Um Porto Seguro: romance e suspense direto das páginas de Nicholas Sparks

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Um Porto Seguro”
Um filme de Lasse Hallstrom
Gênero: Romance
País:EUA

 

Uma jovem e bela moça chamada Katie se muda para uma cidadezinha da Carolina do Sul e conhece Alex. Apesar de sua discrição e distância, Alex, um viúvo gato com 2 filhos, acaba conquistando Katie… O que Alex não sabe é que Katie esconde um segredo de seu passado recente.

 

Por que ver:
Se você gosta de romances água com açúcar, mas com algum suspensezinho, é para você. Obra adaptada do livro de Nicholas Sparks, lembra os outros filmes baseados em seus livros… Eu, particularmente, gosto de todos… Meus colegas cineastas e críticos de cinema acham ruim… O público classifica como muito bom…

 

Como ver:
Tá fazendo nada? Quer relaxar? Pronto, achou a hora! Pegue a gatinha ou gatinho, faça uma pipoquetz, um churros congelado de sobremesa e manda bala no play!

 

Quando não ver:
Acabou o futebol e aquele monte de marmanjo resolve ver um filminho… Este, de fato, não é uma opção quando a sala esta repleta de testosterona!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Adote um vereador: um tanto de gente no Pateo e mais um montão no Santa Maria

 

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Chego cedo e sento na mesa menor. É uma forma de não criar falsas expectativas. Gosto da sensação de mudar para a mesa ao lado, na qual cabem mais cadeiras, a medida que as pessoas vão se aprochegando, pois tendo a acreditar que estamos contaminando mais pessoas com a ideia de participação na política local. Ir direto para a mesa grande e sair de lá com cadeiras vazias me causaria tremenda e indesejável frustração.

 

Nesse sábado, como em todos os segundos sábados do mês, quando os adeptos e simpatizantes do Adote Um Vereador se sentam para conversar no café do Pateo do Collegio, no centro histórico de São Paulo, sei lá por qual motivo, fui direto para a mesa maior, que fica quase no fim da área destinada ao café. Além do risco que assumia, ainda fui para o lugar mais frio dessa tarde muito fria na capital paulista.

 

A mudança no clima havia espantado os turistas que costumam frequentar o Pateo o que aumentou a impressão de isolamento naquela mesa grande. E ali, sozinho, permaneci por algum tempo. A temperatura baixa, próxima dos 15 graus, com sensação térmica ainda menor, graças ao vento no alto da cidade, mais os recados de alguns integrantes do Adote, que havia recebido desde o meio da semana, anunciando a ausência por diferentes e sempre justificáveis motivos, me fizeram temer que, finalmente, chegaria o dia em que eu seria o único participante do encontro.

 

As reuniões informais do Adote costumam ser momentos de relacionamento pessoal, oportunidades para contar alguma novidade, tirar dúvidas ou colocar a conversa em dia. Não temos organização, pauta a ser cumprida ou atas para se preencher. Nunca foi esse nosso objetivo, mesmo porque o Adote jamais se constituiu uma entidade, mantém-se, desde 2008, como uma ideia a inspirar cidadãos, de São Paulo e de outras cidades brasileiras.

 

Há alguns meses tenho me questionado sobre o que seria necessário para tornar essa ideia ainda mais inspiradora e reforçar o sentimento de cidadania nas pessoas. Tenho conversado com alguns ativistas mais experientes e muita gente ligada às novas tecnologias, pois acredito que este será o caminho para ampliarmos o alcance do nosso trabalho e, principalmente, impactarmos a ação dos vereadores (se você tiver sugestões mande para nós).

 

No frio e na mesa do café, a espera de alguém que aparecesse, pensei em saídas melhores para tornar o Adote mais influente em suas ações. Peguei o bloco de anotações para organizar o pensamento, porém mal havia começado a escrever e o primeiro parceiro apareceu, depois o segundo, o terceiro acompanhado, o quarto surgiu cheio de animação, o quinto estava com o filho a tiracolo e as cadeiras passaram a ficar ocupadas até precisarmos pegar assentos extras nas mesas ao lado… de repente, estávamos todos lá contando suas experiências, convencendo uns a fazer mais e tentando ajudar outros a encaminhar suas reivindicações.

 

A Sílvia, o Cláudio e o Marcos Paulo que andavam distantes, voltaram. O Moty trouxe companhia. E ainda convidou o Mário que nunca havia aparecido, que chegou de bicicleta acompanhado pelo filho pequeno. O Sandro também foi novidade e se mostrou entusiasmado em encarar a ideia de ficar de olho no que acontece na Câmara. A Lúcia e a Silma dificilmente faltam.

 

Foi, então, na conversa que tivemos que lembrei de registrar para “constar em ata” que naquele mesmo instante havia mais um monte de gente participando ativamente da política na cidade, motivada pelo Adote um Vereador. É que a Maria Cecília, professora do colégio Santa Maria, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, tinha mandado e-mail informando que, no sábado, o projeto Câmara no Bairro estaria lá na escola.

 

O que isso tem a ver com o Adote? Muito, pois foi inspirada na nossa ideia que a Maria Cecília mobilizou os alunos do EJA – Educação de Jovens e Adultos e os fez mapear quem eram os vereadores da região, identificar que trabalho cada um deles fez ou deixou de fazer pela cidade e cobrar ações de melhoria para o cidadão. Segundo ela, os vereadores aceitaram a ideia de levar o programa do legislativo “devido ao enorme sucesso obtido no projeto desenvolvido, pelos alunos da Educação de Adultos, após aderirmos a sua ideia de ADOTARMOS UM VEREADOR”.

 

Naquela altura do encontro, o frio não era mais problema, o sentimento de solidão havia passado e se firmava a ideia de que, aos trancos e barrancos, seguimos em frente motivando mais e mais pessoas.

 

Agora, só falta você!

Avalanche Tricolor: a teoria do omelete se confirmou

 

Grêmio 1×2 São Paulo
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Edinho tenta sair jogando (foto; Grêmio Oficial no Flickr)

Edinho tenta sair jogando mas tem dificuldade para driblar o omelete (foto; Grêmio Oficial no Flickr)

 

Já falei pra você da teoria do omelete? Provavelmente, não. Aproveito o domingo, então, para dividir com você esta tese muito particular que venho construindo há algum tempo. Costumo lembrar dela nas manhãs dominicais quando acordo bem mais cedo do que toda turma aqui em casa, vou para a cozinha e começo a preparar meu café. Mudo muito pouco o cardápio matutino, dando preferência para o café preto, duas xícaras, normalmente, e um omelete (tem quem prefira chamá-lo de a omelete). Pode variar a quantidade de ovos e a mistura. Às vezes faço experiências nem sempre com sucesso. Mas me divirto diante do fogão, aliás, momento raro no meu cotidiano pois tendo a ser um desastre cozinhando.

 

Vamos, porém, ao que interessa: a teoria do omelete. Você deve saber que depois de despejar os ovos batidos com um fio de leite na frigideira, o que o deixa “espumoso”, cobrir com frios e salpicar a mistura do dia – pode ser azeitona, cebola picada, tomate cortado bem fininho ou qualquer outra coisa que aparecer na frente – deve-se esperar o momento certo para virar o omelete. Com a mão direita bem posicionada e dedos firmes envolvendo o cabo é necessário um movimento rápido e preciso que permita que a massa de ovos já consistente suba a meia altura, vire de cabeça para baixo e caia novamente na frigideira. Manobra que, você que já fez um omelete há de confirmar, nem sempre é feita com sucesso.

 

É no momento da virada do omelete que minha tese se concretiza. Porque se no início do domingo, quando a maioria das pessoas ainda dorme, os bichos me acompanham da porta da cozinha com olhar preguiçoso e os santos ainda aguardam nossos pedidos na parede da Igreja, o omelete sobe, vira e desce no ponto certo, sem sujar nada no fogão, eu tenho certeza de que aquele será um domingo especial. Um dia de satisfação com a família, sem visita de gente chata, pouco trabalho extra e, claro, uma vitória no futebol da tarde.

 

Tem domingo, porém, que a virada do omelete é feita sem muita firmeza, pega-se o cabo de forma desajeitada, o movimento para o alto sai inseguro, e o ovo despenca pelas bordas da frigideira, lambuzando o fogão por inteiro. Ao assistir à esta cena e antes mesmo de correr para pegar o pano de prato e tentar limpar a sujeira feita, fico sempre com a impressão de que alguma coisa vai dar errado naquele domingo. Coisas como o goleiro titular que está voltando ao time depois de três jogos ter torcicolo e não conseguir entrar em campo; o zagueiro que vinha realizando uma sequência de atuações perfeitas e acaba de servir sua seleção errar todos os botes que tinha para dar durante a partida; o craque da equipe tropeçar na bola; e a equipe que se destaca pelo toque refinado e marcação impecável errar mais de 40 passes no jogo e ser incapaz de segurar os contra-ataques adversários.

 

Acho que não preciso dizer para você o que aconteceu com o meu omelete nessa manhã de domingo. Mas, tudo bem: vou continuar tentando acertar meu omelete e jamais deixarei de acreditar no Grêmio.

De tentativa

 

Por Maria Lucia Solla

 

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o papel
insiste no branco puro
a palavra
no crucial momento da emissão
se perde na vida
vira a casaca

 

o bom fica babaca
a certeza perde a realeza a pose
e a casaca

 

a impermanência exige atenção
pula
se estica
faz careta
me mostra a foto da permanência
coitada
correndo na contramão
envelhecida e mofada
destruída

 

cena triste de se ver

 

insisto ainda um pouco
busco temas teoremas
que ratifiquem a minha razão

 

mas me perco no local do encontro
de mim mesma com a emoção

 

apago tudo
faço a vontade do papel
dou à palavra alforria
ao bom o seu complemento

 

e
bem

 

a certeza
não encontrei
ouvi dizer que ela e a razão
se mandaram para Canoa Quebrada
e que vivem disfarçadas
de sardinhas enlatadas

 

E voilà

 


Maria Lucia Solla escreve aos domingos no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: os velhos e bons meninos do “Canto do Rio”

 

Por João Batista de Paula

 

 

No Conte Sua História de SP, o texto do senhor João Batista de Paula que está com 83 anos e mora em Interlagos. Mas o olhar dele está no Itaim Bibi e o texto é para homenagear um time de futebol, formado por meninos, lá na região

 

Era verão de 1941, portanto estávamos em pleno século 20. Local: a várzea do Itaim Bibi. Éramos uns trinta ou mais meninos que variavam a idade de nove a doze ou treze anos. Era a turminha da parte baixa do Itaim Bibi.

 

Eram as esperadas férias escolares de um verão que ficou marcado para todo sempre entre mil brincadeiras nas matas, nos campos, caçar pássaros, montar em cavalos sem permissão do dono, nadar nas muitas lagoas onde éramos bons nadadores. Em tudo o que fazíamos, as traquinagens de alguns meninos mais aventureiros não tinham limites. Só terminavam à noite, ali pelas nove ou dez horas, depois de passarmos por outras brincadeiras de rua. Naquele local não tinha asfalto nem iluminação nas ruas. O que era quase uma regra, os pequenos jardins nas casas. Naquele tempo, os meninos já tinham suas namoradinhas e as brincadeiras só terminavam quando a canseira nos alcançava.

 

Foi naquele verão de 1941 que, no nosso treininho diário de futebol, no campinho da Rua do Porto, começou um movimento entre os amigos: precisávamos fundar um time de futebol, coisa difícil devido a idade dos meninos, mas aqueles garotos eram diferentes, eram duros na queda. O campinho ficava em um terreno, ao lado da casa do Sr Deja, onde os meninos bebiam água e se refrescavam após o treininho. Nos fundos, o Córrego do Sapateiro, onde o Sr Souza, pai do Armando e do Nico, tinha um porto de areia. Era seu ganha pão. Alguém, olhando o monte de areia, pronta para a entrega, teve a feliz ideia de falar com Sr Souza se podíamos tirar areia de seu porto. imediatamente, ele não só permitiu como ajudou em tudo, como ferramentas e comprador para o produto. Foi também ele quem orientou os meninos no difícil trabalho que iam enfrentar: tirar areia do córrego do sapateiro para fazer fundos para compra de material esportivo.

 

Tudo começou ali. Quando o verão do ano de 1941 terminou, nós tínhamos um time de futebol com o forte nome “Canto do Rio” sugerido por Pedro Chaves, um adolescente da época. Não tínhamos a mínima ideia de quantos anos essa epopeia ou desafio de um punhado de meninos ia durar. Neste verão do ano de 2015,  agora em pleno século 21, já vislumbrando o centenário, com endereço próprio e vários bens, uma diretoria devidamente legalizada tem a difícil tarefa de zelar pelo enorme prestígio que o clube adquiriu nestes 74 anos de fundação.

 

Mundo Corporativo: Lindolfo Paiva, da Mr Cheney, fala das estratégias para investir no mercado de doces

 

 

“É muito importante pesquisar bem o mercado e o negócio, entender as particularidades que ele tem. É preciso ter o produto, o conceito certo para o público certo”. E foi seguindo sua própria recomendação que o empresário Lindolfo Paiva montou no Brasil uma rede de franquias no setor de alimentação especializada em cookies e doces americanos. O Lindolfo, dono da Mr Cheney, foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando falou das estratégias para quem pretende atuar neste ramo.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo o Paulo Rodolfo, o Douglas Mattos e a Débora Gonçalves.

Assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que é caro, é luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Produtos de luxo têm valor de venda alto, principalmente se comparados aqueles destinados ao mercado de massa. Mas será que um produto ou serviço caros são necessariamente de luxo?

 

Primeiramente é essencial entendermos uma questão a respeito de preço de bens e serviços de luxo: quase não tem nenhuma relação com o dinheiro em si. O consumidor desse segmento se dispõe a pagar um preço alto por qualquer bem que queira comprar, mas, claro, não por qualquer produto. Ele busca o raro, o único e o exclusivo – aquele produto feito exclusivamente para ele.

 

O preço de mercado de um produto de luxo é um dos critérios determinantes de sua vinculação a este seleto universo. Porém, vale lembrar, que, apesar de um produto de luxo comumente ter um valor alto, um produto de preço alto em si pode não ser necessariamente de luxo.

 

Inúmeros são os exemplos e em diversos segmentos: muitos empresários, no Brasil, criam marcas próprias, as direcionam para o mercado luxo, investem em pontos de venda em endereços nobre, desenvolvem produtos de qualidade e, consequentemente, cobram caro por isso. Mas se pensarmos no conceito de luxo propriamente dito, para um produto ser considerado como tal é necessário muito além de qualidade e loja bem montada: marcas de luxo têm décadas, às vezes séculos, de história, prestígio e renome. Estão nessa categoria porque marcaram época.

 

Outro exemplo interessante, encontramos no setor de turismo. Ao pesquisar hotéis em sites especializados, é comum ver, no mesmo destino, hotéis de diferentes níveis com preços similares. O consumidor que, eventualmente, não seja um conhecedor do segmento, no primeiro momento, pode achar que um determinado hotel considerado comum seja tão luxuoso quanto um hotel renomado, tudo por conta do preço semelhante.

 

Não se engane pelas aparências: produtos de luxo têm, sim, um valor de venda mais alto, mas nem todo preço alto determina a qualidade do produto ou o eleva a posição de luxo. Já aprendemos que nem tudo que reluz é ouro!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Duchess Flux, no Flickr, e segue certificado de criação comum proposto pelo autor

Avalanche Tricolor: futebol campeão!

 

Corinthians 1×1 Grêmio
Brasileiro – Arena Corinthians

 

Orgulho de ver o Grêmio em campo (foto de Fabiani Dutra)

Orgulho de ver o Grêmio em campo (foto de Fabiani Dutra)

 

O intervalo de tempo entre o fim da partida e a escrita desta Avalanche me ofereceu a oportunidade de ratificar pensamento que foi sendo construído no decorrer do jogo na noite de ontem. Naquelas entrevistas feitas na beira do gramado quando os jogadores ainda tentam recuperar o ar e, imagino, a maioria sequer consegue fazer uma reflexão mais profunda sobre o que aconteceu em campo, ouvi de um dos nossos, se não me falha a memória foi o goleiro Tiago, a afirmação de que o empate teria tido sabor de derrota. Imagino que o pensamento se deva ao fato de, jogando na casa do adversário, termos saído na frente no placar para depois cedermos o empate. Justificável a frustração, pois os três pontos fariam uma tremenda diferença e nos ofereceriam uma vantagem incrível na disputa pelo título.

 

Obrigado a ir para cama logo após a partida, por motivos mais do que descritos nestas Avalanches, deitei com aquela frase na cabeça. Durante todo o jogo, minha sensação tinha sido bem diferente, mesmo após o gol de empate, tomado em bola cruzada na área e de cabeça – o que, aliás, não me surpreendeu em nada. Pela maneira madura e qualificada com que o Grêmio se apresentou, a estratégia ofensiva imposta durante toda a disputa, sem abrir mão da marcação forte e precisa, exercida mesmo nos minutos finais quando o cansaço já deveria ter tomado conta do time, além do talento demonstrado por alguns jogadores gremistas, assisti ao jogo com satisfação e orgulho.

 

Em nenhum momento senti o tal sabor de derrota até porque o empate, na casa do adversário, impediu que o líder se desgarrasse na ponta, manteve a mesma diferença de pontos e nos deixou vivo na disputa do título – sim, porque eu vejo o Grêmio com esta pretensão, independentemente dos desfalques e dificuldades que a dupla jornada – no Brasileiro e na Copa do Brasil – gera à equipe.

 

Durante toda a manhã de hoje, a reação que vi de torcedores adversários, em São Paulo, apenas confirmou meu pensamento. O Grêmio saiu de campo ainda mais respeitado do que entrou. Àqueles que apenas ouviam falar do nosso futebol e assistiam à arrancada em direção ao topo da tabela, tiveram a revelação do que nós, que acompanhamos o Grêmio onde o Grêmio estiver, já sabemos há algum tempo: o time montado por Roger é um time campeão, independentemente do que conquiste neste campeonato.

Imigração pode gerar riqueza

 

Carlos Magno Gibrail

 

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Em 2005, Dilip Rhata, economista do BIRD,concluiu estudo em que um aumento de 3% na força de trabalho pela imigração acarretará um acréscimo de 0,6% no PIB. O produto realizado será de US$ 356 bilhões, dos quais US$ 162 bilhões para os imigrantes, US$ 143 bilhões para os países em desenvolvimento e US$ 51 bilhões para os países ricos.

 

Paul Krugman já havia feito um trabalho em que concluiu que, inicialmente, os imigrantes pressionam os salários para baixo, mas em longo prazo há um movimento contrário, pelo retorno dos investimentos.

 

Em 2013,dezenas de renomados economistas da Universidade de Chicago foram perguntados se o americano médio estaria melhor se estrangeiros com baixa qualificação entrassem no mercado de trabalho: 50% Sim, 28% dúvida e 9% não. Entretanto, se fossem trabalhadores qualificados: 89% sim e 5% incertos.

 

Embora a teoria econômica ainda não tenha uma convergência a esse respeito, há até estudos que estimam um crescimento do PIB mundial de 20% se não houvesse barreiras à imigração. O fato é que a maioria dos economistas considera a imigração compatível com a geração de riqueza. E, essa anuência econômica, não tem sido o bastante para que as barreiras à imigração tivessem diminuindo. De um lado pela preservação de culturas locais e atém mesmo pela xenofobia e, de outro, pelo aumento expressivo de refugiados.

 

Entretanto, a foto do menino na praia, viralizada mundialmente, acelerou um processo que os economistas não tinham conseguido.

 

A emoção suplantou as ressalvas e as nações começaram a se reposicionar. A Alemanha saiu na frente, e vimos na FOLHA de ontem:

“Com sua força econômica, a Alemanha pode receber meio milhão de refugiados por ano a médio prazo, afirmou o vice-chanceler e ministro da Economia, Sigmar Gabriel.”

 

Angela Merkel anunciou que vai destinar 6 bilhões de euros para administrar o grande fluxo de migrantes e afirmou que o fluxo em massa de imigrantes mudará o país, prometendo trabalhar para que estas modificações sejam “positivas”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A imagem deste post foi feita a partir de fotos de refugiados registradas por Patrick Marioné e publicadas em seu álbum no Flickr

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