Dia 2 de abril, o Dia Internacional da Checagem #FactCheckIt

 

 

Foi bom enquanto durou. Agora, resolveram estragar a brincadeira dos tempos de criança. E a coisa perdeu a graça, ficou séria demais e com impacto incalculável na vida das pessoas e na reputação das organizações.

 

Falo do 1º de abril, Dia da Mentira, lembrado ontem, em meio a distribuição dos ovos de Páscoa. Quem nunca caiu numa lorota contada pelos amigos? Na escola, em casa ou lá na Saldanha Marinho, onde morei na minha infância, fui vítima da gurizada um sem-número de vezes.

 

Lembro dos jornais, revistas e programas de rádio que sempre abriam páginas e falas para trazer uma informação ridiculamente falsa, que todos sabiam que era mentira. Na maioria das vezes, nos divertiam. Em outras, pensamos: pena que não é verdade!

 

Os maus-caracteres tomaram para si a prática, profissionalizaram o negócio e passaram a espalhar a ideia para propositalmente influenciar a opinião pública e prejudicar pessoas e instituições.

 

Com a ajuda digital, a mentira, que sempre identificamos como sendo algo com perna curta, passou a alcançar facilmente seus alvos no outro lado do mundo. E ganhou nome e sobrenome: fake news.

 

Hoje, nós que fazemos jornalismo sofremos duplamente com essa história: os que não não gostam de notícias contrárias, dizem que somos fabricantes de fake news; os que não gostam do outro lado, ao forjarem informação confundem as coisas e tentam nos levar para a vala comum.

 

Na contra-mão das notícias fraudulentas ou forjadas, se fortaleceram grupos especializados em checar fatos: Agência Lupa, O Truco e Aos Fatos, apenas para citar algumas empresas que atuam aqui no Brasil. A maioria delas faz parte da International Fact-checking Network (IFCN), que reúne 140 membros pelo mundo, e promove nesta segunda-feira, dia 2 de abril, o Dia Internacional da Checagem.

 

Como se percebe, a data é proposital. Vem logo depois do Dia da Mentira. Quer chamar atenção para a importância de termos jornalistas capacitados apurando informações e em busca da verdade.

 

Na campanha #FactCheckIt produziram um vídeo, que você assiste na abertura deste post, resultado de ação desenvolvida em várias partes do mundo, nas quais o cidadão foi provocado a responder se para ele a verdade importa ou não.

 

No site da IFCN, você encontra ainda uma série de artigos que nos ajudam a refletir sobre o tema e desconfiar quando estamos sendo alvos de uma notícia mentirosa.

 

Uma boa maneira de você, que não é jornalista, ajudar no combate a mentira, é pensar duas vezes antes de dar cliques, likes e compartilhar as informações que recebe nas redes sociais.

 

Afinal, tenho certeza que para você a verdade importa.

Avalanche Tricolor: o Grêmio é cruel!

 

Grêmio 4×0 Brasil-PEL
Gaúcho – Arena Grêmio

 

Jael

Jael comemora com Everton o 3º gol (reprodução SPORTV)

 

A goleada na primeira partida da final dá a dimensão da diferença técnica entre o Grêmio e os demais times que disputam o Campeonato Gaúcho. Mesmo aquele que teve a melhor campanha até aqui na competição não foi capaz de conter o talento tricolor e acabou praticamente nocauteado, nessa tarde de domingo.

 

Haverá alguém que questione esta diferença e justifique o placar ampliado pela expulsão do zagueiro adversário pouco antes do fim do primeiro tempo. É verdade, o cartão vermelho facilitou nosso serviço. Mas se aconteceu, pode colocar na conta do Grêmio.

 

A velocidade das jogadas, a forma como o time se movimenta em campo, a quantidade de passes trocados e a precisão desses passes faz com que os espaços se abram. Por mais esforçado que seja o adversário é preciso correr mais, dobrar a marcação e ser muito cirúrgico na roubada de bola.

 

É cruel!

 

A paciência do marcador diminui com o passar do tempo, as faltas ocorrem com mais frequência e por mais permissivo que seja o árbitro as punições ocorrem. Um amarelo aqui, outro ali, uma bronca acolá e, daqui a pouco não tem mais opção: vermelho.

 

Foi o que aconteceu na Arena, mais uma vez.

 

O Grêmio entrou em campo com dois volantes que dizem muito sobre a qualidade do time. Geralmente as equipes têm um volante com algum talento na saída de bola e outro no desarme. Maicon e Arthur rodam pelo meio de campo e conduzem a bola com uma habilidade impressionante.
É cruel!

 

À frente dos volantes aparece Luan que é perseguido por um, dois, três … hoje chegou ter cinco jogadores em volta dele … e não perde a bola por nada neste mundo. A cabeça está sempre erguida para enxergar um companheiro mais bem colocado. A corrida pelo gramado é elegante. Dificilmente é desarmado. E só resta ao marcador derrubá-lo. Ou atropelá-lo, como fez o zagueiro justamente expulso no fim do primeiro tempo.

 

É cruel!

 

Pelos lados aparecem Everton, um velocista, e Ramiro, um incansável. Everton finaliza mais, Ramiro marca mais. Cada um com sua características, sempre aparecem livres para receber, pois têm agilidade e conseguem dar boa sequência na jogada.

 

Everton, aquele que nos colocou na final do Mundial, dá sinais que vai pelo mesmo caminho de seu antecessor Pedro Rocha. Muitas vezes cobrado por desperdiçar jogadas de gol, começa a se posicionar melhor em campo e finalizar melhor. Hoje marcou dois.

 

Ramiro descobriu-se cobrador de falta. Mais uma vez soube aproveitar o chute de longa distância, bateu forte na bola e deu a ela efeito capaz de “driblar” o goleiro.

 

É cruel!

 

E lá na frente …. bem, lá na frente tem o Cruel em pessoa.

 

Jael faz cara feia quando não marca, faz cara feia quando recebe falta e faz cara feia para o adversário. Mas sorri como nenhum outro quando percebe a utilidade de seu futebol para o time do Grêmio.

 

Hoje, foi imprescindível no passe. Sempre recebendo de costas para o zagueiro, toca para um companheiro mais bem colocado e, com a humildade que o caracteriza, os deixa em condições de fazer o gol. 

 

Colocou a bola por trás dos marcadores para Everton fazer o primeiro, forçou a defesa do goleiro permitindo que Alisson fizesse o segundo e deu passe de letra magistral para Everton fazer o terceiro. Só não participou do quarto gol porque já não estava mais em campo.

 

O Grêmio que já havia vencido a primeira partida das quartas-de-final por 3 a 0, a primeira da semifinal por 3 a 0, começa a decisão do Gaúcho com uma goleada clássica: 4 a 0.

 

O Grêmio é cruel com seus adversários!

Conte Sua História de São Paulo: apenas por um instante

 

Por Marcelo Kassab
Ouvinte da rádio CBN

 

 

 

Apenas por um instante

Permita-me não ser como antes,

A garoa que beija minha fronte 

Trai meus sentidos, muda horizontes.

 

Os caminhos que me trazem desvios

Na cidade grande dos delírios,

Pensamentos perdidos, poluídos

Nas lentas marginais onde morrem os rios.

 



Ser só em meio ao tumulto

Alheio de mim, sob o céu carrancudo,

Em arenas disfarçadas de avenidas

Cavalos motorizados, insana corrida.

 

Luta inglória contra o tempo,

Em pressa que não alcança os ponteiros.

Passos largos, escravizados, sem freios,

Atropelam virtudes, esmagam preceitos.

 



Não sei onde começas nem onde terminas

Já não me acho nem por mim mesmo.

Nas ruas paulistanas andando a esmo

Ponderando erros e minguados acertos.

 

Talvez consinta em perder a razão,

Esquecer o caminho de volta,

Ofuscado por faróis e neons

O acaso faz a minha escolta.

 

Hoje o sol não se pôs

Hoje o sol nem nasceu

As estrelas nos negaram seu brilho

A Lua se escondeu.

 

Já não sei mais se quero estar ali

Meus sentidos em constante confronto

Fugir da cidade grande é um desejo

Ir ao seu encontro, um sonho.

 

Marcelo Kassab é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é da Débora Gonçalves e a narração de Mílton Jung. Conte mais um capítulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: de volta às origens

 

Grêmio 1×1 Avenida
Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Arthur comemora mais um gol em foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O último título não faz muito tempo: foi a Recopa Sul-Americana, há pouco mais de um mês. Resultado da mais importante conquista que alcançamos neste século: a Libertadores, vencida em novembro de 2017. Um ano antes já havíamos levantado a Copa do Brasil, pela quinta vez na história. Teve ainda o vice-campeonato Mundial, em dezembro do ano passado.

 

O círculo virtuoso que estamos experimentando desde 2016 nos leva de volta às origens quando nos credencia a disputar a final do Campeonato Gaúcho, que se inicia na Páscoa.

 

Verdade que, pela dimensão alcançada pelo Grêmio, estar na final de uma competição estadual não é mais do que sua obrigação. Sabemos, porém, que a necessidade de atender compromissos maiores nos fez deixar o Gaúcho em segundo plano nos últimos tempos.

 

Mesmo neste ano, iniciamos a competição com um time bastante jovem que pagou muito mais caro do que merecia diante da falta de experiência e entrosamento. Um fato que nos impôs desafio ainda maior para chegarmos onde chegamos.

 

Sempre bom refrescar a memória do leitor, especialmente aquele que pregou o desespero. Lembra que você falou em rebaixamento – isso mesmo, Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho? Ou quando você, menos exagerado, não apostou um tostão furado na nossa classificação?

 

Pois é, entramos em sexto lugar, despachamos o co-irmão, resolvemos a fatura ainda no primeiro jogo da semi-final e agora estamos prontos para disputar o título.

 

Aliás, disputar mais um título (que se dê a devida ênfase a esta frase) …

 

Há algum tempo, Renato chegou a dizer que havíamos formando um grupo que não tinha medo de vencer. Ontem à noite, diagnosticou o Grêmio com uma doença “saudável”: estamos viciados em ganhar.

 

E por louco que somos em ganhar é que nosso treinador dedicará todo seu esforço e do grupo para levantar este caneco que, como escrevi, marcará o retorno às nossas origens.

 

Foi no Rio Grande que iniciamos nossa trajetória.
Nos campos gaudérios, fizemos história.
No nosso rincão, forjamos esta personalidade guerreira.

 

Que seja o Gauchão nosso próximo título!

Varejo físico e virtual juntos e na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Um novo formato de loja de moda em que após o processo convencional de escolha e venda o consumidor recebe a mercadoria comprada, em casa, tem despontado como novidade aprovada no varejo.

 

É um sistema que se destaca pela aceitação de um segmento de consumidores e por facilitar alguns itens do processo de comercialização tradicional.

 

O perfil do cliente para esse formato não é único. Ao juntar a experiência física de compra com a potencialidade de alternativas do virtual, serve tanto ao consumidor da geração 4D quanto ao conservador, que requer o contato com o produto e com a vendedora.

 

Sob o aspecto do processo de abastecimento, há um passo significativo para resolver um dos maiores problemas do varejo: a previsão de vendas da loja. A esse respeito, Eliya Goldrat, um dos maiores autores sobre processos industriais e comerciais, coloca o “gargalo” na indústria e a “previsão de vendas” no varejo como os grandes desafios destes processos.

 

Historicamente, esse formato de loja virtual na loja física surgiu há cerca de 20 anos, quando do primeiro boom da internet. Embora sem resultado positivo. Ainda era a época da miopia de marketing em que se dizia que roupa nunca seria vendida pela internet.

 

Da C&A, que foi uma das precursoras deste formato no início deste século até a AMARO, a nova pioneira, e a BASICO.COM tivemos uma evolução, ou melhor, uma revolução de hábitos e tecnologia que explicam o insucesso de ontem e o sucesso de hoje.

 

Para quem aposta nos multicanais e está atento ao “omni-channel” e ao “unified commerce” é aconselhável acompanhar mais este formato.

 

Sem miopia.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: barba, cabelo e bigode, com toda a elegância

 

Avenida 0x3 Grêmio
Gaúcho – Estádio dos Eucaliptos – Santa Cruz/RS

 

Arthur

Arthur completou o serviço no segundo tempo

 

Barba, cabelo e bigode. No passado, era assim que se descrevia uma tarefa que havia sido realizada por completo. E assim pode-se descrever a tarefa cumprida pelo Grêmio no simpático estádio e complicado gramado de Santa Cruz do Sul, nesta tarde de domingo.

 

Desde os primeiros movimentos, percebia-se que superar o campo ruim e pesado dos Eucaliptos seria mais difícil do que vencer o adversário que jogava em casa.

 

Apesar de enfrentarmos um time que se propôs a fincar-se diante de sua área e de lá não sair, com o objetivo de não levar gols, o toque de bola do Grêmio era envolvente a ponto de encontrar espaço para jogar.

 

Com a área congestionada, preferimos arriscar de fora e tivemos sucesso nos pés de Ramiro, aos 8 minutos de partida. Aliás, no pé esquerdo de Ramiro, o que não é comum ao meio-campista destro do Grêmio que tem revelado um excelente chute, como já vimos em algumas cobranças de falta, nos últimos jogos.

 

Barba feita, fomos em busca do segundo gol que veio dois minutos depois. A fórmula foi a mesma. Ou quase. Troca de passe veloz e precisa. Deslocamento de jogadores de um lado e de outro. Jael recebeu de Luan na esquerda e ao tentar devolver a bola foi desviada na mão do marcador. Luan cobrou bem o pênalti.

 

Renato chegou a pedir serviço completo ainda no primeiro tempo. Gato escaldado tem medo de água quente, costumava dizer seu Alecir, barbeiro que me atendia nos tempos em que morei em Porto Alegre. Melhor matar o adversário quando ele ainda está tonto do que deixá-lo ir para o vestiário, se reorganizar e reagir. Não foi atendido, mas contou com Marcelo Grohe que mais uma vez fez das suas para impedir qualquer reação: que baita goleiro, heim seu Alecir?!?

 

Fomos para o vestiário com barba e cabelo feitos. E não demorou muito para aparar o bigode, também. Aos 12 do segundo tempo, após nova troca de passe bem elaborada, Arthur recebeu de Everton de frente para o gol. Havia dois marcadores em cima dele, então com a elegância que lhe é comum, Arthur puxou a bola para trás, deixou os dois zagueiros abraçados  e com o mesmo pé que fez o corte completou o serviço: 3 a 0.

 

Restou para a segunda partida, na Arena, quarta-feira à noite, apenas o banho de “aqua velva – aquele toque invisível de distinção que todos notam”, como se lia na publicidade antiga desta que foi das mais famosas águas pós-barba que já conhecemos.

 

 

Conte Sua História de São Paulo: como criança, brinquei entre os pingos de chuva

 

Por Ivani Dantas
Ouvinte da rádio CBN

 

 

Olhei para aquela chuva de verão e pensei em quantas vezes tive vontade de me enfiar debaixo daquelas gotas mornas, pisar nas poças d’água, correr por entre os pingos como na infância, na volta da escola!?

 

Aquelas calhas jorrando água pelos muros, correndo pelas sarjetas e a sensação única da água entrando pelos sapatos, inflando nossas meias como bexigas. E o melhor: sem a severa proteção da mãe, que não permitia esses riscos de se pegar um resfriado.

 

Vou? não vou?? Não, não cabem mais as dúvidas de outros tempos… Encaro olhares sutis de reprovação? E o cabelo? Vai ficar horrível? Interrogações eternas.

 

Tirei as sandálias pensando em quantas chuvas de verão vão me convidar a essa alegria de criança nos próximos 67 anos. Fui!

 

Que delícia pisar naquelas poças d’água enquanto os amigos pensavam seriamente em chamar um atendimento de emergência, antecipando, no chamado, a necessidade indiscutível de uma camisa de força… Será que pensaram? Que importa?

 

No meio da minha farra aquática vejo Juju, a florzinha adolescente, desabrochando para a vida, querendo também soltar as amarras e participar daquela festa. Apesar da presença da mãe, não havia os riscos nem super proteção. A parceria fez brotar ainda mais a vontade de correr, se não pelas sarjetas, hoje tão sujas e contaminadas, mas em torno do prédio, o que era possível.

 

Uhu!!! Bora lá!

 

Oportunidades não se perdem assim…

 

Curtimos nossa transgressão. Agora falta encontrar o que vestir de uma criança de 67 anos numa menina de 13. Opostos? Que nada! Lá foi a Juju, linda no meu vestido colorido e atemporal com suas formas perfeitas, cheias de vida para gastar.

 

Recolhi minha flacidez no meu vestido de listras que me aqueceram a alma lavada. E não é que aprendi?

 

Obrigada parceirinha amada! Você, como a chuva, me fez muito feliz!!

 

Ivani Dantas é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é da Débora Gonçalves e a narração de Mílton Jung. Conte você também a sua história enviando seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: fui demitido, e agora?

 

 

“Falar sobre demissão é um tabu; as pessoas tem muita vergonha e eu sempre falo: o que me salvou foi não ter vergonha”. Sem ter vergonha de perder o crachá e com a responsabilidade de quem precisaria iniciar-se em uma nova carreira profissional, Claudia Giudice deixou para traz o trabalho de jornalista e executiva de comunicação para se transformar em empreendedora no setor de pousadas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo, da CBN, ela conta como reorganizou sua vida para enfrentar essa transição forçada de carreira.

 

Giudice entende que a melhor maneira para se conseguir um novo emprego é conversar, falar e compartilhar sua situação com outras pessoas, desde os parentes, amigos e até profissionais de outros setores. Já em relação a busca de um plano B, ela sugere que se comece a pensar não tema a partir da identificação do seu patrimônio pessoal: “o que você gosta de fazer? Você gosta de falar? Você gosta de ficar quieto, no seu canto? É concentrado ou disperso? É ativo e mão na massa ou você prefere delegar e dar ordens? Isso é o seu DNA”.

 

A experiência e Claudia Giudice está no livro ““A vida sem crachá – a dor de perder um emprego e a experiência de dar a volta por sinal com um plano B”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN com a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves

Avalanche Tricolor: por Marcelo, vamos ganhar este Gauchão

 

Inter 2 (2)x(3) 0 Grêmio
Gaúcho – Beira Rio/Porto Alegre-RS

 

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Marcelo Grohe comemora a classificaçao em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Sofrimento não faltou neste campeonato.

 

As escolhas no início da temporada não deram o resultado esperado. Com um time de jogadores da base, salvo alguns agregados do grupo principal, o desempenho ficou aquém da expectativa. O nome do Grêmio rondou a parte mais baixa da tabela de classificação até praticamente as últimas rodadas da primeira fase.

 

Os catastróficos estavam prevendo o pior, sem levar em consideração o potencial do time que, sob o comando de Renato, se preparava nos bastidores para a temporada longa de jogos importantes. Dois deles, inclusive, logo no início do ano quando disputamos e vencemos a Recopa Sul-Americana.

 

Houve até quem fizesse discurso, diante de algumas injustiças cometidas por árbitros, que o Grêmio deveria deixar de lado o estadual para não prejudicar a campanha nas competições que realmente interessavam no ano: Libertadores e Campeonato Brasileiro, por exemplo.

 

Os matemáticos chamados a mostrar suas contas pareciam incrédulos na possibilidade de o Grêmio impor uma sequência de vitórias que lhe tirasse da parte de trás da competição e o colocasse entre os oito classificados às finais. Preferiam falar em chances para não cair. Pobres coitados! Tão obstinados pelos números, esqueciam do poder de reação que sempre marcou a história gremista.

 

Ao fim e ao cabo, o Grêmio chegou às quartas de final não na última vaga, mas em sexto lugar e com uma vitória na casa de seu principal adversário, que lutou desesperadamente por um empate apenas para não ter o dissabor de enfrentar o tricolor já na etapa seguinte. Sabia o que teria pela frente.

 

O Grêmio chegou grande e forte no momento decisivo da competição e mostrou sua superioridade no domingo passado, na Arena quando encaminhou sua classificação à semifinal com uma goleada de 3 a 0.

 

Na noite desta quarta-feira, diante da torcida adversária e de um time que tem como sua maior pretensão no ano a conquista do estadual, o Grêmio somente precisava carimbar a passagem à próxima etapa. Fez um jogo sabendo desta missão.

 

É provável que ciente de sua superioridade e da grande vantagem que havia garantido no primeiro jogo tenha sobrado soberba. E isso sempre cobra um preço por mais talento e técnica que seu time tenha.

 

O Grêmio, como diz o lugar-comum dos jornalistas esportivos, jogou com o regulamento embaixo do braço, e se expos a riscos. Riscos calculados é verdade, pois como se viu nos momentos finais da partida, bastava colocar a bola na grama, trocar alguns passes e o talento que nos deu a Copa do Brasil, a Libertadores e a Recopa, nestes últimos anos, se revelava novamente.

 

Jogou o suficiente para se classificar e aprendeu a lição. É o que espera Marcelo Grohe, segundo se ouviu na entrevista que ele concedeu ao fim da partida. Nosso goleiro confidenciou ao repórter de campo que antes do jogo se iniciar lembrou a seus colegas que neste ciclo vitorioso que estamos vivendo ainda não havíamos vencido o Gauchão.

 

Marcelo, um dos dois únicos remanescente do último título gaúcho que o Grêmio conquistou, ainda chama o estadual no aumentativo, coisa que evito há bastante tempo, pois entendo que o campeonato perdeu importância especialmente diante dos verdadeiros desafios que temos pela frente.

 

É bom que ele alerte seus colegas e chame minha atenção, também, para a necessidade de reconquistarmos este troféu. Até porque, Marcelo sabe que o Grêmio está condenado a disputar cada jogo como uma decisão. É assim que nossas história foi forjada. E, independentemente do tamanho do campeonato, o Grêmio tem de ser grande em campo, sempre.

 

Vamos ganhar o Gauchão – e o chamarei assim, a partir de agora – por Marcelo Grohe.
 

Procura-se candidato com semântica correta e homogênea

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Sessão no Senado em foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

 

Uma batalha semântica sempre esteve presente no mundo politico, onde partidos usam palavras como “democracia” e “social” invertendo o significado.

 

Ignorância ou engodo?

 

A verdade é que o nível de destempero da classe politica exorbitou e chegou a ponto em que “politica” e “partidos” passaram a serem palavras indesejáveis. Os partidos estão deixando de usar o vocábulo que mais os caracterizam. A palavra “partido” começa a ser retirada das siglas que as representam.

 

O atual prefeito de São Paulo João Doria usou como principal bandeira de sua candidatura o argumento que era gestor e não político. Uma fuga que durou pouco, pois ao se lançar candidato ao governo do Estado comprova que é politico. E da antiga escola. Nega a premissa e nega a promessa. Não vai permanecer como prefeito até o fim do mandato.

 

Entre a dezena de candidatos que se apresenta como pretendente à presidência há um fator que merece atenção especial. Como se sabe nenhum dos poderes da nação tem mostrado desempenho satisfatório. E ainda assim há uma intromissão indevida nas escolhas da população.

 

O governo não dá conta do público e se mete no privado.

 

A maioria dos presidenciáveis expõe plataformas heterogêneas sobre o aspecto conceitual. Predominam as propostas liberais para a economia e tradicionais para o social e comportamental. Posição que endossa a atual situação, onde o público avança no social.

 

Até agora, há apenas o programa do partido Novo aproximando-se do liberalismo de forma homogênea. Pois intitula-se de direita propondo o liberalismo econômico e salvaguardando a liberdade individual a temas pessoais. Dentre outras medidas propugna o fim do fundo partidário, o porte de arma e a decisão do aborto para a pessoa.

 

Esperemos que mais novidades se juntem a Amoedo e Doria enquanto Flavio Rocha se decide.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung