Macri: “Gracias a los que apostaron a la esperanza y no al miedo”



Deixo a manchete do Clarin.com em espanhol para que ninguém imagine que estejamos reproduzindo velhos textos da disputa eleitoral à presidência, no Brasil. A frase que soa parecida com a de Lula na primeira vitória é do presidente do Boca e governador eleito de Buenos Aires, Maurício Macri, líder do PRO.

No discurso que buscou marcar diferenças com o governo nacional, Macri afirmou ainda que “nossos dirigentes demonstraram que se pode fazer campanha limpa, sem agressão e sem caluniar”.

De Cidade Limpa a exemplo de cidade


Reprodução do caderno de cultura da ZH

São Paulo é exemplo e inspiração de reportagem do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, sobre a poluição visual. O tema provocado por um leitor ganhou duas páginas no caderno de Cultura e reproduziu uma série de opiniões que copio para você nas notas abaixo. Todos são arquitetos, cada um com seu olhar. Há quem defenda, há quem critica, mas não há indiferença. E você: o que pensa de tudo isso ?

Issao: catálogo telefônico

“A cidade contemporânea é um depositário de interesses pessoais, uma terra de ninguém, uma vitrine a céu aberto, como um imenso catálogo telefônico. Há uma hipertrofia da imagem, uma gigantografia”


“No primeiro momento, há uma gritaria. Depois, as pessoas se acostumam. A legislação em geral trabalha com as noções de mínimo e máximo, não com o ideal. Há uma excessiva permissividade. É nesse quadro que um prefeito totalmente desconhecido, que veio do anonimato (Gilberto Kassab, que era vice de José Serra), de um partido conservador (o recente Democratas, antigo PFL) aparece com uma vontade política de ver as coisas com outros olhos.”

“A cidade respirou, se viu aliviada. Estávamos míopes, com os olhos sujos”.

Issao Minami, arquiteto, professor da FAU-USP.

Prysthom : cidade artificial

“Um certo excesso e feiúra fazem parte da cidade contemporânea. É uma condição inevitável. Acho artificial o que foi feito em São Paulo. Talvez fossem mais interessantes programas que envolvessem a população na revalorização dos espaços”.

“Pessoalmente, achei ótimo. Em Recife, o centro histórico até que está bem preservado, mas nos chamados bairros de classe média a poluição visual é muito invasiva, muito violenta. Ali, pouco a pouco, os espaços públicos foram sendo privatizados.”

Angela Prysthom, professora no Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, doutora pela Universidade de Nottingham (Inglaterra).

Portella: cidade clonada

“A desordem dos anúncios comerciais pode criar o que chamam na Inglaterra de “clones towns”. Clone towns são cidades onde a identidade histórica e local das ruas de comércio é substituída por anúncios comerciais de franquias e lojas de departamento, cujos logotipos são conhecidos internacionalmente. Neste caso, o indivíduo perde a referência da identidade local de cada cidade e passa apenas a ter uma imagem mental de vários anúncios sobrepostos uns aos outros. Em uma visita que fiz às cidades de Alexandria e Cairo, no Egito, no ano passado, pude ter essa experiência. Nessas cidades, embora o contexto cultural seja completamente diferente do brasileiro, em muitas ruas comerciais os prédios históricos são cobertos por anúncios de franquias internacionais, sendo a situação muito similar com a que encontro em Pelotas ou Porto Alegre.”

Adriana Portella, arquiteta e pesquisadora

Kiefer: cidade negada

“A cidade, hoje, é vista mais como um lugar para se ganhar dinheiro do que um lugar para se viver. As ruas deixaram de ser ruas. Há uma negação da cidade histórica, que era feita para se andar”.

Flávio Kiefer, arquiteto, UniRitter-RS.

Mahfuz: cidade borrão

“É um mundo regido pelo grito. Ora, edifícios de escritórios não deveriam ficar berrando pela cidade. Edifícios de escritórios deveriam ser discretos. Tudo acaba em um excesso de formas. Vira um borrão”

Edson Mahfuz, arquiteto, professor de Arquitetura da UFRGs

Dos sentimentos em Porto Alegre

Espera, angústia e alívio marcaram os dias em Porto Alegre. Na sala de espera do Hospital Mãe de Deus aguardei durante horas notícias sobre o estado de saúde de meu pai. Um dia antes havia desfilado meu orgulho ao lado dele, como você pôde (pode) ler neste blog. Homem de 71 anos que nunca apreciou muito seguir a risca as recomendações médicas agora terá de permanecer “amarrado” as regras até o momento certo para a cirurgia que pretende liberar o tráfego de sangue em veias e artérias.

Ainda bem que tive a oportunidade de estar ao lado dele quando precisou, e me foi oferecida a chance de continuar com ele.

De Canela

“É mais um motivo para a nossa motivação”

Kleber Santana, jogador do Santos, ao comentar a participação de Luxemburgo por tele-fone na partida contra o Juventude.

De Letra

(silêncio)(silêncio)(silêncio)

Hugo de Leon, ex-capitão gremista, ao responder a Juca Kfouri o que ele pensa sobre o técnico Leão

Subprefeito e secretário voltam a CPI do Jogo Eletrônico

A CPI do Jogo Eletrônico entra, oficialmente, nas investigações sobre o envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais. Na sessão dessa terça-feira, os vereadores aprovaram a proposta do relator da comissão, vereador Adílson Amadeu (PTB), de “convidar” o Secretário Municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e o Subsecretário da Vila Mariana, Fábio Lepique para reunião extraordinária marcada para sexta-feira.

Adilson Amadeu já havia adiantado a proposta ao CBN São Paulo.

A CPI criada originalmente para verificar a sonegação de pagamento de ISS das casas de jogos decidiu investigar, também, o envolvimento de fiscais depois que este blog informou que pelo menos quatro agentes de duas subprefeituras (Vila Mariana e Pinheiros) estavam na lista telefônica do advogado Jamil Chokr, suspeito de pagar propina a autoridades para que os bingos fossem mantidos abertos.

Além de Matarazzo e Lepique – que já haviam participado da CPI para falar sobre a sonegação de impostos -, foram chamados três fiscais da subprefeitura de Vila Mariana.

(Mais informações sobre o tema role esta página para baixo)

Virou gozação

A ministra do Turismo Marta Suplicy está em alta no aeroporto de Congonhas, O nome dela é repetido por boa parte dos viajantes toda a vez que as moças do sistema de som anunciam o atraso do vôo.

Aliás, está na hora de contratar uma fonoaudióloga para a turma do alto-falante. Não bastasse a dor de cabeça pela demora no embarque, os viajantes são torturados por algumas das mais irritantes vozes e entonações do espaço aéreo.

Meu reino por um benjamim

Já que a Infraero e quejandos não são capazes de oferecer ao viajante sistema de vôo competente poderiam ao menos providenciar a todos os portadores de laptops na sala de embarque um benjamim, aquele adaptador que alguns conhecem por “T”, para plugar na tomada elétrica. É tanta gente precisando recarregar as baterias, após horas de espera pelos aviões, que o número de tomadas não é suficiente em Congonhas.

O benjamim pode se transformar em “mimo” da Telefônica que deve ter registrado aumento no número de acessos ao serviço wireless com a crise nos aeroportos. Mais tempo na sala de embarque igual a mais tempo de navegação.