Avalanche Tricolor: quanto mais treina, mais sorte o Grêmio tem

 

Coritiba 0 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Couto Pereira (PR)

 

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

Marcelo Oliveira em imagem reproduzida da transmissão da SporTV

 

Ouve-se cada coisa no futebol. Algumas explicam bem o que acontece dentro de campo, outras se distanciam da realidade. A primeira história que lembro nesta Avalanche, aliás, sequer do futebol é, faz parte do folclore do esporte mundial. O protagonista teria sido Michael Jordan, astro do basquete americano, que, consta, falou, certa vez, que quanto mais treina, mais sorte tem no esporte. Teria dito assim – e falo no condicional porque nunca vi a afirmação de fonte oficial – para chamar a atenção para a importância de treinar exaustivamente arremessos à longa distância, o que o levava acertar bolas consideradas impossíveis. Lance de sorte, comentavam alguns. Muito treino, ensinava Jordan.

 

Outra história, bem mais antiga, que lembrei hoje, é de Neném Prancha, roupeiro, massagista e técnico de futebol, chamado pelo jornalista Armando Nogueira de o ‘Filósofo do Futebol” devido as suas frases engraçadas e definitivas. Uma delas surgiu quando tentava ensinar um jogador qualquer a tocar a bola para seus companheiros em lugar de despachá-la de qualquer maneira: “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”. Na verdade, há quem diga que a frase nunca foi proferida por ele, mas criada por jornalistas que o admiravam. Seja qual for a verdade, o certo é que entrou para a história como sendo de sua autoria.

 

E você, caro e raro leitor deste blog, deve estar me perguntando por que abro esta Avalanche com lembranças do passado se a ideia é falarmos sobre a presente vitória gremista em gramados da Copa do Brasil? Porque as duas histórias me vieram à lembrança enquanto assistia ao Grêmio vencer, fora de casa, a primeira partida das oitavas-de-final da competição.

 

Apesar de o mau desempenho, a dificuldade para nos encontrarmos em campo e a pressão do adversário desesperado atrás de um gol no primeiro tempo, tivemos a sorte de irmos para o intervalo com o empate em zero a zero.
Mais uma vez, foi lá no vestiário que Roger acertou os ponteiros do time, literalmente. Trocou Rocha por Fernandinho, jogadores que atuam como antigamente faziam os ponteiros esquerdos, esses que o tempo aboliu, disparando com dribles pelo lado do campo. E essa troca fez uma baita diferença (aliás, mais uma vez). Que sorte que o Roger fez a mudança, não?

 

Nossa sorte voltou a prevalecer no segundo tempo, assim como a lição de Neném Prancha, pois resolvemos colocar a bola no chão e fazê-la girar com velocidade e precisão, marca deste time armado por Roger. Foi em uma dessas trocas de passe, seguindo a risca o ensinamento do “Filósofo”, que Douglas encontrou Marcelo Oliveira chegando livre, sem marcação e com espaço para disparar um bomba, que resultou no primeiro, único e necessário gol da partida. Pegou bem no pé e colocou a bola distante do goleiro. Um lance de sorte, dirão alguns. Resultado de muito treino, lembrará Oliveira.

 

Por falar em coisas que ouvimos no futebol. Hoje, acompanhei o bate-papo de meus colegas de rádio CBN, Juca Kfouri e Roberto Nonato, no Jornal da CBN 2a. Edição. O primeiro apostou na vitória do Coritiba e o segundo, no empate. Ambos concordaram com a ideia de que o time paranaense teria mais chances por seu bom histórico na Copa do Brasil e a necessidade de se recuperar do fraco desempenho no Campeonato Brasileiro. Erraram os dois, talvez porque ainda não tenham percebido que o Grêmio não segue a lógica do futebol (como, aliás, já escrevi em Avalanches anteriores). Diríamos que o Grêmio é um time de sorte, principalmente quando entende que a “bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama”.

A crença na inovação leva shopping center para a internet

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

IMAGEM

 

Há 15 anos, a internet atraiu a atenção de muitos setores. O e-commerce começou a tomar corpo. Nesta década e meia dos 200 milhões de brasileiros 91 acessam a web e 61 milhões já compraram pela internet. O vestuário, que diziam ser inadequado para venda sem tocar e provar, é o primeiro da lista. O varejo virtual, tido como adversário do físico, é hoje aliado indispensável onde se configura o “omni channel”, que significa que físico e virtual juntos aumentam a venda.

 

Ao constatarmos essa evolução do e-commerce, no qual surgiram grandes operações, identificamos um contraponto no mundo físico em seu formato de maior sucesso que é o shopping center. Até hoje, nenhum deles apresentou-se na web. É um fato que não encontra explicação pela obviedade da extensão e da compatibilidade. Agravada pela alternativa da compensação da queda de vendas atual no mundo físico e justificada apenas pela acomodação do sistema estabelecido. Diferentemente do que ocorre no novo mundo, onde surgem inovações como podemos ouvir nas entrevistas de Mílton Jung com jovens empreendedores. Eles têm exposto conceitos e atitudes inovadoras. Acompanhe algumas das suas opiniões:

 

João Cristofolini, 25 anos, MBA Empreendedor.com entre outros

”Inovação não é necessariamente criar algo novo. Pode ser uma solução nova. Inovação é a combinação de pontos que já existem de uma forma mais eficiente, seja a melhoria de um processo interno, a melhoria de um produto, ou, até mesmo, algo disruptivo no mercado”.

 

Débora Emm, 29 anos, Inesplorato

”Inovação para mim é provar todos os dias que a gente está vivo, quando a gente para de pensar, de fazer as coisas de uma forma melhor, de evoluir nossas ideias, de evoluir nossos processos de trabalho, significa que a gente não está mais vivo, então, para mim, é como respirar, é o nosso oxigênio, inovar é um exercício diário de provarmos que a gente está acordado e que a gente merece estar aqui vivo”.

 

Artur da Silva, 29 anos, Conta do Lar

”Inovação para mim é uma constante, é romper com o tradicional, para encontrar novas soluções para problemas já existentes”.

 

Embasado nesse espírito buscamos um empreendedor que acolhesse a inovação de colocar na web o seu shopping center físico. E, encontramos. Finalmente, durante os últimos 12 dias estamos trabalhando em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, para a implantação do PIRATAS ON LINE, a réplica do Shopping Piratas, que há muito já oferecia acesso por terra, ar e mar. A plataforma é robusta em tecnologia (SOKS) e avassaladora na venda, partindo de um CRM de 42 milhões de consumidores. Ainda assim a adesão à inovação não é de todos. Afinal nem todos são iguais ao João, a Débora e ao Artur, mas todos estão convidados no dia 20 de outubro a acessar:

http://www.piratasonline.com.br

A primeira réplica

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Use sua criatividade no Twitter e ganhe o livro #ComunicarParaLiderar

 

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Nesta semana, você está convidado a escrever uma frase pelo Twitter com o tema central do livro “Comunicar para liderar” que Leny Kyrillos e eu lançamos recentemente. Como a boa comunicação tem de ser simples, direta e objetiva, o desafio é conseguir resumir em menos de 140 caracteres aquilo que você pensa sobre a importância da comunicação para quem precisa liderar uma empresa, um grupo de trabalho ou a sua própria carreira.

 

Publique sua frase até a sexta-feira, dia 21 de agosto, com a hashtag #ComunicarParaLiderar. Todas as frases que vierem com esta hashtag eu vou retuitar, a melhor delas receberá de presente o livro com a nossa dedicatória. E todas as demais receberão um cupom de desconto de 25% para comprar o livro diretamente no site da Editora Contexto.

 

Aproveito para lembrar que no dia 29 de agosto, sábado, Leny e eu estaremos na Livraria Cultura, do Shopping Iguatemi, de Campinas, para um talkshow, a partir das cinco horas da tarde, e sessão de autógrafos em seguida.

Avalanche Tricolor: a essência de ser gremista

 

Grêmio 2 x 1 Joinville
Brasileiro – Arena Grêmio

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Só quem não é gremista ou esqueceu o que é ser, imaginava que após duas vitórias retumbantes no Campeonato Brasileiro, teríamos um resultado tranquilo apenas porque estávamos diante de nossa torcida e enfrentávamos um time da zona de rebaixamento. Sem dúvida, a goleada no clássico regional, domingo passado, e a conquista alcançada na casa do adversário, que disputa o título diretamente com a gente, na última quarta-feira, seriam motivos de sobra para acreditarmos que os três pontos desta rodada eram favas contadas. Perdão, mas o Grêmio não joga com a lógica do futebol. E o torcedor do Grêmio tem consciência disso. Se não o tem, está na hora de aprender a lição. Nascemos e escolhemos torcer por esse time porque o sofrimento nos torna maior, mais gremistas ainda.

 

Tudo bem, apesar dessa saga histórica que enfrentamos, não esperávamos um time tão apático no primeiro tempo. Tão distante daquele futebol que encantou nas últimas rodadas. Parecia queremos dar razão aos críticos que ainda põem em dúvida a qualidade técnica do Grêmio e a capacidade de disputar o título. Erramos o que não vínhamos errando ultimamente: na forma de marcar, de pressionar a saída de bola e de partir em velocidade. E deixamos de acertar o que foi nosso grande diferencial nas duas últimas vitórias: o passe.

 

Sei que agora é fácil escrever, mas se nada dava certo no primeiro tempo – nosso único mérito foi contar com a sorte – tinha esperança de que no vestiário as coisas se ajeitariam. Minha esperança era Roger. Têm falado muito das qualidades estratégicas dele e da maneira como conseguiu mudar a forma de jogarmos futebol e recuperou alguns jogadores que estavam desacreditados. Essa é uma obra que se realiza no cotidiano dos treinos e foi nele que ajustou a equipe, reposicionou jogadores e implantou o estilo moderno que vemos em campo. Hoje, porém, Roger foi colocado à prova, pois precisaria mudar o ânimo e o jogo nos poucos minutos que tinha entre o primeiro e o segundo tempos, no intervalo da partida. E conseguiu.

 

O Grêmio que voltou do vestiário foi o Grêmio que nos tem feito vibrar neste campeonato. Era um time completamente diferente já no primeiro minuto quando partiu para cima do adversário com força, velocidade e prudência. Curiosamente, nossa virada se deu por caminhos que não costumamos trilhar: na cobrança de escanteio, aproveitada por Erazo, e na de falta muito bem batida por Galhardo. “Fizeram gols de bola parada”, dirão alguns na tentativa de desmerecer nosso resultado. Ledo engano. Fizemos gols porque a equipe voltou para o segundo tempo convencida, por seu técnico, da qualidade e força que tem, e sabendo de que ambas somente fariam diferença se executadas à exaustão.

 

Daqui pra frente será sempre assim. Somos um dos times a serem batidos pelos adversários. A cada partida estaremos disputando uma decisão. É bem possível que algum revés apareça. Portanto, é bom que você esteja preparado, pois ainda haverá muito sofrimento até a conquista final. Essa é a essência de ser gremista!

De desencontro

 

Por Maria Lucia Solla

 

Desencontro

 

cada inspiração
cada batimento
do meu coração
traz você
complemento

 

chega quieto
atiça
ouriça
um quê de discreto

 

meu coração ciumento
meu corpo sedento
teu avesso
meu complemento

 

no enlace imaginário
eu ponto
você contra-dança
na semelhança
no desencontro
nem te conto

 

você surge
eu me escondo da despedida
e então me exponho
desmedidamente comedida

 

na bolha de sabão
no raio X do coração
no carro que desembesta pela contramão
na fruta madura
no desejo de ternura
que possa fazer de mim
cada vez mais
mulher

 

Et voilà!

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: fui recebido na cidade pelo Henfil

 

Por Alejandro Rosas Vera

 


 

 

Morava no Chile quando surgiu a possibilidade de uma viagem para Belo Horizonte. Era janeiro. Eu deveria estar lá em março. Por tanto, e para fazer hora, fui pelo Norte: –Assim aproveito e conheço a Amazônia–, disse aos meus pais. – É só dar a volta por cima, descer pelo litoral, e do Rio a Minas, um pulinho.  Os mapas mentem descaradamente. Passei mais de um ano viajando pelo Brasil e meu compromisso em BH foi para as cucuias.
 

 

São Paulo me chamou mais forte com seus cantos de sereia, e acabei fixando como destino final da minha viagem essa cidade da qual ouvia falar em cada estradinha da Amazônia, casinha do Nordeste ou bar dalgum morro carioca.
 

 

Aprendi português na viagem, e quando cheguei na Rodoviária do Tietê,  carregava todos os sotaques possíveis do Brasil e a mochila suja do pó da estrada. Olhei um mapa e assustado pelo tamanho da cidade e da minha solidão decidi buscar alguém em quem pudesse confiar para me dar uma aula de sobrevivência neste mundo por descobrir. Como não conhecia ninguém e ninguém  sabia de mim, era livre de escolher a qualquer um dos milhões de habitantes para pedir um glosário paulistano, mapa prático, diagnóstico emocional ou um simples cafezinho para me dar as boas vindas. Fui até a banca de jornal, pedi uma Veja, anotei um telefone e liguei. 
 

 

–Oi, bom dia, acabo de chegar e busco o Henfil
 

 

Era o ano 1983, e a doce voz do outro lado, sem perguntar nada, me passou um número. Agradecido, desliguei e respirei fundo.
 

 

No dia seguinte passei cinco horas com o maestro Henfil, que depois de me chamar de cara de pau, me recebeu no seu apartamento perto de Higienópolis e me deu dicas preciosas, me contou do desastre que foi sua estadia nos Estados Unidos pois seus desenhos escandalizaram a sociedade. Disse-me que as viagens de avião são violentas porque não dão tempo de se adaptar ao novo destino, e que para chegar a um lugar como se deve é necessário o mesmo tempo que demoraria se você fosse caminhando.
 

 

Pensava ficar uns meses em São Paulo, mas demorei 20 anos em conhecê-la e me apaixonar. Talvez o tempo que teria demorado em percorrer todas as suas ruas caminhando.

 

Hoje, moro na Espanha, e de São Paulo trouxe comigo o melhor: a saudade, o sentimento de ser parte daquela loucura, e uma paulista que conheci uns dias depois que ao Henfil, que ama a Graúna e cujo celular toca Sampa cada vez que liga alguma de minhas três filhas, paulistas, obviamente.

 

Mundo Corporativo: Antonio Carlos Soares, da Runrun.it, fala de gestão do tempo e produtividade

 

 

Apenas 39% do tempo das pessoas são de fato gastos para aquilo que elas foram contratadas, os demais 61% são usados para participar de reuniões, responder e-mails e coletar e agregar informações referentes ao trabalho que devem executar. A estatística é apresentada por Antonio Carlos Soares, CEO da Runrun.It, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Soares mostra como aumentar a produtividade, organizar suas tarefas e gerir melhor o tempo no ambiente de trabalho. O runrun.it é um software de gestão de tarefas, que tem como meta ajudar você a melhorar a produtividade do seu negócio.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN.

Imóveis de luxo com assinaturas de grife passam longe da crise no Brasil

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Apesar da crise que o Brasil atravessa, o mercado de bens e produtos de luxo parece mesmo estar, até o momento, imune a esse cenário negativo. No segmento de imóveis de altíssimo padrão podemos notar não apenas a criação de novos empreendimentos, mas, principalmente, opções inovadoras e associadas a designers famosos e prestigiosos.

 

A Cyrela, uma das gigantes do setor, é prova disso. Apesar de seu último balanço geral ter tido uma queda de R$ 6,6 bilhões para R$ 5,8 bilhões, de 2013 para 2014, a parte referente aos imóveis de alto padrão mantiveram-se estáveis, o que levou a incorporadora a investir mais em empreendimentos de luxo.

 

Quando pensamos em imóveis de luxo, certamente nos vêm em mente atributos como espaço, requinte, sofisticação e localização privilegiada Porém, o consumidor AAA tem se apresentado com exigências mais apuradas e em busca do exclusivo, inusitado, ligado ao prestígio de um criador, por exemplo. Afinal, quantos de nós não adoraria morar em um apartamento projetado por designers da Ferrari?

 

Os imóveis com assinaturas renomadas são uma tendência no segmento, como a recém parceria da Cyrela com a Pininfarina, estúdio italiano de design que participa de projetos de marcas como Ferrari e Maserati, que já criou projetos residenciais de luxo em destinos como Miami e Cingapura. O empreendimento, chamado Cyrela by Pininfarina, fica na Vila Olímpia, em São Paulo, tem 92 apartamentos de 46 a 50 metros quadrados, preço por volta de R$ 1,2 milhão, com o metro quadrado em torno de R$ 26,5 mil e R$ 31 mil e previsão de entrega até o segundo semestre de 2017.

 

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As linhas laterais do Cyrela by Pininfarina tiveram inspiração no dinamismo das aeronaves espaciais e foram pensadas para dar a sensação de movimento ao prédio, cuja discreta entrada para pedestres foi inspirada nas saídas de ar da Ferrari. Sua piscina de 47 metros de raia é acompanhada de mobiliário com formatos curvilíneos e suaves, que podem ser vistos tanto do salão de festas quanto da academia, localizada no mezanino.

 

Próximo a este empreendimento, há ainda outro empreendimento da mesma incorporadora, mas desta vez em parceria com o escritório de design Yoo, criado por ninguém menos que Philippe Starck e John Hitchcox. Starck é ícone do design do mercado do luxo mundial, referência e criador de projetos como o Faena Hotel em Buenos Aires, SLS South Beach Hotel em Miami Beach e Hotel Fasano no Rio de Janeiro.

 

Mas, tomando como exemplo o empreendimento da Pininfarina em São Paulo, o que faz um imóvel de cerca de 50 metros quadrados ter um preço tão elevado?

 

Devemos lembrar que os aspectos intangíveis são essenciais. A região da Vila Olímpia, onde o empreendimento se localiza, cresce cada vez mais em números de escritórios e edifícios comerciais. Hoje, ter tempo é um dos luxos mais desejados por moradores de grandes cidades, e morar próximo ao trabalho é fator decisivo na compra de um imóvel para o consumidor contemporâneo. A questão do design com assinatura também é algo extremamente valorizado, uma vez que, este é um atributo muito considerado no segmento de luxo, especialmente quando associado a funcionalidade. Além disso, o nome de um criador atrelado a marca é sinônimo não apenas de alta qualidade, mas de história e prestigio.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: o Grêmio é candidato ao título do Campeonato Brasileiro

 

 

Atlético MG 0 x 2 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (BH)

 

 

Douglas

 

 

 

Escrevo o início deste texto muito antes de o jogo se encerrar, portanto não tenho como saber o resultado final. E o faço não devido ao horário em que a partida vai terminar, que beira o proibitivo para quem, como eu, acorda às 4 da matina. Mas fique tranquilo, caro e raro leitor desta Avalanche, não vou desperdiçar, hoje, meu tempo com a velha ladainha da incompatibilidade entre a minha agenda de torcedor e a de trabalhador. Estou aqui, cedo, ainda no intervalo, porque não me contive de satisfação com o que assisti nesse primeiro tempo de jogo, em especial ao gol que abriu o placar. A jogada se iniciou com a bola roubada pela nossa defesa na linha de fundo, lance seguido de uma sequência de passes. A moça da TV falou em dez toques, confesso que contei pelo menos 17 na repetição. Isto é o que menos importa. O impressionante na jogada foram os passes, as escolhas certeiras e rápidas que os jogadores fizeram no momento de tocar a bola e procurar seu companheiro mais bem colocado. Não houve desespero, apesar da competente marcação adversária. Não houve chutão para contar com a sorte e chegar logo no ataque. Houve precisão, confiança, velocidade e excelente articulação com os jogadores se movimentando como se fizessem parte de uma coreografia muito bem ensaiada. E, claro, houve a conclusão forte de Douglas no gol.

 

 

Comecei a escrever esta Avalanche sem saber o fim da história, mas o fiz com a convicção de que, independentemente do resultado, temos um grande time se formando. Um time pelo qual temos o prazer de torcer. E o início do segundo tempo não me desmentiu. O Grêmio foi maduro, apesar da juventude de seus jogadores. Voltou a colocar a bola no chão, trocar passe e, assim, descobriu o caminho para o segundo e decisivo gol. Novamente com a velocidade e precisão que o futebol moderno exige.

 

 

Apesar da vitória, nada estava resolvido enquanto o apito final não soasse – e como demorou para soar. Diante de um adversário que merece respeito e, empurrado pela sua torcida, é incapaz de desistir, tínhamos de ser fortes o suficiente para resistir. E o fizemos com outro talento que tem se sobressaído nos últimos jogos, a nossa defesa. De Grohe já se esperava muito mesmo. É um grande goleiro. A dupla de área foi soberana por cima e por baixo. E o restante do time voltou, marcou, lutou e se fez grande.

 

 

Assim como escrevi, convicto, o primeiro parágrafo deste texto, a despeito do resultado final, o faço agora para concluir meu pensamento, nesta Avalanche: o Grêmio é, sim, candidato ao título brasileiro.

O que não tem remédio, remediado está

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Depois de escrever inúmeros textos em diversas versões do Windows, fui obrigado a passar para o número 10. A Microsoft me deu um ultimato: ou usava a novidade ou os computadores aqui de casa estariam superados e, portanto, tão inúteis quanto as romãs que nasciam atrás do muro dos fundos da casa paterna,isto é, as que roubávamos do vizinho e não tínhamos como saboreá-las:não prestavam para comer. Minha avó,em um caso como o que estou vivendo,prontamente dizia:meu neto,o que não tem remédio,remediado está. Já me dei conta de que este é um caso que não tem remédio. Então…remediado está. O diabo é que o primeiro texto que comecei a escrever para o blog desta quinta-feira,envergonhado por deixar passar uma semana sem dar o ar da minha graça para o Mílton, era,ao mesmo tempo,o primeiro texto que brotaria do Windows 10. Estava chegando à segunda parte quando,ao tentar corrigir uma batida errada no teclado do meu HP e o que eu já escrevera desapareceu como em um passe de mágica do tipo daquele que eu assistia no circo comandado pelo Orlando Orfei,que lembro com saudade.

 

Saudade estou sentindo,igualmente,dos Windows anteriores a este que me obrigaram a utilizar. Não reparem os leitores,se é que tenho algum,para a súbita diminuição das letras. Não encontrei onde as ampliar em nenhum lugar,mesmo depois de ter lido as instruções ou sei lá como chamam o que fica acima do texto. Peço aos deuses dos escritores para que me mantenha escrevendo. Não sei se esses deuses piscam os olhos ou,o que seria bem melhor,fechem completamente os olhos e façam de conta que não viram a minha falha. E ainda pedindo o auxílio dos deuses para que os erros deste vivente sejam desculpados,passo para assuntos imensamente mais sérios.

 

Por falar em seriedade,a dor que sentirá pelo resto de sua vida com a trágica morte do seu jovem filho,agredido que foi por 14 bandidos,4 deles menores de idade. Lembro,se é que nem todos conhecem a triste história,que o pai do menino,que temia festas longe da casa paterna,foi,como era o seu hábito,buscar o garoto ao final da festa. Não adiantou. Os facínoras, só a muito custo foram espantados,não antes de quebrar uma garrafa na cabeça do menino que já estava sentado no carro do pai. Roney Wilson chora e me levou a chorar também,ao dizer aos repórteres que perdeu o seu compnheiro,o seu guardião, culpando-se por não ter conseguido ajudá-lo. O jovem chegou a ser trazido para Porto Alegre,mas não resistiu ao ferimento. No Dia dos Pais,também em Charqueadas,presos fizeram reféns 112 familiares. Por falar no local onde ficou ferido de morte o filho de Roney,o policiamento é precário:um PM pela manhã,outro à noite.