De repente o marido chegou



Capa do livro Memórias de Brasileiros que reúne histórias contadas pelo País

Certa vez, em 1953, quando fui subprefeito e subdelegado do 5o. Subdistrito, passava pela porteira de uma pequena propriedade e, de repente, vi um guri correndo e gritando. Parei, ele chegou à beira da cerca e deu o seguinte recado: “Meu pai pede para o senhor ir lá que a minha mãe está doente”. Respondi: “Eu não sou doutor, menino, mas vou lá”. Cheguei na propriedade, o cidadão me recebeu e disse: “Eu estava há oito dias conduzindo uma tropa e quando cheguei aqui encontro minha mulher nesse desespero, só chora, não fala, não responde nada. Não sei o que ela tem. Lembrei de pedir socorro, para ver o que se pode fazer”. “Eu não sou médico, mas valos lá no quarto ver…” Ele me levou. Procurei conversar com a mulher, mas nada, ela só chorava. Passei a imaginar situações, pois já tinha ouvido alguém falar sobre o procedimento dela. Resolvi pedir um banquinho baixo. Me trouxeram e sentei. Comecei observando por baixo da cama. E enxerguei o pé de um cidadão, vi que ele estava embaixo da cama da mulher. Naturalmente, ele estava fazendo uma “visita” quando chegou o dono da casa e ele resolveu se esconder. Raciocinei que eu devia fazer alguma coisa.

O que seu Waldemar Brandão Calovi, de Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, fez você fica sabendo no livro “Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto”, produzido pelo Museu da Pessoa e lançado pela editora Petrópolis.

Na semana passada conversei com o diretor do Museu da Pessoa, José Santos, sobre o livro:

Felipão quer a vitória do Grêmio

Luis Felipe Scolari é, indiscutivelmente, o melhor técnico brasileiro em atividade. Aí de você que discordar. Campeão do Mundo pelo Brasil, precisou superar preconceito e desconfiança ao seu trabalho para alcançar este reconhecimento. Em entrevista a ESPN Brasil que você acessa clicando aqui deixou muito claro que torce para o Grêmio, mesmo que do outro lado esteja o Palmeiras, time que treinou também com sucesso no Brasil.

Ele acredita no Grêmio, assim como sempre acreditei. Eu por acreditar, estarei no estúdio da rádio CBN, neste domingo, a partir das quatro da tarde, acompanhando a jornada esportiva.
Ao meu lado estará o colega e palmeirense Roberto Nonato. Entre nós, outro palmeirense, Paulo Massini. A narração é do Deva Pascovicci, que desde pequeninho chama o Grêmio de cavalo paraguaio. O comentário é do Daniel Piza, a quem passei o campeonato inteiro tendo que lembrar que o Grêmio era o líder da competição.

Veja que minha tarefa dominical será das mais difíceis. Mas se Felipão é por nós; se Mano Menezes torce por nós – e disse isso com todas as letras no CBN São Paulo; não há o que temer. Como canta nossa torcida: “Grêmio, nada pode ser maior”.

Foto-ouvinte 2: Lá se foi mais uma

É a terceira vez que isso acontece desde que o novo mastro da Praça da Bandeira foi instalado em uma reforma que durou R$ 800 mil, em fevereiro. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias que está sempre de olho no símbolo nacional flagrou mais um buraco na bandeira brasileira. A prefeitura constatou que o problema está no mastro que em contato com a bandeira provoca os rasgos

Soninha não adoraria fazer parte da equipe de Kassab

O nome da vereadora e candidata a prefeito pelo PPS em São Paulo apareceu nesta semana na área reservada aos comentários do blog. Ouvintes-internautas falaram do que leram. E o que leram ?

Soninha “adoraria” participar da equipe de Kassab (Folha)

Soninha ficaria grata se convidada a integrar a administração (Estadão)

E o que não leram ?

A opinião da própria Soninha sobre o que os jornais escreveram que está publicado no blog dela. Um dos textos reproduzo aqui:

“Quem disse que eu adoraria “participar da equipe de Kassab” foi a Folha, não eu. Eu disse que adoraria ser Secretária de Habitação, de Transportes ou, de preferência, chefe das Secretarias todas – queria mesmo é ser prefeita, tanto é que fui candidata. Disse também que seria muito presunçoso me oferecer pelos jornais, respondendo se aceitaria esse ou aquele cargo, sem ter havido qualquer convite. Mas, em título desonesto, a Folha me apresentou como oferecida; mais que isso, sequiosa. E o Painel, em nota venenosa (pleonasmo), atribui a mim, como é praxe, o que não é meu, usando o título mal escrito como referência. Lamentável. Quem quiser saber o que eu digo, melhor ler o que eu escrevo, livre das interferências autorais dos jornalistas. Soninha – vereadora PPS”.

Buraco da Bandeira está reaberto e criança ganha a rua



Pingüim tem 13 anos, anda sempre chapado e acompanhado da cachorrinha Angu, de 45 dias. Ela morreu. Ele foi resgatado do Buraco da Bandeira, no centro de São Paulo, pelos “amigos” da rua. 22 crianças de oito a 16 anos, que vivem por lá. Em qualquer lugar onde consigam encostar o corpo e dormi. Chapados, de preferência. O buraco está embaixo da Passarela da Bandeira e pegou fogo dia desses. Foi fechado pela prefeitura. Os meninos e meninas voltaram para procurar Pingüim que está salvo. “Foi dar um rolê na Praça da Sé”, disse um deles.

Vinícius tem sete anos e meio. É loirinho. Usa moletom amarelo e vermelho. Está com a irmã de 12 anos. Ela também é loirinha, olhos esverdeados e cabelos castanhos. Diz que é da Penha, bairro da zona Leste de São Paulo. O menino tem um parceiro. Joãozinho de oito anos, moreno, cabelos prestos, irmão da Maria. Os dois, Vinícius e Joãozinho, gostam de jogar bola. E estão mocosados no Buraco.

A história de Pingüim, Vinícius, Joãozinho e os demais garotos e garotas do Buraco da Bandeira foi contada por Devanir Amâncio, da ONG Educa São Paulo que já conversou com a gente, ao vivo, no CBN São Paulo, sobre atividades culturais desenvolvidas para crianças e adultos que moram nas ruas da capital paulista..

Devanir não entende como esta situação persiste e faz um apelo:

“Senhores Promotores de Justiça, esta caverna fica a 500 metros do Ministério Público de São Paulo. É um local desumano, horroroso, com muitos ratos e baratas. Onde está a Justiça? Onde estão os Poderes Públicos Municipal, Estadual e Federal? Onde está o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente? Onde está a Vara da Criança e da Juventude? Onde está a Promotoria de Inclusão Social? As Vossas excelências, no exercício da obrigação moral, ética e profissional deveriam ir a este tenebroso espaço para constatar a minha indignação, e a de tantos outros cidadãos que circulam pela região. Pedimos providências”.

Atenção para as armadilhas no seu e-mail

O texto foi enviado pelo ouvinte-internauta Eduardo Lopes Reis e chama atenção para alguns e-mails que ele batizou de “pega-bobo”. Neles contém links que se acessados instalam vírus e trojans no seu computador.

Acompanhe e delete (não esta mensagem, é lógico):

-Enviaram uma foto (Vivo,Claro,Tim, etc.).
>Se lhe enviaram uma foto no celular porque lhe informaram por e-mail ou porque não anexaram a foto?

-Juliana Paes mandou uma foto pra você.
> Você conhece a Juliana Paes? Meu filho então porque ela lhe enviaria uma foto?

-Brad Pitt mandou uma foto pra você.
> Você conhece o Brad Pitt? Minha filha então porque ele lhe enviaria uma foto?

-Olá, a quanto tempo não nos vemos.
> Sem nome, remetente desconhecido cuidado: curiosidade trava seu computador.

-Chegou um telegrama pra você.
> Por quê os Correios lhe avisariam por e-mail se o trabalho deles é justamente entregar no endereço.

-Confirme sua compra (Submarino, Extra, etc.).
> As compras não precisam de confirmação e sempre vem acompanhado com “Se você não fez essa compra clique aqui”.

-Atualize seu cadastro (Bancos, SPC, TRE, Receita Federal,etc.).
>Esses serviços não são solicitados para serem feitos via e-mail.

-Você foi contemplado com um prêmio…
>Acredita em Papai Noel?

– Você está recebendo um cartão virtual de “Não conhece”.
>Porque alguém vai te mandar um cartão sem nome e remetente dizendo que te ama?

Enfim desconfie de tudo que lhe faz clicar em algo primeiro para saber do que se trata.

Cuidado: lembre-se que após clicado não existe “ctrl+Z” que desinstale o vírus.

Para deletar e-mail direto sem passar pela cx de “Itens excluídos”: selecione o e-mail e digite Shift+Del.

Essa coisa que nos falta

Por Carol, Karina e Hanna Jatobá

“Há 9 anos Luiza Jatobá foi assistir à um filme num dos cinemas do Shopping Morumbi e não voltou. Um atirador entrou na sala do cinema e, sem maiores empecilhos, disparou com uma arma automática vários tiros contra a platéia, matando 3 pessoas, dentre elas, Luiza.

O tempo passa muito rápido, rápido demais. E aquela sensação de que Luiza está apenas viajando e já vai voltar continua nas entrelinhas das conversas de todos os que a conheceram. No entanto, se todo dia dezenas (ou centenas?) de pessoas são vítimas da violência no Brasil, por que esse caso em especial merece ser citado? E a resposta é: por que não? Por que aceitar a estatística como “cala boca”? Por que balizar um ato de violência em função de outros, para numa lógica surrealista aceitar e silenciar as perdas?

As perdas neste país precisam começar a se tornar inaceitáveis, para inaceitável começar a se tornar a ausência de justiça e, como conseqüência, tornar-se inaceitável a ausência de país. Só assim vamos sair do estado de sítio para o estado de direito. Uma das maiores virtudes do brasileiro é a capacidade de adaptação às dificuldades. Nas artes, nos esportes, na iniciativa privada, etc. Ironicamente, no entanto, essa criatividade é nosso maior defeito quando se trata de cidadania, uma vez que temos achado mil paliativos para nos adaptar à violência, mas não para combatê-la. Como no futebol, driblamos o problema, contornamos a questão, mas não paramos na frente deles e realmente os enfrentamos. Se estão atirando nas pessoas dentro dos carros, blinda-se os carros (os poucos que podem); se o ladrão quer levar a carteira, prepara-se uma carteira-estepe com algum dinheirinho e sem os documentos. Se naquela esquina tem havido muitos assaltos, mudamos de caminho. Somos realmente bons de drible. Mas chegou a hora de encararmos os fatos: ninguém dribla uma submetralhadora. Ela é mais rápida que mil Garrinchas. Ninguém mata uma bala no peito e sai jogando. É sim, o contrário.

Você, que está lendo isto, muito provavelmente não conheceu Luiza Jatobá, não conhece suas 3 filhas, Carol, Karina e Hanna, não sente sua falta e não sabe como sua vida profissional e familiar davam um significado especial à palavra mulher. Mesmo assim, você, que está lendo isto como tantas outras notícias que vai ler amanhã, precisa parar de aceitar. Precisa começar a procurar, também em você, essa peça que nos falta. Essa coisa cuja ausência nos faz a todos, como brasileiros, estar sendo menos do que podemos. Essa lacuna que uns chamam complacentemente de falta de memória e que outros sociologicamente dizem ser preenchida pela “síndrome do jeitinho brasileiro”. Isso que, seja qual for o nome que se dê, nos incomoda há gerações como um defeito congênito. Não aceite mais essa explicação, não acredite que isso faça parte do seu DNA. E, principalmente, não acredite que o inimigo é só a violência. Os inimigos são também nossa própria passividade e a de todos aqueles que deveriam defender o interesse da justiça acima de seus próprios interesses.

Justiça, esta palavra tão surrada e desacreditada que, no Brasil, significa hoje o contrário de sua própria definição. Você, que é mãe, pai ou filho de alguém como todos representados aqui, precisa sair do papel confortável de cidadão-light para efetivamente pressionar, cobrar e exigir do chamado “poder-público” que se coloque, ele sim, na linha de tiro. Visto lá de cima, onde Luiza está, o Brasil é um país grande. Mas, mesmo daqui debaixo, vê-se que este país grande ainda precisa de algo para ser um grande país. Está faltando essa coisa que faz a diferença entre um rebanho e um povo. Porque um povo, como podemos ser, não aceita passivamenre o próprio abate”.

Carol, Karina e Hanna são filhas de Luiza Jatobá, assassinada no dia 3 de novembro de 1999, durante o ataque à bala em um cinema do Shopping Morumbi. Mais duas pessoas foram mortas no caso que ficou conhecido como o do “Atirador do Shopping”..

Etiqueta indicará consumo de combustível dos carros

Os carros produzidos a partir de 2009 terão este selo que identificará o consumo de combustível e a eficiência energética. O lançamento da etiqueta – como os técnicos preferem chamá-la – será hoje, durante o Salão do Automóvel, em São Paulo.

De acordo com o consumo de combustível os carros vão receber letras que variam de A – mais econômico – a E – para os mais beberrões.

O engenheiro da Cetesb Marcelo Bales diz que boa parte dos fabricantes de carros no Brasil anunciou que vai aderir a etiquetagem:

“Adote um Vereador” ganha primeiro blog de eleitora

A ouvinte-internauta Vera Helena deu um belo exemplo de como é possível participar da campanha “Adote um Vereador” ao criar um blog no qual pretende postar as ações da vereadora reeleita Mara Gabrilli, do PSDB. Lá você encontra os caminhos para entrar em contato com a vereadora como o endereço eletrônico dela e os telefones do gabinete.

No post de inauguração, Vera Helena explica:

“Eu não votei nela, mas a adotei em decorrência de alguns de seus projetos que me chamaram a atenção. Não pela sua importância, mas por seu grau de inutilidade: como, por exemplo, título de cidadã paulistana à cantora Daniela Mercury. Convido os leitores a acompanharem aqui o trabalho desta vereadora, e saber se os quase 100 mil reais por mês pagos por nós estão sendo bem gastos.

Clique aqui, conheça este trabalho, divulgue e se estiver disposto entre nesta briga, também