Renato explica corte de Ricardinho

Eros, meu labrador que só entende de jogo do osso, está como muitos brasileiros: dando palpite sobre o que não sabe. Para ele, não há dúvida de que Ricardinho, considerado um dos melhores do mundo, foi cortado porque o técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho queria convocar o filho dele para o Pan.

No país dos precipitados, melhor ler a coluna de hoje do colega Renato Maurício Prado, em O Globo:

“Já vem do Mundial de vôlei, no Japão, a crise que culminou agora, com a dispensa do levantador Ricardinho, até então, capitão da equipe brasileira que ganhou praticamente todos os títulos que disputou nos últimos anos. De temperamento forte (e muitas vezes instável),
Ricardinho sempre teve atritos com Bernardinho a quem, de uns tempos para cá passou a contestar mais freqüentemente, com palavras, gestos e atos. Foi para tentar diminuir o
estresse que o técnico resolveu poupar vários titulares das primeiras rodadas da Liga Mundial deste ano (Ricardinho entre eles). Infelizmente, não foi o bastante. Na fase final, na Polônia, o clima ficou praticamente insuportável. E uma discussão final sobre premiação, aliada ao atraso
do levantador na apresentação, levaram o técnico à decidir pela dispensa.

Boas fontes do vôlei me garantem que Bernardinho tomou tal medida por sentir que, se não o fizesse, perderia o comando do grupo — pois alguns jogadores, Gustavo e Giba entre eles, já
começavam a apoiar discretamente o capitão.

Observação de uma velha raposa das quadras: — Como prega em seu livro “Transformando suor em ouro”, Bernardinho está sempre buscando criar “zonas de desconforto” para manter seus jogadores “com a faca nos dentes”…

Conheça aeroporto construído no mar

A escolha de um local apropriado para a construção de um aeroporto em São Paulo é uma tarefa difícil como salientam vários especialistas no tema ouvidos pela CBN. Desafio enfrentado não apenas no Brasil, mas em vários países que assistem ao crescimento do tráfego aéreo.

Os japoneses inovaram e construíram o aeroporto no mar, próximo de Tokoname. Foram três anos de obra ao custo de U$ 7 bilhões. Inaugurado em 2005, passam hoje por lá cerca de 20 milhões de pessoas.

Acompanhe as imagens que mostram as várias etapas da obra:

“Guerrilheiros” avaliam deputados estaduais

Depois de iniciar os trabalhos apenas no dia 15 de março, os deputados estaduais já estão de férias. Afinal, ninguém é de ferro. O Movimento Voto Consciente, formado por uma turma que pode ser chamada, também, de “guerrilheiros da cidadania”, encaminhou os dados do primeiro semestre (ou seria quadrimestre ?).

As comissões permanentes tiveram baixa produtividade. Algumas sequer se reuniram, como a de Legislação Participativa, aquela que, em tese, permite maior proximidade da sociedade com o legislativo.

O Movimento também critica a quantidade exagerada de Frentes Parlamentares criadas pelos deputados, que já se aproximam de 50. Mesmo alguns assuntos sendo importantes, os “guerrilheiros” têm dúvidas se o trabalho destas frentes oferecerá algum avanço ao debate político.

Cinco comissões parlamentares de inquérito foram aprovadas, mas como o critério usado foi a ordem de entrada dos pedidos de CPIs, investigações sobre irregularidades na Nossa Caixa e na CDHU terão de esperar.

“A respeito da questão do CDHU, onde o principal acusado é o deputado e ex-secretário estadual Mauro Bragato (PSDB), o Movimento Voto Consciente espera amplo debate no Conselho de Ética, que nesse momento deve zelar pela transparência e defesa dos interesses da sociedade”, diz o relatório.

Outro aspecto destacado é que desde a mesa diretora presidida pelo deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB) a presidência tem apontado a necessidade de contratação de novos servidores em regime de comissão – cargos de confiança”. O Voto Consciente não se manifesta contra a contratação, mas exige transparência para que a sociedade possa compreender a demanda da Mesa Diretora por novos cargos de confiança em seus quadros.

Para professor do ITA novo aeroporto é impossível, em SP

Encontrar área para construção de aeroporto ao redor de São Paulo é muito difícil, segundo analisou o professor do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica Cláudio Jorge Pinto Alves. Titular do departamento de transporte aéreo do ITA, ele entende que ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas, é a proposta mais viável para reduzir o problema de tráfego de aviões em São Paulo.

Acompanhe a entrevista ao CBN SP:

Menino de 9 anos é contratado pelo Manchester

Um menino australiano, Rhain Davis, faz coisas extraordinárias com a bola. E os Diabos Vermelhos o contrataram com uma bolsa de estudo. A mãe avisou que “partiremos em breve para a Inglaterra”.

O italiano Correio de La Sera ficou impressionado com o talento precoce e divulga vídeo com dribles e jogadas incríveis do menino que, aos 9 anos, já é chamado de fenômeno.

Para ver o garoto bom de bola, acesse o link a seguir:

http://mediacenter.corriere.it/MediaCenter/

Cubanos buscam casa, comida e liberdade, no Brasil

Pode chegar a quatro o número de atletas cubanos que abandonaram a delegação durante os Jogos Pan-Americanos, no Rio. Desertores são comuns, em Cuba, mesmo entre atletas que tendem a receber tratamento diferenciado no país. Um deles veio para São Paulo, Rafael Capote, de 19 anos, da equipe de handebol. Seguiu os passos de outro compatriota que está morando na região do Grande ABC, há quase dois anos.

Eros, meu labrador desconfiado, foi até São Caetano para entender o que traz este pessoal para cá. Além de uma história, escrita em sua velha máquina de escrever, trouxe esta foto que está publicada no Orkut:

Um dos maiores goleiros da seleção de handebol do seu país. O título poderia não ser grande coisa, não fosse essa uma equipe cubana. O esporte é forte, de destaque, na terra de Fidel. É lá que nasceu o melhor jogador de handebol do mundo, Carlos Rodriguez, naturalizado espanhol.

Neste caso, porém, a história é de Michael Oquendo, 26 anos, 1,84 metro de altura e olhar desconfiado – bem diferente desse que ele mirou a câmera -, atleta do Imes/São Caetano.

Com ele, nada de ilegal. Já tem documentos brasileiros que lhe permitem trabalhar com todos os benefícios. A saber: casa, comida e uma pequena ajuda de custo. É de se imaginar que como atleta amador essa ajuda de custo não chegue a valores muito altos, mas, mesmo sem revelar quanto, para ele o salário representa cem vezes mais do que recebia em Cuba, isto há um ano e sete meses quando aproveitou uma viagem ao Brasil com a seleção de Cuba para abandonar tudo: a posição de destaque no time, o país onde nasceu e a família – pai, mãe e três irmãs. “O dia que minha mãe sentir saudade, ela pode me visitar”.

O que ele tem aqui? A resposta é rápida: “Liberdade”. Liberdade para sair do país a hora que quiser. Liberdade para falar.

Em Cuba isso não existe ? “Claro que não! Lá você vai até onde eles deixam”.

Na fala de Michael talvez se encontre a explicação para o número de cubanos que decidiram ficar no Brasil, após irem ao Rio disputar o Pan.

Para quem tem mais do que casa, alimentação e uma ajuda de custo aqui no Brasil, pode parecer pouco os motivos da deserção. Mas os cubanos sabem que liberdade não tem preço.

Aquecimento popular para acabar com o “gato”

Engenheiros e técnicos desenvolvem, desde 2001, equipamentos para aquecimento solar de baixo custo, em São Paulo. De acordo com um dos fundadores da Sociedade do Sol, Augustin Woelz, “é o fim do gato”. Com o mínimo de conhecimento de instalação hidráulica, o cidadão é capaz de montar o coletor solar e ter água quente sem consumir energia elétrica.

Augustin Woelz falou no CBN São Paulo:

Conheça melhor o projeto acessando http://www.sociedadedosol.org.br

Morador já sobreviveu a acidentes e a pneu de avião

Uma aeronave caiu no pátio, para onde também foi arremessado um pneu de avião. Foi dali, ainda, que o médico Américo Paulo Morgandi assistiu a uma série de incidentes no aeroporto de Congonhas. A tragédia da semana passada com o avião da TAM foi o sinal de que está na hora de ir embora. Ele teve a casa interditada devido ao risco do prédio da TAM Express despencar, e está hospedado em um hotel da região.

A repórter Marcela Guimarães, da CBN, conversou com este paulista que mora há mais de 55 anos em frente a Congonhas:

“No meio do ‘vivo’, um segundo de silêncio”


Fabiana Panachão é da nova geração de repórteres da CBN. Na terça, fim de tarde, subiu no helicóptero da rádio para a cobertura do trânsito na capital. Uma explosão mudou o rumo da cobertura. Ela foi a primeira repórter a anunciar o desastre aéreo da TAM, assim como Vanessa Di Sevo havia sido, há 11 anos, a primeira a relatar o acidente com o Fokker-100.

A pedido do blog, Fabiana escreveu sobre os primeiros momentos do acidente.

“Uma terça-feira comum. Sobrevoando a cidade. Trânsito ruim, habitual. Um pouco pior devido à garoa que caía na capital paulista. 18h54. Ao vivo, entro na CBN falando sobre o trânsito e o tempo. um ruído – abafado pelo barulho do helicóptero – me distrai. Olho para a esquerda e vejo uma explosão. Grande, muito grande. Um cogumelo de fogo sobe pelo céu. Dourado. Assustador. Impiedoso. No meio do “vivo”, um segundo de silêncio. Um segundo para decidir o que falar e como falar. A verdade: “Me desconcentrei porque acabo de presenciar uma explosão, na zona sul”. Um quilômetro. Era o que me separava do local do acidente. Um quilômetro percorrido em um minuto. O único minuto em que me permiti sentir medo, desesperar. Pouco tempo para digerir o que parecia indigerível. Porém, tempo mais do que suficente para perceber que o que desviou a minha atenção durante o vôo habitual era apenas o início da maior tragédia da capital paulista.”

Você quer mesmo um carro ?

?

Por Wellington Ramalhoso, da Rádio CBN

“Eu quero um carro, você quer um carro, ela quer um carro, ele quer um carro.

Pelo menos nas grandes cidades brasileiras, carro é um objeto de desejo. Este ano, a indústria automobilística do país vive uma ótima fase. No primeiro semestre, foram vendidos 1,08 milhão de veículos novos, de acordo com a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores). A cifra é recorde e representa uma expansão de 25,7% em relação aos primeiros seis meses do ano passado”

“Quem tem ou deseja um carro ou uma moto quer mobilidade. Mas quem disse que esses carros e motos cabem na malha viária das cidades e conseguem trafegar com fluidez? São Paulo, a maior referência, mostra que a circulação é difícil.”

“Esse entupimento das veias vem acontecendo numa cidade que há décadas prioriza o carro, com numerosas obras viárias: retificação de rios e córregos para a construção de avenidas às margens ou acima dos leitos, alargamento de pistas, construção de pontes, túneis e viadutos. O mesmo acontece em outras cidades brasileiras. Brasília, por exemplo, conta com largas avenidas, porque foi planejada nos anos cinqüenta para ser uma cidade do automóvel. A menos de três anos do seu cinqüentenário, a cidade ainda privilegia os carros, que vão congestionando as vias. A facilidade que a estrutura viária de Brasília proporciona para a construção de corredores de ônibus não foi aproveitada, e o transporte coletivo da cidade é deficiente.

Dar preferência ao transporte individual não tem sido solução para as cidades. Tem sido, a bem da verdade, uma aberração, porque representa o descaso e o desrespeito com a maioria que não tem carro e depende de outras formas de transporte. Além disso, tem provocado prejuízos econômicos, ambientais e de saúde.”

“A minoria motorizada deve, então, reavaliar os hábitos e repensar o uso do carro. Fugir dos horários de pico já seria uma boa medida. Ainda assim, usar o automóvel diariamente e em todos os deslocamentos não parece a opção mais sensata. Sair de carro é aumentar a emissão de gás carbônico, poluir mais o ambiente da cidade e agravar o efeito estufa do planeta. Se conseguir reduzir a quantidade de deslocamentos de carro, o cidadão diminuirá o gasto com a manutenção do veículo, economizará o dinheiro do combustível e o do estacionamento. Encarando o trânsito todos os dias, corre o risco de se estressar mais e ficar mais exposto a acidentes. Deixando o carro em casa, passa a ter uma vida menos sedentária. No transporte coletivo, pode usar o tempo do deslocamento para fazer leituras, o que é praticamente impossível ao dirigir um veículo.

Convém considerar as hipóteses de morar mais perto do trabalho ou numa área com maior oferta de transporte. O preconceito contra o transporte coletivo precisa ser combatido. Para quem só anda de carro, há que se perguntar: há quanto tempo você não anda de ônibus ou metrô? Será que é insuportável, mesmo? E se é, não é hora de cobrar melhorias com vigor? Também é hora de exigir ciclovias para pedalar e uma calçada melhor para caminhar.

Sentado no banco do motorista, protegido pelos vidros e a lataria e tendo um motor para acelerar, muito cidadão pacato se transforma e se torna agressivo. Andar de carro é evitar o contato cara a cara com as pessoas. Se o número de pessoas que saem de carro diminui, o espaço público pode ser tomado por uma forma de convívio mais saudável na cidade.

Eu ainda quero um carro? Você ainda quer um carro? Ela ainda quer um carro? Ele ainda quer um carro? É isso que queremos? Se ainda queremos carros, é preciso ao menos saber quando e quanto usá-los”.

Trechos do artigo escrito pelo jornalista Wellington Ramalhoso, da Rádio CBN, no site Jornalirismo.com.br. Leia o texto completo em http://www.jornalirismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=152&Itemid=29