Obscenidade pedagógica

Vasculhando a internet em busca de gestos obscenos, encontrei texto de Edmundo Leite, postado no “Bate-pronto, blog de esportes do Estadão”, do qual destaco o seguinte parágrafo:

Os que usam o dedo médio para expressar os seus sentimentos deveriam aprender com o grande mestre Johnny Cash, que ensinou que para fazer isso com dignidade é preciso estar por cima e, mais que isso, ter absoluta certeza disso. Foi o que aconteceu em 1996, quando foi à forra depois de ser premiado como Melhor Álbum Country pelo fabuloso disco Unchained. Do alto de seus então 64 anos de sabedoria, Cash pagou um anúncio de página inteira na BillBoard, a principal revista de música do país, para agradecer o apoio recebido das rádios e do meio musical de Nashville, a meca do Country, que haviam ignorado o disco.

http://blog.estadao.com.br/blog/batepronto/?m=20070117

Taboão da Serra pode receber terceiro aeroporto

“Jamais diríamos onde será a construção para não sermos fatos de especulação imobiliárias”. A ministra Dilma Russef não havia chegado ao ponto final da frase e as especulações sobre o local do novo aeroporto, anunciado pelo governo, se iniciavam.

Um dos lugares em estudo fica na região do Taboão da Serra, na zona oeste da região metropolitana. Em favor da área, além dos vazios urbanos que ainda podem ser encontrados, está o acesso pelo Rodoanel.

A Anac e a Aeronáutica terão de apresentar, em no máximo 90 dias, estudos sobre locais disponíveis para a construção.

Grupos de empreiteiras trabalham, há pelos menos seis meses, no projeto de construcão de um novo aeroporto a 35 quilômetros do centro de São Paulo. Segundo o Estadão, nos planos das empresas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez o aeroporto poderia ser entregue em três anos a um custo inferior dos R$ 5 bilhões previstos pelo Governo Federal.

Boicote aos vôos em Congonhas já começou


Imagem da campanha do Idec

Desde as primeiras horas do acidente com o avião da TAM, ouvintes-internautas têm enviado mensagens sugerindo boicote ao aeroporto de Congonhas. Por telefone, houve quem defendesse o fim das operações em sinal de respeito as cerca de 200 pessoas mortas, na terça-feira à noite.

Laiz Dietschi, por exemplo, entende que o boicote “seria o melhor recado da sociedade para que as autoridades pensem sobre a minimização dos riscos de uso do aeroporto”. Cátia Soares escreveu lembrando que “sem ação da sociedade o governo se manterá paralisado”, enquanto o ouvinte-internauta Christian BuenaVista propôs “um abraço da sociedade no aeroporto de Congonhas” para sinalizar o bloqueio as operações de vôo.

As reações já ocorrem publicamente em diferentes segmentos. Na edição da noite de ontem (quinta-feira), o Jornal da Record apresentou editorial, lido pelo apresentador Celso Freitas, em que anuncia o boicote oficial a Congonhas até que a situação de segurança seja modificada. Nenhum funcionário da empresa poderá voar em aviões que operem em Congonhas.

O Instituto de Defesa do Consumidor lançou oficialmente o boicote contra Congonhas. Quem pretende apoiar a iniciativa do Idec pode acessar a página http://www.idec.org.br onde está à disposição abaixo-assinado pedindo o fechamento do aeroporto. O documento será enviado ao presidente Luis Inácio Lula da silva.

O crime da ranhura: Infraero está em uma sinuca de bico

Oded Grajew, do Instituto Ethos e a frente do projeto Nossa São Paulo, lembra que a Infraero está em uma “sinuca de bico” com a liberação da pista principal do aeroporto de Congonhas sem a realização das ranhuras transversais, chamadas tecnicamente de grooving.

O empresário diz que se as ranhuras não são importantes, a Infraero vai cometer um crime ao gastar dinheiro público em obra desnecessária; se as ranhuras são fundamentais e a pista foi liberada sem a obra, a Infraero já cometeu o crime.

Na cama, moradora conta aviões irregulares

Vizinha do aeroporto de Congonhas desde 1954, Lygia Horta é uma das mulheres que lutam para reduzir os riscos a segurança e a saúde provocados pelo excesso de aviões. Ela fundou a Associação dos Moradores do Bairro de Moema em 1987 e uma das metas era limitar o horário dos vôos.

Filha de um servidor público que trabalhou na construção do aeroporto, Lygia falou ao CBN SP que, há cerca de duas semanas, a associação obteve liminar que proíbe as empresas aéreas de operarem das 11 da noite às 6 da manhã. No entanto, a norma segue sendo desrespeitada.

Lygia Horta contou que, atualmente, fica deitada na cama, enquanto tenta dormir, anotando o número de vôos que chegam ou partem de Congonhas fora do horário determinado pela justiça.

Ouça a entrevista na qual Lygia Horta conta como era a relação da cidade com o aeroporto de Congonhas na década de 50:

Arremeter, arremeter, arremeter

A rádio falou e a TV mostrou. O avião da TAM, este aí da foto, arremeteu hoje cedo no aeroporto de Congonhas. Os passageiros ouvidos pela repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, disseram que a operação foi tranquila.

Arremeter poderia ter sido uma das tentativas do piloto do airbus da TAM que se acidentou, em Congonhas.

Mas, afinal, o que é arremeter ?

O especialista em segurança de vôo Roberto Peterka, perito aposentado do Departamento de Investigação e Prevenção de Acidentes do antigo Serac, explicou no CBN SP: