Conte Sua História de SP: Caetano que me desculpe, mas esta esquina é a da turma de Avaré

 

Por Antonio Carlos Nogueira

 

 

Lembrar dos anos de 1960 leva-me de volta aos tempos da esquina da Ipiranga com a São João, em frente ao Bar do Jeca, famoso na época. Do outro lado da avenida, o Bar da Brahma.

 

Todos os finais de semana, eu e os amigos de Avaré, interior paulista, nos reuníamos para apreciar as garotas que passeavam pelas calçadas, faziam a volta pela Barão de Itapetininga, Dom José, passando ao lado de cinemas e cafés.

 

Que bom recordar essa época: amigos como o Flavinho, o Ximbica, Marcelino, Hadel Aurani (campeão de judô) Paulinho Curiati, e outros que já partiram como o Mauricio – o Gordo, Valdir, Wellington – o Urutu … era o ponto de encontro da turma de Avaré, gente que fez o ginásio juntos, o curso científico no Coronel João Cruz, a escola de técnico de contabilidade do Padre Celso, Instituto Sede Sapience tudo lá em Avaré.

 

Depois todos foram para capital para continuar os estudos em faculdades e também trabalhar, pois os empregos no interior erram escassos e faculdades não existiam na maioria das cidades com até 50 mil habitantes.

 

Essa esquina, a Ipiranga com a São João, veio ficar famosa pela música de Caetano Veloso e hoje, quando ouço, me traz muitas lembranças dessa época, pois vivo em Fortaleza, Ceará, e, graças a internet, posso continuar o contato com esses amigos que não vejo, ao vivo, há 40 anos.

 

Mundo Corporativo: Jorge Coelho criou a franquia de asfalto para pequenos e médios empresários

 

 

Com uma “usina” 20 vezes menor do que as convencionais, o empresário Jorge Coelho, da Único Asfalto, conseguiu desenvolver na sua empresa um modelo de franquia no setor de fabricação de massa asfáltica. Esse é um mercado amplamente dominado por grandes empreiteiras, mas com a inovação implantada nos equipamentos e o tipo de produto aplicado foi possível gerar oportunidades também para pequenos e médios empresários.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN, Coelho conta detalhes do negócio que criou e explica o que é necessário para ser um empreendedor neste setor: “tem de gostar de colocar a mão na massa, tem de ser comercial, tem de ser articulado, tem que ser empreendedor, tem de pensar grande; nosso franqueado tem de sair a campo, tem de trabalhar, tem de oferecer e convencer, e se houver disponibilidade, ele vai ficar na mesa do cliente e na mesa do fornecedor. Eu não tenho mesa e não quero que o meu franqueado tenha mesa”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram neste quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Range Rover Evoque, o luxo inglês agora conversível

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A montadora britânica Land Rover acaba de lançar o novo Range Rover Evoque Convertible, chamado de “primeiro SUV compacto de luxo conversível”. O modelo é baseado em sua versão de três portas, mas ao invés do teto rígido, traz uma capota elétrica que é recolhida em 18 segundos e erguida em 21 segundos.

 

Design, requinte, sofisticação sem jamais deixar de pensar na segurança: em caso de capotamento, um sistema automático leva apenas alguns segundos para levantar duas barras atrás da segunda fileira de bancos para proteger os passageiros.

 

O Evoque Convertible fará sua estreia durante o Salão de Los Angeles, e começará a ser vendido no Reino Unido em 2016, e posteriormente deve chegar ao mercado brasileiro.

 

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Será que o modelo de luxo conversível terá que enfrentar a Crise no Brasil?

 

Ao que os números indicam, o modelo da montadora britânica tende a ter suas vendas bem sucedidas no Brasil. Se por um lado o mercado automotivo de massa vive um momento péssimo por conta da situação do país, o mercado de alto luxo nesse segmento vai muito bem, obrigado. De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, as marcas BMW, Audi e Mercedes-Benz, que juntas dominam 70% do mercado automotivo de alto padrão no Brasil, venderam cerca de 14 mil unidades de janeiro a abril, o que representa um crescimento de 18% somente nesse período. São veículos com preços que variam de R$ 96 mil a R$ 960 mil reais.

 

Seguindo os números acima, certamente o Evoque Convertible terá sucesso de vendas no país. O preço internacional do veículo é a partir de USD 50 mil (cerca de R$ 200 mil). Se pensarmos nos impostos que incidem nos produtos importados no Brasil, certamente o veículo terá um valor de venda bem acima desse montante, ou seja, “acessível” a poucos e privilegiados consumidores.

 


Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Audiências públicas mostram contradições entre Zoneamento e Plano Diretor, em São Paulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Participação popular em audiência pública (Foto: Regina Monteiro/arquiteta)

Participação popular em audiência pública (Foto: Regina Monteiro/arquiteta)

 

A última rodada das audiências públicas para a Lei de Parcelamento do Uso e Ocupação do solo da cidade de São Paulo se encerra esta semana. Antes do resumo consolidado de todas elas, que faremos ao término das audiências, vale a pena enfatizar alguns fatos ocorridos na da regional Sul, realizada na terça-feira, das 19h à 23h.

 

Do público presente, 54 usaram a palavra dos quais aproximadamente 35 eram favoráveis à preservação e 15 apoiavam os corredores, notadamente os comerciantes do Planalto Paulista, Campo Belo e Brooklin.

 

Destacamos e indagamos ao mesmo tempo à Comissão de Política Urbana qual a metodologia que será usada para avaliar e decidir sobre as proposições apresentadas pelos oradores. Aparentemente pela fragmentação constatada será difícil um ordenamento.

 

Quais os pesos que terão as opiniões e sugestões emitidas? E qual a orientação mestra? Deveria ser o Plano Diretor, mas até agora não há indícios de que suas premissas serão cumpridas.

 

Heitor Marzagão, membro do Conselho Municipal de Política Urbana tocou direto neste ponto, de forma que explicitou ao Vereador do PTB Paulo Frange:

 

1. O Plano Diretor propõe a proteção às ZERs e o Zoneamento as desprotege
2. O Plano Diretor propõe restrição aos Corredores e o Zoneamento os amplia
3. O Plano Diretor propõe apenas estudar a possibilidade de haver Casas de Repouso nas ZERs, e o Zoneamento inclui ainda Templos.
4. O Plano Diretor propõe criar Zonas de Amortecimento e o Zoneamento cria Zonas de Impacto
5. O Plano Diretor propõe Zonas de Centralidade com 28m e o Zoneamento com 40m

 

Por fim, Heitor cobrou de Frange a reunião anteriormente prometida e negada com as 42 entidades a favor da preservação. O vereador finalmente, diante do público marcou para esta quinta-feira, às 16h. Esperamos que seja realizada.

 

Vamos continuar acompanhando, mesmo porque está em jogo é a qualidade de vida dos moradores de São Paulo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Formandos do EJA do Colégio Santa Maria dão aula de cidadania

 

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Inspirar a cidadania é uma pretensão do Adote um Vereador, criado em 2008, com o objetivo de aproximar as pessoas da política da sua cidade. Pretensiosos que somos conseguimos avanços importantes, especialmente nos primeiros anos, com a criação de um grupo ativo, que agitou a Câmara Municipal de São Paulo, conseguiu provocar mudanças de procedimento e foi capaz, inclusive, de aprovar projetos de lei. O Adote contaminou cidadãos de outras partes que passaram a desenvolver ações em suas cidades, por sua conta e risco.

 

Neste mês de dezembro, às vésperas do início de um ano em que teremos eleições municipais, os pretensioso do Adote um Vereador têm o que comemorar. No Colégio Santa Maria, tradicional na zona sul de São Paulo e cenário de lutas políticas no passado, 97 alunos da Educação de Jovens e Adultos estarão se formando no ensino médio. Não é apenas mais uma turma que alcançou sua meta e tenta mudar sua própria vida. É uma turma que não satisfeita com seu ambiente urbano buscou mudar a vida de todos os demais que estão à sua volta e, há três anos, se engajou no Adote um Vereador.

 

Incentivados pela professora Maria Cecilia Ferraiol, foram conhecer o que se fazia na Câmara Municipal de São Paulo e, dada a primeira impressão, resolveram olhar mais de perto o trabalho dos vereadores. Mapearam oito parlamentares que se elegeram pela zona sul da capital paulista e mantém escritórios políticos próximos a escola e os acompanharam durante um ano. Promoveram debates com esses vereadores, colocando em pauta as observações que fizeram das atuações de cada um deles.

 

A mobilização dos estudantes os levou a participar das audiências públicas do Plano Diretor, os motivou a atuar na escolha de candidatos para os conselhos de representantes das subprefeituras e trouxe para a escola o programa “Câmara no seu bairro”, que contou com a presença de 32 vereadores. Foram ativos na campanha popular que permitiu a incorporação pela prefeitura do prédio do Hospital Santa Marina, que havia falido, e se transformou em um centro de atendimento de emergência, pediátrico e geriátrico.

 

Em outro projeto ligado ao tema “política e cidadania’”, a turma do EJA do Colégio Santa Maria participou do projeto “Cada gota conta” no qual criaram alternativas para enfrentar a crise hídrica e compartilharam suas experiências, a medida que a maioria já havia sofrido com a seca no Nordeste, com os alunos do ensino regular que nunca tinham passado por tal situação. Das discussões surgiram cisternas e aquecedores solares de baixo custo e campanhas de conscientização sobre a necessidade de racionalizar o consumo de água.

 

No dia 18 de dezembro, este pessoal todo estará comemorando mais uma etapa vencida com a formatura no ensino médio. Para nós, eles merecem mesmo é o diploma do Ensino Superior da Cidadania.

 

O Adote um Vereador se orgulha dessa gente!

Avalanche Tricolor: talento e juventude põem mais uma Libertadores na conta

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Futebol não é matemática, mas a soma de alguns fatores tende a um resultado positivo. Quer um exemplo?

Troca de bola precisa + triangulação de jogadores + drible + chute certeiro =  gol.

E assim foi o primeiro gol do Grêmio.

 

Everton, Marcelo Oliveira, Everton de novo, o drible, o espaço conquistado sobre o marcador e o chute distante do goleiro. Foram eles que protagonizaram a jogada pelo lado esquerdo, capaz de desestruturar o adversário. Poderiam ter sido quaisquer outros dos gremistas em campo, pois Roger teve a capacidade de montar uma equipe que se impõe pelo talento, mesmo que em alguns momentos demonstre imaturidade.

 

Fomos imaturos muitas vezes nesta competição, o que nos fez desperdiçar lances de gols após belas tramas construídas pela equipe; ou ao perder pontos com gols levados nos minutos finais em contra-ataque; ou, como hoje, quando a ansiedade pelo resultado nos impediu de segurar a bola da maneira devida, o que parece ter levado Roger à loucura.

 

Como reclamar, porém, dos efeitos da juventude deste time se foram os jovens, a começar pelo próprio técnico de 40 anos, com idade bem abaixo da média nacional, os responsáveis por alguns dos momentos mais importantes no Campeonato Brasileiro. Hoje, além de Everton, de 19 anos, Luan, do alto dos seus 23 anos, nos ofereceu a alegria da vitória.

 

A propósito: a matemática, esta que não tem quase nada a ver com o futebol, também nos foi favorável no segundo gol. A cobrança de falta foi desenhada na planilha dos jogadores que se reuniram em torno de  Luan. O goleiro deles bem que percebeu que alguma surpresa sairia daquela falta e tentou impedir com todos seus artifícios. Mas nosso atacante calculou com precisão como bater na bola, a força necessária, o ponto certo por onde deveria passar e a distância que esta precisaria percorrer para chegar ao seu destino. O esforço para encontrar o resultado certo incluiu até uma variável: a possibilidade de deslocamento do goleiro. Puxando o traço: mais um gol do Grêmio.

 

Sei lá quanto foi calculada aquela defesa de Bruno Grassi, aos 44 do segundo tempo, mas o lance não poderia deixar de ser citado nesta Avalanche,  até porque, também por causa dele, somamos mais três pontos na tabela de classificação, o que nos permite, entre outras coisas, a chegar ao fim da temporada com desempenho invejável contra os primeiros colocados.

 

Você já fez as contas? Ganhamos quatro pontos de seis disputados com o Corinthians e seis pontos dos seis disputados com o Atlético Mineiro. Isso diz muito do time de Roger.

 

A combinação de resultados na última rodada ainda pode nos dar de presente o segundo lugar e cerca de R$ 6 milhões na conta bancária.  Mas o  que interessa mesmo é que hoje, independentemente da matemática, podemos comemorar com muita alegria a passagem para a Libertadores que, afinal de contas, é o nosso objetivo maior.

 

A foto deste post é do álbum Grêmio Oficial no Flickr

De terror, mudança e Era de Aquário

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Desde o final dos anos 1960, nossa consciência empreende incríveis mudanças e avanços, todos os dias, a toda hora. Quase banal; mas valores que eram até então respeitados vêm sendo estraçalhados. Criança, menino e menina, tem boca mais suja que pau de galinheiro, tem comportamento de marginal e sem sombra de dúvida aprende em casa o que exibe na rua. Só para começar a descrever o panorama.

 

Valores? Mas o que são valores?

 

Nada que se possa comprar com o vil metal, meu caro. Valores são o verdadeiro luxo: nossos talentos, a moral e a ética, que parecem ter ido para a cucuia, como dizia meu pai.

 

Educação Moral e Cívica não dá para encomendar da China pela internet. Sorry, não dá! Esse valores é o que a gente aprendeu em casa e na escola, ricos e pobres, matéria obrigatória em todas elas. Antes de entrar para as salas de aula, os alunos se agrupavam em forma de coro, respeitosamente, em silêncio, a bandeira era hasteada e o Hino Nacional Brasileiro cantado por todos, todos! a plenos pulmões. E era nesse clima que começávamos o dia de estudos de verdade, e a equipe da escola, seu dia de trabalho.

 

Hoje, uma imitação grosseira do civismo se casou com a intolerância e deram à Luz o terrorismo, o ódio e muita morte, muita violência física, moral e de todo tipo que se possa imaginar hoje, porque amanhã nascerão outras. Infelizmente.

 

Incrível como é simples matar um humano e impossível matar uma ideia…

 

O vil metal é o único que continua reinando soberano. Mentira, fuxico, violência e roubalheira formam o hit do momento; um hit fétido e incompreensível.

 

Não sinto que haja um embate entre os que podem mais e os que podem menos; entre os que sabem mais e os que sabem menos, os que ganham mais e os que ganham menos. Sinto que existe uma força nos fazendo acreditar nisso, para tirar vantagem. Conheço o tipo.

 

Mas é o fim do mundo?

 

Nananinanão; é só o começo, meu bem, da limpeza, do expurgo, da desinfecção dos órgãos de dentro e aqueles de fora, para que a gente possa viver e respirar melhor. Nós todos, toda gente, de todo tipo, de toda cor, de todo tamanho e feitio. Toda gente de toda religião, de todo gosto, de expressões únicas e intransferíveis. E respeito, respeito e mais respeito.

 

Eu gostaria de ver, antes de partir desta vida, o povo em paz, sem medo um do outro, sem a diária intenção de desarmonia entre os que invejam tua alegria. Sem a disputa malvada, inescrupulosa e peçonhenta que vemos fermentar. Na Era de Aquário, que vem chegando, devagar, mas vem, tudo isso será História, e as pessoas nem vão acreditar no que vão ler nos seus aparelhinhos, que nem posso imaginar como serão.

 

A tarefa de preparo para que isso tudo aconteça ainda melhor do que podemos imaginar é tua e minha, dele e dela, nossa e deles. Igualmente. Vamos arregaçar as mangas! É em casa que se começa.

 

#éemcasaquesecomeça

 

Pensa nisso, fica com Deus, e até a próxima.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: a primeira pizzaria da cidade

 

Por Elmira Pasquini

 

 

Nasci no Paraíso, em Janeiro  de 1927. Com  10 meses, meus pais mudaram para Itaquera, subúrbio da cidade de São Paulo, a apenas 45 minutos de trem. Naquele tempo, um lugar lindo e gostoso  de se viver.   As ruas eram de terra, não havia luz elétrica nem água encanada. Nossa água de poço era uma delícia, pura, leve e sempre geladinha, muito bem cuidada por papai que era caprichoso em tudo que fazia.  Nossa chácara era à esquerda  da ladeira que saía da estação do trem e terminava no alto onde havia uma igreja católica. Ficava no centro da segunda grande quadra,  sem vizinhos em volta, Tinha um belo jardim, uma gostosa casa, quintal todo cultivado, com horta, pomar e um grande galinheiro, onde até peru tínhamos. Havia muitas chácaras  espalhadas  e uma grande colônia de japoneses, que cultivavam e ainda cultivam flores.

 

Para irmos a cidade dependíamos da Maria Fumaça que descia a ladeira chegando de São Paulo, apitando lá em cima do morro: PIiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  … anunciando que estava  pronta com seus vagões para deixar ou pegar passageiros na estação. Quando subia a pequena mas íngreme ladeira puxando o comboio, ia gemendo: “muito peso, pouca força, muito peso pouca força”… e mais lenha na caldeira era colocada.

 

Quando crianças, nossas idas à cidade eram raras, porém anualmente,  uma delas sempre foi marcante. Era na semana entre Natal e Ano Novo. Era um passeio muito aguardado. Papai trabalhava no jornal ” As Folhas” onde, após 36 anos, se aposentou. Quando o bonde que nos trazia da estação do Norte chegava no ponto final, papai já nos aguardava ao lado do relógio da Praça da Sé. Meus dois irmãos e eu vestidos para a ocasião especial, felizes ao lado de mamãe, o procuramos. Ele sempre estava lá, sempre elegante, feliz e sorridente. Por toda nossa vida, isso sempre nos deu muita segurança.
Toda essa expectativa era para, em família, saborearmos uma bela pizza na famosa Cantina do Papai, que era a primeira e única pizzaria de São Paulo na época. Nos acomodávamos, observando tudo ao nosso redor. Pessoas chegavam, saiam e o ambiente era sempre agradável.  Pizza só havia de mussarela,  com ou sem aliche. Estas eram um pouco maiores do que as grandes pizzas de hoje. Papai sempre pedia meio a meio. Era tão saborosa… Para beber, só havia Guaraná e Soda Limonada.

 

Era tão bom ver a família reunida, alegre e feliz. Saboreávamos sem pressa, pois sabíamos que papai voltaria no trem para casa conosco. A festa era completa por tê-lo conosco. Aliás, ele e  mamãe eram lindos e seus rostos transmitiam muita paz.

Mundo Corporativo: Rodolfo Araújo, da Edelman, mostra resultado de pesquisa global sobre inovação

 

 

A relação das pessoas com inovação está muito ligada a solução de problemas contemporâneos, então é para isso que as empresas precisam prestar atenção. A constatação é de Rodolfo Araújo, líder de conhecimento e pesquisa da Edelman Significa, agência que realizou pesquisa com 10 mil pessoas em 10 países, inclusive o Brasil, para entender a cabeça do consumidor diante do tema inovação. O resultado deste trabalho você encontra na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. Araújo disse que,apesar de algumas empresas serem inovadoras não são boas divulgadoras, pois os investimentos na transformação de produtos e serviços não são percebidas pelo público.

 

O Mundo Corporativo pode ser ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Gestão de marcas: luxo acessível e como evitar a banalização

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O luxo em si é raro, limitado, de acesso a um número restrito de pessoas, portanto caro.

 

Muitas marcas, porém, mesmo de luxo, mantém em seu portfólio produtos considerados acessíveis ou, como costumamos chamar, produtos de entrada. A ideia é atrair consumidores que admiram e desejam a marca e, claro, ganhar no volume de vendas.

 

É essencial ressaltar que criar um produto de luxo acessível não tem relação alguma com política de descontos ou liquidações. São produtos geralmente de valor muito menor do que os produtos-chave da marca. Grifes de bolsas, carros, moda masculina e feminina são alguns exemplos que apostam nessa estratégia.

 

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Mas poderia uma marca de luxo se tornar banalizada por isso?

 

Se a gestão da marca for rigorosa e seletiva, dificilmente a grife será banalizada ou perderá seu valor perante o consumidor. Os exemplos são diversos como Louis Vuitton, Ralph Lauren, Tiffany&Co., Gucci ou Salvatore Ferragamo, marcas essas tradicionais que oferecem produtos de luxo intermediário e produtos acessíveis como chaveiros, porta-cartões e outros.

 

A francesa Louis Vuitton é exemplo do que falamos anteriormente, ou seja, a grife tem produtos acessíveis sem praticar política de desconto ou liquidação em nenhuma de suas lojas no mundo.

 

Um produto de luxo acessível não abre mão da alta qualidade e mantém ainda uma política de preço e distribuição menos seletivas como faz a grife Armani Exchange, se comparada as demais marcas do Grupo – Emporio Armani, Armani Collezioni ou Giorgio Armani.

 

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Em geral, os produtos de luxo acessível são feitos em série e em grande número de unidades, como os perfumes que têm em seus frascos o nome dos criadores.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.