Mundo Corporativo: oportunidades profissionais de eventos na Copa do Mundo

 

 

Organizadores, fornecedores e profissionais do setor de feiras e eventos tiveram de se profissionalizar, se reformular e buscar novas tecnologias para atender as demandas da Copa do Mundo, mudanças e conhecimento que podem impactar positivamente este mercado. A opinião é de Marcello Baranowsky, diretor do Grupo EventoFacil, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. De acordo com o executivo, o segmento movimenta R$ 20 bilhões por ano, boa parte na cidade de São Paulo, mas tende a se espalhar por outras cidades, do Sul e Nordeste, que têm investido em infraestrutura para receber grandes eventos e feiras.

 

Você pode participar do Mundo Corporativo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e enviar perguntar para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: a opinião do consumidor para Aloísio Pinto, da WMcCann

 

A pesquisa é um poste que você usa para encostar ou para iluminar. Se for para encostar e jogar a responsabilidade de suas decisões sobre os dados coletados, haverá erro de estratégia. Porém, pode ser muito útil para clarear ideias e, a partir delas, traçar processos de comunicação. A opinião é de Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência de publicidade WMcCann, entrevistado do programa Mundo Corporativo, na rádio CBN. Aloísio Pinto lembra que hoje o consumidor está “escolado” com pesquisas e muitas abordagens acabam coletando dados irreais pois o entrevistado usa filtros e camadas culturais ao escolher suas respostas.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Nina Ricci e Ladurée: uma união doce e floral

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

No início deste ano, as grifes Nina Ricci e Ladurée uniram forças na criação de dois produtos exclusivos: o perfume La tentation de Nina, inspirado nos famosos macarons, e macarons inspirados nas notas da fragrância, frutos de uma parceria entre o perfumista da grife, Olivier Cresp, e Vincent Lemains, o chef responsável pelas delícias da Ladurée, pâtisserie francesa que aguça os sentidos de muitos consumidores ao redor do mundo com seus macarons e outras guloseimas.

 

A fragrância tem como base um floral frutal gourmand que combina bergamota e grapefruit com baunilha, musk branco e sândalo, contando ainda com notas dos principais ingredientes do macaron: framboesas, amêndoas, limões e rosas búlgaras. Já os macarons tem a mesma cor do frasco do perfume e são cobertos com folhas de ouro.

 

A prática de co-branding, utilizada pelas duas griffes de luxo, é muito comum na gestão de marcas, e no mercado do luxo o modelo de negócio também é importante. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e divulgá-las. O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para solidificar ou posicionar uma marca de luxo.

 

Vale lembrar que, além de poder propiciar o fortalecimento das marcas, o co-branding tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, no qual cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes. A aliança entre duas marcas pode também proporcionar ganhos financeiros e ainda fortalecer o relacionamento com seu público alvo. É comum também a união de duas marcas onde uma delas busca trading-up, ou seja, une-se a uma marca mais forte e já prestigiosa, para aumentar a sua percepção de valor, o que não é o caso de Nina Ricci e Ladurée, ambas já consagradas mundialmente.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Regina Assumpção fala de choque cultural

 

 

Sabe aquela sensação de peixe fora d’água? É como muitos brasileiros se sentem quando vão trabalhar no exterior ou quando os estrangeiros se mudam para o Brasil. Há enormes diferenças culturais que prejudicam este processo de adaptação e precisam ser trabalhadas para evitar prejuízos na produtividade e na saúde do funcionário. De acordo com a consultora Regina Assumpção, da Shagal – consultoria em comunicação e diversidade cultural -, pesquisas internacionais mostram que os três maiores desafios para trabalhadores que enfrentam essa situação são clima, comida e idioma. Nesta entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo da rádio CBN, Regina conta casos reais de estrangeiros que vieram para o Brasil e brasileiros que tiveram de encarar novos hábitos lá fora. E apresenta caminhos para que estas mudanças sejam bem assimiladas pelo empresa e pelo empregado.
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O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, só no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Fernando Estanislau, Tritone, fala de comunicação interativa

 

 

Para se ter bons resultados na comunicação interativa tem de se pensar em entregar a mensagem de forma mais agradável, impactante e lúdica com vídeos que se transformem em entretenimento porque este modelo está cada vez mais no cotidiano das pessoas. A opinião é de Fernando Estanislau, CEO da Tritone, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Estanislau fala das melhores estratégias para as empresas conversarem com seus clientes através de tablets, celulares e demais equipamentos digitais.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Daniel Mendez da Sapore ensina a servir 1mi de refeições/dia

 

 

Transformar os refeitórios das empresas em praças de alimentação foi uma das estratégias usadas pelo empresário Daniel Mendez para fazer da Sapore a maior empresa de refeições coletivas do Brasil. Nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Mendez fala de sua trajetória profissional, que se iniciou como garçom no restaurante do pai, e como enfrentou uma crise que quase acabou com a sua empresa. Hoje, a Sapore serve 1 milhão de refeições por dia e está atuando também no México e na Colômbia.

 

Você assiste ao vivo o Mundo Corporativo às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN e participa com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O prorama é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN​

Mundo Corporativo: Felipe Gomes, da Allianz Seguros, fala da estratégia na Arena do Palmeiras

 

 

O grupo Allianz Seguros pretende alavancar seus negócios no Brasil a partir do investimento que fez para comprar o direito de explorar o nome da arena multiuso do Palmeiras, que está sendo construída pela WTorres, e deve ser inaugurada no segundo semestre do ano. A estratégia é semelhante a usada pela Allianz em mais cinco países, onde grandes praças de esporte e espetáculos levam a marca do grupo. O diretor executivo da Allianz Felipe Gomes explica as ações que já estão sendo planejadas para que a empresa recupere o investimento feito ao longo de 20 anos, nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo, feita pelo jornalista Mílton Jung.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras,11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo entrevista Sérgio Nogueira, RH da Kimberly-Clark

 

˜O resultado vem das pessoas, o que elas fazem, o que elas produzem, o que elas acreditam; interferem imediatamente nos resultados, no clima; então, o principio é: se eu confio na empresa, se eu confio nos lideres, se eu sei para onde esta empresa vai, e se eu posso contribuir e se a minha opinião é importante, eu vou dar o máximo” A afirmação é de Sérgio Nogueira, diretor de Recursos Humanos da Kimberly Clark em entrevista ao jornalista Mílton Jung do programa Mundo Corporativo da CBN. Nogueira fala das estratégias usadas para criar um espírito de equipe em uma empresa que tem cinco mil funcionários espalhados em cinco fábricas e três centros de distribuição no Brasil. Recentemente foi anunciada a troca de comando do grupo com a chegada do colombiano Sérgio Cruz que substitui João Damato, um momento de transição que exige do setor de recursos humanos cuidados especiais, principalmente em relação a comunicação.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em primeira mão, às quartas-feiras, a partir das 11 horas, no site da Rádio CBN, com participação pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN.

Velhos modelos tiveram sucesso porque foram inovadores em seu tempo

 

 

A primeira entrevista de Satya Nadella como editor executivo da Microsoft me motivou a escrever texto na segunda-feira, que você pode ler baixando um pouco mais a página aqui do Blog ou acessando este link.Gostei tanto do assunto que resolvi voltar ao tema nessa terça-feira sem a preocupação de estar enchendo o saco do caro e raro leitor, mesmo porque você sabe que, diante deste texto, tem total liberdade para desconsiderá-lo, ler os artigos dos colaboradores que estão na coluna à direita ou, espero não ser esta a sua decisão, seguir em frente em busca de coisa melhor na internet. Satya alertou para a necessidade de as empresas reconhecerem a inovação e fomentarem o seu crescimento, sob o risco de ficarem estagnadas. E chamou atenção para armadilhas corporativas que tornam gestores e funcionários reféns dos métodos e soluções que deram certo no passado. Para ele, o segredo é saber como aproveitar toda a experiência e aplicá-la ao contexto atual.

 

Retorno ao tema porque percebo na área em que atuo, a comunicação, uma certa insistência em se querer aplicar as fórmulas do passado. No cotidiano das redações não faltam colegas para lembrar como se fazia antigamente e criticar as tentativas de inovação. Esse setor passa por uma revolução incrível a partir da difusão de tecnologias, e a variedade de fontes de informação e de meios para propagá-la. Há muito que o privilégio de desenvolver conteúdo jornalístico, por exemplo, não está mais nas mãos de alguns empresários e profissionais de imprensa. Acho graça quando recebo mensagens denunciando haver uma conspiração para impedir que determinados fatos sejam divulgados. Como se em um mundo no qual cada pessoa tem nas mãos um celular com câmera e acesso à um rede social fosse possível esconder notícia. É comum, também, ouvirmos críticas em relação à audiência que emissoras de televisão, especialmente, mas as de rádio, também, alcançam hoje em dia, bastante inferior aos índices de dez, quinze anos atrás. Como trabalhar com as mesmas métricas quando os canais pelas quais as pessoas se informam se multiplicaram e os próprios veículos tradicionais criaram novos meios para levar seu conteúdo ao público? Veja o caso do programa Mundo Corporativo que antes de ir ao ar, aos sábados, na rádio CBN, é apresentado, ao vivo, pela internet, e divulgado no canal da rádio no YOU TUBE e em podcast. Costumo brincar que é uma espécie de quatro em um. Há alguns anos, seria inimaginável as emissoras permitirem o acesso ao conteúdo antes que este fosse divulgado em sua fonte principal.

 

Gilberto Strunck, autor do livro Compras por impulso – Trade marketing, merchandising e o poder da comunicação e do design no varejo (Editora 2AB) escreve que “para se alcançar a audiência de 50 milhões de pessoas, foram necessários 38 anos pelo rádio, 13 pela TV, quatro pela internet e dois pelo Facebook. Ou seja, o tempo passa exponencialmente e as informações se multiplicam da mesma forma, a ponto de se calcular que, em 2010, se produziu um zettabyte de informações, mais do que tudo que foi produzido nos últimos cinco mil anos, calcula o publicitário. Para um estudante que entra em curso técnico de quatro anos, metade do que aprendeu no seu primeiro ano estará ultrapassada ao completar o terceiro ano. Ele terá de se atualizar dia a dia assim como nós profissionais que estamos nas mais diferentes áreas. Hoje, o desafio é conquistar a confiança e a atenção desse público que vive em ambiente poluído de informações e saber oferecê-las de forma organizada, sistemática e ágil. A experiência dos que construíram esta história até aqui foi fundamental mas reproduzir esses mesmos modelos é esquecer que eles só tiveram sucesso porque inovaram no seu tempo.

Não é assim que costumamos fazer, ainda bem!

 

 

A minha admiração pelos produtos da Apple já foi declarada dezenas de vezes como podem testemunhar os raros e caros leitores deste blog. Estou, porém, distante de ser um xiita incapaz de ver quando os concorrentes apresentam equipamentos de qualidade ou desenvolvem ações inovadoras. Ainda neste domingo, li na revista MacMais, em editorial assinado pelo jornalista Sérgio Miranda, que, pela primeira vez depois de cinco anos visitando a International CES 2014, ele percebeu que o Iphone não era o gadget mais usado por quem foi à feira de tecnologia em Las Vegas. O Galaxy apareceu com destaque nas mãos dos que lá estiveram mostrando que a Samsung encontrou seu espaço entre os aficcionados por novidades. Eu – e tenho certeza que o Sérgio, também – ainda mantenho-me fiel ao celular da Apple, mesmo reconhecendo os avanços da sul coreana.

 

Nesse fim de semana, também, fui fisgado pela opinião de Satya Nadella, novo diretor executivo da Microsoft, eterna concorrente da Apple. Fiquei bastante satisfeito com a visão estratégica apresentada por ele em entrevista para o The New York Times reproduzida no Brasil pelo Estadão (edição de sábado). Nela, esse indiano, que assumiu recentemente o cargo mais importante da empresa para qual trabalha há 22 anos, descreve seu estilo de gestão e destaca algumas lições aprendidas com seus antecessores. Você pode ler a entrevista original neste link, mas trago aqui dois pontos que considero interessantes:

 

Diz que em conversa com Steve Ballmer, a quem agora substitui, quis saber como estava se saindo em relação àqueles que exerceram o cargo que ocupava antes dele. Steve disse: “Quem se importa com isso? O contexto é muito diferente. Para mim, a única coisa que importa é sua maneira de jogar com as cartas que você tem nas mãos agora. Quero que mantenha seu foco nisso, em vez de se preocupar com as comparações”.

 

Perguntado sobre os comentários que o irritam nas reuniões, Satya diz ficar louco quando alguém chega para ele e fala que “costumávamos fazer assim” ou “é assim que fazemos”.

 

Satya tem razão no que aprendeu e no que tenta evitar. Boa parte das vezes queremos usar o passado como referência sem perceber que aquelas soluções se encaixavam em outro cenário. As circunstâncias mudaram completamente. Não podemos mais medir a performance das pessoas pela mesma régua de cinco, dez anos atrás. Aliás as empresas de tecnologia, como a Microsoft e a Apple, são responsáveis por isso. Com o conhecimento circulando mais rapidamente, a troca constante de informação e a velocidade imposta à criação, a chave do sucesso de agora não abrirá mais portas daqui a pouco. A todo instante, as corporações terão de buscar a nova fórmula sob o risco de ficarem ultrapassadas e os gestores terão de fomentar a inovação. Para Satya, a questão é “como fazemos para usar o capital intelectual de 130 mil pessoas e inovar de maneira que nenhuma das definições das categorias do passado continue relevante?”

 

Na próxima reunião, quando você der uma ideia e alguém disser que não é assim que costumamos fazer, lembre-se de Satya e não se acanhe em responder: ainda bem.