Aeroporto de Congonhas antes da construção

Aeroporto de Congonhas em 1975

Aeroporto de Congonhas em 2007 (antes do acidente desta terça-feira)

Aeroporto de Congonhas antes da construção

Aeroporto de Congonhas em 1975

Aeroporto de Congonhas em 2007 (antes do acidente desta terça-feira)

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Há 11 anos, no dia seguinte a tragédia com o Fokker-100 da TAM, no bairro do Jabaquara, ouvia-se vozes contra o funcionamento do aeroporto de Congonhas em área densamente ocupada. Em seguida, a contra-resposta: o aeroporto já estava lá quando as pessoas construíram ou compraram suas casas.
Têm razão, em parte. Ao ser construído, o aeroporto foi para um local aparentemente seguro para os moldes da cidade naquela época, década de 1930. Havia lá um vazio urbano e a área era distante da cidade. Foi a solução para resolver o problema dos constantes alagamentos na pista do Campo de Marte, construído ao lado do Rio Tietê, que teimava retomar seu leito.
Desde a década de 1980, quando iniciou-se o planejamento e construção do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, imaginava-se a diminuição das operações em Congonhas. Os vizinhos do aeroporto já eram em número muito grande e o risco de acidentes, também.
A situação apenas se agravou desde lá. A única vitória da comunidade foi diminuir o período de funcionamento do aeroporto para que os moradores pudessem dormir em paz.
Por mais que os fatos e as fotos (veja imagens publicadas neste blog) mostrem, claramente, que a cidade foi quem sufocou o aeroporto de Congonhas, é preciso entender que este movimento era natural, devido ao crescimento da população de São Paulo.
Apesar dos protestos e ações na justiça, ninguém quis abrir mão do conforto de embarcar em um aeroporto que fica ao lado de casa. Muito menos as empresas aéreas que nunca aceitaram tirar seus aviões dali e transferi-los para Guarulhos, afinal perderiam dinheiro.
Os 99 mortos do acidente da TAM em 1996 não foram suficientes para São Paulo e o Brasil discutirem com profundidade o aumento das restrições nos vôos em Congonhas. Os quase 200 mortos do acidente desta terça-feira não o serão também. É o que a história nos mostra. Tomara que apareça alguém para mudar esta rota.
De acordo com o site http://www.airsafe.com, a TAM já se envolveu em sete acidentes com mortes, incluindo o desta terça-feira. Este foi o primeiro com o modelo airbus A320, três foram com Bandeirantes, produzidos pela Embraer, e três com o Fokker-100.
Acompanhe a lista de acidentes com morte, segundo dados da Airsafe.com:
# 8 fevereiro 1979; Embraer Bandeirante; Bauru: O avião se acidentou durante a decolagem. A tripulação e todos os passageiros morreram.
# 7 outubro 1983; Embraer Bandeirante; Araçatuba,: O avião se acidentou durante aproximação do aeroporto em dia de forte tempestade. Os tripulantes e cinco dos 13 passageiros morreram.
# 28 junho 1984; Embraer Bandeirante; próximo de São Pedro da Aldeia: O avião teve um contratempo durante um vôo não progamado. Os tripulantes e os 16 passageiros morreram.
# 31 outubro 1996; Fokker F100, São Paulo: O avião caiu sobre a área residencial no bairro do Jabaquara no momento em que tentava aterrissar. Evidencias mostram que houve problema em uma das peças do equipamento conhecida por reverso. 99 pessoas morreram.
# 9 julho 1997; Fokker F100, próximo de São José dos Campos: Houve uma explosão na cabine dos passgeiros e um passageiro foi lançado para fora da aeronave. Seis dos 54 passageiros ficaram feridos.
# 18 setembro 2001; Fokker 100; próximo de Belo Horizonte: O motor direito do avião travou enquanto voava a 30 mil pés na rota entre Recife e São Paulo. Um dos 82 passageiros morreu como resultado da despressurização.
# 17 julho 2007; A320; Sao Paulo, Brazil: O avião estava aterrissando no aeroporto de Congonhas, proveniente de Porto Alegre. As causa ainda estão sob investigação. Os 176 ocupantes do avião morreram.
Do site do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul:
“O diretor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, confirmou que a delegação tricolor não estava no avião da TAM que sofreu o acidente no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo o dirigente, o vôo 3054 inicialmente estava programado para levar o Grêmio, mas ocorreu uma mudança de última hora.
No momento em que um avião saído de Porto Alegre chocou-se com um hangar e explodiu, a delegação tricolor já estava em Brasília. O Grêmio desembarcou na capital federal por volta das 19h. O time enfrenta o Goiás nesta quinta-feira, às 20h30min, no Estádio Serra Dourada”.
“O maior problema, por incrível que pareça, não é a pista, mas o parque de estacionamento dos aviões”
José Carlos Pereira, presidente da Infraero, em entrevista a CBN no dia 25 de junho de 2007, explicando porque a empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros deu prioridade ao terminal de passageiros, em Congonhas.

Júlio Redecker, tem 50 anos, é natural de Taquari, interior do Rio Grande do Sul, casado com Salete e pai de Victória, Mariana e Lucas. Redecker está no seu quarto mandato.
Iniciou-se na carreira política pela Arena e se manteve alinhado aos políticos que fundaram o PDS.
Em 1982, com apenas 24 anos, Redecker concorreu a prefeito de Taquari, mas não teve sucesso. Quatro anos mais tarde, lançou-se a deputado estadual. Com 13 mil votos não se elegeu.
Redecker voltaria novamente a disputar uma eleição em 1994, desta vez, a deputado federal. Com 40.788 votos garantiu a primeira suplência e assumiu uma cadeira em Brasília.
Em 1988, foi o quinto deputado mais votado no Rio Grande do Sul com 102.596 gaúchos.
Dois dias antes da eleição, Júlio Redecker sofreu grave acidente e foi obrigado a enfrentar seis meses de recuperação e fisioterapia.
Na eleição de 2002, Júlio Redecker volta a figurar entre os mais votados, com 188.213 votos, a segunda maior votação do Rio Grande do Sul.
Em 2003, contrariado com a atuação de Paulo Maluf, Redecker não entrou no PP que se formava naquele momento. Decidiu, então, entrar no PSDB.
Na eleição de 2006, outra vez Redecker teve votação destaque ao receber o apoio de mais de 157 mil gaúchos. Foi o deputado federal mais votado da Coligação Rio Grande Afirmativo, que elegeu Yeda Crusius , atual governadora do Rio Grande do Sul.
A assessoria de comunicação do gabinete do deputado federal do PSDB-RS, Júlio Redecker, confirmou que ele estava no vôo da TAM que se acidentou nesta terça-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Parentes do ex-presidente do Internacional de Porto Alegre, Paulo Rogério Amoreti, também afirmaram que ele havia embarcado no mesmo vôo.
A TAM ainda não anunciou a lista oficial de mortos nem confirmou o número de pessoas que teriam morrido no acidente.
O vôo 3054 da companhia TAM, que derrapou hoje na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já teria sofrido um acidente em dezembro de 2006.
Em dezembro do ano passado, os passageiros do vôo 3054 tiveram de retornar ao Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, 10 minutos depois da decolagem.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada na época, um dos passageiros do vôo diz ter sentido um cheiro forte na aeronave, mas não houve pânico. Segundo a assessoria da TAM, a aeronave não conseguiu pressurizar e por isso aterrissou.

Esta é a lista de acidentes com pelo menos um passageiro morto em aviões modelo A320, igual ao que está envolvido na tragédia em Congonhas:
1. 26 de junho 1988; Air France A320; próximo do aeroporto de Mulhouse-Habsheim, na França: O avião se chocou com árvores. Três dos 136 passageiros morreram.
2. 14 de fevereiro 1990; Indian Airlines A320; Bangalore, India: Acidente durante aterrissagem. 88 dos 139 passageiros morreram.
3. 20 de janeiro 1992; Air Inter A320; próximo de Strasbourg, France: Acidente ocorreu quando um tripulante manobrou incorretamente equipamento de segurança do avião. Cinco dos seis tripulantes e 82 de 87 passageiros morreram.
4. 14 de setembro 1993; Lufthansa A320-200; Aeroporto de Warsaw, Polônia: O avião se acidentou na aterrissagem. Um dos seis tripulantes e um dos 64 passageiros morreram.
5. 23 de agosto 2000; Gulf Air A320; Manama, Bahrain: O avião estava fazendo a terceira tentativa de aterrissagem depois de um vôo do Cairo quando se acidentou sobre o mar há pouco mais de quatro quilômetros do aeroporto. Todos os oito tripulantes e 135 passageiros morreram.
6. 3 de maio 2006; Armavia Airlines A320; Sochi, Russia: Durante o mau tempo, o avião se acidentou no Mar Negro. Os oito tripulantes e 105 passageiros morreram.
Mais informações sobre acidentes aéreos você acessa, também, no link em inglês:
Logo após o acidente com o avião da TAM, no aeroporto de Congonhas, neste fim de tarde, o especialista em segurança de vôo coronel Franco Ferreira já reclamava da inexistência de “ranhuras” que ajudam na drenagem da água e melhoram o coeficiente de atrito para evitar derrapagens.
Para Franco Ferreira, o incidente registrado na segunda-feira, com um avião da Pantanal, também teria sido causado pela não conclusão deste trabalho.
A pista foi entregue em 29 de junho sem a conclusão do “grooving” (nome técnico da ranhura), segundo a Infraero, porque haveria a necessidade de aguardar o assentamento da nova pavimentação.