Mundo Corporativo: Ricardo Geromel fala dos novos negócios da China

 

 

“Não só ver a China como um mercado para importar produtos baratos e geralmente de baixa qualidade — como era no passado. Mas ver a China como pera aí, o que é que está acontecendo no futuro que ainda não chegou aqui? … e a gente fazer um colar e copiar, tropicalizando ou se inspirando em algumas ideais. E os grandes empresários brasileiros e do mundo inteiro estão fazendo isso” – Ricardo Geromel, empreendedor

A China tem 202 startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares — são empresas de capital fechado conhecidas pelo nome de unicórnio. Aqui no Brasil, o número de unicórnios não chega a dez.

 

As empresas chinesas levaram, em média, quatro anos para alcançar a essa marca, sendo que 42% delas ganharam o status em menos de dois anos —- um processo que leva, em média, sete anos, nos Estados Unidos.

 

Esses são alguns números que mostram a velocidade com que o ecossistema de startups se desenvolve na China, segundo Ricardo Geromel, CEO da StartSe, empresa criada em Minas Gerais e com escritório em Xangai, articulista da revista Forbes, nos Estados Unidos, e autor do livro “Bi.lio.ná.ri.os”.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, ao programa Mundo Corporativo, Geromel disse que a boa notícia é que as bilionárias empresas chinesas estão em um processo de internacionalização e interessadas em novos negócios no mundo, o que abre perspectiva de parcerias com empreendedores brasileiros. Ao mesmo tempo, ele chama atenção para a necessidade de se aprender com as estratégias usadas pelos chineses:

“O que eu diria que é o essencial: o chinês tem o tal do yin e yang, ele consegue funcionar a longo prazo executando no curto prazo; então, comece a criar relações com os chineses, eles nunca gostam de fechar negócios na primeira reunião, a primeira reunião é para a gente se conhecer”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

Que baita orgulho: Guga, premiado por desempenho acadêmico, lê “Jornalismo de rádio”

 

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Qual a chance de eu ter me emocionado ao ver que Guga, reconhecido por seu desempenho no mundo acadêmico, está lendo “Jornalismo de rádio”, que lancei em 2004?

 

Texto publicado no site da UCPel e escrito por Karina Kruschardt

 

Egresso do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Gustavo Bicca, ou Guga, como é conhecido pelos corredores da Instituição, foi homenageado pela Associação Nacional dos Educadores Inclusivos (ANEI BRASIL). Guga, que possui síndrome de down, recebeu o reconhecimento da entidade por seu desempenho no mundo acadêmico e produtivo.

 

Em discurso, durante a entrega do prêmio, o egresso afirmou que a conquista é uma valorização ao trabalho que desenvolveu e mostra o quanto a luta dele foi de grande valia. “Essa conquista não é só minha. Sabemos que a inclusão ainda não é como deveria ser”, enfatiza Guga. A entrega no prêmio aconteceu no dia 25 de junho, na cidade de Ouro Preto.

 

Gustavo, que já era técnico em Agroindústria, concluiu o curso de Jornalismo no final de 2018. Com o tema “Representatividade da Síndrome de Down nas Mídias de Massa”, ele recebeu nota 10 da banca avaliadora.

 

Existente desde 2011, a ANEI é uma associação voltada para a inclusão social, utilizando a formação de recursos humanos e a pesquisa científica como base para realização desse processo. A Associação tem como objetivo reunir todos os educadores inclusivos no Brasil.

Avalanche Tricolor: a primeira das últimas noites de Everton

 

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Copa do Brasil — Arena Grêmio

 

Gremio x Bahia

Everton comemora mais um gol em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Empatar em casa e ter de decidir vaga à próxima fase da Copa do Brasil no campo do adversário pouco me importa nesta noite em que o Grêmio voltou a jogar, após a parada para a Copa América. Time acostumado a essas situações e maduro o suficiente para encarar a pressão de um estádio lotado, como deve encontrar na próxima quarta-feira, tem capacidade para vencer, seja no tempo normal seja na cobrança de penaltis —- especialmente porque a atual edição da Copa não tem o tal gol qualificado fora de casa. E digo isso com todo o respeito ao time montado por Roger que, sabemos muito bem, é craque em organizar equipes.

 

Esta noite tinha algo muito mais especial a fazermos na Arena ou diante da televisão —- como foi o meu caso, exilado aqui em São Paulo e distante do meu time há muitos anos. Tínhamos Everton a assistir em campo. Jogador que o Brasil pediu em sua seleção, consagrou-se como goleador e o melhor da final da Copa América. Um cara que nos fez acreditar que futebol-arte não é coisa de nostálgicos. Joga a moda antiga. Encara o marcador — aliás, os marcadores, pois ninguém mais se atreve a deixá-lo no mano a mano. Tem sempre um ou dois na sobra com o olhar de quem está prestes a tomar um drible.

 

Everton tem um elenco de dribles à disposição. Na velocidade ou no gingado do corpo, deixa a turma para trás. Se encostam demais, ele trança as pernas e faz a bola se esgueirar no pouco espaço que sobra. Se recuam para não sofrer o drible, bate de fora na busca do gol. É um raro jogador que não tem medo de arriscar e quanto mais arrisca mais ganha a admiração do torcedor.

 

Aqui em casa, nos apaixonamos por ele naquela noite em que disputávamos vaga à final do Mundial, contra o Pachuca do México, no estádio de Al Ain, em dezembro de 2017. Sim, naquela vez eu estava no estádio. Eu e meus meninos estávamos na arquibancada, próximos do gramado, ao lado da área em que o Grêmio atacava. Área que Everton invadiu, desvencilhou-se dos marcadores e com um chute de curva colocou seu nome na história do tricolor.

 

Se para Everton aquele chute foi o pontapé inicial para uma fase incrível que vivencia até hoje com a camisa gremista, para mim foi um momento inesquecível em que comemorei um gol abraçado com meus dois filhos em uma arquibancada de futebol —- como fazia antigamente ao lado de meu pai. Pulamos como crianças, nos abraçamos, choramos —- sim, eu juro que vi os olhos deles cheio de lágrimas, repetindo o que fiz muitas vezes quando guri e assistia aos jogos no estádio Olímpico.

 

É essa alegria marcante que Everton me faz relembrar todas as vezes que entra em campo e parte em disparada na direção do gol. Fez isso quando estava na seleção —- e vibrei cada um dos seus gols na Copa América como se fosse do Grêmio. Fez isso na noite de hoje, em Porto Alegre. E o fará não sei mais por quanto tempo.

 

Tudo leva a crer que esses momentos estão chegando ao fim. Everton é objeto de desejo da maioria dos grandes clubes no exterior, contra os quais o futebol brasileiro não consegue mais competir. Assim como nesta noite, todas as demais se encerrarão com a mesma pergunta: quando Everton vai embora? E o fim desse roteiro conhecemos muito bem. Por isso, como disse no início desta Avalanche, pouco me importa se empatamos em casa. Tudo o que eu quero aproveitar, até o minuto final, até o instante do adeus, é Everton correndo, driblando e beijando a camisa do Grêmio a cada gol marcado.

 

Hoje, vivenciei a primeira das últimas noites de Everton no Grêmio.

Três faces de um mesmo Brasil desfilaram domingo no Maracanã

 

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A festa da vitória no Maracanã FOTO: Heuler Andrey/Agência O Globo

 

Havia 70 mil pessoas no Maracanã. Estavam lá para assistir ao futebol brasileiro, famoso pelos craques que exporta ao mundo e pela performance do passado, em que se diferenciava dos demais pela maneira alegre e eficiente com que tocava na bola. Hoje, tudo está mais parecido. Com a compra de nossos talentos, o que era diferencial se espalhou no mundo. Com o agravante que parte desse mundo tem mais dinheiro e capacidade de organização. E isso os faz maiores e melhores.

 

Quis o destino que o Maracanã lotado se encontrasse com o que ainda temos de excelência: o talento individual de alguns dos nossos. Antes de a bola começar a rolar, o estádio ficou em silêncio. Ou quase. Havia apenas um murmurinho entre os torcedores — como se um estivesse cochichando ao outro o motivo da homenagem. O alto-falante anunciou que faríamos um minuto de silêncio a quem soube privilegiá-lo: João Gilberto. O Maracanã parou para lembrar da morte de um dos maiores músicos de nossa história, que com o suspiro de voz e o dedilhar do violão influenciou o mundo da arte.

 

Logo que o árbitro calou o silêncio com o trilhar do apito, o Brasil expressou-se no drible de uns, na eficiência de outros e na perseverança da maioria de nossa seleção. Aqui nessas bandas ainda conseguimos ser superior pelo talento que apresentamos, mesmo que o passe não tenha mais a mesma precisão, o chute costume sair desviado e o gingado do corpo se mostre desengonçado diante do marcador. Há exceções, é claro. E a partir delas alcançamos a vitória.

 

Jogo encerrado, o Maracanã foi palco de mais uma expressão brasileira — mas não apenas nossa: o populismo. Como poucas vezes, assistiu-se o presidente desfilando no gramado, abraçando os campeões, erguendo a taça e posando para fotografias. Da arquibancada soaram aplausos e vaias — um misto do que é o Brasil nestes anos estranhos que vivenciamos.

 

O Maracanã, no domingo que se foi, abrigou três facetas de um mesmo país: a música, o futebol e a política — cada qual com o quem tem de melhor para se apresentar ao mundo. Se é que você me entende.

Sua Marca: a responsabilidade social das marcas ao criar tendências de comportamento

 

 

São as marcas que impõem comportamentos à sociedade ou o comportamento surge na sociedade e influencia as marcas? Para Cecília Russo e Jaime Troiano, comentaristas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, existe um efeito de retroalimentação quase que reproduzindo o dilema que ficou famoso na publicidade: Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

 

Apesar disso, também é inegável que, por exemplo, os padrões estéticos com os quais as marcas trabalham costumam surgir nas classes mais altas da sociedade e são impostos as demais camadas da pirâmide social — um movimento que se identifica quando se estuda a influência que as marcas têm no comportamento das pessoas, diz Jaime Troiano.

 

Diante dessa realidade, alerta Cecília Russo, as marcas precisam desenvolver uma responsabilidade social respeitando as características e desejos dos diversos públicos, sem perder o seu caráter aspiracional. No passado, tinha-se o sabonete Lux que usava como bordão “o sabonete das estrelas”, com a intenção de tornar acessível a todas as mulheres a sensação de beleza e luxo das artistas de televisão e cinema.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN, e tem a apresentação de Mílton Jung.

Conte Sua História de São Paulo: a milagre de Fátima na Vila Jaguara

 

Por Osnir G. Santa Rosa
Ouvinte da CBN

 

 

 
Em 1952, minha família estava morando numa casa alugada, enfiada no seio da Mata Atlântica, no bucólico bairro do Tremembé. Para as crianças, como eu, ali era o paraíso uma vez que tinha muitos pés de jaboticaba e outras frutas como pinhão, goiaba .. Achamos, certa vez, um enorme pé de pera willians que alguém havia plantado uns 40 anos atrás. Vivíamos, também, junto a passarinhos, galinhas, patos, cachorros e porcos. Assim, mesmo pobres, não faltava o que fazer para se divertir.

 

Meu pai era chofer de praça. Uma noite ao chegar em casa ele contou para minha mãe que havia servido o grande ídolo do Palmeiras, Caieiras. E que ele estava sofrendo muito com seu filho acometido de forte mal que hoje sabemos ser alergia, mas, naquele tempo, não se ouvia essa palavra. Minha mãe era muito religiosa, um tanto mística, devota fervorosa de Nossa Senhora Aparecida. Imediatamente, disse para meu pai: — Por você não disse pra ele pedir um milagre para Nossa Senhora Aparecida? Meu pai: — Puxa, é mesmo. Ele mora no caminho que eu faço todos os dias. Vou tentar dizer isso pra ele.

 

Alguns dias depois, ao chegar em casa, meu pai deu a notícia para minha mãe de que havia sugerido para o Caieiras aquela ideia de ele fazer uma promessa; e que ele gostou tanto que decidiu contratar os serviços de táxi para levar sua mulher e o garoto para Aparecida. Mamãe, sempre esperta, falou, então: — Olha, Lindo, como vai sobrar uma vaga no carro será que ele me deixaria ir também. Gostaria tanto de ver de perto Nossa Senhora Aparecida.

 

Claro que Caieiras não se opôs e foram todos visitar a Padroeira do Brasil. Chegando lá, conta minha mãe, que ao ver tanta gente pedindo milagres que decidiu, ela também, pedir o seu. E qual era o seu? Ter uma casa própria.

 

Passadas duas semanas, apareceu uma pessoa de origem nordestina no ponto de táxi do meu pai oferecendo um terreno com uma casinha em Vila Jaguara, extremo oeste da capital. Era tão longe que nem os motoristas de táxi sabiam dessa vila. Contando para minha mãe esse fato ela imediatamente viu ali a mão da Virgem. E disse, vamos lá conhecer. Se tiver luz, água e escola para os meninos vamos fazer o máximo de esforços pra comprar. E assim, em 1953, deixamos o Tremembé, depois de darem uma ajeitada na casinha em que chovia mais dentro do que fora. E é de onde escrevo este texto. Onde sofremos muito, e muito rimos e brincamos. Alto de Vila Jaguara, junto ao quilômetro 12 da rodovia que mal acabara de ser inaugurada, a Anhanguera.

 

Em tempo: meu pai chegou ver o filho de Caieiras já moço, mas não ficou sabendo se houve ou não o milagre.
 

 

Osnir Geraldo Santa Rosa é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: relacionamento profissional é determinante para quem busca emprego, diz Guilherme Fernandes

 

 

“Vá atrás de promover o seu conhecimento, adquirir maiores conhecimentos através de networking, as pessoas são imprescindíveis para isso, não existe inteligência artificial que substitua” —- Guilherme Fernandes, Alexander Hughes

Setenta por cento das contratações de altos executivos são resultado da rede de relacionamento profissional que deve ser construída ao longo da carreira e não apenas no momento em que se busca a transição para outro cargo. A informação é de Guilherme Fernandes, sócio e CEO da Alexander Hughes, especializada em recrutamento de executivos, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN.

“Essas vagas tem de ser prospectadas pelos executivos, e isso é através de networking, conversas, apresentações, simpósios, feiras, e todo o tipo de evento onde a pessoa possa se mostrar, perder a vergonha, partir para o ataque e mostrar quem ele é e onde ele pode ajudar as empresas”

Fernandes conta a experiência de um profissional que usava o saguão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para se relacionar com outras pessoas e investia em uma estratégia muito mais simples e barata do que se poderia imaginar: puxava conversa com todos aqueles que sentavam ao lado dele, sempre atento as oportunidades que aquele novo contato poderia gerar.

 

Com esse exemplo, o CEO da Alexander Hughes ressalta que os profissionais que estão em transição de carreira têm de ter planejamento, proatividade e dedicar muitas horas do seu dia na busca de um novo posto, cumprindo horário e tarefas como fazia na época em que ocupava um cargo de liderança na empresa.

 

Uma palavra de ânimo aos executivos que perderam o emprego após os 50 anos: é preciso entender que o momento é diferente assim como a realidade salarial, mas que as empresas têm interesse na sua experiência.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast e no canal da CBN no You Tube. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.

Campeões da consultoria

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Vicente Falconi, o mais eminente consultor brasileiro da atualidade, deixará até o fim do ano a empresa que fundou — o Instituto de Desenvolvimento Gerencial. A consultoria foi fundada por ele e José Martins Godoy, com quem dividiu por longo tempo a direção. Cabia a Godoy a administração e a Falconi a parte técnica. Aos 77 anos, Falconi sairá da operação e venderá suas ações em obediência a norma por ele criada com o intuito de abrir espaço aos novos talentos.

 

 

A trajetória do INDG foi significativa e basta citar que Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz colocam Falconi como um dos responsáveis pelo sucesso que ambos alcançaram.

 

 

Com Lemann, a história começou pelas mãos da secretária nacional da Economia Dorothéa Werneck, muito preocupada na época com a defasagem da indústria brasileira. Ao receber Marcel Telles, que foi solicitar autorização para aumento de preço, ela perguntou como estava a qualidade-total na Brahma e ouviu que a cerveja estava boa. A ministra explicou que não era essa a questão e sugeriu que Marcel procurasse Falconi. Por educação, Marcel procurou Falconi. Se conectaram. Estava iniciada a relação do INDG com aquele que se tornaria o mais proeminente grupo empresarial brasileiro.

 

 

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A saga de Falconi está bem contada no livro de Cristiane Correa: “Vicente Falconi o que importa é o resultado”. Uma história que se mistura a saga brasileira corporativa e burocrática ao citar casos significativos de empresas e governos. Fica aqui um convite à leitura, e segue abaixo alguns flashes da obra de Vicente Falconi.

 

 

Assista à entrevista da jornalista Cristiane Correa sobre o livro que foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

 

 

O professor Falconi, acadêmico rigoroso, era ao mesmo tempo discípulo da simplicidade.

 

 

Cartesiano, ele tinha um método simples para obter resultado:

“É entrar em uma empresa e buscar números, fatos e dados. Sem “achar” nada”.

Seguindo essa linha, absorveu dos japoneses a forma dos 5S e do americano William Edwards Deming  e do romeno Joseph Moses Juran o PDCA, a base da qualidade-total que alavancou o Japão. Completava seu sistema com a introdução de metas. E com método e metas ,conseguiu extraordinários resultados.

O 5 S:
— Senso de utilização: separando o útil do inútil, separando o desnecessário
— Senso de arrumação: ordenação do ambiente de trabalho
— Senso de limpeza: manutenção do local de trabalho limpo
— Senso de saúde e segurança: ambiente favorável a execução do trabalho
— Senso de autodisciplina: garantir o uso de todos os sensos

O PDCA
–- Plan, Do, Control, Action, ou seja, planejar, executar, controlar e agir corretivamente. A ciência deste processo está na repetição e disciplina

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ALGUNS PRINCÍPIOS DE FALCONI

— Sem medição não há gestão
— 3 a 5 metas para cada chefia
— Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
— Liderar é bater metas
— Desculpas são patéticas
— Alta rotatividade é inaceitável

Esse sistema levou ao sucesso grande contingente de organizações sob o seu comando.

 

 

Curiosamente, em relação a INDG a operação não permaneceu em céu de brigadeiro. E se pegarmos os casos McKinsey e Michael Porter, identificaremos um padrão inesperado, pois todos estes campeões da consultoria tiveram dificuldade em aplicar neles próprios os remédios que receitaram e executaram com sucesso em seus clientes.

 

 

McKinsey teve problemas como CEO da Marshall Field, empresa têxtil. Michael Porter ao lado do sucesso como expert em Estratégia fechou, em 2002 a consultoria Monitor, fundada em 1983.

 

 

A fala de McKinsey é emblemática:

“Nunca antes, em toda a minha vida, soube como era muito mais difícil tomar decisões empresariais próprias do que aconselhar os outros a respeito do que fazer”

Ficamos então com as questões:

 

 

Quem ensina precisa saber fazer para si mesmo?
Falconi, McKinsey e Porter são padrão ou exceção na execução?

 

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: morei ao lado dos galinheiros da 25 de Março

 

Por Eduardo Britto
Ouvinte da CBN

 

 

Tenho 53 anos, nasci no Hospital do Servidor Público Estadual, mas como no dia seguinte minha mãe já estava em casa, na rua 25 de Março, considero que nasci bem no centro da cidade, entre o Parque Dom Pedro II e o Pátio do Colégio.

 

Naquele tempo, segunda metade da década de 1960, a rua 25 de Março já tinha um comércio forte. Nada parecido com o volume e a ebulição do comércio atual. Na verdade, o quarteirão em que eu morava, os primeiros 200 metros dessa rua tradicional, até hoje tem um movimento bem diferente do resto da rua. Naquela época alternava comércio de tecidos e galinheiros — isso mesmo, havia um grande comércio de galináceos naquele trecho. Bem, as aves foram embora, algumas lojas de tecidos estão lá até hoje, mas é um trecho, digamos, bem parado e decadente.

 

Tive a chance de conhecer o Parque Dom Pedro ainda com flores e jardins. Em volta do Palácio das Indústrias havia um tanque e chafariz com peixinhos vermelhos! Isso mudou quando começaram as obras do metrô nas praças Clóvis Beviláqua e Sé, e os ônibus que faziam ponto final lá mudaram para o novo terminal no Parque Dom Pedro II, que perdeu o verde, ganhou asfalto e cimento, nunca mais foi o mesmo.

 

Joguei muita bola na praça Fernando Costa, no encontro da 25 de Março com a rua General Carneiro, onde havia um grande gramado e árvores, uma praça que parecia do interior. Hoje ela está soterrada por barracas de comércio ambulante…

 

Em 1972, eu tinha nove anos, mudamos para o Bixiga. Mudamos só no meio daquele ano, e como eu tinha que começar o ano letivo já na escola nova, passei a tomar um ônibus, linha Previdência da CMTC, às 6h30 da manhã, no Parque Dom Pedro II — o ônibus que me deixava na rua da Consolação, na Escola Estadual Marina Cintra. O grande desafio era conseguir descer naquela altura da Consolação, pois o ônibus era hiper-lotado, e algumas vezes eu estava antes da catraca —-naquela época entrávamos pela porta de trás — e só conseguia descer quando o ônibus desovava a maioria dos passageiros, no Hospital das Clínicas.

 

Numa das vezes, lembro muito bem, eu desci lá nas Clínicas e, tendo perdido a hora, e querendo economizar o dinheiro da volta, desci a pé a Consolação, passei na frente da escola e continuei descendo, atravessei o Viaduto do Chá a rua Direita, a rua General Carneiro. Fui até a minha casa. Quantos quilômetros a pé e com apenas nove anos. Os pais naquela época não se preocupavam com os filhos andando na rua; e realmente não tinham razão para se preocupar.

 

Fiz o ginásio no Marina Cintra. Já o colegial me permitiu ter um dos maiores orgulhos de minha vida acadêmica: através de um “vestibulinho” consegui entrar no Colégio Caetano de Campos, coisa que a minha mãe sempre tentou no passado e não conseguiu, porque era uma escola estadual das elites. Em 1977, fiz o 1º ano do colegial naquele prédio suntuoso do Caetano de Campos, e já no ano seguinte, 1978, o prédio deixou de ser usado como escola para as obras da linha vermelha do metrô. Então, uma parte dos alunos foi para o novo e moderno prédio do Caetano, na Pires da Mota, na Aclimação, e um grupo, eu incluso, foi para a unidade do Caetano que ocupou o belo casarão da antiga escola alemã, o Colégio Porto Seguro, na praça Roosevelt.

 

Era uma época em que eu e toda minha geração tivemos a oportunidade de conhecer uma escola pública de muita qualidade, em São Paulo.

 

Eduardo Britto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br.

Sua Marca: saiba equilibrar repetição com inovação

 

“São as duas grandes vertentes do bom branding, combinar o quanto eu me inspiro com o que dá certo, já conhecido, e o quanto eu preciso arriscar com as coisas que não existem” – Jaime Troiano

A distância que separa a repetição da inovação costuma ser mais sutil do que pensamos. As marcas que mostraram novos caminhos não saíram do zero, estavam inspiradas em ações já realizadas mas não temerem se arriscar na busca do novo. O equilíbrio entre inovação e repetição foi o tema da conversa do jornalista Mílton Jung com Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN.

 

O gestor de marcas tem de fazer um cuidadoso mapeamento do que o mercado, as pessoas, os consumidores dizem, pensam e, principalmente, sentem. Pois ao conquistar esse conhecimento abre novas fronteiras e dá um impulso para além dos limites conhecidos e mais ocupados por outras marcas.

 

Uma das lições que aprendeu ao longo da carreira, segundo Troiano, foi que se você der ao consumidor apenas aquilo que ele pede, cuidado porque alguém pode oferecer algo que ele nunca tinha visto antes e pelo qual vai se apaixonar.

 

Já Cecília Russo lembra de uma marca com a qual trabalhou há 25 anos, dedicada ao mercado de congelados, que teve enorme dificuldade para se firmar, pois o consumidor ainda não estava preparado para aquela novidade:

“A inovação tem um timing para acontecer”

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.