“Kassabete” é novidade na política paulistana

Militantes políticos batizados com nomes inspirados em seu líder maior não é novidade para o Estado berço dos janistas. Petistas, lulistas, alckimistas e serristas, os mais recentes, estão aí para não negar a história. A coluna de Mônica Bergamo, da Folha, traz a nova moda a política paulistana, principalmente depois da última pesquisa de opinião pública: os kassabetes

Leia:

“A comemoração pública que os “kassabetes”, seguidores da candidatura do prefeito Gilberto Kassab à reeleição, alardeiam em torno dos resultados da pesquisa Datafolha (em que a aprovação a seu governo saltou de 15% para 30%) esconde uma grande preocupação do prefeito: a elevada rejeição que ele ainda tem entre os paulistanos. De acordo com os números, 35% julgam que seu governo na cidade de São Paulo é “ruim ou péssimo”.

Congonhas é pista de esqui, diz piloto

O Ministério Público Federal de São Paulo verificou gravações de conversas de pilotos e controladores de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Os relatos, segundo o órgão, mostram as tensões dos profissionais nos trabalhos de pousos e decolagens. Segundo o procurador do caso, independentemente das causas do acidente com o avião da TAM, o aeroporto de Congonhas não pode ser absolvio. Além disso, um dos pilotos chegou a classificar o aeroporto como uma pista de “esqui”, conforme informa na CBN, o repórter Adamo Bazani.

A turma quebra cabeça para resolver problema de aeroporto

Já que ninguém se mexe, a turma que acompanha o CBN SP e o blog busca soluções para melhorar a situação dos aeroportos brasileiros. A foto é do aeroporto de Funchal, na Ilha da Madeira, e foi enviada pelo ouvinte-internauta Antonio Alberto Gatti Mieto. Leiam a idéia dele:

“Funchal pode servir de inspiração para Congonhas. Imagino uma “prateleira” dessas construída por sobre a Bandeirantes, onde hoje ficam aquelas torres com as luzes de aproximação”.

Engenheiro explica construção de aeroporto no mar

As imagens do aeroporto internacional do Japão, na cidade de Tokoname, próximo de Osaka, postadas neste blog, chamaram atenção dos ouvintes-internautas e levaram alguns a se perguntar se esta tecnologia não poderia ser implantada no Brasil.

O vice-presidente do Instituto de Engenharia Dario Rais Lopes entende que existe espaço para a construção de um novo aeroporto no estado, não sendo necessário investimento nesta tecnologia. Ele ressalta, contudo, que antes de construir seria interessante ampliar as instalações dos aeroportos brasileiros.

Engenheiro especialista em transporte, Dario Rais Lopes estava no Japão na época da construção do aeroporto em Tokoname e explica, ao CBN SP, algumas dificuldades que foram enfrentadas pelo governo e pelo consórcio que realizaram a obra:

Empresas deram prioridade a trem de carga

O “Trem de Prata” que ligava Rio de Janeiro a São Paulo foi uma das últimas tentativas de investimento em transporte ferroviário interestadual, e circulou entre dezembro de 1994 e novembro de 1998. Com estrutura reduzida, atrasos freqüentes e a concorrência rodoviária e aérea, os passageiros desapareceram

No Brasil, tem sido cada vez menor o investimento em transporte de passageiros por trilho. A exceção é São Paulo com a ampliação das linhas de metrô e trem interurbano.

O presidente da Associação da Indústria Ferroviária, Luis Cesário da Silveira, diz que o governo brasileiro tem estudo que prevê o investimento de R$ 72 bilhões até 2010 na malha ferroviária. No entanto, a prioridade é o transporte de carga.

Em entrevista ao CBN SP, Luis Cesário comentou que o Brasil tem, hoje, cerca de 29 mil quilômetros de trilho, enquanto um país como a Alemanha, significativamente menor, tem mais de 40 mil.

Acompanhe um dos trechos da entrevista do presidente da Associação da Indústria Ferroviária, Luis Cesário da Silveira:

No verão brasileiro “caíram” sete aviões da TAM

Temos um trauma a ser tratado, provocado pelo acidente aéreo da semana passada e reforçado pela noção de descontrole aéreo. Temos assistido, todo dia, a pessoas anunciando que deixarão os aviões de lado. Se for necessário viajar, pegam o carro ou o ônibus e seguem pelas rodovias.

Se a meta do cidadão é buscar segurança talvez tenha que refletir melhor sobre a decisão.
Não dá para comparar a qualidade dos aeroportos com a das estradas. Pesquisas recentes mostram que a malha rodoviária no Brasil é precária.

Apenas para usar os números mais recentes, no período de verão, a Polícia Rodoviária Federal registrou 1.400 mortes, 17 mil pessoas feridas e 27 mil acidentes – levando-se em consideração apenas as estradas federais.

1.400 mortes representam sete aviões da TAM caindo nas rodovias federais apenas no verão brasileiro. Uma tragédia que não chega a chocar tanto, seja pelo nosso distaciamento, pelo descaso, ou seja lá o que for.

Com o aumento do tráfego rodoviário, a se confirmar, vai aumentar o número de acidentes e ficará evidente que o caos não é aéreo, é de infraestrutura.

Renato explica corte de Ricardinho

Eros, meu labrador que só entende de jogo do osso, está como muitos brasileiros: dando palpite sobre o que não sabe. Para ele, não há dúvida de que Ricardinho, considerado um dos melhores do mundo, foi cortado porque o técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho queria convocar o filho dele para o Pan.

No país dos precipitados, melhor ler a coluna de hoje do colega Renato Maurício Prado, em O Globo:

“Já vem do Mundial de vôlei, no Japão, a crise que culminou agora, com a dispensa do levantador Ricardinho, até então, capitão da equipe brasileira que ganhou praticamente todos os títulos que disputou nos últimos anos. De temperamento forte (e muitas vezes instável),
Ricardinho sempre teve atritos com Bernardinho a quem, de uns tempos para cá passou a contestar mais freqüentemente, com palavras, gestos e atos. Foi para tentar diminuir o
estresse que o técnico resolveu poupar vários titulares das primeiras rodadas da Liga Mundial deste ano (Ricardinho entre eles). Infelizmente, não foi o bastante. Na fase final, na Polônia, o clima ficou praticamente insuportável. E uma discussão final sobre premiação, aliada ao atraso
do levantador na apresentação, levaram o técnico à decidir pela dispensa.

Boas fontes do vôlei me garantem que Bernardinho tomou tal medida por sentir que, se não o fizesse, perderia o comando do grupo — pois alguns jogadores, Gustavo e Giba entre eles, já
começavam a apoiar discretamente o capitão.

…

Observação de uma velha raposa das quadras: — Como prega em seu livro “Transformando suor em ouro”, Bernardinho está sempre buscando criar “zonas de desconforto” para manter seus jogadores “com a faca nos dentes”…

Conheça aeroporto construído no mar

A escolha de um local apropriado para a construção de um aeroporto em São Paulo é uma tarefa difícil como salientam vários especialistas no tema ouvidos pela CBN. Desafio enfrentado não apenas no Brasil, mas em vários países que assistem ao crescimento do tráfego aéreo.

Os japoneses inovaram e construíram o aeroporto no mar, próximo de Tokoname. Foram três anos de obra ao custo de U$ 7 bilhões. Inaugurado em 2005, passam hoje por lá cerca de 20 milhões de pessoas.

Acompanhe as imagens que mostram as várias etapas da obra: