Avalanche Tricolor: em livro sobre as “Poderosas do Foz”, jornalista dá ponte pé inicial para desvendar a história do futebol feminino no Brasil

Grêmio 0x2 Sport

Brasileiro — Arena Grêmio, Porto Alegre

Quem me lê nesta Avalanche — e são cada vez mais caros e raros —- sabe que a dedico ao meu tricolor de coração. E a publico poucas horas após o árbitro trilar o apito final. Como tudo está fora da ordem, da vida ao meu time de futebol preferido, abandonei meus compromissos com o leitor e com a coluna depois do resultado de domingo  passado. Não significa que abdiquei da minha paixão, porque esta é eterna, o que me faz acreditar mesmo no inacreditável —- o que não é o caso, ainda. Já havia desistido de escrevê-la pelo tempo passado e o desconforto com o tema. Foi então que “o carteiro chegou e o meu nome gritou com uma cartão na mão”, como bem escreveu em Letras, Maria Bethânia.

No pacote que abri ansioso, sem saber o que me aguardava, encontrei livro, camisa e copos alusivos ao trabalho do colega de profissão e companheiro de Twitter, Bruno Zanette, com quem compartilho alguns amores. Nascido e vivido em Foz do Iguaçu, adora rádio e futebol, a assim como eu. Nos últimos tempos, dedicou-se a registrar os momentos vividos por um time que fez história no futebol feminino: o Foz Cataratas FC, campeão da Copa do Brasil, em 2011. 

Azul como meu Grêmio, mas bicolor por nascença, o Foz surgiu em 2010, estreou às vésperas do Dia Internacional da Mulher e foi vice-campeão da Copa do Brasil naquele ano.

A derrota na final para o Duque de Caxias (RJ) foi marcada por polêmica de arbitragem, expulsão, discussão e gás de pimenta. A despeito de justiça ter sido feita ou não, foi aquele jogo que forjou o caráter e a personalidade do time que conquistaria o Brasil no ano seguinte.

Bruno, que era repórter de campo e torcedor do Foz —- não necessariamente nesta ordem —- registra a história no livro “O ano em que o Foz Cataratas conquistou o Brasil”, publicado graças a sua coragem e talento —- características que também fazem parte do roteiro das ‘Poderosas do Foz’, como as meninas que jogavam na tríplice fronteira eram conhecidas. Da mesma forma que elas, o autor também contou com a torcida de apoiadores que aceitaram financiar a ideia de registrar um dos capítulos do futebol feminino, no Brasil.

Eis aí, entre tantos, o maior mérito deste trabalho realizado pelo Bruno. Como escreve a jornalista Patrícia Zeni, na apresentação do livro, “a história do futebol feminino ainda está escondida” e Bruno dá o ponta pé inicial para torná-la pública. Faz trabalho bem feito, com precisão, apuro e emoção —- similar ao que aquelas jogadoras aprestaram em campo quando desafiadas por suas adversárias.

Os feitos das “Poderosas” deixo para que o próprio Bruno conte. Ele tem autoridade no assunto e foi testemunha ocular daquela conquista que fez “a alegria das arquibancadas, com jogadas imortais de craques”—- como eternizado no hino do clube. De minha parte fica o convite para que você conheça e apoie o trabalho dele, inspirando outros jornalistas a contarem em livro a história do futebol feminino no Brasil.  E, também, deixo meu agradecimento ao autor que, ao me proporcionar a leitura destes feitos, ameniza a frustração dos resultados do meu time de coração.

Ps: aos leitores recém-chegados, explico: a Avalanche Tricolor registra resultados, jogo após jogo, alcançados pelo Grêmio, sem que, necessariamente, eu tenha o compromisso de escrever sobre eles, especialmente quando meu time nada faz por merecer.

Sua Marca: ecos da pandemia

lecafedeflore (reprodução

“O branding precisa ser alimentado do conhecimento humano, do que as pessoas pensam, sentem, do que ocorre ao nosso redor”

Jaime Troiano

Era junho de 2020, quando bares e cafés de Paris reabriram, na crença de que poderíamos voltar a vivenciar o que perdemos durante a pandemia. O Café de Flore, que já teve entre seus clientes Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, voltou a colocar as mesas na calçada do Boulevard Saint-Germain, inspirando parisienses e outros passantes a ocuparem os espaços abertos. Cena que se repetiu por toda a cidade. Jaime Troiano não estava por lá — bem que gostaria —, o que não o impediu de exercitar sua imaginação para compreender o sentimento que movia aquelas pessoas, após  tantos meses de reclusão e de o medo de ser contaminado pelo coronavírus ainda estar no ar.

A imagem que se espalhou pelo mundo motivou Jaime escrever “A resiliência do desejo ou  partiu Paris!”, um dois capítulos do livro “Ecos na pandemia – impressões sobre como nós, as empresas e as marcas temos nos comportado no novo normal” (CLAeditora), no qual ensaia pensamentos sobre como fomos impactados por essa tragédia sanitária e quais as sequelas que deixará no comportamento humano. 

“As pessoas ficaram maravilhadas com aquilo … parece que era uma descarga de emoções e vontade não realizada que foram se acumulando, explodindo, meio como que elas quisessem tirar o atraso”.

E as marcas com isso? Têm tudo a ver porque, como insistimos em falar em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, o branding trata de gente, de seus pensamentos e atitudes, e das mais diversas dimensões da nossa existência. Para Jaime, as marcas que sempre se comportaram bem durante a pandemia, serão as primeiras a serem procuradas e compradas. 

“Não espere que depois de nós saímos do tal túnel que nós estamos atravessando, as marcas venham a ter outro papel em nossa vida. Não, nada disso! O branding não terá um novo normal. O branding e nós, provavelmente, vamos sim viver o ‘novo velho normal’.”

Dos textos que estão publicados em “Ecos na pandemia”, Cecília Russo destaca “Por trás do Dilema das Redes”, que analisa o documentário de sucesso na Netflix que trás uma denúncia de quanto às redes sociais moldam e controlam nossas vidas. Concordando com o autor —- não o do seriado, mas o do artigo —, Cecília entende que o consumidor não é uma vítima indefesa:

“O branding nos ensina o oposto. Quem controla o mercado, o que vai ser comprado, se aquilo vai ter sucesso, somos nós, os indivíduos, os consumidores. O que fica como mensagem é: o que opera a mente, a alma dos consumidores, na verdade, somos nós mesmos. Não tem algoritmo. Não tem nada disso. E acho que a gente —- no branding — tem que pensar em como vai continuar trazendo coisas que tenham relevância às pessoas. Nós não somos controladores”. 

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com sonorização de Paschoal Júnior

Conte Sua História de São Paulo: minha paixão pela crônica da cidade, nos 30 anos da CBN

Larissa Rodrigues

Ouvinte da CBN


Sempre ouvi a rádio CBN com o meu pai de manhã no carro indo para a faculdade, escolhi jornalismo por causa disso. Fazia psicologia na época e ouvindo a rádio, conheci todos os comentaristas e jornalistas.  Embora vocês não me conheçam, acabei admirando a todos. 

Ver como era o trabalho da CBN, me fez querer mudar de profissão. Larguei a psicologia, prestei vestibular para jornalismo e hoje estou formada, desde 2018.


Durante todo esse tempo eu ouvi esse quadro: “Conte sua história de São Paulo” e me apaixonava a cada vez que uma nova história era contada.

Sou escritora desde pequena, já publiquei dois livros, mas nunca tive coragem de enviar para você uma história minha para ser lida ao vivo na rádio. 

Bom…depois de passar por muitas coisas  — que talvez dê até uma crônica algum dia…quem sabe? —-  estou enviado a minha crônica. Se ela vai ser boa para ser lida ao vivo? Eu espero que sim. Mas só de já ter a coragem de enviar para você ler, já me sinto bem feliz.

Era pra ser só um textinho sobre o envio da crônica, acabou que quase escrevi outra. 

Desculpa aí hein!!

Leia aqui a crônica Perfume, de autoria de Rissa Rodrigues, ouvinte da CBN

Não precisa se desculpar, não, Rissa Rodrigues. Nós aproveitamos seu texto — como sempre devidamente sonorizado pelo Cláudio Antonio — para celebrarmos os 30 anos da CBN. A crônica completa  que você escreveu, que fala da relação platônica de duas pessoas que se cruzam na avenida Paulista, nossos ouvintes podem ler no meu blog miltonjung.com.br É muito bom saber que o Conte Sua História de São Paulo que está no ar desde 2008 inspira gente legal com você: Larissa Rodrigues, a nossa personagem do Conte Sua História de São Paulo

Perfume

De Rissa Rodrigues

Foto de Mariana Tarkany

Aquela moça passou por mim na Paulista. 

Eu não sou o tipo de pessoa que costuma reparar no que se passa a minha volta. Sempre tão distraído num mundo que costumo chamar de meu, não percebo o que a realidade mostra aos tediosos e sem sonhos na cachola. 

Consolo-me em saber que aqueles que não compraram seu ingresso para o mundo dos pensamentos vivem a vida real por mim, para que eu, em meu agraciado silêncio contemplativo, possa continuar em meu caminho de tijolos dourados. 

Mas às vezes, e só às vezes, a realidade costuma me pegar pelos ombros e me chacoalhar, como uma mãe faz na hora mais gostosa de um sonho. 

No meu caso, o tapa não doeu, na verdade foi uma luva suave, um acariciar na face que me fez abrir os olhos por um instante, só para fechá-los em seguida, no intuito de sentir, com toda a minha essência, aquele perfume tão delicado. 

Não tinha um cheiro de rosas, eu detesto rosas, mas era suave, como morango e creme, uma brisa fresca numa tarde de sol frio que nos arrepia um pouco a pele, talvez fosse uma fragrância com um toque de alívio, como tomar um copo com água no calor, tinha um “quê” de segredo, como amantes que se encontram às escuras, havia violetas e carinho e no fundo um tom picante de canela. 

Quando abri meus olhos, automaticamente olhei para trás a procura da musa que passeava entre os mortais, a moça que fora capaz de me trazer do meu esconderijo em meio àquela grande avenida sempre tão cheia de pessoas e prédios. 

Queria poder olhar para ela, ver seus belos olhos e o cabelo sedoso esvoaçando ao sabor do vento. Se ela vira-se um pouco o rosto para trás para vislumbrar o efeito de seu feitiço, seus olhos se encontrariam com os meus, haveria um segundo de rubor e minha bela perfumada baixaria o rosto envergonhada. 

Eu iria até ela, totalmente rendido, e lhe convidaria para um café, ela não aceitaria de imediato dizendo estar ocupada, lhe daria então o meu melhor sorriso e receberia em troca um tímido curvar de lábios. 

E que lábios seriam! 

Não tão finos, nem tão grossos, mas belos, com um suave vermelho a se espalhar por sua extensão. 

E o que dizer de seus olhos? 

Iluminados com uma luz apaixonante, quentes e carinhosos, acolhedores na hora de amar. 

Mulher difícil, aceitaria meu café apenas depois de avaliar-me bem. 

Eu pagaria o café a fim de ouvi-la falar sobre o seu mundo. 

Trocaríamos telefones. 

Eu ligaria primeiro. 

Ela seria misteriosa ao falar, mas apenas para me deixar curioso. 

Descobriríamos coisas em comum. 

Ignoraria os gostos diferentes. 

Ela falaria de músicas, livros e filmes que eu nunca vi. E eu iria à loja no dia seguinte para comprá-los. 

E nesse meio tempo nos encontraríamos para outros cafés na avenida, agora tão amistosa aos meus olhos, que nos uniu.

Eu lhe contaria sobre o meu trabalho, minha vida solitária de São Paulo, ela falaria de seu apartamento, das flores que cultiva na janela, contaria do seu cachorro com nome do vocalista de sua banda favorita. 

Eu sentiria uma falta absurda dela nos dias que não pudéssemos nos ver e ela me mandaria mensagens pequenas e carinhosas mostrando que também sente saudades. 

Eu a levaria para jantar. 

Ela me daria um beijo. 

E eu diria que a amava. 

Passaríamos os fins de semana juntos, tentaria não dormir nos filmes românticos e secaria suas lágrimas enquanto ela murmurava uma desculpa por ser uma boba apaixonada. 

Iriamos ao parque nos sábados de manhã para passear com o cachorro e faríamos um piquenique na beira do lago. 

Eu apresentaria ela aos meus amigos, que fariam piadas dizendo o quanto estou mudado. 

No natal, viajaríamos para o interior para que eu me apresentasse a sua família, eu ficaria envergonhado e sorriria muito. 

Ela conheceria minha mãe e as duas se tornariam inseparáveis. 

No ano novo a pediria em casamento. E ela diria sim, com os olhos cheios de lágrimas. 

Passaríamos o ano correndo com os preparativos, brigaríamos na hora de decidir detalhes, ela choraria e cortaria meu coração. 

Eu compraria rosas, porque sei que ela gosta, e lhe entregaria pedindo desculpas. 

Ela me abraçaria com carinho dizendo que não brigaríamos mais e eu concordaria, mesmo sabendo que dali a uma semana teria que comprar mais rosas. 

Nós diríamos: Sim, aceito. 

Eu colocaria uma aliança em seu dedo. 

E ela estaria comigo para o resto da vida. 

Mas ela não olhou para trás e eu nunca consegui contemplar o rosto de minha dama perfumada. A garoa do início da noite começou na Paulista e apagou a suave fragrância. 

Segui o meu caminho. 

Mundo Corporativo: Eduard Folch, da Allianz, fala de como o desejo de ensinar e aprender tornou possível a fusão de duas empresas, na pandemia

Davilym Dourado/Divulgação

“As coisas funcionam quando as pessoas têm senso de pertinência e tem um norte comum, um algo comum”. 

Eduard Folch, Allianz Seguros

Para muitos líderes, o desafio na pandemia foi o de manter o engajamento e preservar a cultura da empresa mesmo com seus colaboradores à distância. Para Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, um outro fator se somou a esse: em meio a turbulência mundial, a empresa comprou as operações de automóvel e ramos elementares da SulAmérica e se fez necessário acelerar o processo de fusão. Com todos os funcionários em home office, foi preciso investir em comunicação, treinamento e tecnologia. E contar com a intensa colaboração dos profissionais.

“Tem que somar pessoas com bondade de ensinar e pessoas com bondade de aprender. Quando você consegue que elas tenham norte juntas, que entendam que eu tenho que ensinar e eu tenho que aprender —, então, nós conseguimos fazer integração”.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Eduard disse que a antecipação dos cenários que o setor e a empresa enfrentariam com a Covid-19, no Brasil, permitiu que houvesse uma rápida adaptação, tanto do ponto de vista tecnológico como do comportamento das pessoas. Isso foi possível porque a Allianz tem operações em 70 países. E ele lembra que, em janeiro de 2020, esteve em uma reunião na Alemanha na qual os colegas da Ásia já não puderam comparecer. Com a troca de informações e experiência, a migração dos funcionários para o home office se tornou mais simples. 

“Nós preparamos a tecnologia e, particularmente, trabalhamos muito fortemente o ‘call center’ porque é onde nós atendemos nossos clientes. Também preparamos nossos funcionários, que foram capazes de, desde casa, fazer todas as tarefas”

Além do fornecimento de infraestrutura tecnológica para as equipes trabalharem, Eduard destaca as iniciativas para tornar a comunicação mais eficiente. Sem a possibilidade da troca frequente de informação que o trabalho nos escritórios oferece, a empresa criou pontos de contato entre os diretores de áreas com cada um dos funcionários, semanalmente. Realizaram-se fóruns para que as ações da empresa, seus resultados e projetos pudessem ser ‘cascateados’ entre os diversos segmentos e chegassem a todos os funcionários, para que eles tivessem clareza sobre o que havia acontecido e o que iria acontecer nos meses seguintes: 

“A comunicação no mundo virtual é muito diferente. Nós tentamos, no princípio, fazer lives com os corretores, com os funcionários, muito longas. Então, nós resolvemos fazer lives de 40, 45 minutos, porque o tempo que você consegue ‘full attention’ é 40 minutos”

Outro aprendizado foi a necessidade de se dar oportunidade para que os funcionário conversem com os líderes sobre temas que não estejam relacionados ao trabalho. Ao lado dessa estratégia, a Allianz desenvolveu um programa de assistência no qual os colaboradores poderiam ligar para buscar orientação sobre problemas psicológicos, econômicos ou mesmo de estrutura para trabalhar. 

“As pessoas demonstraram uma grande responsabilidade, uma grande dedicação, uma grande atitude, com o que conseguiram que os negócios seguissem funcionando no home office”

A despeito dos bons resultados, Eduard não tem a ilusão de que o futuro seja o trabalho totalmente remoto. Entende que o encontro físico das equipes tende a melhorar a criatividade e os processo da companhia. O ideal, para ele, é que se busque combinar o que há de melhor nos dois modelos e se implante o sistema híbrido. Nesse momento, a empresa discute como será o retorno para o escritório considerando caso a caso dos cerca de dois mil funcionários que atuam no Brasil.

O que o dirigente não tem dúvida é o quanto a realidade do setor foi transformada pela digitalização. Diante da atuação do mercado segurador brasileiro —- que ele considerou madura, nesta pandemia —-,  Eduard prevê maior eficiência, com ofertas simples que facilitarão as vendas dos parceiros de negócios e o entendimento e compra por parte dos clientes. 

“Hoje o em um minutos, ou menos, em 45 segundos. o cliente consegue comprar uma apólice na Allianz; hoje, em menos de um minuto, você consegue declarar um sinistro e agendar uma vistoria”

Ouça a entrevista completa de Eduard Folch, presidente da Allizanz, ao Mundo Corporativo:

Colaboraram com este capítulo do Mundo Corporativo: Izabela Ares, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: 56% dos clientes dizem que marcas não são o que dizem

Foto de Ron Lach no Pexels

“Marca não é tapume que consegue esconder a empresa e seus eventuais deslizes” 

Cecília Russo

Você, caro e sempre raro leitor deste blog, já leu e ouviu a frase em destaque trilhões de vezes nos nossos bate-papos do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Lamento dizer: precisamos recorrer a ela mais uma vez. E não é por falta de criatividade. É porque muitos gestores ainda não se deram conta desta verdade. Haja vista, o resultado de pesquisa global conduzida pela Opinium a pedido da Freshwork —- que trabalha na capacitação de empresas com software inteligente de engajamento do cliente. 

O estudo mostra, entre outras verdades, que “marca não é …”. Ops, perdão. Isso você já sabia.

Depois de ouvir 11.500 pessoas em dez países —- e o Brasil está nesta lista —-, os pesquisadores identificaram que para 56% dos consumidores o atendimento ao cliente das marcas não corresponde à imagem que retratam. Ou seja, a imagem é mais inflada do que a real capacidade da marca sustentar a promessa:

Promessa não pode ser um doping. Promessa é o esforço autêntico que a musculatura da marca é capaz de entregar”

Jaime Troiano

Essa frustração que o índice revela justifica outro resultado da pesquisa: apenas 14% dos entrevistados disseram que esperam se impressionar com as ofertas das empresas —- o consumidor dá sinais claros de que está cansado de tanta promessa não cumprida. Como nos alertam Jaime e Cecília, quem sabe não está ai uma ótima oportunidade para a sua marca crescer, aproveitando-se desse vazio deixado pela concorrência e dessa demanda do cliente.

A pesquisa da Freshwork também apresenta dados reveladores sobre o momento que as marcas vivem no relacionamento com o consumidor. Um período que a Cecília diz ser de transição e exigirá cuidados aos gestores para que não haja exageros no investimento tecnológico em detrimento do contato humano: 71% dos consumidores preferem falar com uma pessoa a terem de entrar em contato com o autoatendimento.

“Parem as máquinas”, diria eu após ver esse índice extraordinário. Ainda bem que Jaime e Cecília sabem fazer a leitura dos dados com mais parcimônia. Eles viram nas planilhas da pesquisa que 40% preferem seguir o caminho do autoatendimento a ter que falar com uma empresa usando qualquer outro canal

Parece contraditório, não? Não! É apenas o consumidor vivendo a transição que a Cecília falou e mandando a seguinte mensagem às marcas: “eu só quero ser bem e rapidamente atendido”. 

“As marcas precisam  estar preparadas para atuar das duas formas, para que suas promessas se cumpram”. 

Cecília Russo

Assustador para a turma que cuida da comunicação das empresas foi o retrato que a pesquisa fez do comportamento brasileiro diante de problemas no relacionamento com a marca: três em cada quatro brasileiros (76%) pararam de fazer compras em algumas empresas por problemas de comunicação com o cliente; e 39% deixaram de consumir determinada marca ou comprar em algumas lojas por considerarem que o tempo de atendimento em seu call center era muito longo.

Claro que marcas que ao longo do tempo atenderam às expectativas do consumidor têm maior margem para cometer algum erro —- elas criaram uma espécie de saldo médio com seu cliente. Mas é bom não exagerar e acreditar que aquela poupança de credibilidade e reputação vai durar para o resto da vida. É preciso a todo instante ouvir o que as pessoas buscam, entender as barreiras na comunicação e alimentar o relacionamento

Vale a leitura de todos os dados apresentados na pesquisa ‘Desconstruindo o encanto: entendendo a complexidade das expectativas do consumidor’. Mas antes, clica no link abaixo e ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN

Avalanche Tricolor: uma dose extra de paciência

Athletico 4×2 Grêmio

Brasileiro – Arena da Baixada, Curitiba-PR

Vanderson em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Nesta semana, a família concluiu seu segundo ciclo de vacinação contra a Covid-19. Mulher e filhos, além deste que lhe escreve: todos já estão com a segunda dose no braço. Dá um certo alívio, passado um ano e oito meses desde o início dessa desgraça que nos abateu. Lembro que no começo muitos imaginavam que tudo se resolveria rapidamente. Alguns falavam em duas semanas para voltarmos ao normal —- seja lá o que isso signifique. Apostei em ao menos dois meses, quando cheguei em casa no dia em que iniciamos a quarentena, em 20 de março do ano passado. Alertei a turma de que seria um período complicado, mas valeria a pena a reclusão.

Se o prazo final da pandemia estendeu-se muito mais do que a expectativa, a boa notícia foi saber que o prazo de conclusão das primeiras vacinas se encurtou bem mais do que todos acreditavam. No segundo semestre do ano passado, já surgiam os primeiros resultados. E no início de dezembro de 2020, havia países vacinando seus cidadãos —- o Brasil, lamentavelmente, demorou mais e permitiu que muita gente fosse embora antes da hora, apesar de a existência de uma vacina capaz de reduzir os riscos de contaminação grave, internação e morte.

Desde janeiro, quando a vacina começou a circular por aqui a ansiedade para que o processo se acelerasse foi enorme. Comemorava-se cada pessoa conhecida que tivesse sido imunizada. A agulha no braço era mais do que uma vitória individual. Era coletiva. Como se todos estivessem sendo protegidos. Aliás, todos estão sendo protegidos quando uma pessoa se vacina. Se aprendemos alguma coisa ao longo deste tempo, é que a busca da imunidade possível é uma responsabilidade ética que assumimos quando decidimos viver em comunidade —- lamento muito por aqueles que insistem no contrário e seguem com sua visão mesquinha e assassina.

Pela idade, minha mulher e eu tomamos a primeira dose antes dos filhos. No meio do caminho, o vírus me pegou, mas a proteção foi suficiente para não me abater. Viva a ciência! Os três meses de espera para a segunda dose foram intermináveis, mas chegaram com a devida celebração. Os meninos tiveram ainda mais sorte. Primeiro, porque foram contemplados com o que aqui em São Paulo chamados de xepa —- aquelas doses remanescentes que precisam ser aplicadas depois de abertas para evitar o desperdício. Segundo, porque em lugar de 12 semanas puderam tomar a segunda dose em apenas oito, graças a redução do tempo proposta pelo Governo de São Paulo.  

Este foi o primeiro fim de semana que passamos juntos com a certeza de que se a ciência cumpriu o seu papel, nós, como cidadãos, cumprimos o nosso. Não temos a ilusão de que estamos livres do vírus. Sabemos que é preciso seguir com as medidas de proteção, em especial com o uso da máscara. Não dá para baixar a guarda. Apesar disso, nos demos o direito de comemorar essa vitória.

O mesmo não posso dizer do meu Grêmio que no fim da tarde deste domingo desperdiçou mais uma oportunidade para sair da zona de … “você-sabe-qual”. Apostei que na primeira rodada do returno já estaríamos livre desse martírio futebolístico e percebo que estou sendo precipitado. Diante do que assisti em Curitiba talvez seja prudente tomar uma terceira, quem sabe, uma quarta dose da vacina da paciência.

Conte Sua História de São Paulo: o poste da esquina

José Simões Neto

Ouvinte da CBN

reprodução do Google Maps

Lá pelo fim do anos de 1950, minha família mudou-se para o Brooklin. Casa maior, grande quintal e a esperança de meu irmão e eu usarmos todo esse espaço. Sim, o usávamos, porém logo abusávamos das brincadeiras com as demais crianças do bairro: bolinha de gude, taco, carrinho de rolimã,  futebol, esconde-esconde … Eram ilimitadas as opções.

A esquina da Rua Pedro Taques — hoje José dos Santos Jr — e Rua Conde de Porto Alegre era um tradicional ponto de encontro da garotada. Minha geração assistiu a vários grupos de ‘mais velhos’ se sucederem naquela esquina. Ora pelo engajamento em namoros ora pelo emprego, uma geração  abri espaço para a garotada dois ou três anos mais nova que assumia a esquina.

Em meados dos anos 1960, foi a vez da minha turma, uma das mais sensacionais. De tão boa, em certas ocasiões até os mais velhos, mesmo casados, compareciam. Num entardecer como em muitos outros iniciamos um esconde-esconde com o piques no poste redondo, de ferro, que marca aquela esquina. A brincadeira vazou a noite. Já éramos 15 a brincar. Quem sobrasse para bater cara, contava até 100 e dava tempo para os outros se esconderem. O primeiro a ser descoberto e acusado com três batidas no poste, seria o próximo a bater cara.   Qualquer dos escondidos poderia salvar os já acusados. 

Naquela rodada, eu assumi a função de bater cara. E já havia acusado quase todos. Só faltava o Beto, Roberto Carvalho. Tentei achá-lo. Estiquei o olhar em direção a um terreno do outro lado da rua. Me distanciei do poste. E o Beto, astuto, aguardou meu descuido e disparou em direção ao piques. Tínhamos uns 50 metros para apostar corrida até o poste. Nós, em nossa máxima velocidade, avançamos os metros finais para bater no poste —- do jeito que corríamos, para colidir no poste. Um passo atrás dele, estiquei o braço mas meu corpo acabou por empurrá-lo contra o poste. O mesmo poste em que tentei me segurar. Meu corpo e as pernas voaram até que eu me estatelasse no chão. O som da nossa congada no poste foi encoberto pelas gargalhadas da turma da esquina da Pedro Taques com a Conde de Porto Alegre.

José Simões Neto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie você também o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade vá agora ao meu blog miltonjung.com.br e assine o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Cleber Morais, da AWS, diz como trabalhar na nuvem e manter os pés no chão

“Da mesma forma que eu quero entender qual é a necessidade do meu cliente, eu quero entender a necessidade do meu funcionário”

Cleber Morais, AWS-Brasil

O clique para você ter energia na sua casa, que possibilita que a luz da sala acenda, é o que inspira os desenvolvedores da computação em nuvem. Se quando surgiu, era necessário armazenar energia em geradores e você dependia do combustível que mantinha aquele gerador ligado, com a evolução tecnológica a energia passou a ser distribuída e entregue na sua casa, bastando você clicar no interruptor da parede. Por trás da ideia da computação em nuvem está a mesma lógica. Em lugar de você ter de armazenar uma quantidade incalculável de informação e dados em seu ‘gerador’, com a tecnologia basta dar um clique para acessar todo esse arsenal

Foi Cleber Morais, diretor geral da Amazon Web Services, no Brasil, quem fez essa relação para explicar o que é a computação em nuvem, ou qual é o negócio da AWS, o braço de serviços tecnológicos da Amazon. Na entrevista ao Mundo Corporativo, fomos além das nuvens. Ou aquém —- conforme o ponto de vista. Muito do que falamos estava ligado às relações aqui na terra, com clientes e com colaboradores:

“Eu acho que um pouco desse DNA nosso, que a gente chama de DNA de construtores, é que ajuda a fazer essa conexão entre as necessidades do cliente e  a motivação e propósito da minha equipe para trabalhar com eles”.

Há 18 meses, a AWS está com seus profissionais trabalhando de forma remota; e mesmo sendo uma empresa de inovação tecnológica e com infraestrutura disponível, encarou desafios no momento dessa migração. Para Cleber Morais, um deles foi manter a equipe próxima, e para isso criou-se uma série de novas dinâmicas com atividades que incentivassem o relacionamento entre os líderes e suas equipes, a começar por cafés da manhã e happy hours virtuais. Mapeou-se as necessidades dos funcionários, também, já que cada um tinha demandas específicas conforme as condições de trabalho em casa. 

Uma vantagem que Cleber identifica como tendo sido um facilitador neste momento —- seja na integração das equipes seja no atendimento aos clientes, que também enfrentavam dificuldades — é o sistema de trabalho que faz parte da formação da própria Amazon: a “regra das duas pizzas”. Uma ideia que surge do criador da empresa, Jeff Bezos, que consiste em ter equipes que jamais sejam maiores do que o número de pessoas que podem ser alimentadas adequadamente por duas pizzas grandes. 

“Com times menores, você ganha uma flexibilidade maior. Em alguns desenvolvimentos que a gente faz, a mesma pessoa que desenvolve aquele produto é a que dá a manutenção, é a que continua responsável. Isso trouxe para nós um diferencial de velocidade muito forte e esse diferencial ele reflete na atuação nossa com o cliente”.

Aqui cabe um parênteses: apesar do destaque em relação a funcionalidade da equipe de “duas pizzas”, que o Cleber Morais nos apresenta, hoje, internamente, a Amazon evoluiu para um modelo que tende a ser ainda mais eficiente: o dos times de líder de segmento único (single-threaded leader), como explicaram Colin Bryar e Bill Carr, autores do livro, sem tradução para o português, Working Backwards: Insights, Stories, and Secrets from Inside Amazon . Mas isso é um outro papo. 

Voltemos para nossa entrevista do Mundo Corporativo.

A AWS é quem desenvolve a computação em nuvem dentro da Amazon, mas está longe ter a empresa-mãe como única cliente. Um dos trabalhos que orgulham Cléber Morais, porque só foi possível explorando as possibilidades da computação em nuvem, é o que vem permitindo o desenvolvimento de startups brasileiras. O exemplo mais significativo é o do Nubank, fintech que nasceu em 2014 com a ideia de desburocratizar os serviços e produtos financeiros, e hoje tem valor que supera o tradicional e centenário Banco do Brasil. 

“A gente conseguiu através da onipresença da nuvem, através de incentivos da nuvem, criar um mercado que a gente chamou de startup, criar empresas que hoje estão aí como Nubank, como a VTX,  Como empresas que há sete anos, que é o caso do Nubank, iniciou com uma ideia e hoje é uma multinacional brasileira. Então, a gente é sim o grande habilitador da inovação para os clientes e, também, para um dos nossos clientes que é a Amazon, a gente também os ajuda”. 

A VTEX, que o Cleber lembrou na resposta acima, é uma plataforma de comércio colaborativo, que integra comércio digital, marketplace nativo e recursos de gerenciamento de pedidos. Startup que cresceu 98% durante a pandemia e, em setembro do ano passado, transformou-se em mais um unicórnio brasileiro; portanto, sendo avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Analistas do setor calculam que o mercado de computação em nuvem vai crescer na faixa de 34% ao ano. Um segmento que deve acelerar ainda mais com a chegada da tecnologia 5G no Brasil que multiplicará de forma exponencial o número de dados e informações que circulam na rede. Transformar isso em número? Para Cleber é difícil calcular. Ele prefere lembrar alguns aspectos da nossa vida que são influenciados pelo uso da nuvem:

“Hoje, grande parte das transações de PIX passam pela nuvem, grande parte do e-commerce que é feito globalmente passa pela nuvem, transações bancárias, pedidos de delivery. A quantidade de dados é muito grande e nos permite viver esse novo normal com o qual nos acostumamos cada vez mais. Imagine ficar alguns segundos sem WhatsApp?”

Para quem trabalha com nuvem, como manter os pés no chão? Foi a pergunta que fiz logo no início da nossa entrevista — e no vídeo você ouve a resposta inicial de Cleber Morais. Uso o mesmo gancho para introduzir aqui neste texto um tema que faço questão de compartilhar com você: o hábito da meditação. Foi nesse exercício que Cleber buscou o equilíbrio para enfrentar a pandemia:

“Eu fiz um curso de meditação com a minha família, aprendendo algumas técnicas. E eu trouxe para o meu dia a dia, meditando, aprendendo a fazer minhas aulas de yoga e ginástica de maneira virtual. O executivo tem que ter muito esse equilíbrio para poder passar à liderança e passar a motivação para sua equipe”. 

Investir na educação dos colaboradores e capacitar o mercado brasileiro são preocupações da AWS, de acordo com Cleber. Para os profissionais de uma maneira geral a empresa põe à disposição uma série de cursos que permite desenvolver o conhecimento sobre nuvem computacional. 

(e você pode conferir alguns deles por aqui)

Para os parceiros de negócio, a AWS tem avançado em programas específicos como o que está capacitando entregadores do iFood e mais de sete mil pessoas do setor de restaurantes para trabalhar e se beneficiar dos serviços em nuvem. A ideia central desses projetos e fazer com que as pessoas também possam, com um clique, ter acesso ao que há de mais avançado no tema. 

Para saber mais sobre computação em nuvem e conhecer outras estratégias de relacionamento interpessoal nas empresas, assista ao vídeo completo da entrevista que fiz com Cleber Morais, da AWS:

Este capítulo do Mundo Corporativo teve a participação da Izabela Ares, do Renato Barcellos, do Bruno Teixeira, da Priscila Gubiotti e do Rafael Furugen.

Ser gentil com o cliente não custa mais do que um post-it

No planejamento das férias, antecipar gravações e deixar material preparado para os dias de ausência ao trabalho são algumas das tarefas a serem cumpridas. As minhas começam no segundo semestre do próximo mês, mas como o seguro morreu de velho, melhor gravar agora, enquanto tenho tempo e agenda, do que chegar em cima da hora e pisar na bola com a turma da rádio —- em especial os ouvintes. Por isso, nessa semana que chega a metade, já gravei um episódio no Mundo Corporativo na segunda, gravo outro nesta quarta e repito a dose na sexta.

No programa gravado segunda — que já pode ser visto na internet e vai ao ar em uma das edições de outubro do Jornal da CBN — entrevistei César Souza, que é consultor, palestrante e escritor. Falamos do livro “O Jeito de ser Magalu”, no qual faz observações sobre como o Magazine Luiza foi construído e aplica alguns conceitos que ele próprio desenvolveu na carreira. Caso do princípio da clientividade — um contraponto a luta frenética das empresas em terem competitividade, o que as obriga a focar no competidor (ou no concorrente) em detrimento do cliente.

Na conversa — sobre a qual escreverei mais especificamente em texto que será publicado aqui no blog no dia em que o programa for transmitido na rádio —, César contou a história de Luiza Trajano Donato, a Dona Luiza, que quando comprou a primeira loja foi à rádio local convidar os ouvintes a escolherem o nome do novo negócio: Magazine Luiza foi o nome vencedor. Ganhou um nome, o engajamento dos ouvintes e a publicidade para a marca que estava sendo lançada.

“O marketing sempre correu em nossas veias, mesmo quando a gente não tinha dinheiro para marketing”

É o que ensina Luiza Helena Trajano, a sobrinha da Dona Luiza, inspirada na história que marcou o início de uma das maiores redes de varejo do Brasil. 

No mesmo dia em que ouvi a história contada por César Souza, um dos meus filhos foi ao aplicativo encomendar comida para todos da casa. Assim que os potes de poke, com seus cubinhos de carne e peixe cortados, acompanhados de arroz e outros salamaleques saborosos, chegaram, me chamou atenção um post it colado na embalagem com caligrafia bem desenhada:

“Você nos inspira. Sua avaliação é muito importante!”

Nada mais simples, pessoal e conquistador. Tão simples, pessoal e conquistador quanto barato. Uma mensagem que transmite carinho e preocupação com o cliente, e nos convida de maneira genuína a avaliar o serviço prestado. Dei cinco estrelas para o pessoal do Hawaiian Pok, é claro. E relembrei das gurias da Trajano, a Tia Helena e sua sobrinha: dá pra fazer marketing mesmo quando não se tem dinheiro para marketing.