O que não tem remédio, remediado está

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Depois de escrever inúmeros textos em diversas versões do Windows, fui obrigado a passar para o número 10. A Microsoft me deu um ultimato: ou usava a novidade ou os computadores aqui de casa estariam superados e, portanto, tão inúteis quanto as romãs que nasciam atrás do muro dos fundos da casa paterna,isto é, as que roubávamos do vizinho e não tínhamos como saboreá-las:não prestavam para comer. Minha avó,em um caso como o que estou vivendo,prontamente dizia:meu neto,o que não tem remédio,remediado está. Já me dei conta de que este é um caso que não tem remédio. Então…remediado está. O diabo é que o primeiro texto que comecei a escrever para o blog desta quinta-feira,envergonhado por deixar passar uma semana sem dar o ar da minha graça para o Mílton, era,ao mesmo tempo,o primeiro texto que brotaria do Windows 10. Estava chegando à segunda parte quando,ao tentar corrigir uma batida errada no teclado do meu HP e o que eu já escrevera desapareceu como em um passe de mágica do tipo daquele que eu assistia no circo comandado pelo Orlando Orfei,que lembro com saudade.

 

Saudade estou sentindo,igualmente,dos Windows anteriores a este que me obrigaram a utilizar. Não reparem os leitores,se é que tenho algum,para a súbita diminuição das letras. Não encontrei onde as ampliar em nenhum lugar,mesmo depois de ter lido as instruções ou sei lá como chamam o que fica acima do texto. Peço aos deuses dos escritores para que me mantenha escrevendo. Não sei se esses deuses piscam os olhos ou,o que seria bem melhor,fechem completamente os olhos e façam de conta que não viram a minha falha. E ainda pedindo o auxílio dos deuses para que os erros deste vivente sejam desculpados,passo para assuntos imensamente mais sérios.

 

Por falar em seriedade,a dor que sentirá pelo resto de sua vida com a trágica morte do seu jovem filho,agredido que foi por 14 bandidos,4 deles menores de idade. Lembro,se é que nem todos conhecem a triste história,que o pai do menino,que temia festas longe da casa paterna,foi,como era o seu hábito,buscar o garoto ao final da festa. Não adiantou. Os facínoras, só a muito custo foram espantados,não antes de quebrar uma garrafa na cabeça do menino que já estava sentado no carro do pai. Roney Wilson chora e me levou a chorar também,ao dizer aos repórteres que perdeu o seu compnheiro,o seu guardião, culpando-se por não ter conseguido ajudá-lo. O jovem chegou a ser trazido para Porto Alegre,mas não resistiu ao ferimento. No Dia dos Pais,também em Charqueadas,presos fizeram reféns 112 familiares. Por falar no local onde ficou ferido de morte o filho de Roney,o policiamento é precário:um PM pela manhã,outro à noite.

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