Aviso aos candidatos !

Com tanta gente colocando a cara na propaganda política, inclusive com jingle encomendado, é bom ficar atento na decisão do TSE que meteu a mão no bolso do ex-governador de SP Geraldo Alckmin para puni-lo por erros cometidos em 2006.

O Tribunal Superior Eleitoral condenou Geraldo Alckmin a pagar multa de R$ 21,2 mil. O tribunal julgou uma representação do PT e aceitou o argumento de que o PSDB desvirtuou propaganda em junho de 2006, porque teria promovido a pré-candidatura de Alckmin à Presidência em vez de divulgar as propostas da legenda. O partido ainda perdeu dez minutos do tempo da propaganda na TV e no Rádio.

Legado de Serra prejudica revisão do contrato do lixo

A ampliação dos serviços de coleta seletiva e recolhimento de lixo nas favelas de São Paulo está ameaçada devido a parecer jurídico que permanece sobre a escrivaninha do secretário municipal de Serviços, Dimas Ramalho, como se fosse a espada de Dâmocles. O documento foi assinado pelo Secretário de Justiça do Estado, Luis Antônio Marrey, quando ocupava a pasta jurídica do município, em 2005. Ele considerou a negociação com as concessionárias ilegal, atendendo pedido do então prefeito José Serra que buscava argumentos para cancelar o contrato de 20 anos, no valor de R$ 10 bilhões, assinado com as empresas Ecourbis e Loga, no fim da gestão Martha Suplicy.

Na época, Serra dizia que “o contrato – disfarçado de concessão – é malfeito, caro, todo torto, e que exige a taxa de lixo”. Chegou a pagar um estudo realizado pela FGV para provar a majoração nas tarifas. Hoje, a administração Kassab está com o aditamento do contrato pronto, prevendo desconto de 17% nas tarifas, mas o secretário Dimas teme arrumar dor de cabeça mais tarde se fechar o acordo sem antes conseguir derrubar o legado de Serra-Marrey.

Só para constar e sem comparações: Dâmocles vivia na corte de Siracusa, no século IV A.C. Era amigo do rei, tinha inveja pelas delícias do trono. O rei, para mostrar-lhe o preço que se paga pelo poder, ofereceu-lhe um requintado banquete, deixando suspensa sobre a cabeça de Dâmocles uma espada que pendia ameaçadoramente do teto, presa apenas por um único fio.

Deputados estão devendo 500 árvores para São Paulo

Após queimarem pouco mais de R$ 131 mil de combustível em apenas um mês, os deputados estaduais de São Paulo deveriam plantar 500 árvores, no mínimo, para neutralizar os gases de efeito estufa emitidos pelos motores dos carros da frota do legislativo. O cálculo foi feito pelo comentarista do quadro Ambiente Urbano do CBN SP, Osvaldo Stella, que levou em consideração metodologia reconhecida internacionalmente.

Segundo os números apresentados por Stella, pelo valor que os deputados alegam ter gastado em combustível teriam consumido, em um mês, 50 mil litros ou 40 toneladas de gasolina, este valor equivale a 120 toneladas de CO2. Para compensar a quantidade de carbono jogada no ar cada um dos deputados – são 94 – teria de plantar 5,3 árvores por mês.

A Assembléia Legislativa de São Paulo havia anunciado que pretende desenvolver plano para neutralizar as emissões de carbono diárias. No caso dos carros, poderia pensar em reduzir o consumo fiscalizando melhor os gastos dos gabinetes dos deputados.

Repórter CBN SP: Fila dupla de papeleiro na Marginal

“O problema é antigo, falamos várias vezes sobre a “ocupação” do acesso da Marginal Tietê para a Av. Ermano Marchetti, na Água Branca, pertinho da Ponte Júlio de Mesquita Neto. Parece que ninguém ouviu, então vou falar de novo. Quando você sai da Marginal o acesso é uma curva. Bem ali, na curva existe uma favela (em expansão). O fato não é a favela em si. É que os catadores de papel, moradores, estacionam as carroças na faixa da esquerda, bem na curva. Às vezes, tem até fila dupla. Preciso dizer que o lixo se acumula no que foi um dia uma calçada ? Seria lugar-comum, não? Quando chove, a água fica acumulada. Frequentemente, crianças de um pouco mais de três anos são vistas brincando ali. Hoje ao passar por lá, percebi que não é só a ação do homem que interfere naquela decadente paisagem. O mato do terreno ao lado da favela está bem crescidinho e invadindo a alça de acesso. Eu repito, é uma curva. Os carros saem em alta velocidade da marginal e entram ali. Alguém pode se machucar. Seria exagero pedir para os “zeladores” do bairro passarem por lá? São Paulo pode ser melhor. Moradores da cidade, uni-vos!”

A repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, roda a cidade o dia todo de olho em São Paulo.

Agora, o outro lado: Prefeitura prevê pagamento antecipado

Os R$ 5 bi depositados em fundos de investimentos da Prefeitura de São Paulo já têm destino certo e, portanto, não poderão ser usados para o pagamento da dívida do município com as empresas prestadoras de serviço. De acordo com o subsecretário do Tesouro Municipal, Walter Fasterra, a prefeitura tem antecipado parcelas dos pagamentos às empresas que aceitaram a renegociação da dívida. Fasterra lembra que novas antecipações deverão ocorrer.

Ouça trecho da entrevista do subsecretário do Tesouro Nacional, Walter Fasterra, ao CBN SP:

Credores de olho na poupança da prefeitura vão à Justiça

Empresas prestadoras de serviço da prefeitura de São Paulo se surpreenderam ao saber pelo CBN SP que o município tem R$ 5 bilhões depositados em fundos de investimento. O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Ermínio Alves de Lima Neto, quer cobrar na justiça a dívida que a prefeitura tem com parte dos prestadores de serviço.

O dirigente lembra que após a posse do prefeito José Serra, o governo municipal decidiu cancelar o pagamento pelos serviços prestados e a dívida era de R$ 37 milhões. Foram apresentadas propostas consideradas “indecorosas” pelas empresas que previam o alongamento dos prazos de pagamento para sete anos ou o pagamento com desconto de até 50%.

Ouça um trecho da entrevista do representante das empresas credoras da prefeitura:

“Patchwork” na política paulista

No Merval Pereira, de O Globo e da CBN, sobre a divisão entre tucanos: ” … Alckmin na presidência do PSDB é um duplo problema para José Serra, que desconfia que ele favorecerá a candidatura de Aécio e, além do mais, se fortalecerá para ser o candidato a prefeito do partido, embora para Serra o ideal fosse que o atual prefeito Gilberto Kassab, do Democratas (ex-PFL), estivesse em condições políticas para disputar a reeleição, favorecendo uma futura coligação com o DEM para a Presidência da República”.

Vira a página e você lê na Monica Bergamo, da Folha: “Marta Suplicy disse a dirigentes do DEM, o ex-PFL, do prefeito Gilberto Kassab, que não disputará a prefeitura caso o tucano Geraldo Alckmin entre no páreo.

Vá mais embaixo e leia, também, nota postada neste blog e assinada pela repórter da CBN Fabíola Cidral, sob o título “Prefeito Kassab: Será que ele é ?

Sem Machado, árvore aparece

Veja como ficaria o visual do escritório político do presidente estadual do PTB, deputado estadual Campos Machado, se ele cumprisse a Lei Cidade Limpa. A simulação foi feita pela Prefeitura de São Paulo e a Emurb após a reclamação de ouvintes-internautas do CBN São Paulo. Além desta imagem, o deputado recebeu documento assinado pelo Secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, explicando que o local em que estão os anúncios indicativos, na avenida Nove de Julho, é tombado e permite apenas placas com área máxima de 1,5 metros quadrados. A poluição visual, garantida por liminar, esconde uma bela árvore e não fica bem para o presidente estadual do partido que, nesta segunda-feira, foi para a televisão anunciar a criação do PTB Ambiental.

Presidente da Câmara quer mudar nome do Viaduto do Chá

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), quer mudar o nome de um dos lugares mais tradicionais da cidade: o Viaduto do Chá. A intenção é homenagear o empresário Octavio Frias de Oliveira, do Grupo Folha, morto em 29 de abril, aos 94 anos.

Se o projeto de lei, entregue semana passada na Câmara, for aprovado o primeiro viaduto da cidade de São Paulo, inaugurado em novembro de 1892 passará a ser chamado de Viaduto do Chá-Octávio Frias de Oliveira.

Com mais poder, vereadores devem aprovar PPP

O temor de que o vereador perca parte de seu poder leva a Câmara Municipal de São Paulo a mudar o projeto de lei que prevê a realização de parcerias público privadas que deve ser aprovado nesta terça-feira (05/06). Um dos pontos que impediam a aprovação era o fato de que somente passariam pela avaliação dos vereadores os projetos que tivessem mais de 70% de investimento público. A proposta que será discutida amanhã permite a influência dos vereadores nas concessões patrocinadas em que mais de 50% da remuneração do parceiro privado for paga pela Administração Pública.
Os vereadores do Centrão já estariam de acordo com o projeto, mas o PT ainda não se convenceu.