federal, até a Lei Orgânica do Município.

O tombamento é um ato técnico, baseado em estudos especializados, que atende a um dos direitos difusos mais importantes da sociedade : o direito à preservação e fruição de seu patrimonio histórico-cultural, acumulado ao longo de sua evolução e mesmo antes dela, como é o caso do acervo arqueológico histórico e pré-histórico.

A preservação de um bem edificado, não se reduz a ele próprio. Não há sentido em protege-lo e, ao mesmo tempo permitir seu completo ocultamento pelo bloqueio visual resultante de obras viárias, imobiliárias, ou públicas, daí decorrendo a necessidade de, junto com o tombamento, definir gabaritos, volumetria, etc., de seu entorno, tanto em benefício da visibilidade, com de sua ambiencia.

Existe jurisprudencia afirmando a prevalencia das normas de regulamentação do entorno de bens tombados, sobre outras de caráter urbanístico, como foi o caso da contestação feita pelo Prefeito Jânio Quadros ao tombamento dos Jardins, justamente pela importancia da preservação.

Imagine-se o que sobraria de Ouro Preto, hoje patrimonio da humanidade, se o município estivesse submetido a uma lei como a que está proposta ?

Este Pl se não já não afrontasse as Constituições federal e Estadual, agride nossa inteligencia e nosso direito de proteger o que restou da destruição massiva de bens culturais operada pela ignorancia e desleixo de diversas administrações, em nome de duvidosa modernização, atrelada à voracidade do lucro imobiliário e ao carreirismo político da grandes obras.

É ridículo que vereadores, sem o menor conhecimento técnico ( e muitas vezes sem qualquer conhecimento ) venham a se arvorar em árbitros ( e majoritários) do que se deva preservar, tanto no ambito do Conpresp, quanto no da Câmara, como previsto no PL, tudo agravado pelo poder de destombar, ou seja, jogar no lixo o que já foi conquistado.

Audiencias públicas para julgar se algo deve ser tombado , ou não? Não haver proteção enquanto não houver decisão ? São ótimas providencias para que os interessados ponham tudo abaixo antes que algo aconteça.

Este Pl deveria ser arquivado no prazo mais rápido possível, para que a Câmara não exiba publicamente ( aquí e no exterior ) tamanha vergonha cultural / legislativa, acabando de enterrar sua credibilidade.

Arquiteto Paulo Bastos”