Conte Sua História de SP: à Avenida Paulista, com amor!

 


Por Samuel Leonardo
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Avenida Paulista, também poderia ser Avenida Baiana, Avenida Mineira, Avenida Gaúcha, ou simplesmente Avenida Brasileira. Avenida de todos, generosa que bem conhece a arte de acolher de toda maneira.

 

Um dia reduto do senhor do café e dos barões dos magníficos casarões, hoje tem o senhor dos valores, o senhor anônimo, tem os doutores, tem até senhoras da reza, em um ponto a Catarina Santa, em outro o Luís que é no colégio um santo que se preza.

 

E se queres ir mais longe ainda, em busca de milagres, ela nos direciona para São Judas santo de fé e de Nossa Senhora de Fátima, lá no Sumaré.

 

Avenida da vida, avenida da diva, da exuberância. Passarela de moças bonitas e de rapazes elegantes, da mulher bela e do homem sério que transborda em importância.
Corredor da corrida do ouro, da corrida diária, da corrida de São Silvestre e também da corrida de todas as cores, das cores de todos os arco-íris.

 

Templo da festa de ano bom e da festa dos campeões. Campo de protestos legítimos e de infundadas manifestações De um lado Cerqueira César, o Trianon e os Jardins, do outro tem o MASP e que Bela Vista tem o centro ao longe lá nos confins.

 

Avenida musa esguia, desejada mesmo sem as curvas insinuantes, causa inveja às mulheres, se duvidas pergunte então à Mariana ou a Angélica que ao longe só observam essa dama tão admirada. Tem ainda a Ana Rosa que só tem prosa, mas sequer da sua beleza se aproxima, e a Madalena está distante, é bonita apenas.

 

Avenida que a Augusta o caminho cruzou, mas não a abalou e que o Brigadeiro com despeito só o fez por abuso de poder, já que patente merece prudência e respeito.
Avenida símbolo dos paulistanos, dos edifícios inteligentes, das torres e das antenas, dos teatros, das finanças. Espigão com seu trânsito e muita gente em andanças, segue o seu destino com altivez, absoluto, embaixo circula o metrô em sua pujança, enquanto em cima pode ver, não se rende a nenhum viaduto.

 

Avenida de aparência moderna, corpo estrutural e de alma terna. Tem uma magia, que ampara e que conforta o coração como que querendo dizer: se não atingires o Paraíso, com certeza terás a Consolação.

 

Avenida Paulista, quando eu a vi pela primeira vez confesso que enamorado fiquei, agora que eu a conheço, não por inteira, porque assim como toda mulher carrega um ar de mistério que ninguém vê, permita essa homenagem de um admirador do grande ABC.

 


Samuel de Leonardo é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa com histórias enviadas para o e-mail milton@cbn.com.br.

Para Sempre Alice: antes que tudo que você conquistou vá embora

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Para Sempre Alice”
Um filme de Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Gênero: Drama.
País:EUA/França

 

O filme conta a história de uma renomada professora de linguística em sua luta contra o mal de Alzheimer.

 

Por que ver:
Confesso que só assisti ao filme pois fui intimada por Maria Lucia Solla, que também escreve no blog do Mílton… Caramba, Maria! Realmente precisei dos lencinhos e do chocolate…Mais precisamente, brigadeiro de colher…O motivo que me fez protelar em assistir ao filme, é o mesmo pelo qual o indico. Um dos filmes mais crus dos últimos tempos…Sem enfeites, real, preciso, tocante… Daqueles que te deixam sentindo uma ausência mental por meia hora… Um filme de atriz..

 

A história é fascinante, não por suas surpresas, mas pela maneira como nos expõe a um de nossos maiores medos(ao menos um de meus maiores medos) a invalidez… Ao fim…

 

As vezes me questiono sobre nossas pedaladas na vida(não me refiro à pedalada fiscal não…). Pedalamos para chegar “onde queremos”, profissionalmente, financeiramente, pessoalmente… No filme vemos bem isto quando em uma palestra a personagem diz “tudo que acumulei na vida, tudo que trabalhei tanto para conquistar, agora tudo isso está sendo levado embora. Como podem imaginar, ou como vocês sabem, isso é o inferno. Mas fica pior.”

 

Portando tiro uma conclusão bem clichê disto: vou me agarrar ao presente ao máximo, e vivê-lo intensamente e com a maior alegria que puder!

 

Como ver:
Seguindo a sugestão da Maria Lucia, com uma caixinha de lencinhos e chocolate para te fazer companhia.

 

Quando não ver:
Está em um momento “tarja preta”? Não veja… Assista ao Fabio Porchat ou algo do gênero, valerá mais a pena.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre cinema e filmes no Blog do Mílton Jung

Participe do lançamento do livro “Comunicar para liderar”

 

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Você está convidado a participar do lançamento do livro Comunicar para liderar,publicado pela Editora Contexto,que se realizará nessa sexta-feira, dia 24 de julho, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo. Às seis da noite,a fonoaudióloga Leny Kyrillos e eu estaremos no palco do Teatro Eva Herz conversando sobre o tema que nos motivou a escrever este livro: a comunicação como habilidade essencial para você liderar uma empresa, uma equipe ou a sua própria carreira. Será um prazer recebê-lo no programa e na sessão de autógrafos que se iniciará em seguida. Aqui no blog, antecipo para você um trecho da introdução do livro:

 

“É tal a sua pressa de comunicação
que eles se esquecem de
aprender primeiro a expressar-se”

 

Genial este Mário Quintana! Sempre à frente de seu
tempo e capaz de traduzir pensamentos de forma
tão simples quanto precisa. Ainda era 1973 quando
publicou o verso acima no Caderno H, coletânea de
textos reproduzidos no jornal Correio do Povo, do Rio Grande do Sul. Em um
tempo em que a velocidade das coisas não parecia ainda ser um problema no
cotidiano, a sensibilidade de Quintana o fez perceber a importância de uma
das características essenciais para que as pessoas se comunicassem de forma
qualificada: a expressividade. O poema “A ilegível mensagem” é de uma atualidade
incrível e nos inspira a trazer, neste livro, nossas crenças e convicções de
que a comunicação é primordial para você que pretende liderar pessoas ou a si
mesmo, na vida pessoal e profissional.

 

A partir da experiência que cada um de nós desenvolveu em suas carreiras,
na fonoaudiologia e no jornalismo, no espaço reflexivo da academia
e impactado pelas emoções que encontramos nas ruas, nosso conhecimento
foi sendo forjado. No contato com pacientes e fontes de informação, dúvidas
surgiam de nossa parte e por parte daqueles com quem conversávamos. Em
atendimentos no consultório, em entrevistas e em palestras, encontramos
executivos motivados, interessados em aperfeiçoar sua comunicação, assim
como muita gente que precisava ser incentivada a melhorar sua maneira
de falar.

 

Havia, também, pessoas com muito conteúdo a oferecer, mas com uma
tremenda dificuldade de organizar suas mensagens, de convencer seus líderes
e liderados ou, simplesmente, de passar seu recado à frente. As perguntas se
sucediam e éramos desafiados a entender ainda mais e melhor este mundo
fascinante da comunicação. A cada situação com que nos deparávamos, discutíamos
as inúmeras possibilidades de que dispúnhamos para oferecer a melhor
resposta. Para fazermos a diferença na vida deles!

 

Foi a obsessão por fazer da comunicação um instrumento de transformação
das pessoas que nos uniu há 15 anos, quando participamos de
um mesmo projeto que resultou em livro no qual o foco era a expressividade.
No decorrer desse período, estudamos muito, refletimos, debatemos,
trocamos experiências, nos abrimos para outras formas de praticar o que
sabíamos e, sobretudo, nos convencemos de que a comunicação estava diretamente
atrelada ao conceito de liderança.

 

Entendemos que líderes só são capazes de exercer essa função quando
se comunicam bem! E nós poderíamos ajudar você a desenvolver essas habilidades
com base em nossos questionamentos, nossas diferentes formações
e nossas reflexões em conjunto. Foi dessa grande vontade de oferecer
algo melhor que surgiu Comunicar para liderar, que, até então, era apenas
um conceito na nossa cabeça.

 

Escrever este livro nos ofereceu oportunidades impressionantes. A
cada encontro, troca de e-mails, conversa por telefone, aprendíamos algo
novo, e nos deparávamos com mais estudos e pesquisas, tínhamos novas
ideias, crescíamos e nos desenvolvíamos nas nossas áreas de atuação, em
nossas relações e em nossas vidas. Tudo muito rápido, às vezes mais rápido
do que podíamos escrever. A todo momento, reforçávamos nossa convicção
de que seria possível propor a você experiências memoráveis, definitivas
e duradouras através da comunicação.

 

Você deve ter percebido que estamos muito entusiasmados. Se de cara
revelamos esse sentimento por aprender mais e mais a partir de estudos e de
nossos debates, é porque acreditamos que a comunicação contagia! E queremos
que a descrição clara da nossa empolgação, da nossa satisfação em escrever
este livro, contamine você para lê-lo do mesmo modo. Sabemos que somente
assim você estará aberto para absorver o conhecimento  compartilhado
e poderá se transformar em um líder comunicador!

 

Para outras informações sobre Comunicar para liderar acesse a página da Editora Contexto

De volta ao trabalho!

 

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Foi-se o tempo da redação de volta às aulas quando a professora nos oferecia a oportunidade de contar por escrito algumas das aventuras vividas nas férias. Imagino que, atualmente, ninguém mais seja levado a fazer essa tarefa, mesmo porque, diariamente, estamos compartilhando nossos passos nas redes sociais. É selfie publicada no Instagram, instantes captados no Snapchat, textos mal rabiscados no Facebook e tudo automaticamente transformado em link no Twitter. Chega-se na sala de aula e a turma toda já sabe o que fez graças as informações trocadas no grupo do WhatsApp. Novidade? Só a senhora não sabe, professora!

 

Apesar de distante do hábito e da idade desse pessoal que já nasceu sem noção do que é vida privada, sem exagero, também divido algumas coisas que encontrei no caminho das férias com os caros e raros leitores deste blog e todos os demais que se dão ao trabalho de me “seguir” especialmente no Twitter e no Instagram. Por mais que busco preservar-me, fico instigado a enviar uma imagem que me conquistou e contar um caso que me chamou atenção. Por isso,quem teve paciência, viu o filhote de beija-flor no jardim da casa que me abrigou nessas férias (reproduzido neste post), assim como o pôr-do-sol que, a cada fim de dia, pintava de forma diferente o céu na minha frente. Encontrou, também, alguns personagens da praia, já que preferi sair em busca do verão, em plenas férias de inverno (é só entrar no Instagram).

 

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Das obrigações do blog, mantive apenas uma, deixando o restante por conta e risco dos nossos colaboradores, fiéis e sem férias, como o Carlos, a Biba, a Malu, o Ricardo e o pai – que, registre-se, continuaram mandando muito bem e, por isso, faço questão de agradecê-los publicamente. A mim reservei o prazer de escrever sobre o que mais gosto, o meu Grêmio, até porque a safra foi boa. Cheguei pensar em falar com você sobre coisa mais séria, pois as notícias aqui no Brasil e lá fora estiveram em ritmo alucinante, mas se levasse à frente minha intenção, provavelmente não estaria com as energias renovadas para essa nova fase.

 

Por óbvio que pareça, a volta das férias deve ser um recomeço, momento para rever alguns hábitos e relacionamentos, tentar novas fórmulas, talvez arriscar um pouco mais. Especialmente, retomar a paciência que o estresse do cotidiano nos leva embora. Ser mais tolerante, um desafio diante de tanta intolerância que assistimos em todos os campos.

 

Nessa proposta de renovação, para este segundo semestre que já começou, o que posso dizer por enquanto é que, em breve, o Jornal da CBN trará novidades para o ouvinte.

 

Eu, particularmente, terei o prazer de lançar, ao lado da colega e fonoaudióloga Leny Kyrillos, o livro “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto, no qual explicamos como usar a comunicação para comandar sua empresa, sua equipe e sua carreira – um recurso que pode, inclusive, mudar sua qualidade de vida. Aproveite e anote na sua agenda: Leny e eu temos um bate-papo marcado com você na sexta-feira, dia 24, às 18h, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. Em seguida, haverá sessão de autógrafos.

 

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Feita aqui a minha redação de “volta às aulas”, agora é matar a saudade dos colegas e ouvintes e contar com sua participação diária no Jornal da CBN.

 

Até mais!

Como (não) usar o certificado digital no seu computador Mac – II

 

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Falamos há alguns dias sobre as peripécias que enfrentei para instalar um certificado digital novo nos meus computadores Mac que rodam desde há algum tempo o sistema iOs Yosemite (10.10.3). Se você se deu o trabalho de ler o post ficou sabendo que, por recomendação do suporte técnico da Serasa, fui obrigado a mudar para um Windows, colocar uma versão ultrapassada do Internet Explorer e desativar o antivírus. Surreal!

 

Leia aqui, se for do seu interesse, o texto “Como (não) usar o certificado digital no seu computador – I”

 

A reclamação registrada no site da empresa não deu resultado, mas quatro dias após publicar o post aqui no Blog, recebi mensagem com explicações da assessoria de imprensa da Serasa. Se não resolveu nem resolverá nas próximas semanas o meu problema, ao menos o comunicado esclareceu pontos importantes.

 

O sistema Yosemite (10.10.3), como já desconfiávamos, não está entre as versões homologadas pelo fornecedor do token, o StartSign GD. A previsão é que isto vá ocorrer somente no segundo semestre, apesar de o sistema operacional estar rodando no mercado desde fevereiro. Se você é usuário Mac e atualiza seu computador, a boa notícia é que, dentro de um mês, a Serasa terá à disposição o certificado de outro fornecedor já homologado. Então, paciência!

 

Em relação as “gambiarras digitais” – downgrade do Internet Explorer e desativação do antivírus – propostas pelo suporte técnico, a Serasa esclarece que estas não fazem parte do procedimento padrão do atendimento: “o procedimento correto seria pedir para o usuário fazer o teste no browser Firefox”, explicou a assessoria. Ou seja, em vez de”rebaixar” a versão do I.E teria de ter instalado o Firefox, no Windows.

 

A nota encerra com um pedido de desculpas e a informação de que estão verificando, internamente, as falhas cometidas no atendimento.

Charge do Jornal da CBN: deputados comilões gastaram mais de meio milhão em comida

 

 

Em tempos de controle das contas, o site Congresso Em Foco identifica que os deputados federais, em 100 dias de trabalho, gastaram mais de meio milhão de reais em verba de alimentação, pagos, claro, com dinheiro público. Nas contas oficiais da Câmara, após apresentação de notas fiscais pelas despesas realizadas, os 513 parlamentares foram ressarcidos em R$ 576mil no total.

 

Alguns casos são curiosos, como o deputado federal que almoçou duas vezes no mesmo dia e no mesmo restaurante. Muitas notas não especificam os gastos, que estão identificados apenas como refeição.

 

A Câmara permite a utilização do Cotão para despesas alimentares. No entanto, elas precisam “custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”, conforme determina o ato da Mesa Diretora que disciplina o uso de dinheiro público para estas despesas.

 

Com tanto gasto em alimentação, tem razão o prédio da Câmara dos Deputados se parecer com um prato de comida. A fome dos parlamentares inspirou a charge do Jornal da CBN desta segunda-feira.

 


A notícia completa você confere no Congresso em Foco.

@AdoteUmVereador: Senado aprova voto distrital para eleição municipal

 

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Desde o lançamento do Adote Um Vereador, em 2008, ouço comentários de que a ideia central do projeto tem íntima ligação com o voto distrital, pois através dele é possível aproximar o eleitor do eleito. No Adote, defendemos que o cidadão acompanhe a política e fiscalize o político. Com o cenário atual, em que nos são oferecidos um elenco enorme de candidatos dos mais diferentes partidos e a maioria é eleita sem o nosso voto, o distanciamento entre a sociedade e o parlamento nos leva à frustração e baixa representatividade. No voto distrital, aumenta a responsabilidade do candidato em relação ao seu eleitor e à região que representa.

 

Lembro que na última campanha, na série de entrevistas que realizei na CBN, recebi até candidato à presidência da República, gente de alto coturno, que fez referência a ideia do Adote – em off, como costumamos dizer no jornalismo. Verdade que depois de meia hora de entrevista, o dito saiu batendo salto e acho que não vai mais querer discutir comigo sobre o tema tão cedo.

 

Nesta semana, o Senado aprovou, na Comissão de Constituição e Justiça, projeto que prevê voto distrital para eleições à vereador, em cidades com mais de 200 mil habitantes – coisa de 90 municípios brasileiros e 30% do eleitorado. A prevalecer o projeto, assinado por José Serra, do PSDB-SP, e relatado por Eunício Oliveira, do PMDB-CE, a cidade seria dividida em número de distritos igual ao número de vereadores na Câmara Municipal e os partidos teriam direito de lançar um candidato por distrito. Seria eleito o candidato com maior número de votos em lugar de se aplicar a regra atual de eleição proporcional, na qual se soma os votos do candidato, do partido e da coligação para depois aplicar uma complexa matemática.

 

O voto distrital tende a reduzir o custo de eleição, diminuir o número de candidatos e aumentar o compromisso do eleito com os eleitores. Além disso, e aí é que a ideia se aproxima do Adote um Vereador, permite um acompanhamento maior do mandato. O projeto aprovado em caráter terminativo vai direto para a Câmara dos Deputados, onde terá de ser discutido e votado provavelmente em uma baciada de outras ideias. Aqueles que apoiam o projeto de lei acreditam que é possível fazê-lo passar na Câmara até outubro para que possa valer no ano que vem.

 

Acredito pouco em “Salvador da Pátria”, portanto não tenho a esperança de que será o voto distrital o responsável pela mudança no caráter da política (e dos políticos). Mas talvez valesse a pena experimentarmos esse modelo tendo às cidades como laboratório para um projeto a ser ampliado depois para as demais casas legislativas. Enquanto o voto distrital não vem, fiquemos com a opção mais próxima: Adote um Vereador!

Para aumentar a taxa de ocitocina dos nossos cães. E a nossa, também!

 

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Foi a ciência que nos inspirou a tratar do assunto, mas foi o coração que falou mais alto.

 

Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo dividiram com os ouvintes do Liberdade de Expressão, quadro do Jornal da CBN, a experiência de ambos com seus animais de estimação. Foram provocados pelo estudo de pesquisadores japoneses que dizem ter encontrado em um hormônio, a ocitocina, a resposta para a ligação forte entre humanos e cães.

 

Deixando os dados científicos de lado, Xexéo já se apresentou como “cachorreiro” e daquele tipo que, ao ver um dos seus morrer, jura que nunca mais terá outro, para, em seguida, repetir a experiência. Olha ele aí com Arya:

 

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Cony foi mais longe, lembrou-se de Mila, uma cadela que, segundo o próprio, o escolheu e foi personagem de crônica escrita no jornal Folha de SP, em 1975. Até hoje, nosso cronista recebe recados de leitores querendo saber um pouco mais da “moça” que, infelizmente, já se foi.

 


Ouça aqui a nossa conversa no Liberdade de Expressão.

 

Nosso bate-papo não havia se encerrado e no meu Twitter já surgiam as imagens de dezenas de animais de estimação amados por seus donos, cada um com seu olhar e nome especiais. Foi uma sequência de lembranças e juras de amor. Coisa de chamar a atenção.

 

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No meu e-mail, recebi a mensagem do Elmano Baroncelli, do Rio de Janeiro:

 

Da indiferença à paixão. É como podemos chamar a emocionante narrativa do Cony sobre o olhar dos cachorros. Deu pra sentir vc ali no programa com agonia do tempo restrito  correndo e  sem “coragem” de interromper narrativa tão interessante e de uma pessoa que muitos esperavam frio com esse tipo de sentimento. Vivi deve ter cedido, discretamente, seu tempo para se deleitar e também se emocionar com o que estava escutando. Deu pra “ver” a cadela pedindo para voltar com ele no Karman-Ghia e não ser devolvida; deu pra sentir o carinho que ele foi adquirindo por ela. No final, até livro dedicado ela ganhou! Onde vemos a utilização muito engraçada desse “olhar sedutor” dos animais é no filme Gato de Botas com a voz do Antonio Banderas. Quando aquele gato esperto quer alguma coisa lança um olhar irresistível de coitadinho e sempre consegue o que quer! Sou daqueles caras, como disse bem o Xexéo, que quando perde o cão que estimava diz que não vai ter mais nenhum outro, mas que acaba tendo.  Estou na fase do “não quero ter mais nenhum outro”.  Se tiver – e acho que é o que vai acabar acontendo – vai ser uma cadela como a outra que perdi e vai se chamar MILA. Com certeza.

 

Com tantos interessados, na conversa, resolvi buscar nos arquivos da Folha, a coluna escrita pelo Cony. Vale a leitura:

 

Mila Cony

 

Depois de ler em voz alta, aqui em casa, Eros e Ramazzotti, meus cães de estimação, me olharam com aquele olho de quem pede uma crônica igual. Pobres coitados! Posso me comprometer em cuidar muito bem deles, mas escrever como o Cony, ninguém será capaz. Resta-me seduzi-los publicando a foto dos dois aqui no blog. Espero que ao verem este post, a dose de ocitocina aumente:

 

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Participe do 7º Prêmio CBN de Jornalismo Universitário

 

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Conversar com estudantes de jornalismo tem sido um hábito nos últimos tempos. Incentivá-los na profissão, uma obrigação, especialmente partindo de alguém que se construiu nas redações de rádio, TV, jornal e internet. E nos meus bate-papos frequentes, lembro que as oportunidades hoje estão muito mais acessíveis do que na época em que estudei na PUC-RS, a despeito de toda infraestrutura que a Famecos me oferecia com professores e laboratórios qualificados.

 

Hoje, é bem mais simples tornar público o material desenvolvido: a internet está aí com todos os seus recursos e baixo custo. Naqueles tempos de faculdade, em Porto Alegre, o mais próximo era o jornal impresso: além de ter de tirar o dinheiro do bolso – que era escasso -, as chances de distribuí-lo para um número razoável de pessoas eram pequenas.

 

Podcast, videocast, canal do You Tube, Tumblr, blogs e páginas nas redes sociais abriram enorme perspectiva e permitem que possamos desenvolver aos poucos nossa carreira no jornalismo mesmo antes de estar com o diploma em mãos. Podemos testar diferentes e inovadores formatos, aventurar-se no texto, na mensagem e no desenho, enfim, arriscar, errar e arriscar novamente. Além disso, os principais veículos de comunicação oferecem curso para estudantes, que se transformam em excelente escola para quem está chegando no mercado.

 

A CBN, pelo sétimo ano consecutivo, abre mais uma bela oportunidade para você que ainda está na academia: o Prêmio CBN de Jornalismo Universitário. Neste ano, o tema escolhido para as reportagens é: “Mais tolerância, menos conflitos”. O desafio proporcionado pela rádio aos alunos de todo o Brasil é o de buscar histórias de conflitos solucionados, do entendimento alcançado.

 

Os trabalhos de rádio podem ser individuais ou em grupos e os três melhores serão premiados, sendo um considerado vencedor e, os demais, menções honrosas. O primeiro colocado terá direito a troféu, Ipad e visita supervisionada para acompanhar o nosso trabalho na rádio, em São Paulo, com as despesas de passagem e hospedagem pagas. Além disso, a reportagem vencedora, assim como as duas que receberam menção honrosa, serão reproduzidas na programação da CBN. As inscrições podem ser feitas no site cbn.com.br até o dia 31 de julho.

Como trabalhar sentado está matando você

 

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Já conversamos sobre meu hábito de apresentar o Jornal da CBN em pé, neste blog. Volto ao assunto, porém, para compartilhar com você algumas informações que acabo de ler no site ATTN, em sua editoria de saúde, que publicou o post com o título Why You Might Want a Standing Desk, algo como “Por que você tem de ter uma mesa para trabalhar em pé”.

 

Informa o texto que os americanos ficam sentados, em média, 9,3 horas por dia. Curiosamente, eles trabalham, em média, 9,4 horas por dia. Ou seja, ficam mais tempo sentados do que dormindo, por exemplo. Aqui no Brasil não conheço estatística sobre o tema, mas comece a se preocupar com a saúde se você fica mais de seis horas sentado durante o dia. Você tem 40% mais chances de morrer nos próximos 15 anos do que seu colega que só fica três horas por dia sentado. Além disso, você tem o dobro de chances de sofrer com doenças cardiovasculares.

 

Leia mais: “O que é melhor: trabalhar em pé ou sentado?” – texto publicado neste blog em fevereiro de 2014

 

O melhor remédio para curar esta “doença” é, primeiro, conscientizar-se do mal que está causando a você mesmo. Depois, seguir algumas recomendações, muitas das quais tratamos, com frequência, com o Márcio Atalla, no Bem Estar e Movimento, do Jornal da CBN: a cada hora de trabalho se levantar e caminhar no escritório; aproveitar melhor o período do almoço, preferindo um restaurante um pouco mais distante ou fazendo um passeio antes de sentar para comer e subir escadas em vez de pegar elevador.

 

A autora do texto, Laura Donovan, diz que na sede da ATTN, em Los Angeles, tem mesas para que quiser trabalhar em pé, assim como no estúdio da rádio CBN, a qual uso muito mais do que a cadeira que está à frente de um computador na bancada do jornal. Ou seja, a persistirem os sintomas você vai ter de me aguentar vivo por muito mais tempo.

 

Leia o texto completo, no link a seguir e, se possível, o faça em pé ou caminhando:

 

ATTN (leia aqui)