Adote um Vereador: mais dois vereadores dizem o que pensam sobre coleta seletiva

 

Da turma do Adote um Vereador

 

Este post foi corrigido porque havia informado de forma errada que um dos vereadores que tinham se pronunciado sobre coleta seletiva era Gilberto Natalini (PV) quando o correto era Gilberto Nascimento (PSC). Da mesma forma que agradecemos à assessoria do vereador Gilberto Nascimento por ter alertado para o erro e ter enviado mensagem sobre o tema, também pedimos desculpas pela falha.

 

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Já são nove os vereadores que registraram o recebimento da demanda do Adote um Vereador sobre coleta seletiva na cidade de São Paulo. O e-mail com pedido de informações sobre o que pensa e o que faz o vereador a propósito do tema foi enviado em 11 de março.

 

Nessa segunda-feira — cinco dia após publicarmos a primeira reportagem com a resposta dos parlamentares e no mesmo dia em que o assunto foi tratado no programa Jornal da CBN, da rádio CBN — recebemos mais duas respostas, dos vereadores Gilberto Nascimento (PSC) e Professor Cláudio Fonseca (PPS).

 

De acordo com Gilberto Nascimento (PSC), apesar de a capital estar no topo do ranking das cidades que mais geram resíduos sólidos, a coleta seletiva em São Paulo não chega a 30% das ruas da capital — conforme dados de janeiro deste ano. O vereador informa ainda que cerca de 40% dos resíduos coletados deveriam ser reciclados, mas somente 7% do potencial de reciclagem passa por esse processo. Alerta para o fato de a coleta ser, também, geradora de emprego: hoje as cooperativas têm cerca de 900 catadores. Entre  os trabalhos que diz realizar estão o de conscientizar  às pessoas e o de defender que a educação ambiental seja um processo contínuo desde a formação das crianças:

“Família e escola devem caminhar juntas na educação para uma consciência ambiental duradoura e eficiente. A coleta seletiva e a reciclagem de lixo são indispensáveis para diminuir os terríveis danos causados ao meio ambiente ameaçado de exaustão dos recursos naturais.”

Cláudio Fonseca (PPS) destaca que fiscaliza a prefeitura —- e essa é uma das funções que cabem aos vereadores —- e encaminha ofícios para a AMLURB, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, com a intenção de melhorar a gestão dos serviço de coleta de resíduos. Diz que quando recebe alguma reclamação de cidadãos sobre a “reciclagem de lixo” —- foi esse o termo usado pelo vereador — busca apontar as opções existentes, tais como coleta domiciliar ou pontos de entrega, e cobra a expansão desse serviço para toda a cidade. O vereador também lembrou de dois projetos que apresentou na Câmara:

“Apresentei dois Projetos de Lei sobre esse tema, um tratando sobre a reciclagem de pneus e outro sobre o Programa de Sustentabilidade Ambiental nas escolas, porém muitas dessas ações parlamentares acabam sendo barradas por serem de competência exclusiva da Prefeitura, conforme nossa Lei Orgânica”.

Com mais essas duas mensagens, temos até agora nove vereadores de um total de 55 que registraram o recebimento do e-mail:

Aurélio Nomura (PSDB), Caio Miranda (PSB), Donato (PT), Eduardo Suplicy (PT), Gilberto Nascimento (PSC), Janaína Lima (Novo), Isac Felix (PR), Professor Cláudio Fonseca (PPS) e Soninha Francine (PPS)

Para saber o que cada um deles disse —- e os que ainda não disseram — acesse a reportagem “O que vereadores de SP fazem para melhorar a coleta seletiva” 

Avalanche Tricolor: o Grêmio jogou como se prepara um chimarrão

 

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Gaúcho — 19 de Outubro, Ijuí/RS

 

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Pepê vai ao ataque em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Chimarrão é bebida típica do Sul. Bebida para ser apreciada na calma que a alma pede. Do preparo ao sorver, sem pressa nem pressão. Apenas saboreando o curtir da cuia e o pó da erva-mate escorrendo até preencher dois terços do espaço interno, enquanto a água começa a esquentar no fogão.

 

Curva-se a cuia para dar movimento a erva e desenhá-la conforme manda o figurino. É preciso apuro no preparo da água, pois tem de chegar morna para não queimar o mate e não amargar o chimarrão. Com a erva banhada na água morna, todo cuidado é preciso ao posicionar a bomba que deve ter sua boca fechada com o dedo polegar enquanto afunda na erva — tô pra ti dizer que coisa ruim é chimarrão entupido.

 

Se o serviço for bem feito, basta esperar a chaleira chiar. É o sinal de que a água já bate na casa dos 64º Celsius e está no ponto para ser servida — não pode ferver porque queima a erva e tudo que se fez até aqui se desperdiça.

 

Hoje cedo, após a missa dominical, rezada pelo padre José Bortolini, meu conterrâneo e gremista, de quem já tratei nesta Avalanche, cheguei em casa e aproveitei o sol da manhã, em São Paulo, para preparar meu chimarrão.

 

Cevar o mate logo cedo foi tranquilizador em um dia no qual assisti a alguns amigos e conhecidos se digladiando nas redes sociais, como se a história da humanidade se resolvesse nesse espaço. Ou a história do Brasil ali pudesse ser reescrita.

 

Sozinho, já que a turma aqui de casa nunca se acostumou com este hábito próprio do Rio Grande do Sul, saboreei a erva-mate até a cuia roncar. Uma, duas, três, quantas vezes a garrafa térmica cheia de água permitiu.

 

O tempo passou fácil, o pensamento foi longe e o coração bateu mais leve — sequer parecia que ao fim do dia estaria diante da televisão para torcer pelo Grêmio em mais uma partida decisiva, dessas muitas que fazem parte do nosso concorrido calendário.

 

Por falar em Grêmio. Tive a impressão de que o time de Renato entrou em campo hoje à noite com a mesma disposição de quem prepara um chimarrão.

 

Não que tenha estado abaixo do ritmo que a disputa por uma vaga na final exige —- especialmente estando no campo de um adversário motivado com o feito que pode ser histórico. Longe disso.

 

Via-se que nossos jogadores se esforçaram para encontrar espaço para entrar na área ou quem sabe chutar de fora. Forçou por um lado. Forçou pelo outro. Forçou pelo meio. Arriscou-se em alguns momentos mas sempre transmitindo a sensação de que estava tudo sob controle.

 

Quando digo que o Grêmio parecia preparar o chimarrão é porque dava sinais de que sabia que o caminho à final dependeria do resultado das duas partidas, e a segunda e decisiva seria mesmo diante de sua torcida, na Arena.

 

Precisava ter calma, retomar a bola do adversário, mantê-la sobre seu domínio e esperar o momento certo para atacar. Talvez tenha apenas faltado um pouco mais de atenção com a temperatura do jogo —- sabe aquilo que falei da água do chimarrão? Tava morno de mais. Talvez tivesse de deixar esquentar, sem ferver. Como se faz no bom chimarrão.

 

O importante é que o empate nesta primeira partida da semifinal em nada vai tirar o sabor do que realmente nos interessa: a Libertadores, que volta na próxima quinta-feira com o desafio de vencermos fora de casa, no Chile. E lá, pelo que sei, servem chimarrão frio — que coisa mais sem graça, não!?

Conte Sua História de São Paulo: faltavam os lírios do canteiro da Avenida Paulista

 

Por Elza Conte
Ouvinte da rádio CBN

 

 

 

A Av. Paulista é há muitos anos meu espaço de caminhadas e reflexão. Ela é sem dúvida a imagem de São Paulo. Estamos no verão, todavia a exuberância dos seus prédios faz com que a qualquer momento do dia, haja em seus quarteirões uma suave brisa e uma sombra reconfortante. Caminhar pela Paulista passa a ser refrescante.

 

Há lindas histórias que tenho gravadas em mente, presenciadas nesta importante via de São Paulo, não faz muito tempo um dos inúmeros moradores de rua que lá habitam, e que fazem parte do cenário, tinha um cartaz do seu lado:

 

-

- Eu e meu cachorro estamos com fome, você nos ajuda a almoçar?

 

Parei diante dele e indaguei:

 

— Convença-me a ajudá-lo. Por que você e seu cachorro?
Prontamente o morador disse-me:

 

— Eu prefiro morrer de fome a ver meu companheiro sofrer. O almoço será dividido com ele.

 

Eu convencida daquele amor puro e inocente, paguei a eles e desejado almoço.

 

Hoje outro morador de rua, com uma bandeja de presunto, alimentava seu cão-companheiro, fatia a fatia, delicadamente servida ao animal. Não resisti e perguntei-lhe:

 

-

- Por que você não come também o presunto?
No que ele respondeu:

 

— Eu já comi um lanche de queijo, o presunto alimenta melhor o Rei —- sim, era Rei, o nome do cachorro.

 

Comovente….

 

Outra história antiga vivida na Avenida Paulista é sobre um charmoso bêbado que vivia nos arredores. Era meu caminho para a faculdade na época. Todas as vezes que encontrava com ele, respeitosamente ele dizia:

 

— Boa noite Madame! Ao qual eu sempre retribuía com muito carinho…

 

Uma dessas noites, porque estava muito cansada, fui de ônibus para a faculdade. A Paulista sempre com o trânsito congestionado, estava estranha. Faltavam os lírios amarelos dos canteiros centrais. Para surpresa de todos, no final da Paulista o charmoso bêbado estava com um enorme maço de lírios amarelos nos braços, fazendo graça com todas as moças que passavam:

 

— Boa noite Madame! — dizia de forma agradável.

 

E a cada oferecimento, um enorme aplauso, que se ouvia de todos os transeuntes e pessoas presas no trânsito. Ao qual ele respondia com um não menos charmoso agradecimento, curvando seu corpo tênue e fraco, maltratado pela bebida. Confesso que me arrependi infinitamente por não ter ido a pé naquele dia, e ter ganhado um lírio amarelo, colhido da Av. Paulista.

 

Essa imagem, como dos moradores de rua e seus cachorros, são cenários da vida real vivida na Paulista, onde tudo é possível. Nenhum destes momentos tenho coragem de fotografar porque são de beleza rara e impossíveis de serem registrados. São mágicos e divinos. Apenas histórias de São Paulo.

 

Elza Conte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta homenagem à nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Rodrigo Rivellino vai mudar a forma de você assistir ao seu filho no videogame

 

 

“Não tem volta, não é só mais um joguinho, não é uma brincadeira, é de fato estilo de vida de milhares de pessoas hoje; e ao redor desse ecossistema vão surgir as novas demandas, as novas necessidades que consequentemente vão virar as novas profissões” — Rodrigo Rivellino, Noline

O cenário de videogame e esportes eletrônicos no Brasil reúne cerca de 76 milhões de brasileiros, pessoas que se relacionam com esse universo seja jogando no celular e nos consoles, apenas para se divertir, sejam jogadores profissionais. Em torno desse universo há uma série de profissões que surgem ou se potencializam, exigindo pessoal bem qualificado, tais como streamer, cosplayer e cosmaker —- apenas para citar algumas das novas funções que esse mercado proporciona. Mas, também, outras mais conhecidas como gestores de carreira, desenvolvedores de conteúdo, nutricionistas, psicólogos, narradores e comentaristas.

 

Para entender as oportunidades que existem nesse mercado, o Mundo Corporativo da CBN entrevistou Rodrigo Rivellino, um dos sócios da Noline, empresa que desenvolve estratégias e conteúdo para o setor de videogame, e idealizador da Live Arena, espaço disponível para jogos, eventos e educação, em São Paulo. Na conversa com o jornalista Mílton Jung, Rivellino chamou atenção para a necessidade de as marcas explorarem de forma correta o potencial do universo gamer:

“As corporações, as franquias, as produtoras dos jogos, os times, as ligas, os eventos — tudo que vai surgir ao redor —, vai ser necessário ter investimento das marcas não endêmicas; as marcas que, sim, suportam ou suportaram até hoje os esportes convencionais, vão ter de começar a suportar o esports e esta comunidade”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, , Izabela Ares, Rafael Furugen, Debora Gonçalves.

Sua Marca: Qual é o sonho que move você? Qual o sonho que move a sua carreira?

 

“A iniciativa é alimentada pelo sonho, mas é preciso ter “acabativa”, ou seja, fazer com aquele sonho se materialize” Jaime Troiano

As empresas e as marcas precisam ter no seu comando pessoas que sonham alto, capazes de inspirar seus colaboradores e conquistar seu público. Porém, é necessário que a equipe de trabalho seja formada por profissionais com capacidade de execução. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

 

É preciso muito cuidado para que a ideia do sonhador —- o responsável pela prosperidade de muitas empresas e negócios —- não seja traduzida como a daquele empresário que “vive nas nuvens”, que não tem um projeto ou um plano de ação.

 

Um bom exemplo de um sonhador que sabia executar era Steve Jobs à frente da Apple. Mas há casos bem mais próximos de nós.

 

Cecília Russo lembrou de uma marca que atua no varejo de vestuário, a Caedu, destinada ao público da classe C, que tem no comando a empresária Leninha da Palma:

“A magia da marca que ela carrega é alimentada pelo sonho que mais pessoas podem ter acesso a ter roupa e de qualidade”.

Como sonhar é preciso, pense agora: qual é o seu sonho? O que move você na sua carreira? Ou na sua empresa?

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Capriche na letra porque escrever à mão ajuda na memória e desenvolve o pensamento

 

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Sobre a mesa do estúdio sempre tenho papeis em branco ou um caderno em mãos à espera de anotações. Começo a entrevista e copio o nome do entrevistado. Ouço uma resposta, uma palavra dita me pega e logo é reproduzida na folha. Penso em dizer algo e algumas palavras-chave são registradas à caneta. Capricho na letra, prefiro a de forma em lugar da cursiva. Capricho tanto que às vezes exagero e a letra se torna ilegível. Escrever é hábito que tenho há algum tempo, mesmo que aquela escrita se transforme apenas em rabisco sem sentido e acabe no lixo.

 

O exercício de escrever à mão foi tema do Jornal da CBN a partir da foto registrada por uma ouvinte, que ficou impressionada com o que considerou uma raridade: um curso de caligrafia. A placa na fachada de um prédio com cara antiga, em São Paulo, leva o nome da família mais conhecida dessa arte, a De Franco, que mantém a escola que hoje está sob a responsabilidade de Antonio De Franco Neto — que persistiu na história iniciada pelo avô, em 1915. O dono da marca garante que, mesmo diante da frequência com que se usa computadores e outros equipamentos digitais, não faltam alunos interessados em melhorar a caligrafia.

 

Os ouvintes foram convidados a escrever à mão e publicar seus textos nas redes sociais —- por sugestão de outra ouvinte, Rosana Hermann. Pela quantidade de mensagens recebidas, curtiram a brincadeira. J.F.Trolezzi disse que fez aulas de caligrafia na infância por imposição da mãe. Léa Assis, além de dar uma “cornetada” neste apresentador, usou o próprio caderno de caligrafia —- muito comum na minha época para darmos um contorno melhor à letra. Alguns preferem —- e eu estou nesta turma — escrever em letra de forma, como é o caso da Soraia Mergulhão, aliás quem provocou toda essa conversa ao fotografar a placa das aulas de caligrafia.

 

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Por mais que você considere a prática da caligrafia antiquada, novas evidências sugerem que escrever à mão facilita o aprendizado das crianças, além de desenvolver a capacidade delas gerarem ideias e reterem mensagens. Para adultos, ao mesmo tempo em que digitar é mais rápido e eficiente, essa prática diminui a capacidade de processar as informações. Ao anotar em um papel, criamos novas vias neurais no cérebro.

 

Diz, em artigo, o Dr Sheldon Horowitz:

“A caligrafia é uma atividade multissensorial. Conforme você forma cada letra, sua mão compartilha informações com áreas de processamento de linguagem em seu cérebro. Enquanto seus olhos acompanham o que você está escrevendo, você envolve essas áreas.”

Pam A. Mueller, da Universidade de Princeton, e Daniel M. Oppenheimer, da Universidade da California, concluíram que escrever à mão ajuda a pensar:

“Quando os alunos param de escrever, param de processar e tornam-se receptores passivos de informação. Quando eles se tornam receptores passivos de informação, eles também se tornam pensadores passivos”.

Outra boa justificativa para continuarmos rabiscando, é que o simples ato de olhar para o papel nos obriga a se concentrar no que é importante. E a busca do foco é dos maiores desafios na sociedade contemporânea diante da quantidade de estímulos que estão soltos por aí seduzindo nossa atenção.

Avalanche Tricolor: um troféu pela melhor campanha do Gaúcho

 

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Gaúcho – Arena Grêmio, Porto Alegre

 

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Um amistoso de luxo. E com direito a taça. Era o que se tinha para esta noite de quinta-feira, depois da goleada acachapante de domingo, na primeira partida das quartas-de-final do Campeonato Gaúcho.

 

O Grêmio entrou classificado à semi-final e prestes a garantir a melhor pontuação entre todos os participantes da competição — importante porque leva a decisão do Gaúcho para a Arena, se seguirmos nesta caminhada até o final.

 

O adversário entrou disposto a parar a saraivada de gols que havia se realizado no jogo de ida. Postou-se atrás, fechou-se como pode, esforçou-se muito, catimbou com a anuência do árbitro e deve ter saído satisfeito em não perder.

 

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Diego Tardelli até marcou, mas juiz impediu — foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O gol até saiu, resultado do bom toque de bola gremista e da paciência de seus jogadores, especialmente os do meio de campo, que não se cansam em trocar de posição, movimentar-se com aproximação e triangular em busca de mais espaço. Foi assim que Luan em meio a um amontoado de marcadores encontrou Diego Tardelli que, em velocidade, recebeu a bola na entrada da área. Matou com um pé e fulminou com o outro.

 

Um golaço — se a auxiliar não tivesse se precipitado e sinalizado impedimento, o que as imagens da televisão deixaram muito claro que não houve. É curioso como os árbitros e seus bandeirinhas são incapazes de seguir a recomendação da International Board, que dá regras ao futebol. Recomenda o organismo internacional que no caso de impedimento a norma é “in dubio pro reo” — ou seja, na dúvida, segue o lance.

 

Sem o gol e com a classificação garantida, restou levantar o troféu em homenagem aos 100 anos da Federação Gaúcha de Futebol. Prêmio oferecido ao time que fez a melhor campanha da fase de classificação: 29 pontos ganhos — sete à frente do segundo colocado –, 9 vitórias, 2 empates, 29 gols a favor e apenas um contra.  

 

E ver o Grêmio levantando troféu sempre me garante uma boa noite.

Adote um Vereador: o que vereadores propõem sobre coleta seletiva em SP

 

Da equipe do Adote um Vereador

 

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São 55 vereadores na cidade de São Paulo que representam os moradores da Capital e têm a função de propor leis, discutir projetos, provocar debates, fiscalizar o Executivo e atender as demandas do cidadão. Têm, também, gabinetes mantidos por dinheiro público — ou seja, o nosso dinheiro. Por isso, é de se imaginar que as equipes que atuam no gabinete estejam preparadas para responder às questões e demandas apresentadas pelo cidadão, seja presencialmente seja pelos canais de comunicação disponíveis.

 

Diante disso, o Adote um Vereador decidiu encaminhar a cada um dos vereadores, nominalmente, a mesma pergunta, por e-mail, no dia 11 de março, usando como base os endereços eletrônicos informados no site da Câmara Municipal:

 

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Além de entender a preocupação de vereadoras e vereadores em relação a coleta seletiva, estávamos curiosos para ver à disposição dos parlamentares em responder o cidadão.

 

Dos 55 apenas SETE registraram o recebimento de e-mail, duas semanas depois:

Aurélio Nomura (PSDB), Caio Miranda (PSB), Donato (PT), Eduardo Suplicy (PT), Janaína Lima (Novo), Isac Felix (PR) e Soninha Francine (PPS)

Dos sete, Isac Felix (PR), através de sua assessoria, foi o primeiro a se manifestar, no dia 12 de março. Escreveu que “gostaríamos de um contato para poder desenvolver melhor a ideia”. Enviamos outro e-mail informando que queríamos apenas uma resposta por escrito sobre o tema. E nada mais nos foi dito.

 

O gabinete de Eduardo Suplicy (PT) escreveu, no dia 20 de março, que “o questionamento enviado é bastante pertinente, e uma resposta completa sobre o tema será encaminhada por nossa assessoria nesta semana”. Estamos aguardando.

 

Soninha Francine (PPS), através de sua assessoria, informou que soube da pergunta feita pelo Adote um Vereador pelo Jornal da CBN, da rádio CBN. E depois identificou que o e-mail que havia sido enviado estava na caixa de spam: “estamos preparando a resposta com todas as ações e o esforço que nosso mandato tem feito no sentido de conscientizar e solucionar (envolvendo poder público, privado e sociedade civil), a questão da destinação correta de resíduos na nossa cidade”.

 

Aurélio Nomura (PSDB), Caio Miranda (PSB), Donato (PT) e Janaína Lima (Novo) foram os que registraram o que pensam, as propostas apresentadas ou as discussões promovidas.

 

O vereador Aurélio Nomura (PSDB) contextualizou o tema da reciclagem no mundo e destacou que diante da dimensão de São Paulo o problema se potencializa. Por isso, defende o uso dos Ecopontos — são 102 na Capital —- que “suprem a deficiência dos caminhões de coleta seletiva”. Informou que é coautor do projeto que proíbe o fornecimento de canudos plásticos nos estabelecimentos comerciais da cidade: o PL 99/2018, que está em tramitação na Câmara. E destacou que está envolvido na luta contra a instalação da Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos de Vila Jaguara — que chama de lixão — e a retirada de outros existentes na cidade:

 

“…é um tipo de construção que degrada o ambiente, prejudica a qualidade de vida no entorno e traz riscos à saúde. Seria preciso, sim, investir em usinas de incineração, pois além de favorecer o meio ambiente, trazem a vantagem de produzir energia elétrica limpa”.

 

O vereador Caio Miranda (PSB), que diz incentivar o cidadão a usar os Ecopontos, informa que apresentou projeto que dispõe sobre a logística reversa de lâmpadas fluorescentes (PL 474/2017)  e de eletroeletrônicos (PL 368/2017)  —- pelo que se percebe, nenhum deles ainda aprovado. Na mensagem enviada ao Adote um Vereador, falou, também, da necessidade de o vereador fiscalizar o Executivo:

 

“… como a coleta de lixo é realizada por empresas selecionadas através de processo licitatório, o melhor a se fazer para ajudar nela, enquanto membro do legislativo, é fiscalizar os procedimentos contratuais e se a execução está nos conformes, sempre cobrando para que as empresas que atendem aqui na capital cumpram integralmente com o que foi licitado”.

 

O vereador Antonio Donato (PT) também fala em fiscalização do trabalho da prefeitura e entende que a coleta seletiva é limitada, assim como o paulistano precisa estar mais bem preparado para lidar com a questão:

 

“Como membro da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal de São Paulo, vou requerer junto à Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) informações detalhadas sobre quais bairros são atendidos pelo serviço porta-a-porta da coletiva seletiva, e, ainda, onde as concessionárias (Loga e Ecourbis) estão investindo em educação ambiental para orientar a população sobre separação e recolhimento de material reciclável, conforme estipula o contrato celebrado com o município. A partir daí poderemos estudar outras providências para melhorar este serviço”.

 

A vereadora Janaína Lima (Novo) diz que, além de acompanhar todas as discussões sobre o tema na Câmara, aborda questões relacionadas a educação ambiental, a expansão de espaços verdes no meio urbano e a outros assuntos correlatos em projeto que defende a desburocratização dos serviços de zeladoria. O PL 30/2018  permite o pagamento desses serviços pelos próprios munícipes e autoriza a prefeitura a criar um canal de plataforma on-line de financiamento coletivo —- tendo como referência proposta em vigor na cidade de Nova York.

 

“Muitas vezes a própria sociedade civil em parceria com o setor privado está disposta a arcar com os custos desses serviços e, ainda, melhorar o espaço comum com a instalação de novos e melhores mobiliários urbanos”.

 

Seguiremos à espera da posição dos demais vereadores.

 

À medida que outras respostas forem enviadas para nosso e-mail, publicaremos neste site para que você tenha ideia de como os vereadores de São Paulo atuam diante do tema da coleta seletiva.

31 de março ou 1º de abril?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Golpe ou revolução?

 

Eis aí um fato que pode contribuir para dirimir a questão da melhor distância para analisar um acontecimento histórico, sem acentuado juízo de valor. Pelo menos para a nossa observação. Afinal, se passaram 55 anos e, universitário da PUC SP com 22 anos, vivenciei aqueles tensos momentos políticos e sociais. Como testemunha da diferença entre o início do movimento e sua continuidade entendemos o viés analítico que esta metamorfose gerou.

 

Por isso nos parece difícil para as gerações que vieram uma análise que neutralize pré-qualificação política. Principalmente porque o movimento militar foi gerado por forças políticas e sociais contrárias a um status quo beligerante e anárquico.

 

João Goulart pagava a conta de Jânio Quadros, que o mandara para a China e renunciara. Para assumir teve que enfrentar militares contra a sua posse. Ocupou a presidência através de plebiscito, anulando o parlamentarismo então criado como alternativa de poder.

 

A verdade é que a gestão de Jango foi desastrosa. Criando agressividade e emulando a luta de classes bem como acirrando um desmonte da hierarquia em todas as organizações. Principalmente nos quadros militares. A animosidade que hoje vivemos nas eleições e que até agora incita posições políticas antagônicas nada sociáveis não chega ao nível de intensidade daquele 1964.

 

Em 13 de março, João Goulart em comício na Central do Brasil, diante de 200 mil pessoas, assinou documento intitulado de Reformas de Base, que desapropriava refinarias e colocava sujeito a desapropriação terras subutilizadas para efeito de reforma agrária e urbana. Anistiou os participantes da Revolta dos Marinheiros encabeçada pelo cabo Anselmo, em flagrante provocação da hierarquia militar. Defendeu o voto dos analfabetos e da baixa hierarquia militar.

 

Em 19 de março, os conservadores e os representantes das classes empresariais e religiosas reagiram e criaram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, liderados pelos governadores de São Paulo, Adhemar de Barros e da Guanabara, Carlos Lacerda, e pelo Presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, com a participação da União Cívica Feminina e da FIESP. Essa manifestação realizada por uma multidão de 500 mil pessoas, com forte apelo político, econômico, religioso e feminino, se alastrou pelo resto do país.

 

Acionados, portanto, pelas lideranças civis, os militares atenderam o chamamento e destituíram Goulart. Contextualizando, é possível entender o movimento militar. Mas, o poder transfigurou o movimento. O poder não foi devolvido aos civis, que foram esmagados – Lacerda, Adhemar, Magalhães, Kubitschek, etc.
O poder só voltou aos civis depois de 21 anos.

 

É possível comemorar?

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: erga-se a estátua

 

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Gaúcho — Alfredo Jaconi, Caxias do Sul/RS

 

 

Teve gol de peito, de falta, de cobertura, de carrinho e até gol de Marcelo Oliveira —- aliás, foi dele o gol que abriu a goleada nesta tarde, no estádio Alfredo Jaconi, na primeira partida das quartas-de-final do Campeonato Gaúcho. Gol que surgiu depois de o adversário ter um de seus defensores expulso por jogada violenta, em uma tentativa desesperada do marcador de impedir mais uma chegada com velocidade pelo lado esquerdo. A expulsão foi aos 18 minutos do primeiro tempo e o primeiro gol foi sete minutos depois.

 

Daí para frente, o Grêmio tocou bola com qualidade, superando até mesmo as irregularidades do gramado. Seus jogadores trocavam de posição, apareciam para receber, recebiam e davam sequência à jogada — às vezes com mais um bom passe e em outras com um ou dois dribles. Assim como a superioridade numérica em campo fazia sobrar espaço de um lado e de outro, a superioridade técnica fazia sobrar talento.

 

O desavisado haverá de desmerecer o placar elástico dizendo que contra 10 é mais fácil. É mesmo. Bem mais fácil, especialmente se o seu time souber jogar com a bola. Mas essa facilidade só se torna possível porque o Grêmio provoca as expulsões —- e não é de hoje nem com violência. Lembro de já ter tratado do assunto na Libertadores, de 2017, e no Gaúcho, de 2018, nesta mesma Avalanche.

 

A velocidade das jogadas, a forma como o time se movimenta em campo, a quantidade de passes trocados e a precisão desses passes faz com que os espaços se abram. Por mais esforçado que seja o adversário é preciso correr mais, dobrar a marcação e ser muito cirúrgico na roubada de bola —- escrevi há cerca de um ano e mantenho minhas palavras. Na ânsia de retomar a bola e parar de correr atrás do nosso time, o marcador erra no bote e na batida. Cartão vermelho. E surge mais espaço para o Grêmio esbanjar qualidade técnica.

 

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O sorriso no rosto de quem gosta de jogar bola, na foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Esse Grêmio que fazia o olho brilhar, em 2016, nos fez ser o maior da América, em 2017, e teve seu futebol reverenciado, em 2018, é o Grêmio que tem a assinatura de Renato —- um técnico com a capacidade de levar para o vestiário o espírito vitorioso que o acompanhou na carreira de jogador.

 

Mais do que isso: um cara que, a despeito de suas frases de efeito e provocações verbais, entendeu a importância de estudar as mais modernas táticas do futebol, analisou cuidadosamente as estratégias usadas pelos times de melhor desempenho no mundo, montou uma comissão técnica capaz de identificar jogadores com potencial e que se encaixavam na sua ideia de futebol e, com tudo isso em mãos, agregou seu carisma e identificação com o torcedor gremista.

 

Como jogador nos deu os maiores títulos que sonhamos: a Libertadores e o Mundial, de 1983; além de ter sido campeão Gaúcho, em 1985 e 1986. Como técnico praticamente repetiu a dose: campeão da Copa do Brasil, em 2016; campeão da Libertadores e vice do Mundo, em 2017; da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Gaúcho, em 2018; e da Recopa Gaúcha, em 2019.

 

Mais do que todos os títulos que conquistou —- mas também graças a eles —-, Renato quando voltar para a praia no Rio de Janeiro terá deixado um legado na maneira de o Grêmio jogar bola.

 

Acabou a era do brutamonte que tanto nos fez vibrar, chorar e sofrer —- e nada contra aquelas batalhas campais, pois sei que foram elas que forjaram nossas conquistas históricas. Sei também que não fugiremos à luta se assim for necessário no amanhã para alcançarmos novas vitórias.

 

Renato deixou para trás os tempos em que se despachava a bola pra qualquer lado porque não se sabia bem o que fazer com ela; em que se deixava os adversários jogarem, torcendo para que em uma bobeada deles fizéssemos o gol salvador; em que o gol era apenas um detalhe na nossa trajetória.

 

O Grêmio de Renato nos ensinou a gostar do jogo bem jogado, a se deslumbrar com o talento, a não ter medo do drible e a valorizar a técnica em detrimento a brutalidade.

 

O Renato do Grêmio nos ensinou a sorrir — e a sorrir com o mesmo sorriso que estará estampado em seu rosto, na estátua que será erguida nesta segunda-feira, dia 25 de março, na Esplanada da Arena.

 

Ali, pertinho de onde conquistamos nossos últimos títulos, sob o comando de Renato, estará a imagem de nosso atacante, em bronze e com quatro metros de altura, no momento em que ele comemorava um dos gols do Mundial de 1983. Uma homenagem ao maior nome que já passou pelo Grêmio. Para lembrar a cada um de nós, gremistas, porque somos o Imortal Tricolor.

 

O Renato merece essa estátua. O Grêmio merece Renato.