Celular ao volante não é legal: vídeo usa cenas de pedestres para alertar motoristas

 

 

Cenas de pedestres usando o celular enquanto caminham são usadas para alertar os motoristas sobre os riscos de usar o telefone ao volante. O vídeo, produzido pelo governo da África do Sul, termina com imagens fortes de acidente de carro provocado por uma motorista que acessava o celular.

 

Recebi este material de um ouvinte do Jornal da CBN, motivado pela campanha “Celular ao volante não é legal”, que lançamos na semana passada no programa, durante a Semana Nacional de Trânsito.

A CPI do Romário ou como o mundo explica o futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

ROMARIO

 

Romário garante que os documentos levantados pela CPI que foi realizada entre 2014 e 2016, além de terem servido de munição para a prisão de dirigentes, podem também condenar Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira.

 

No “Bem, Amigos” do SPORTV, numa postura efetiva de senador artilheiro, Romário discorreu sobre os percalços que enfrentou na CPI do futebol contra a bancada da bola. Acostumado ao confronto com zagueiros adversários, sempre duros e algumas vezes desleais, ainda assim foi driblado e atropelado pelos nobres colegas.

 

Entre os dissabores apontados, o time de seis que formou inicialmente foi inflado para onze, com a inclusão de senadores que não tinham o interesse investigativo que foi estabelecido para a CPI que criara. Um deles, Collor, nunca foi a nenhuma das reuniões.

 

Romero Jucá como relator não aceitou a proposta de Romário para incluir como trabalho final o relatório de ambos, ficando somente o de Jucá. Aquela locução inicial de Romero apelidando a “CPI da dupla Ro-Ro” foi mesmo uma piada de mau gosto. Ou, mau presságio.

 

Romário acredita que o resultado foi positivo, pois os documentos encontrados pela CPI estão lá e um aprofundamento poderá condenar muitos, numa análise pela Policia Federal e Ministério Público.

 

A CBF imediatamente às declarações de Romário enviou ao programa uma nota que foi lida afirmando que não há provas para as acusações. E Del Nero investigado há dois anos afirma que é inocente.

 

É um cenário que acostumamos diariamente. Todos os acusados se declaram inocentes até diante de áudio visuais comprobatórios. Neste caso a curiosidade de Marco Polo Del Nero, com nome do mais ilustre dos viajantes, não viajar jamais, para não correr risco.

 

De outro lado, podemos dizer que a obra de Franklin Foer “Como o futebol explica o mundo” é um fato, mas a saga de Romário no senado está mais para o contexto de “Como o mundo explica o futebol”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Generosidade multiplica minha satisfação pelo Comunique-se em “empreendedorismo”

 

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Felipe Andreoli (apresentador), Natalia Viana (Agência Pública), Peter Fernandez (99), eu e Serginho Groisman (apresentador)

 

Há quem apresente o Prêmio Comunique-se como o Oscar do Jornalismo. Foi assim que os organizadores o auto-intitularam lá no início, há 15 anos. É assim que muitos dos meus colegas de profissão se referem a ele. Hoje cedo, no Jornal da CBN, ouvi Arnaldo Jabor fazer esta referência quando enalteceu o prêmio pelo fato dele celebrar uma das maiores conquistas da democracia: o jornalismo livre. Esse jornalismo que incomoda da direita à esquerda. Que não é poupado pelos que estão no poder, os que querem assumi-lo e, às vezes, até mesmo pelos que se sentem subjugados por ele (pelo poder, lógico).

 

Exageros à parte, o Comunique-se transformou-se em um prêmio relevante para os profissionais da comunicação tendo seus vencedores superado três etapas de votação. Neste ano, foram mais de 600 mil eleitores no total, a maior parte jornalistas, estudantes e gente ligada ao segmento.

 

 

Ao longo do tempo, estive no palco como finalista por inúmeras vezes e conquistei o troféu de Melhor Âncora de Rádio, em 2009 e 2014. Na noite de terça-feira, ao lado das repórteres Maria Desidério (Exame) e Vivian Codogno (Estadão) fomos finalistas da categoria jornalismo de empreendedorismo, criada nesta edição para destacar os profissionais que fazem a cobertura do tema através de reportagens, entrevista e edição em TV, rádio, jornal, revista ou internet. A diretora da Agência Pública, Natalia Viana, venceu a categoria “jornalista empreendedora”.

 

Muito em função do trabalho que realizo no programa Mundo Corporativo, e pela própria popularidade que a rádio CBN nos oferece, venci a recém-criada categoria, o que me fez, aos mais de 50 anos, sentir-me como um pioneiro. Fiquei especialmente feliz porque há algum tempo tenho me dedicado a olhar o campo do empreendedorismo de forma especial. Lá mesmo na rádio, estive à frente do CBN Young Professional e agora sou parceiro de Thiago Barbosa no CBN Professional, produzido exclusivamente em podcast, em parceira com a HSM Educação Corporativa.

 

Faz parte deste trabalho voltado ao empreendedorismo, o livro “Comunicar para liderar”, escrito em co-autoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, e lançado pela editora Contexto, em 2015. Nele falamos da importância em se desenvolver a capacidade da comunicação quando se pretende comandar uma empresa, um grupo de trabalho ou a sua própria carreira. Parte do sucesso dos empreendedores está relacionada a forma como interagem com seus diferentes públicos, desde sócios, parceiros de negócios até clientes e a própria mídia.

 

Cobrir o tema do empreendedorismo e das corporações também nos oferece um tremendo desafio pois caminhamos por uma linha tênue que jamais pode ser ultrapassada. Temos de tratar de empresas, de negócios e de profissionais, sempre com o viés jornalístico sem permitir que interesses comerciais influenciem a cobertura.

 

Nessa área, costumamos ter na mídia impressa profissionais especializados fazendo trabalho de excelência e com muito apuro, e tive ao meu lado como finalista dois belos exemplos – a Mariana e a Vivian. Na mídia eletrônica, por muito tempo surgiram programas com tendência comercial que deixavam de lado os critérios jornalísticos. O Mundo Corporativo, criado há 15 anos, tem a intenção de apresentar o conhecimento e a experiência de líderes empresariais e do empreendedorismo, de gestores, consultores e coachs com atuação nas mais diversas áreas da economia. Uma cobertura pautada pelo interesse público e com foco no desenvolvimento profissional.

 

No caso específico do empreendedorismo, o Brasil sempre foi um campo fértil, na maioria das vezes, porém, proveniente de uma ação voluntariosa de pessoas que, sem encontrar espaço no mercado de trabalho, partiam para negócios próprios. Gente que, por falta de conhecimento e dificuldades estruturais, abrem empresas e lançam negócios insustentáveis. Esse cenário tem sido alterado com o surgimento de personagens e casos de sucesso que empreendem com profissionalismo, investem na inovação e transformam a sociedade.

 

Minha colega Miriam Leitão, na conversa que tivemos logo cedo no Jornal da CBN, lembrou que o empreendedorismo “libera a criatividade do povo brasileiro, ocupa um espaço importante e privatiza a economia brasileira”. Ela salientou que a prática resulta em empresas que nascem por conta própria, se financiam com fundos na maior parte das vezes privados, disponíveis no mercado: “isso é que atualiza e moderniza a economia brasileira”.

 

 

Usar o jornalismo para incentivar o empreendedorismo é uma boa forma de fazer parte deste processo de desenvolvimento no país, sem jamais perder a independência, o equilíbrio e o olhar crítico sobre os fatos.

 

Minha satisfação em receber o Comunique-se na categoria “cobertura em empreendedorismo” se multiplicou a partir das várias mensagens recebidas, nesta quarta-feira, de ouvintes pelo Twitter, Facebook, WhatsApp e e-mail. É o maior incentivo que eu poderia ter. E sou muito grato pela generosidade de todos.

Código de Defesa do Cidadão, do Eleitor e do Contribuinte

 


Por Julio Tannus

 

CODIGO

 

Vamos lutar para a constituição de um Código de Defesa do Cidadão, do Eleitor e do Contribuinte, e exigir:

 

• Redução drástica das despesas do Judiciário, Governo, Congresso e outras instâncias do Estado Brasileiro, através da diminuição de cargos e outras medidas

 

• Reforma do sistema político com propostas eleitorais claras e bem objetivas. Em caso de não cumprimento arcariam com o peso da demissão.

 

• Representação proporcional a população dos Estados da União, no Congresso Nacional Brasileiro

 

• Fim do voto de legenda

 

• Fim de acordos políticos espúrios

 

• Cargos que exigem conhecimento técnico nos governos federais, estaduais e municipais a serem preenchidos por profissionais competentes e não por políticos

 

• Fim da reeleição em todas as instâncias governamentais

 

• Trazer maior proteção a todos os contribuintes para evitar possíveis abusos na relação que atualmente é bastante problemática e desigual

 

• Redução drástica da carga tributária incidente na pessoa física dos cidadãos e cidadãs do Brasil – IRPF, IPTU, etc.

 

Vamos começar por aí!!!

 

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Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, coautor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), autor do livro “Razão e Emoção” (Scortecci Editora)

Celular ao volante não é legal: apoio do ministro e tecnologia que identifica motoristas com sono

 

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A campanha “Celular ao volante não é legal!” ganhou o apoio informal do ministro da Defesa Raul Jungmann. Ele foi entrevistado sobre o uso das Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, no Jornal da CBN. Perguntei sobre o fato de um dos principais traficantes do país estar em prisão de segurança máxima mas, mesmo assim, ser capaz de comandar as ações de seu bando, na Rocinha. Jungmann defendeu medida que impeça o uso de celular dentro das prisões. Ao tratar do assunto, abriu um parênteses e comentou que apoiava a ideia que acabara de ouvir na CBN quando, em bate-papo com Cássia Godoy, eu chamava atenção para a necessidade de abandonarmos o celular enquanto estivermos dirigindo. Foi informal, foi voluntário, mas é sempre importante saber que o recado que transmitimos na rádio chega aos ouvidos de autoridades. Que alcance os motoristas, também.

 

Desde a semana passada temos recebido várias colaborações sobre medidas adotadas para mudar o hábito de motoristas e amenizar o impacto dessa distração. O Guilherme Muniz, da revista AutoEsporte, falou da função Driving Mode, que passa a fazer parte do iPhone com o novo sistema operacional iOs11. Quando a função está acionada, o celular não recebe notificações na tela, diminuindo os estímulos de distração do motorista. Têm ainda as tecnologias que clonam no painel digital do carro aplicativos dos celular, reduzindo a necessidade de o motorista tirar os olhos da pista.

 

 

Soube ainda que a Ford também tem apostado na tecnologia para manter os motoristas mais atentos, especialmente aqueles que dirigem com sono. O cansaço é causa de um em cada cinco acidentes de trânsito. Os modelos Fusion e Edge têm câmeras que avaliam o nível de atenção e fadiga do motorista. Se o carro começou a balançar de mais dentro da faixa de rolamento, sinal de alerta. Não por acaso, além de um alarme, aparece no painel o símbolo de uma xícara de café. Trocou de faixa com freqüência sem dar a seta, o volante treme e se não houver reação do motorista, o equipamento mesmo trata de corrigir a direção.

 

 

Mais uma colher de chá – ou de café – para os motoristas cansados. Nos modelos Fusion e Focus, pelo comando de voz do sistema de conectividade SYNC 3, basta o motorista pedir: “quero um café”. O carro automaticamente identifica cafeterias próximas e guia o motorista até o local. Se disser “quero parar”, também receberá o caminho mais curto onde possa descansar.

 

 

Caso você conheça outras experiências que ajudem os motoristas a reduzirem o nível de distração, conte para a gente. Vai ser bem legal!

Avalanche Tricolor: vamos ao que interessa?

 

Bahia 1×0 Grêmio
Brasileiro – Arena Fonte Nova

 

 

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Jogadores discutem com auxiliar (reprodução Premier)

 

Vamos discutir se foi pênalti ou não o escorregão de Edílson, já nos acréscimos?

 

Fosse eu, não marcaria. Claro que não! A começar pelo fato de que eu jamais me atreveria a entrar em campo para arbitrar uma partida de futebol. Tenho coisa melhor pra fazer na vida. E claro que não porque afinal sou gremista e minha visão sempre estará influenciada pela emoção que emana do coração. Sem pipocar, assinalaria o tiro de meta. E aí de quem viesse reclamar! Seria recebido com o cartão vermelho na mão.

 

Vai que o lance fosse do outro lado do campo? A favor do Grêmio e já nos acréscimos? Você daria pênalti? Eu, com certeza. E o consideraria indiscutível. Sairia de campo sem entender porque tanta polêmica. Todo mundo viu!? “O lateral deles escorregou e bateu no pé do nosso atacante. Até não queria fazer a falta. Uma fatalidade. Mas claro que foi pênalti para o meu Grêmio”, teria dito.

 

Sendo assim e diante da minha parcialidade o melhor a fazer nesta Avalanche, caro e raro leitor, é deixar esta “brigalhada” sobre se foi ou não pênalti para os entendidos (e como os temos no futebol brasileiro).

 

Talvez seja mais produtivo para o restante do campeonato e, especialmente, para aquilo que mais nos interessa nesta temporada – ser campeão da Libertadores – buscar respostas para o fato de termos mais uma vez jogado com a bola no pé e sob nosso domínio a maior parte do jogo e não termos conseguido transformar isso em gol.

 

Depois daquele 5×0 no início de setembro, já jogamos cinco partidas e marcamos apenas um gol. Tudo bem, foi o gol mais importante que tínhamos de ter marcado nesta temporada, pois nos deixou ainda mais próximo desta obsessão que temos pela Libertadores. Jamais trocaria aquele gol marcado de cabeça por Barrios, quarta passada, por qualquer outro que deixamos de assinalar neste Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

 

Aliás, sobre gols que deixamos de marcar, mais uma curiosidade: nas últimas nove partidas fizemos apenas em duas. Tudo bem, fizemos naquela mais importante que tínhamos de ter feito etcetera e tal …. Mas talvez seja um bom assunto para nos fazer pensar.

 

Eu disse pensar e não reclamar como tenho visto muitos dos nossos por aí.

 

Nosso time tem o melhor ataque do Campeonato Brasileiro com 40 gols, cinco a mais do que o líder e quatro a mais do que o segundo ataque com melhor desempenho. Joga o futebol mais bonito desta competição, mesmo que a tenhamos deixado em segundo plano em várias rodadas. Faz um jogo interessante, a despeito de marcar gols ou não.

 

O que mudou nessa última leva de jogos foi a ausência de Pedro Rocha por um lado, de Luan por todo o campo e, na maior parte das rodadas, de Barrios dentro da área. E isso, evidentemente, faz muita diferença em uma equipe de futebol por mais equilibrado que possa parecer o seu elenco.

 

Com o ímpeto de Rocha não podemos mais contar, infelizmente. Com o talento de Luan e o oportunismo de Barrios, porém, basta ter um pouco de paciência. Logo e no momento em que mais precisarmos, daqui um mês, na semifinal da Libertadores, ambos estarão firmes e fortes de volta a equipe. E os espaços se abrirão para que eles e seus colegas cheguem ao gol que está escasso nessas últimas partidas.

 

Sem contar que ouvi falar da possibilidade de Douglas e seus passes incríveis estarem disponíveis em breve, o que abre novas opções de escalação. Seja bem-vindo, Douglas!

 

Com a equipe recuperada, nossos talentos em campo e focado apenas no principal objetivo desta temporada, os gols tendem a voltar com mais facilidade e assim não precisaremos ficar na dependência da decisão de um árbitro e seus auxiliares.

Conte Sua História de SP: na terra em que “benção” é “bom dia”

 

Por Izaura Costa do Prado
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Sou de Paripiranga, estado da Bahia. De lá fui para Aracaju, em Sergipe, mas o grande passo foi vir para  São Paulo, mesmo sem ter, até então, parente algum morando aqui. Eu queria conhecer a cidade sobre a qual tinha lido na cartilha escolar,  onde o personagem paulistano dizia:

 

– Bom dia, titio!

 

Fiquei admirada pois na minha terra, em vez de bom dia titio, dizíamos:

 

– Sua benção, tio!

 

Na década de 1950, a cidade já era agitada e os bondes circulavam cheios de trabalhadores. Assim que cheguei, mesmo sem experiência, consegui emprego como aprendiz de costureira na Rua Prates, região da José Paulino. Trabalhei no mesmo local por 17 anos. Fazia horas extras, economizava tudo o que podia e mesmo sem os benefícios do vale-transporte, cesta básica ou tíquete refeição – na época não existia nada disso – consegui guardar o dinheiro suficiente para dar entrada no imóvel que moro até hoje, no bairro da Casa Verde.

 

Era um terreno com dois cômodos inacabados mas pelo menos era meu canto. Alguns anos depois conheci meu marido, me casei e tenho uma filha que teve a oportunidade que não tive: concluir o ensino superior.

 

Ela diz que a melhor decisão que tomei na vida foi vir para São Paulo, diz ter sido um ato de coragem pois cidade grande pode assustar. É verdade, mas quando a gente é nova nem pensa nisso.

 

Aqui era e ainda é a cidade das realizações para quem se dispõe a trabalhar duro e lutar em busca dos objetivos. Os problemas podem ser grandes mas a cidade é  maior que todos eles.

 

Izaura Costa do Prado é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Carros estarão mais atentos em motoristas distraídos

 

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Celular ao volante é ilegal, perigoso e pode matar. Distrai o motorista e motoristas distraídos são responsáveis por 80% dos acidentes de trânsito e 17% dos acidentes fatais, nos Estados Unidos. Nada disso, porém, tem sido suficiente para convencer os motoristas a abandonarem o hábito de enviar texto, consultar informações e conversar com outras pessoas pelo smartphone enquanto dirigem. Sem muita esperança de mudar o comportamento do ser humano, cientistas investem na mudança do comportamento dos carros.

 

Reportagem da Wired, sugerida pelo Thássius Veloso, comentarista de tecnologia da CBN, editor do TechTudo, da globo.com (além de ouvinte do Jornal da CBN), mostra que a aposta agora é no uso da inteligência artificial. Pesquisadores desenvolvem software que emitirá alerta sempre que identificar que o motorista está distraído. Poderá chegar ao ponto de assumir a condução do próprio veículo.

 

Os sistemas testados detectam movimentos da cabeça e das mãos, podem fazer rastreamento ocular e “enxergar” quando o motorista desvia a visão da estrada, e combinam todas essas informações com a velocidade, localização e forma de condução do carro. O uso de algoritmo e a troca de informações do próprio sistema, em redes automatizadas e inteligentes, tornarão a identificação cada vez mais precisa sabendo diferenciar quando ele apenas consultou uma informação no painel ou está realmente desatento.

 

Os cientistas entrevistados pela Wired dizem que se o carro cada vez mais entende o que está em seu entorno – a partir do desenvolvimento de veículos autônomos que ainda estão em estágio inicial – passará a entender, também, do que acontece dentro dele.

 

Leia aqui a reportagem completa da Wired:

 

WANNA STOP DISTRACTED DRIVING? MAKE CARS THAT WATCH THEIR HUMANS

Avalanche Tricolor: ‘Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra’

 

 

Grêmio 1×0 Botafogo
Libertadores – Arena Grêmio

 

 

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Neste 20 de Setembro havia três brasileiros disputando a Libertadores da América. Apenas um deles sobreviveu em campo na luta pelo título: o único que é Imortal. Diante de mais este feito, só me resta cantar, daqui de Belo Horizonte, onde me encontro nesta noite, para que todos ouçam por toda a América:

 

Como a aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

 

 

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

 

 

 

De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

A Guerra da Guararapes: ação do MPT leva maior fábrica de confecção do mundo a deixar o Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Protesto contra ação do MPT  em São José do Seridó, no RN (Foto: Divulgação/ Governo do RN)

 

Em 2010, o Grupo Guararapes tinha na cidade de Estremoz, divisa com Natal RN, a maior fábrica de roupas do mundo. Eram 20 mil funcionários. Sob o aspecto governamental esta grandiosidade, em contraponto com a pobreza da região castigada pela seca, mostrou que a criação de unidades fabris de produção de roupas era uma boa e, talvez, única solução para absorver mão de obra local.

 

Assimilando essa posição e anexando-a a necessidade do crescimento e da agilidade que o Grupo que dirigia estava exigindo, Flavio Rocha convenceu o Governo do Estado a criar o projeto que viria se chamar PRÓ-SERTÃO.

 

Implantado em 2013, o sistema PRÓ-SERTÃO para Flávio Rocha era a realização de um sonho originado ao visitar a ZARA, quando o fast-fashion começava a dar as cartas. Na Galícia, a ZARA operava um processo de produção ágil o suficiente para fabricar a tempo as novidades da moda.

 

Do sonho, o “Galícia Potiguar”, conforme vislumbrava Flávio, veio o sucesso com a adesão de cidades, marcas importantes como a Hering e pequenos empreendedores que formavam um robusto parque industrial de faccionistas.

 

Entretanto, um enorme contratempo, que já se delineava desde 2010, surgiu em julho deste ano. O MPT – Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte, através do Grupo de Procuradores do Trabalho, vinculados à CONAFRET – Coordenadoria Nacional de Combate a Fraudes, cobra da Guararapes R$ 37,7 milhões de indenização. Valor correspondente a parte do lucro obtido com o trabalho das facções, em uma ação baseada na suposição da existência de subordinação estrutural e responsabilidade estrutural da empresa na operação das facções.

 

Essa ação, encabeçada, como todas as anteriores, pela promotora Ileana Mousinho, exige a contratação direta de todos os empregados das facções, elevação dos preços pagos, abastecimento garantido, etc.

 

A empresa que congrega, além da fábrica, as LOJAS RIACHUELO, devido a multas e indenizações impetradas pela Dra. Ileana de R$ 41 milhões e acordadas em R$ 6 milhões, reduziu a participação de mão de obra local de 60% para apenas 20%. Na fabricação, tem expandido suas operações fora de nossas fronteiras, na China e Paraguai.

 

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Centenas de pessoas se reuniram em Seridó do RN contra ação do MPT (Foto: Divulgação)

 

Essa compulsória migração de mão de obra reflete provavelmente o atraso de nossa legislação trabalhista. Entretanto, há aqui algo a investigar, quando o principal executivo do Grupo acusa ser vítima de perseguição. Em recente manifesto dirigido à promotora Ileana Mousinho, Flavio Rocha pede:

 

“O nosso setor tem o potencial de transformar a realidade socioeconômica do Rio Grande do Norte. Basta que a Sra. deixe o ódio de lado e nos deixe trabalhar”.

 

É oportuno observar a difícil tarefa de estabelecer deveres e direitos, pois se não houver equilíbrio o direito defendido poderá tornar-se desnecessário pela extinção do propósito.

 

As costureiras domiciliares, que tanto serviram à periferia carente, que não podia sair de forma convencional para o trabalho, devido a obrigações com parentes idosos ou doentes, foram extintas pela exigência formal.

 

As oficinas externas, se passarem a responsabilidade das contratações de mão de obra e as demais obrigações empresariais aos contratantes, também serão extintas.

 

Quem irá contratá-las?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

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