Mundo Corporativo: funcionários têm de ser encorajados a apontar irregularidades, diz João Uchoa

 

 

“… a política de compliance vai existir, vai funcionar desde que existam mecanismos de monitoramento contínuo, junto aos funcionários e as pessoas  que se relacionam com a empresa. Ela funciona, sim. Ela não funciona se for algo que você simplesmente divulgou, passou para os funcionários, mas você  também não monitora” — João Vieira Uchoa

As ações de combate a corrupção, os enormes prejuízos registrados por empresas com conduta ética pouco recomendáveis e a aprovação de uma  série de leis que impõem sistemas de controle nos setores públicos e privados levaram empresários e profissionais brasileiros a investirem mais na criação de políticas de compliance e programas de integridade. 

 

No Mundo Corporativo, da CBN, o consultor João Vieira Uchoa fez alertas sobre mecanismos que devem ser levados em consideração no momento em que essas regras são criadas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, o fundador da empresa SP Auditores também falou da importância da implantação de mecanismos que ofereçam aos funcionários segurança para que eles identifiquem irregularidades que coloquem a empresa em risco.

 

A SP Auditores, fundada há 15 anos, atua com auditores internos nas companhias, gerenciamento de gestão de riscos e desenvolvimento de portal para recebimento de denúncias, sugestões e reclamações, segundo Uchoa. Ele conta que as empresas onde presta serviço têm de concordar que “nenhum funcionário é imprescindível”. Ou seja, se comprovada a denúncia feita, o colaborador, seja quem ele for, deve ser punido.

 

Ao se referir aos resultados alcançados com o método que a consultoria dele desenvolveu, Uchoa disse:

” … as empresas perderam em torno de 8% do seu faturamento bruto com desvios de recursos, desse percentual 40% são identificados porque funcionários ou terceiros —- agentes externos que são fornecedores, clientes, concorrentes —- fizeram denúncias”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, e pode ser ouvido, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: sem confiança não tem venda, diz Ciro Bottini

 

 

“Sem confiança não tem nada. Você pode ser muito bom, um conhecedor técnico do produto, maravilhoso, se não transmitir confiança não vende, não fecha negócio. E a confiança a gente transmiti no olhar, nas palavras, no gestual, tem de transmitir confiança” —- Ciro Bottini, apresentador

Confiança nunca faltou ao comunicador Ciro Bottini. Ao menos é a ideia que se tem depois de mais de meia hora conversando com ele sobre a carreira e técnicas de vendas. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Bottini contou curiosidades vivenciadas ao longo de 24 anos como apresentador do canal de vendas Shoptime. Atualmente, ele também realiza palestras para equipes de vendedores e outros profissionais, mesmo porque entende que todos, em algum momento, temos de saber vender alguma coisa:

“Todo mundo vende; tudo na vida é venda; e todo mundo é vendedor. Somos todos vendedores. Essa é a minha frase, lema: somos todos vendedores. Não é só o vendedor que vende, não. O engenheiro vende, o arquiteto vende, o médico vende, o contador vende. O diretor da empresa vende”.

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Mundo Corporativo: as dicas de Alex Szapiro, CEO da Amazon Brasil, para empresas e profissionais

 

 

“Além da formação técnica, além da faculdade, eu acho que tem um outro ponto que a gente tem de estar se reinventando. A reinvenção, ela é constante, até pela questão da longevidade. Esse é um tema muito presente inclusive hoje no Brasil com a reforma da Previdência, eu diria que as pessoas não podem parar de estudar” — Alexander Szapiro, Amazon Brasil

A experiência da maior empresa de comércio eletrônico do mundo pode ajudar empreendedores dos mais diversos portes a melhorar sua performance, seja usando sua plataforma seja replicando seu conhecimento. Por isso, o Mundo Corporativo foi entrevistar Alexander Szapiro, CEO da Amazon Brasil, que falou sobre oportunidades de negócios e de carreira. Para ter ideia, a Amazon está contratando aqui no Brasil e Szapiro diz o que a empresa busca em seus novos funcionários:

“Entre uma pessoa que fez um mestrado e uma pessoa que saiu mochilando um ano pelo mundo, ambos tem valores muito parecidos. A informação técnica é importante mas a informação de vida, a experiência, a diversidade que você adquire faz com que as pessoas tenham ponto de vistas distintas e ajuda no debate”

O executivo da Amazon diz que o que leva o consumidor a fazer a primeira compra online é a confiança, por isso é fundamental que as empresas que atuam nesse setor e dependem da logística devem “prometer o prazo certo, mesmo que esse prazo talvez em um primeiro momento não seja o ideal”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, Szapiro também sugeriu que os empreendedores invistam em duas características:

1. Coragem — às vezes, é preciso fazer coisas que a gente não se sinta pronto.
2. Pensamento em longo prazo — ajuda a tomar decisões que muitas vezes podem parecer que não fazem sentido agora mas que trará resultados mais à frente.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter (@CBNOficial). O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: como tornar a inovação uma realidade no seu negócio

 

 

 

“Muitas pessoas tem ideias, poucas pessoas conseguem transformar essas ideais em resultados, o que demanda resiliência, que demanda flexibilidade, que demanda capacidade de interagir com outras pessoas” —- Maximiliano Carlomagno, Innoscience

A busca pela inovação tem se acelerado nas empresas, mas a falta de estratégia e disciplina faz com que boa parte das ações desenvolvidas não alcance os resultados esperados. Para o consultor Maximiliano Carlomagno, da Innoscience, é fundamental que empresas e profissionais entendam o que é inovação e o que realmente querem inovar para, então, iniciarem de forma mais objetiva trabalhos capazes de oferecer soluções aos problemas identificados.

“Inovar na nossa visão é transformar novas ideias em resultados. Ideias que sejam novas para o mercado e que impactem o resultado econômico, financeiro e ambiental do negócio. Se não há resultado, se não não há novidade para o mercado aquilo não pode ser considerado inovação”

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Carlomagno explicou que as empresas que já conseguiram dar resposta às questões básicas para iniciar o processo têm se organizado em diferentes formas.

 

Algumas implantam programas de intraempreendedorismo, que é quando buscam nos próprios funcionários soluções para os seus problemas. Outras preferem criar áreas dedicadas à inovação. Há as que se conectam com ambientes empreendedores, já que existem várias startups que precisam de recursos, capital, infraestrutura e relacionamento, que as empresas dispõem. E, ainda, existe um modelo conhecido por inovação aberta quando a empresa interage com seus clientes e fornecedores em busca de soluções.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 22 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Luciano Gurgel, da Yunus, mostra caminhos para viabilizar um empreendimento social

 

 

“O empreendimento … é um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar” —- Luciano Gurgel, Yunus Negócios Sociais

O empreendedorismo social é aquela atividade econômica que visa impactar positivamente a sociedade e se diferencia de uma ONG, pois tem a necessidade de gerar receita e dar lucro. Hoje, é possível encontrar as mais diversas iniciativas com esse perfil que estão beneficiando milhares de pessoas pelo mundo. Aqui no Brasil, não é diferente. Tem-se desde empreendedores que realizam projetos no setor de moradia até os que se dedicam a melhorar a performance de estudantes de baixa renda nas provas de redação do Enem.

 

O programa Mundo Corporativo foi descobrir como é possível tornar viável um empreendimento social e entrevistou Luciano Gurgel, gestor da área de investimento da Yunus Negócios Sociais. A empresa tem inúmeros programas de apoio a esses empreendedores que podem receber mentoria, informações sobre planos de negócios, criar conexões com fornecedores, parceiros e clientes, além de receber investimento com baixas taxas de juros e prazos mais longos de pagamento:

“O empreendimento se dá dessas várias pecinhas. É um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, com transmissão pelo perfil @CBNOficial do Twitter ou na página da rádio no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: LinkedIn identifica quatro tendências no ambiente de trabalho

 

 

“Essa inteligência emocional se mostra cada vez maior, é normal as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades técnicas e serem demitidas por falta de habilidade interpessoais” — Milton Beck, LinkedIn

As principais tendências no ambiente de trabalho foram identificadas pelo LinkedIn através de pesquisas com 5 mil profissionais de RH e analisando o comportamento dos usuários da rede. E esse foi o assunto da entrevista com Milton Beck, CEO do LinkedIn na América Latina, no programa Mundo Corporativo, da CBN. O executivo também apresentou algumas dicas para quem pretende aproveitar melhor a rede de relacionamento profissional.

 

Quatro tendências apareceram em destaque no estudo apresentado pelo LinkedIn:

 

  1. Competências interpessoais
  2. Flexibilidade no trabalho
  3. Políticas antiassédio
  4. Transparência salarial

 

Acesse a pesquisa 2019 Global Talent Trends report

 

Em relação a profissionais que gostariam de ter maior destaque e aproveitar as interações possíveis no LinkedIn, Milton Beck apresentou as seguintes sugestões:

 

  1. Use uma foto profissional
  2. Mais do que dizer onde trabalho, diga o que conquistou
  3. Seja avaliado pelos colegas por suas competências
  4. Publique o seu conteúdo
  5. Leia o conteúdo dos outros
  6. Participe de grupos de discussão
  7. Identifique as empresas que estão alinhadas com você

 

“Lembre-se que o LinkedIn não é um depositário de currículo, mas para construir networking”, diz Beck.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo; ou em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

 

Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: empresas precisam entender vantagens de contratar jovens pela lei do Aprendiz, diz Casagrande

 

 

“Todas as empresa que iniciam o programa, que gostam, não param mais, porque aqueles que já o fizeram, não encara mais como um problema, encara como uma solução no mundo do RH, no mundo do trabalho“ —- Humberto Casagrande, CIEE

O Brasil tem atualmente cerca de 420 mil pessoas beneficiadas pela Lei de Aprendizagem, que determina que empresas com 100 ou mais funcionários destinem de 5% a 15% das vagas a jovens de 14 a 24 anos. Humberto Casagrande, superintendente-geral do CIEE, calcula que se todas as empresas cumprissem a lei, o país teria 1,1 milhão de jovens aprendizes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Casagrande apresentou dados de pesquisa do Instituto Datafolha, com jovens que participam do programa Jovem Aprendiz, de responsabilidade do Centro de Integração Empresa Escola.

“É um programa transformador, porque o jovem neste momento da vida, ele tem pouca noção do mundo do trabalho, tem poucas perspectivas, normalmente não tem oportunidades, então está disponível para cosias que não são muito boas —- ele encontra uma razão muito forte no seu dia-a-dia, conhece como funciona uma empresa, a dinâmica de uma empresa, como a dinâmica empresarial se desenvolve e tem contato com instrutores para ter orientação de vida e de caráter —- as pesquisas que fazemos mostram que é transformador na vida do jovem fazer este programa, só lamentamos não termos mais vagas”.

Conforme pesquisa, 53% dos jovens seguem trabalhando depois do programa e 25% deles são contratados na própria empresa, que têm a oportunidade de formar seus quadros gerenciais do futuro. Além disso, lembra Casagrande, as empresas renovam suas ideias a partir da inserção de pessoas mais jovens, aumentando a diversidade geracional.

 

Os candidatos do Programa Jovem Aprendiz, do CIEE, participam de cursos de capacitação que focam noções de cidadania, relacionamento no mundo do trabalho e desenvolvimento de sua personalidade.

“Existem muitas oportunidades para aprender, estudar e melhorar. O mundo será daqueles que se capacitarem, tiverem visão de negócio. E entenderem que é possível. A autoestima deve ser elevada e todos nós podemos conseguir as coisas e chegar lá”

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e na conta @CBNoficial do Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: “tem hora de ralar e tem hora de colher”, ensina Max Gehringer. Qual é a sua hora?

 

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Mílton e Max bate papo descontraído em evento da CBN Foto: CBN

 

“É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, mas ter experiências; e conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível, mesmo que seja uma atividade assistencial, uma ONG, onde aprende-se o que é disciplina, respeito, o que é organização”— Max Gehringer

Aos jovens que ainda planejam sua carreira mas também àqueles que já se perguntam quando vai chegar a hora de parar. Aos profissionais que estão empregados, mas em dúvida se o caminho que percorrem é o correto, e aos que, fora do mercado de trabalho, pensam quando surgirá a oportunidade para voltar. Max Gehringer, comentarista da rádio CBN, falou para todos os públicos, deu dicas importantes de carreira, identificou alguns comportamentos comuns do ambiente de trabalho e deixou conselhos incríveis sobre a nossa vida —- tudo isso durante conversa que teve com os ouvintes, em um bate-papo, mediado por Mílton Jung, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo.

 

Ouça aqui o podcast com a entrevista completa de Max Gehringer

 

Em meio a todo conhecimento apresentado, Max contou histórias de sua carreira e de outros profissionais que cruzaram seu caminho, compartilhou com o público lições que recebeu dos seus pais e fez tudo isso ao longo de uma hora e meia de conversa sempre de maneira divertida:

“A hora que a gente perde o bom humor, a gente perde a essência, que nos faz ter vontade de voltar para trabalhar no dia seguinte”.

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Público lotou o deck da Livraria Cultura Foto: Vitor Santos/Ouvinte

 

Max diz nunca ter perdido a vontade de trabalhar, pois sempre buscou fazer algo novo na carreira, desde que se iniciou como locutor de rádio, na cidade de Jundiaí, onde nasceu; depois na indústria de alimento, onde teve sua primeira oportunidade como “chefe”, aos 21 anos, e se transformou em presidente; até quando decidiu que se dedicaria a escrever, o que acabou abrindo portas para as redações de revista, rádio e TV. Mesmo assim, defende que temos de nos preparar para encarar uma fase que muitos nunca param para pensar:

“Eu acho que existe uma coisa que todo mundo deveria pensar e eu acho que ninguém pensa que chama desaceleração programada. É preciso que haja um momento em que eu perceba que o meu preparo físico não era o que eu tinha nos meus 18 anos”.

Para ele, a desaceleração se iniciou quando foi presidente de empresa pela segunda vez, pois percebeu que, a partir dali, seria “mais do mesmo” e precisava encontrar outro caminho na vida. Max contou que é comum no meio empresarial ouvir executivos que anunciam que “agora chega, daqui três ano vou parar” —- um discurso que se repete ano após ano, sem que nunca o profissional consiga se desligar da carreira.

“É perfeitamente possível ter uma carreira profissional de muito sucesso e uma excelente qualidade de vida, mas nunca as duas coisas ao mesmo tempo … é bíblico, ao menos era o que estava escrito no rascunho: “tempo de ralar e tempo de colher”. Existe um tempo para cada coisa”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo; e está na lista de podcast da CBN.