Depois de iniciar os trabalhos apenas no dia 15 de março, os deputados estaduais já estão de férias. Afinal, ninguém é de ferro. O Movimento Voto Consciente, formado por uma turma que pode ser chamada, também, de “guerrilheiros da cidadania”, encaminhou os dados do primeiro semestre (ou seria quadrimestre ?).
As comissões permanentes tiveram baixa produtividade. Algumas sequer se reuniram, como a de Legislação Participativa, aquela que, em tese, permite maior proximidade da sociedade com o legislativo.
O Movimento também critica a quantidade exagerada de Frentes Parlamentares criadas pelos deputados, que já se aproximam de 50. Mesmo alguns assuntos sendo importantes, os “guerrilheiros” têm dúvidas se o trabalho destas frentes oferecerá algum avanço ao debate político.
Cinco comissões parlamentares de inquérito foram aprovadas, mas como o critério usado foi a ordem de entrada dos pedidos de CPIs, investigações sobre irregularidades na Nossa Caixa e na CDHU terão de esperar.
“A respeito da questão do CDHU, onde o principal acusado é o deputado e ex-secretário estadual Mauro Bragato (PSDB), o Movimento Voto Consciente espera amplo debate no Conselho de Ética, que nesse momento deve zelar pela transparência e defesa dos interesses da sociedade”, diz o relatório.
Outro aspecto destacado é que desde a mesa diretora presidida pelo deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB) a presidência tem apontado a necessidade de contratação de novos servidores em regime de comissão cargos de confiança”. O Voto Consciente não se manifesta contra a contratação, mas exige transparência para que a sociedade possa compreender a demanda da Mesa Diretora por novos cargos de confiança em seus quadros.


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