Os mais graves acidentes da aviação brasileira

* setembro de 2006, Mato Grosso- 154 pessoas a bordo do Boeing da Gol, entre tripulantes e passageiros, morreram no acidente com o jato Legacy;
* dezembro de 1959, Rio de Janeiro – 35 pessoas morrem no choque entre um Viscont da Vasp e um Fokker da Aeronáutica no aeroporto Santos Dumont;
* junho de 1960, Rio de Janeiro – 53 pessoas morrem na queda de um Convair da Companhia Real na Baía de Guanabara;
* dezembro de 1970, Rio de Janeiro – 37 pessoas morrem pouco antes antes do pouso de um Viscont da Vasp;
* julho de 1973, Paris – 123 pessoas morrem na queda de um Boeing 707 da Varig, a 1 minuto do destino, o aeroporto de Orly.
* abril de 1980, Florianópolis – 54 pessoas morrem no acidente com um Boeing 727 da Transbrasil.
* junho de 1982, Serra da Aratanha (CE) – 137 pessoas morrem no choque de um Boeing 727-200 da Vasp contra uma montanha da Serra de Aratanha, a 30 km de Fortaleza.
* outubro de 1996, São Paulo – 99 pessoas morrem quando um Fokker-100 da TAM cai sobre o bairro do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.
* maio de 2004, Manaus – 33 pessoas morrem na queda de um avião da Rico Linhas Aéreas que se se preparava para pousar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Lei que obriga coletor solar gera debate no CBN SP

O aquecimento solar foi um dos temas que ganharam destaque no CBN SP desta terça-feira com várias participações dos ouvintes-internautas. Lei sancionada semana passada obriga novas construções na capital paulista a implantar este sistema.

Algumas, reproduzo para você ler, pensar e comentar:

“Será que eles (autoridades) não poderiam isentar as empresas que fabricam os componentes para aquecedores solares para que sejam acessíveis para todos” (Luis Carlos)

“Estive recentemente em uma pousada em Paulicéia, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, e por lá as pousadas só usam aquecedor solar. Interessou-me, perguntei ao gerente da pousada sobre a economia e ele me respondeu: 80% e o retorno, 10 meses” (José Renildo da Silva)

“Aqui no Paraná, já existe o aquecedor solar feito de garrafas PET, o Estado instala nas moradias populares, o negócio funciona de verdade, é durável e econômico!.“ (Márcio José de Campos Hosken)

“Já trabalhei como projetista de instalação hidráulica e sei que aquecimento solar residencial é uma grande vantagem, porém, sua instalação dever ser adaptada para condutores que
suportem água quente à temperaturas elevadas (cobre ou pvc especial). Para residências novas é mais fácil pois, durante a construção pode-se definir os padrões, já numa residência antiga é mais complicado e necessita de um projeto para adaptação ao sistema novo.” (Juscelino Gonzalis)

“Acabei de ouvir sobre a colocação de aquecedor solar nos
novos imóveis, porém e preciso extremo cuidado com relação ao fornecedor. A maior empresa do setor Soletrol continua fazendo propaganda e não entrega. (Franklin G. T. Alves)

Ouvintes-internautas discutem o trânsito da cidade

O trânsito em São Paulo, a falta de vaga para estacionar, a restrição de tráfego em ruas residenciais e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro) foram assuntos discutidos pelos ouvintes-internautas do CBN SP, nesta terça-feira.

Reproduzo algumas das participações para que você possa pensar sobre o assunto, também:

“Entendendo o Pedágio Urbano não como uma penalização para tirar imediatamente os veículos das ruas do Centro Expandido, mas como uma tarifa barata para financiar a multiplicação da quilometragem do metrô e mais para frente começar influenciar nesta retirada. Posso adiantar a vocês o resultado surpreendente de que se a tarifa for de R$ 7,50, ou algo parecido, mesmo com a frota aumentando, anualmente, 150 mil veículos e cada vez mais, mas prevendo-se uma diminuição da frota na rua em torno de 95% por ano, no prazo, ligeiramente superior, a 15 anos ter-se-ia arrecadado cerca de R$ 60 bilhões, com o acréscimo de 250 quilômetros de metrô” (José Fabio Calazans)

“Os governantes de São Paulo não investiram em transportes apesar da dinheirama nos seus cofres. E o resultado é esse que estamos vendo. Eu adoraria deixar o carro na garagem sempre se tivéssemos transporte adequado.” (Izabel Avallone)

“Toda vez que alguém falar sobre deixar o carro em casa e andar de transporte coletivo, você poderia fazer esta pergunta: E você faz isso?”. (Paulo Fernando Gomes de Almeida)

“Muito lindo falar de bicicletas em Paris, mas andar de bike aqui em SP é só pra quem gosta muito. Nas ruas, motoristas não respeitam; especialmente os de ônibus, os taxistas e os motoboys, que praticamente jogam os ciclistas na guia.” (Débora Menezes)

“Vamos combinar o seguinte, antes de tirar o motorista de seus veículos, vamos tomar as seguintes atitudes, só para começar: melhorar o nível do transporte público; trabalhar a educação dos condutores; melhorar os abrigos de ônibus para dias de chuva; aumentar a segurança dos trens; aumentar a segurança das ruas, principalmente à noite; melhorar a iluminação das ruas; habilitar melhor os motoristas (??) das lotações” (Rubens Poças)

“Acredito que a solução do trânsito não deva ser vista somente com pontos únicos, mas sim em um conjunto de medidas, tais
como: término do Rodoanel, porém sem pedágio; retirada do Ceasa da região da Leopoldina; reparo dos semáforos inteligentes que estão desativados; proibição de trânsito de caminhões colocando pequenas vans para a entrega de materiais; aumento considerável dos corredores de ônibus; transformar o trens CBTU em Metrô; proibição em várias vias publicas centrais de estacionar; aumento de investimento salarial, recursos (equipamentos e modernização) e quantidades de efetivos da CET. (Paulo Garcia)

“O que adianta organizar o Dia Mundial Sem Carro, se eu vi uma matéria dizendo que irão dobrar a fabricação de carros?” (Jacson)

“Para ganhar alguns usuários, na minha opinião, basta fazer alguns pontos de ônibus com cobertura porque nesses dias de chuva não tem condições”. (Anselmo Padilha)

“Pedágio urbano é uma idéia absurda, tecnologicamente impossivel de se implantar em São Paulo e perversamente excludente.” (Sandro Tubertini)

“O pedágio vem por um viés falso, como se o cidadão fosse o culpado dos problemas de trânsito. “Você foi um mau menino, insistiu em andar de carro, e por isso vai ser castigado”, parecem dizer certas autoridades e “especialistas.” (Roberto Locatelli)

Ginasta de ouro critica vaia

Diego Hypolito é de ouro, mesmo. Não bastasse a medalha que ganhou nesta terça-feira, no Pan, foi autor de gesto elogiável durante a competição. Foi enfático ao criticar o público que vaiou (não, não foi o Lula) a equipe dos Estados Unidos de ginástica artística. Pediu para os torcedores aplaudirem aqueles que seriam seus principais adversários na competição. Ouro para Diego !

Em tempo: Depois da nota acima ter sido “blogada” o Diego deu entrevista na televisão e falou da outra vaia, também. Ele convidou o presidente Lula a voltar ao Rio e esquecer esta história de vaia.

Meu reino por um vaga no estacionamento


Italiano estaciona carro minúsculo como moto para resolver falta de vaga

Vagas de estacionamento por U$ 450 mil estão sendo disputadas em Nova Iorque. A notícia apareceu estes dias na internet (não me pergunte, agora, quem a divulgou), revelando uma situação que não é apenas dos moradores da ilha de Manhattan. A falta de espaço para guardar um automóvel é fenômeno que se repete em boa parte das grandes cidades, principalmente nas áreas centrais. Além da super-valorização das garagens, o desrespeito as regras de trânsito e a cidadania também cresce.

No Rio de Janeiro, o uso indevido das calçadas é comum. Jornais como O Globo fazem campanhas constantes contra esta situação. A coluna de Ancelmo Gois reproduz fotografias com os motoristas e suas barbaridades sobre as calçadas, com freqüência.

Passeando em Roma, nos últimos dias, a situação encontrada foi semelhante. Sem garagens nos prédios com idade secular e o crescimento no número de carros, não tem mais lugar para estacionar. No centro antigo, só os moradores estacionam sem pagar, mesmo assim as vagas reservadas não são suficientes. Circula-se por quase meia hora atrás de uma – parece estacionamento de centro comercial brasileiro em véspera de Natal. Uma das soluções aplicadas pelos italianos é o uso de carros minúsculos, como o modelo Smart (este aí da foto), que disputam espaço com as motonetas.

São Paulo, nesta semana, aumentou as vagas destinadas a zona azul – modelo de estacionamento rotativo – no Parque do Ibirapuera, para desespero de muitos frequentadores. Diminuir o número de vagas gratuitas e aumentar o preço do estacionamento, principalmente na região central, são medidas inevitáveis.

Em Buenos Aires, o aumento dos valores cobrados nos estacionamentos públicos e privados foi adotado para desestimular o uso de carros na região central. Na capital argentina, da mesma forma que na Itália ou em São Paulo, os prédios antigos foram construídos com pé direito alto, ambientes amplos e levando em consideração apenas o conforto dos moradores. Hoje, os imóveis diminuem de tamanho na mesma proporção que aumentam as vagas oferecidas no subsolo do prédio.

Reclamem o quanto quiserem, mas a solução mesmo passa pela redução no número de carros circulando na cidade, fator que vai ocorrer seja por bem ou por mal.

“Bater laje” é fenômeno em favelas da capital

O aumento da população nas favelas paulistas, calculado em estudo da prefeitura e da ONG internacional Aliança das Cidades, gera o fenômeno da verticalização, visível até então nas áreas de classe média e alta, também nas comunidades mais pobres, como em Paraisópolis. Segundo representante dos 80 mil moradores da favela que fica na zona sul da cidade, Gilson Rodrigues, a falta de espaço para novas construções leva os moradores a “bater laje”. O número de pessoas nestas regiões cresce, enquanto o investimento na infra-estrutura se mantém inalterado. Resultado: faltam escolas, postos de saúde, fornecimento de energia elétrica e saneamento básico, entre outros itens.Gilson Rodrigues falou ao CBN São Paulo:

A prefeitura de São Paulo foi procurada pela produção do CBN São Paulo mas não comentou o assunto. Neste blog, mais abaixo, você encontra outras informações sobre o estudo.

Contratadas da CDHU doam dinheiro a deputados estaduais

Um terço dos deputados estaduais da Assembléia Legislativa de São Paulo recebeu doações financeiras, durante a última campanha eleitoral, de empresas contratadas para realizar o programa de construção de casas populares da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) do governo paulista.

Na semana passada, a Alesp, por meio de uma manobra regimental comandada pelo presidente da Casa, Vaz de Lima (PSDB), enterrou a proposta de se criar, ainda neste ano, uma CPI para investigar supostas irregularidades na CDHU reveladas em inquéritos do Ministério Público e da Polícia Civil.

Dos 94 parlamentares estaduais eleitos em 2006, 32 (cerca de 34% do total) receberam doações de 31 empresas que mantêm ou mantinham, até o início de 2007, algum tipo de contrato no Qualihab, o principal programa da CDHU, criado em 1996. As empresas despejaram nesse grupo de candidatos vitoriosos R$ 1,85 milhão.

Dos 32 deputados que receberam recursos nas suas campanhas, 13 são filiados ao PSDB, partido que detém a maioria na Assembléia, oito são do PT, quatro, do DEM, dois, do PMDB, dois, do PSB, e um do PDT, do PPS e do PTB.

Trecho de reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo de hoje