Soninha não adoraria fazer parte da equipe de Kassab

O nome da vereadora e candidata a prefeito pelo PPS em São Paulo apareceu nesta semana na área reservada aos comentários do blog. Ouvintes-internautas falaram do que leram. E o que leram ?

Soninha “adoraria” participar da equipe de Kassab (Folha)

Soninha ficaria grata se convidada a integrar a administração (Estadão)

E o que não leram ?

A opinião da própria Soninha sobre o que os jornais escreveram que está publicado no blog dela. Um dos textos reproduzo aqui:

“Quem disse que eu adoraria “participar da equipe de Kassab” foi a Folha, não eu. Eu disse que adoraria ser Secretária de Habitação, de Transportes ou, de preferência, chefe das Secretarias todas – queria mesmo é ser prefeita, tanto é que fui candidata. Disse também que seria muito presunçoso me oferecer pelos jornais, respondendo se aceitaria esse ou aquele cargo, sem ter havido qualquer convite. Mas, em título desonesto, a Folha me apresentou como oferecida; mais que isso, sequiosa. E o Painel, em nota venenosa (pleonasmo), atribui a mim, como é praxe, o que não é meu, usando o título mal escrito como referência. Lamentável. Quem quiser saber o que eu digo, melhor ler o que eu escrevo, livre das interferências autorais dos jornalistas. Soninha – vereadora PPS”.

Buraco da Bandeira está reaberto e criança ganha a rua



Pingüim tem 13 anos, anda sempre chapado e acompanhado da cachorrinha Angu, de 45 dias. Ela morreu. Ele foi resgatado do Buraco da Bandeira, no centro de São Paulo, pelos “amigos” da rua. 22 crianças de oito a 16 anos, que vivem por lá. Em qualquer lugar onde consigam encostar o corpo e dormi. Chapados, de preferência. O buraco está embaixo da Passarela da Bandeira e pegou fogo dia desses. Foi fechado pela prefeitura. Os meninos e meninas voltaram para procurar Pingüim que está salvo. “Foi dar um rolê na Praça da Sé”, disse um deles.

Vinícius tem sete anos e meio. É loirinho. Usa moletom amarelo e vermelho. Está com a irmã de 12 anos. Ela também é loirinha, olhos esverdeados e cabelos castanhos. Diz que é da Penha, bairro da zona Leste de São Paulo. O menino tem um parceiro. Joãozinho de oito anos, moreno, cabelos prestos, irmão da Maria. Os dois, Vinícius e Joãozinho, gostam de jogar bola. E estão mocosados no Buraco.

A história de Pingüim, Vinícius, Joãozinho e os demais garotos e garotas do Buraco da Bandeira foi contada por Devanir Amâncio, da ONG Educa São Paulo que já conversou com a gente, ao vivo, no CBN São Paulo, sobre atividades culturais desenvolvidas para crianças e adultos que moram nas ruas da capital paulista..

Devanir não entende como esta situação persiste e faz um apelo:

“Senhores Promotores de Justiça, esta caverna fica a 500 metros do Ministério Público de São Paulo. É um local desumano, horroroso, com muitos ratos e baratas. Onde está a Justiça? Onde estão os Poderes Públicos Municipal, Estadual e Federal? Onde está o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente? Onde está a Vara da Criança e da Juventude? Onde está a Promotoria de Inclusão Social? As Vossas excelências, no exercício da obrigação moral, ética e profissional deveriam ir a este tenebroso espaço para constatar a minha indignação, e a de tantos outros cidadãos que circulam pela região. Pedimos providências”.

Atenção para as armadilhas no seu e-mail

O texto foi enviado pelo ouvinte-internauta Eduardo Lopes Reis e chama atenção para alguns e-mails que ele batizou de “pega-bobo”. Neles contém links que se acessados instalam vírus e trojans no seu computador.

Acompanhe e delete (não esta mensagem, é lógico):

-Enviaram uma foto (Vivo,Claro,Tim, etc.).
>Se lhe enviaram uma foto no celular porque lhe informaram por e-mail ou porque não anexaram a foto?

-Juliana Paes mandou uma foto pra você.
> Você conhece a Juliana Paes? Meu filho então porque ela lhe enviaria uma foto?

-Brad Pitt mandou uma foto pra você.
> Você conhece o Brad Pitt? Minha filha então porque ele lhe enviaria uma foto?

-Olá, a quanto tempo não nos vemos.
> Sem nome, remetente desconhecido cuidado: curiosidade trava seu computador.

-Chegou um telegrama pra você.
> Por quê os Correios lhe avisariam por e-mail se o trabalho deles é justamente entregar no endereço.

-Confirme sua compra (Submarino, Extra, etc.).
> As compras não precisam de confirmação e sempre vem acompanhado com “Se você não fez essa compra clique aqui”.

-Atualize seu cadastro (Bancos, SPC, TRE, Receita Federal,etc.).
>Esses serviços não são solicitados para serem feitos via e-mail.

-Você foi contemplado com um prêmio…
>Acredita em Papai Noel?

– Você está recebendo um cartão virtual de “Não conhece”.
>Porque alguém vai te mandar um cartão sem nome e remetente dizendo que te ama?

Enfim desconfie de tudo que lhe faz clicar em algo primeiro para saber do que se trata.

Cuidado: lembre-se que após clicado não existe “ctrl+Z” que desinstale o vírus.

Para deletar e-mail direto sem passar pela cx de “Itens excluídos”: selecione o e-mail e digite Shift+Del.

Essa coisa que nos falta

Por Carol, Karina e Hanna Jatobá

“Há 9 anos Luiza Jatobá foi assistir à um filme num dos cinemas do Shopping Morumbi e não voltou. Um atirador entrou na sala do cinema e, sem maiores empecilhos, disparou com uma arma automática vários tiros contra a platéia, matando 3 pessoas, dentre elas, Luiza.

O tempo passa muito rápido, rápido demais. E aquela sensação de que Luiza está apenas viajando e já vai voltar continua nas entrelinhas das conversas de todos os que a conheceram. No entanto, se todo dia dezenas (ou centenas?) de pessoas são vítimas da violência no Brasil, por que esse caso em especial merece ser citado? E a resposta é: por que não? Por que aceitar a estatística como “cala boca”? Por que balizar um ato de violência em função de outros, para numa lógica surrealista aceitar e silenciar as perdas?

As perdas neste país precisam começar a se tornar inaceitáveis, para inaceitável começar a se tornar a ausência de justiça e, como conseqüência, tornar-se inaceitável a ausência de país. Só assim vamos sair do estado de sítio para o estado de direito. Uma das maiores virtudes do brasileiro é a capacidade de adaptação às dificuldades. Nas artes, nos esportes, na iniciativa privada, etc. Ironicamente, no entanto, essa criatividade é nosso maior defeito quando se trata de cidadania, uma vez que temos achado mil paliativos para nos adaptar à violência, mas não para combatê-la. Como no futebol, driblamos o problema, contornamos a questão, mas não paramos na frente deles e realmente os enfrentamos. Se estão atirando nas pessoas dentro dos carros, blinda-se os carros (os poucos que podem); se o ladrão quer levar a carteira, prepara-se uma carteira-estepe com algum dinheirinho e sem os documentos. Se naquela esquina tem havido muitos assaltos, mudamos de caminho. Somos realmente bons de drible. Mas chegou a hora de encararmos os fatos: ninguém dribla uma submetralhadora. Ela é mais rápida que mil Garrinchas. Ninguém mata uma bala no peito e sai jogando. É sim, o contrário.

Você, que está lendo isto, muito provavelmente não conheceu Luiza Jatobá, não conhece suas 3 filhas, Carol, Karina e Hanna, não sente sua falta e não sabe como sua vida profissional e familiar davam um significado especial à palavra mulher. Mesmo assim, você, que está lendo isto como tantas outras notícias que vai ler amanhã, precisa parar de aceitar. Precisa começar a procurar, também em você, essa peça que nos falta. Essa coisa cuja ausência nos faz a todos, como brasileiros, estar sendo menos do que podemos. Essa lacuna que uns chamam complacentemente de falta de memória e que outros sociologicamente dizem ser preenchida pela “síndrome do jeitinho brasileiro”. Isso que, seja qual for o nome que se dê, nos incomoda há gerações como um defeito congênito. Não aceite mais essa explicação, não acredite que isso faça parte do seu DNA. E, principalmente, não acredite que o inimigo é só a violência. Os inimigos são também nossa própria passividade e a de todos aqueles que deveriam defender o interesse da justiça acima de seus próprios interesses.

Justiça, esta palavra tão surrada e desacreditada que, no Brasil, significa hoje o contrário de sua própria definição. Você, que é mãe, pai ou filho de alguém como todos representados aqui, precisa sair do papel confortável de cidadão-light para efetivamente pressionar, cobrar e exigir do chamado “poder-público” que se coloque, ele sim, na linha de tiro. Visto lá de cima, onde Luiza está, o Brasil é um país grande. Mas, mesmo daqui debaixo, vê-se que este país grande ainda precisa de algo para ser um grande país. Está faltando essa coisa que faz a diferença entre um rebanho e um povo. Porque um povo, como podemos ser, não aceita passivamenre o próprio abate”.

Carol, Karina e Hanna são filhas de Luiza Jatobá, assassinada no dia 3 de novembro de 1999, durante o ataque à bala em um cinema do Shopping Morumbi. Mais duas pessoas foram mortas no caso que ficou conhecido como o do “Atirador do Shopping”..

Etiqueta indicará consumo de combustível dos carros

Os carros produzidos a partir de 2009 terão este selo que identificará o consumo de combustível e a eficiência energética. O lançamento da etiqueta – como os técnicos preferem chamá-la – será hoje, durante o Salão do Automóvel, em São Paulo.

De acordo com o consumo de combustível os carros vão receber letras que variam de A – mais econômico – a E – para os mais beberrões.

O engenheiro da Cetesb Marcelo Bales diz que boa parte dos fabricantes de carros no Brasil anunciou que vai aderir a etiquetagem:

“Adote um Vereador” ganha primeiro blog de eleitora

A ouvinte-internauta Vera Helena deu um belo exemplo de como é possível participar da campanha “Adote um Vereador” ao criar um blog no qual pretende postar as ações da vereadora reeleita Mara Gabrilli, do PSDB. Lá você encontra os caminhos para entrar em contato com a vereadora como o endereço eletrônico dela e os telefones do gabinete.

No post de inauguração, Vera Helena explica:

“Eu não votei nela, mas a adotei em decorrência de alguns de seus projetos que me chamaram a atenção. Não pela sua importância, mas por seu grau de inutilidade: como, por exemplo, título de cidadã paulistana à cantora Daniela Mercury. Convido os leitores a acompanharem aqui o trabalho desta vereadora, e saber se os quase 100 mil reais por mês pagos por nós estão sendo bem gastos.

Clique aqui, conheça este trabalho, divulgue e se estiver disposto entre nesta briga, também

Os efeitos do trânsito na saúde dos ossos

Pelo Dr. Rubens Rodrigues

Todas às vezes que estou no carro, parado em um congestionamento, sinto uma inveja danada de quem está em pé no ônibus ao lado. A afirmação parece exagerada, mas, como médico-ortopedista, conheço os prejuízos que o trânsito pode causar para a saúde dos ossos quando estamos sentados, além do estresse e de outros problemas, apesar do conforto aparente.

Quando sentamos por muito tempo ao volante (em média duas horas diárias), sofremos conseqüências semelhantes às de longas viagens de avião, como fadiga muscular e desgaste nas articulações.

A permanência no carro, por mais de 50 ou 60 minutos, sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas, o que provoca as famosas lombalgias, cada vez mais freqüentes, de acordo com o que verificamos em consultórios e hospitais.

Os movimentos repetitivos para mudar as marchas podem causar tendinite nos punhos ou bursite (inflamação) na região dos ombros. Nos membros inferiores, os atos de frear, acelerar e pressionar a embreagem diversas vezes podem desgastar as articulações dos tornozelos ou ocasionar dores nas pernas.

As dicas são: se possível, faça uma pausa de alguns minutos, saia do carro e estique as pernas; durante o trajeto, faça movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, que colaboram para uma lubrificação da articulação na região cervical; tente adaptar o modo de sentar e evite movimentos bruscos com as pernas; e principalmente, procure um médico-ortopedista para uma avaliação adequada.

Alguns pacientes, quando são estimulados a ficar três ou quatro minutos em pé, após permanecerem sentados por muito tempo no carro, apresentam melhoras significativas dos sintomas dos problemas ortopédicos.

O mesmo ocorreu com aqueles que substituíram o carro pela bicicleta ou por caminhadas. A mudança de hábito durante as férias ou a prática de atividades físicas regularmente também ajudam a amenizar os danos do trânsito à saúde.

O nosso dia-a-dia é como participar da Corrida São Silvestre: assim como temos de nos preparar fisicamente para a prova, devemos nos preparar para enfrentar as atividades diárias, principalmente o desafio do trânsito.

Dr. Rubens Rodrigues é médico-ortopedista do Hospital Bandeirantes. O artigo foi divulgado pela assessoria de comunicação do hospital e está publicado neste blog por entender que as informações são de interesse do ouvinte-internauta.

A campanha política na WEB 2.0

O investimento de candidatos e partidos na internet foi bastante restrito nesta eleição municipal. As regras impostas pelos senhores do Tribunal Superior Eleitoral, provavelmente pouco-letrados no tema, impediram o uso de muitas das ferramentas que estão à disposição do cidadão. Mesmo assim, o papel de redes sociais foi importante na divulgação e debate de idéias apresentadas principalmente pelos candidatos a prefeito. Falei sobre o assunto no CBN São Paulo Digital, programa que apresentei apenas na WEB, durante o horário eleitoral. Em uma das conversas, o entrevistado foi Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado do IBOPE Inteligência e professor de mestrado em Comunicação da Fundação Cásper Líbero.

Nesta semana, dois artigos de Marcelo Coutinho trataram da forma como a eleição americana e o candidato democrata Barak Obama, em especial, souberam explorar a WEB 2.0. Uma experiência que provavelmente será vivida pelos eleitores brasileiros dentro de dois anos quando estivermos prestes a voltar às urnas para escolher o sucessor do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Reproduzo aqui trecho do artigo do Marcelo Coutinho publicado no IDGNOW!:

“Campanha” é um termo militar, que na Idade Média designava o local onde os exércitos combatiam. A atual eleição presidencial norte-americana marca o aparecimento de um novo campo de batalha: o das comunidades digitais.

A Web 2.0 é a grande vencedora da eleição (escrevo domingo, 48 horas antes da votação). Blogs, sites de comunidades e sites de compartilhamento de vídeo não foram apenas locais de combate, mas também armas importantes para a configuração de novas práticas eleitorais que no longo prazo talvez (na verdade, um enorme TALVEZ) possam revitalizar o governo democrático.

Durante boa parte do século XX, a batalha eleitoral foi lutada de forma que seguia as “guerras” tradicionais: após um bombardeio arrasador, realizado via “artilharia de campo” (jornais, rádio e revistas) ou “bombardeios aéreos” (comerciais na televisão), os candidatos mobilizavam seus “cabos eleitorais” para ocupar o terreno no “corpo-a-corpo” com o eleitor, ajudados por armas de pequeno calibre (“santinhos”, telefonemas, reuniões, etc).

Desde os primórdios da eleição, a equipe de Obama entendeu que a Web 2.0 estava subvertendo as clássicas operações de “ocupação de território”. Em primeiro lugar, pela própria natureza do campo de combate. De acordo com pesquisa do Pew Internet and American Life Project, um dos mais tradicionais centros de pesquisa sobre a Internet e a Opinião Pública nos EUA, a Internet suplantou todos os outros meios como fonte de informação sobre política, perdendo apenas para a televisão (no caso brasileiro, em 2006, ela já superou as revistas).

Leia o texto completo aqui

Milton Ferreira: menos votado não teme preconceito

O vereador eleito com menor número de votos na Câmara Municipal de São Paulo, Milton Ferreira (PPS), quer marcar sua legislatura por ações voltadas a área da saúde. Ele é médico e atua na zona Sul da capital. Mesmo com apenas 14.874 votos conquistou a segunda cadeira do partido no legislativo municipal e entende que isso não prejudicara seu desempenho no parlamento nem o tornará alvo de preconceito.

Ouça a entrevista com o vereador eleitor Milton Ferreira:

Você pode incluir o médico Milton Ferreira na lista da campanha “Adote um Vereador”, na qual você é convidado a escolher um dos 55 eleitos para a Câmara Municipal de São Paulo e acompanhar o mandato dele. Nesta semana, o CBN São Paulo recebeu novas adesões à campanha além de mensagens sobre ouvintes-internautas interessados na lista dos vereadores. Veja as informações clicando nos links abaixo:

Lista dos Vereadores

Perfil dos vereadores eleitos