Uma boa imagem vale mil palavras?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

miltonmendes

 

Tadeu Schmidt domingo no Fantástico fez referência à “elegância” do técnico do Atlético Paranaense Milton Mendes, que, à beira do gramado e usando traje social composto de paletó, calça de alfaiataria e gravata, não suava. Apesar do sol do meio dia e do calor da disputa contra o Palmeiras. Além de evidenciar o cuidado e a preocupação de Milton com a roupa, talvez indicando sua inadequação ao momento.

 

Tive dúvida se Tadeu concordava com a clássica imagem transmitida pelo técnico atleticano. E esta abordagem lembrou-me que a BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo contratou Bia Kawasaki para orientar seus profissionais a se apresentarem sem gravata num esforço para uma imagem mais contemporânea. É claro que ao comparar os dois episódios não pude deixar de saborear o pitoresco da situação.

 

O fato é que a imagem pessoal teve um espaço mais que merecido por parte do Mundo Corporativo da CBN ao entrevistar a Consultora de Moda Bia Kawasaki.

 

Bia, além de contar casos como o da BOVESPA, elucidou dúvidas básicas sobre a vestimenta como que as mulheres evitem no trabalho transparências, decotes, minissaias, e os homens se cuidem do cabelo, da barba, combinem meias e nunca usem as brancas. Ressaltou principalmente que as pesquisas indicam que para o sucesso é preciso experiência em primeiro lugar e boa imagem em segundo. A imagem vem antes do conhecimento. É a importância da forma e do conteúdo. Nesta ordem.

 

Vale lembrar que a roupa é parte integrante e importante para a imagem pessoal. É por isso que no recém-lançado livro de Mílton Jung e Leny Kyrillos, “Comunicar para liderar” encontramos referência ao uso adequado da moda. Ela tanto pode ajudar como prejudicar. Dentre outros, vamos encontrar o caso de Lula no ultimo debate com Serra, quando obteve, com a assinatura do estilista Ricardo Almeida, uma supremacia visual. E o de Sarah Palin, candidata republicana conservadora, cujos assessores tentaram imprimir uma imagem contemporânea que não foi absorvida pelos eleitores.

 

Uma boa imagem pessoal pode até não valer mil palavras, mas que ajuda, ajuda.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Cinderela: cinco motivos para você assistir a um filme infantil

 


Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Cinderela”
Um filme de Kenneth Branaghd
Gênero: Romance/infantil.
País:EUA

 

O clássico desenho de Cinderela toma forma em um lindo e mágico filme, sem reinvenções, mas como uma homenagem maravilhosa e perfeitamente filmada.

 

Por que ver:
1-Tenho uma criança dentro de mim que, às vezes, insiste em acordar e tomar conta de minha consciência brutalmente moldada com a maldade do mundo! Essa criança se divertiu vendo a Cinderela adotar o tema “Tenha coragem e seja gentil”, de maneira inocente e doce.

 

2-Filme com poucas pirotecnias tecnológicas, que quando usadas foram usadas sabiamente…Cenas construídas com base em lindos cenários e direção de arte impecável!

 

3-Gentemmm e o figurino!!!Estou desmaiada até agora…Sem falar nos glitters e strass que colam no cabelo! Eu querooooo! Acho que vou fazer um tutorial bem surtado e copiar esta maquiagem/cabelo!

 

4- Atuações deliciosamente caricatas, mas que, em nenhum momento ultrapassaram dos limites ao ponto de ficarem chatas. Imagino o quanto os atores devem ter se divertido nas filmagens.

 

5-Kate Blanchet, um colírio a parte, bem como o Principe!!! O nome dele é Richard Madden, e também atua na série “Game of Thrones”, onde faz o papel do espetacular e quente Robb Stark! The Winter is Coming – #soquenão ! (Piada interna para quem assiste a série…)

 

Como ver:
Tire a armadura do feminismo (sim a Cinderela é submissa e “deu sorte” de ser escolhida por um belo e rico príncipe para arrepio das feministas militantes rsrsrs) se deixe levar por esta história deliciosa e clássica…

 

Quando não ver:
Vai queimar um sutiã por estes dias? Então não é para você!

 

Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu, isto é magia acredite ou não!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre filmes no Blog do Mílton Jung.

Obrigado por suas palavras!

 

369559602_adb4b08ce3_z

 

Uma conhecida muito próxima tinha o hábito, ao menos até há alguns anos, de anunciar o seu aniversário uma semana antes aos colegas de trabalho, amigos e parentes. Estratégia usada porque não era capaz de pensar na possibilidade de o dia chegar e não haver ninguém para lhe dar um abraço. Diante de tanta correria na vida, temia que os outros a esquecessem logo na data mais importante do ano (para ela, lógico). Cortaria os pulsos de desgosto. A medida preventiva dava resultado, pois era festejada como poucas no escritório e o telefone em casa não parava um minuto sequer, tantos os parabéns enviados. A preocupação dela, exageros à parte, convenhamos, fazia sentido, pois nenhum de nós, por mais comedidos que sejamos, gostaríamos de ser esquecido no aniversário. Até escondemos a idade, mas não o dia do nascimento.

 

Nestes tempos de Facebook, ninguém mais precisa contar nada para ninguém. Com os dados devidamente preenchidos no cadastro, deixamos a data despretensiosamente registrada e disponível a todos os nossos amigos e seguidores. Assim que o dia chega, todos são notificados e recebemos enxurrada de mensagens carinhosas. No meu caso, em particular, ainda conto com a indiscrição dos colegas de rádio, alguns com acesso ao microfone, que, sem pudor, lembram do aniversário da gente. Isso gera outra enxurrada, agora de e-mails. E foi com alertas na tela do celular e mensagens na caixa de correio que me embebeci nesse primeiro de agosto quando completei 52 anos de vida.

 

Na lista de nomes que consegui acompanhar havia amigos bem próximos, outros conhecidos daqui e de lá, gente de todos os rincões e muitos, mas muitos ouvintes mesmo. Havia, também, pessoas que nunca ouvi falar ou conheci, mas que me deram o privilégio de dedicar alguns minutos de seu dia para escrever palavras animadoras. Coisas que me deixaram muito feliz. É em nome dessas sensações percebidas que estou aqui registrando em post meu enorme agradecimento a cada um de vocês.

 

Claro que ao fazer questão de compartilhar esta relação incrível que tive com tantas pessoas nesses dias, antes e depois de meu aniversário, há uma ponta de vaidade se revelando. Mas, principalmente, o faço porque seria incapaz de responder a cada uma das gentilezas enviadas. E cada um que as enviou merece o meu abraço de agradecimento por ter tornado este meu aniversário ainda mais legal.

 

Muito obrigado por tudo que você fez!

 

A foto deste post é do álbum de Cade Buchanan no Flickr

Conte Sua História de SP: o cinema foi a minha moradia

 

Por José Carlos Valle
Ouvinte da Rádio CBN

 

 

Nasci no Brás em 1946.

 

O inicio da minha infância, foi ter morado dentro de um cinema. O Cine Iris, na Av Celso Garcia, 1558. Desde pequeno já gostava muito de assistir aos filmes na matinê de domingo. A fila virava a esquina. Na época era esta a única diversão. Assistir aos seriados que todo domingo tinham continuidade: o Zorro, cujo parceiro era o Tonto; o Super Homem, o Cavaleiro Negro, entre outros. 

 

Na época não tinha geladeira, então todos os dias entregavam o gelo com a carrocinha puxada a cavalos. Os filmes vinham em rolo de latas de 35 mm bem pesados que o Rafael entregava com sua carroça puxada por ele mesmo.

 

Ah, os bondes! Eram o “must” da época. Eles iam para o Parque São Jorge, bem frente ao estádio. E para a Penha. Ao lado do cinema tinha um jornaleiro que se chamava Caieira, que me deixava ver as histórias em quadrinhos sem pagar.

 

Depois de alguns anos, o cinema  fechou. E hoje ele tem 400 familias morando lá dentro. O Belenzinho de hoje dá dó. Praticamente todos amigos já se foram.

 

Depois fui morar mais longe, na Ponte Rasa. Passei dois anos da minha vida bem legais. Jogava pião, bola de gude, empinava pipas, carrinho de rolimã, mãe da rua, box, esconde-esconde. Na época não tinha maldade, drogas, era uma pureza.

 

Depois voltei a morar no Belenzinho, no Largo São José. O Grupo Escolar Amadeu Amaral existe até hoje; a Igreja; o cine Teatro São José era antigamente o charme da praça. 

 

Foi uma época boa. Eu lembro que um dia fui com minha mãe ao Hospital da Beneficência Portuguesa. Para ir ao hospital tinha uma ponte de madeira entre a rua Vergueiro e o hospital, tudo rodeado de mata e com o riacho embaixo.

 

Tinham vários cinemas na época: o cine São Luiz, na Celso Garcia, o Brás Politeama, o cine Universo, que o teto abria nos dias de calor. Ali assisti ao filme Lawrence da Arábia. O Cine Piratininga, que era considerado o maior do Brasil. Perto do lago da Concórdia.

 

Andar de bonde era muito gostoso.

 

Eu sou muito feliz por ter tido uma infância gostosa, e curto cada momento que lembro.

 

Bom tenho muito que contar, mas, hoje, tirei este temp para falar um pouco da minha vida em São Paulo.

 

José Carlos Valle é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa deste quadro enviando textos sobre a cidade de São Paulo para milton@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: que venha o Gre-Nal!

 

Fluminense 1×0 Grêmio
Brasileiro – Maracanã (RJ)

 

17546855

 

Já disse nesta Avalanche que de futebol costumo entender tanto quanto qualquer outro torcedor apaixonado por um clube que, provocado pelo coração, distorce os fatos em campo e retorce a verdade a seu favor. Jamais daria, por exemplo, aquele segundo cartão amarelo a Wallace – que nos custou o jogo, ao nos deixar em menor número em um gramado com aquelas dimensões – e, sem titubear, teria tirado o vermelho para o carrinho que o camisa 10 deles deu em nosso zagueiro quando, mesmo em menor número, continuávamos levando perigo ao gol adversário. Teria sinalizado impedimento no lance que os levou a marcar o único gol da partida, mesmo que a linha digital da televisão me provasse por A mais B que a posição era legal. Como disse, sou apenas torcedor. Também apitaria sem perdão o pênalti em Edinho quase no fim da partida que poderia nos levar ao empate. Aliás, para apitar esse não precisava ser um torcedor, bastava um pouco de boa vontade e precisão até porque – e a televisão provou isso – houve puxão na camisa do nosso volante.

 

No entanto, não estou aqui para falar do futebol em si, mas de um tema sobre o qual tendo a entender um pouco mais até porque, como diria meu pai, o diabo sabe mais por velho do que por diabo. Quero falar de comunicação, para a qual me dedico há cerca de 30 anos e foi assunto central de livro que lancei recentemente: “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto (momento jabá). E falo hoje, especificamente, da comunicação dos jogadores, pois, creia ou não, os considero geniais. Imagino que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deva estar estranhando esse meu elogio, afinal as entrevistas ao fim das partidas por muitas vezes são motivos de deboche, dada a repetição de frases feitas e expressões sem muito sentido que nossos “craques da palavra” usam para atender as perguntas dos repórteres.

 

Agora, vamos pensar com carinho. O cara passa 90 minutos correndo atrás da bola, disputando cada pedaço do gramado, recebendo botinada de uns e dando botinadas nos outros, cai no chão, se levanta, corre de novo, ouve vaia do torcedor, bronca do professor e não desiste. Ao fim e ao cabo, sai de campo derrotado (ou não) e, sem chance de recuperar o fôlego, já é alvejado com uma pergunta do jornalista. Convenhamos, às vezes alvejado com cada pergunta que pelo amor de Deus! Sem pestanejar, o cara tem de responder de bate pronto.

 

Coloque-se no lugar dele e pense se você seria capaz de articular alguma frase depois de passar pelo que ele passou em campo? Tem doutor que estuda, planeja e treina para falar bem e quando é perguntado, em uma entrevista programada e sem estresse, diz um monte de asneira. Tem autoridade que decora a fala e se dá mal. O jogador é obrigado a responder ali, no calor da emoção, mal conseguindo puxar o ar. E nós queremos que ele diga algo espetacular, com início, meio e fim, e que ainda faça algum sentido?

 

O incrível é que, na maioria das vezes, eles se saem bem, sem se comprometer. Não aprofundam muito na análise do jogo, mas resumem as coisas com uma frase que acaba virando manchete em seguida. No sábado, aliás, um dos nossos se saiu muito bem, inclusive foi melhor nas palavras do que na bola jogada. Refiro-me a Edinho que, ao lado do campo, após ter corrido dobrado na ausência de um de seus colegas e perdido três pontos importantes, foi perguntado sobre o fato de ter sido derrotado e já ter que encarar um Gre-nal na próxima rodada. Poderia ter concordado com o ar de dificuldade que a jornalista usou na pergunta, mas, não, nosso volante com a sutileza que lhe é peculiar tascou: “ainda bem que tem um Gre-nal!”.

 

Ou seja, que bom que teremos uma partida importante para disputarmos, um clássico pela frente, pois é a oportunidade para se mostrar grande, vencer e crescer na tabela de classificação, antes que seja tarde. Faço minhas as palavras de Edinho. Que venha o Gre-nal!

De opressor

 

Por Maria Lucia Solla

 

Professor

 

O que mais me deixa triste e desesperançada é a situação da educação no Brasil, que vem sendo corroído pela empáfia, pela baba da raiva, pelo preconceito, pela visão e divisão terrorista de classes – para melhor manipulá-las -, pela ignorância glorificada e pelos desmandos da quadrilha que se instalou no Planalto Central e nos vales e grotas do país inteiro. Virou moda. Modo de Vida. Desandou.

 

E o que fazer? Ora, se tudo o que se faz, se faz no coletivo! É preciso pertencer a um partido, associação, esquadrão, classe, clube, quadrilha, qualquer coisa. Pensar no indivíduo, na sua singularidade? Tudo virou massa a ser sovada até que perca a consistência e possa ser manipulada ainda mais facilmente. O indivíduo é engolido pela pasta humana.

 

Então meu caro, se tiver coragem, o negócio é lutar contra a maré e investir em você mesmo, nele, no cara, no teu filho, sobrinho, afilhado ou vizinho, que a receita melhora. A bicicleta não anda se um dos pneus está furado. É preciso enfrentar o risco, a experiência de não ter os pés no chão. É preciso experimentar, construir e desconstruir, errar e acertar, para que se possa alcançar a liberdade de ser.

 

Eu começaria por soltar o aluno e eliminaria do dicionário a palavra professor. É preciso que o profissional que vai orientar o aprendizado das crianças, adolescentes e adultos, seja preparado holisticamente. Que seja um Mestre na sua arte, mas um cardápio em pessoa. Não se pode preparar crianças do terceiro milênio, como se fossem infantes do século dezessete. Precisam de mais. Como é que se aprisiona numa sala pequena, desconfortável e desinteressante, a gurizada que está na idade da inquietude em todos os corpos, da fome em todos os sentidos, na busca da identidade!

 

Ninguém ensina ninguém! Não adianta confinar e querer que cabecinhas em ebulição decorem datas importantes – para quem? – e regras gramaticais – para quê?.

 

Tanto dinheiro jogado fora, e tanto bandido cria da escola!

 

Mas antes de terminar este texto assim confuso, tal e qual a minha pessoa, hoje!, quero dizer que no Lexigrama de PROFESSOR, de pronto, encontro a palavra OPRESSOR, que é composta por seis das sete letras da palavra professor, e não gosto do que vejo.

 

Aqui vai uma provinha para você: PROFESSOR
OPRESSOR
eu PROFESSO
mas não tem ele PROFESSA
PROFESSAR
SOPRO e depois não quer que o aluno cole
POSSO e POSSE, mas não tem POdE
SORO
SERRO O FERRO
PORRE
SOFRE
OSSO duro de roer
ESSO
ROER

E por aí vai.

 

Obrigada pela companhia, divirta-se, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: a consultora de moda Bia Kawasaki ensina a melhorar a sua imagem pessoal

 

 

A linguagem de uma empresa é constituída por pessoas e somos todos representantes visuais de nossas carreiras. A maneira como você se veste e se comporta reflete seus valores, personalidade, pensamentos e atuação profissional, sinalizando seus gostos, estilos, crenças, costumes e o que está vivendo. É a partir desse pensamento que a consultora de moda Bia Kawasaki tenta mostrar ao público que a imagem pessoal tem impacto nos seus negócios: “apesar desse discurso politicamente correto, a aparência vem logo depois da experiência, ficando, inclusive, à frente da escolaridade”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Kawasaki apresenta alguns conceitos e dicas que fazem parte do livro “Dress Code – impacto da imagem pessoal nos negócios” e de suas palestras.

 

A seguir, você vê algumas imagens do livro de autoria de Bia Kawasaki com sugestões sobre o que vestir ou não para melhorar a sua imagem:

 

Aqui algumas dicas de o que as mulheres devem evitar

Aqui algumas dicas de o que as mulheres devem evitar

 

Aqui, combinações de gravatas e camisas que vestem muito bem os homens

Aqui, combinações de gravatas e camisas que vestem muito bem os homens

 

Uma combinação que faz bem à imagem das mulheres

Uma combinação que faz bem à imagem das mulheres

 

Uma combinação que faz muito bem à imagem dos homens

Uma combinação que faz muito bem à imagem dos homens

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, pelo site http://www.cbn.com.br, às quartas-feiras, às 11 horas. O programa é reproduzido no Jornal da CBN, aos sábados, a partir das 8h10 da manhã.

A importância dos embaixadores para as marcas de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

Nacho_StRegis_Singapore-3-Large

 

Quando falamos em Gestão do Luxo, sabemos que toda empresa do segmento deve ter uma política de comunicação seletiva. E para promover a marca e dar a esta maior visibilidade, cada vez mais empresas do segmento investem em um “embaixador”, função geralmente representada por atores, celebridades, socialites ou personalidades do esporte.

 

O que é um Embaixador da Marca?

 

É alguém que promove e representa a marca em eventos e ações de marketing, e endossa os seus produtos tendo, necessariamente,que manter a identificação com esta. Por isso, na maioria das vezes, o promotor é um consumidor, apaixonado e admirador da marca.

 

Montblanc-Anuncia-Rodrigo-Santoro-como-Embaixador-da-Marca-6547

 

Exemplo recente, é o do ator Rodrigo Santoro que foi nomeado embaixador da Montblanc para divulgar seus produtos no Brasil. Também há pouco tempo, a brasileira Track&Field, que atua no setor premium de moda fitness, nomeou a empresária e personal stylist Roberta Carbonari Muzy para o cargo. A função vai muito além da moda e do varejo de luxo. No turismo, o jogador de pólo argentino Nacho Figueras é das mais interessantes referências no tema ao ser embaixador,há alguns anos, da rede de St. Regis (marca de luxo da Starwood Hotels) e modelo da grife Ralph Lauren.

 

A posição é cobiçada por muitos e está disponível para raros. Mesmo porque, como já escrevi antes, o profissional deve compartilhar dos mesmos valores da marca. A personalidade da grife e a do embaixador têm de manter os mesmos princípios, moral e estilo atraentes. Para que o consumidor perceba essa identificação,é fundamental a presença do embaixador nos eventos e, principalmente, nas campanhas de lançamento de um novo produto. Sem esquecer que suas aparições públicas, mesmo que desvinculadas da marca, estarão sob análise.

 

A autoridade, a credibilidade e a admiração que celebridades podem transmitir fazem delas potenciais representantes da marca, estratégia usada também no mercado de massa. Esse profissional não recomenda algo que não tenha provado ou no qual não acredita. Esse engajamento com o formador de opinião é um importante passo que irá anteceder e facilitar um impacto positivo pela associação do produto a lifestyle, aumentando o desejo de seu público alvo por ele.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Mesmo morto, imagem de Cecil resiste e se transforma em símbolo de campanha contra a caça de leões

 

mw-860

 

Temos de matar um leão por dia é o que dizemos com frequência em analogia a tarefa árdua que enfrentamos para sobreviver na selva urbana. A forte concorrência, a disputa pelo cliente e as negociações complexas – todas essas dificuldades no cenário corporativo que conhecemos muito bem – se somam a necessidade de mantermos relações humanas saudáveis e preservamos a qualidade de vida, nossa e dos mais próximos. Os últimos acontecimento, porém, sinalizam que talvez esteja na hora de mudarmos a expressão, também, pois, ultimamente, matar leões tem se transformado em um risco à reputação de muita gente.

 

A vítima mais recente – e me refiro a reputação – foi o dentista americano Walter Palmer que tem na caça um dos seus hobbies (consta que atacar mulheres, também, estava entre suas preferências). No Zimbábue, ele e um grupo de adeptos da modalidade seduziram um leão a abandonar a área de proteção para em seguida atingi-lo com uma flecha e deixá-lo agonizando até a morte, em ação que teria se estendido por 40 horas. Antes de decapitá-lo e esfoliá-lo, tiveram o cuidado de arrancar o GPS implantado no animal na tentativa de expor o troféu sem revelar o crime.

 

A estratégia não funcionou. O leão morto não era um leão qualquer: era Cecil, considerado símbolo no Zimbábue e reconhecido pela forma dócil com a qual dividia o santuário dos animais com turistas e fotógrafos. Em pouco tempo, a notícia se espalhou no país, ganhou o continente e chegou a todas as partes do mundo, provocando uma onda de protestos.

 

Palmer, como se não tivesse consciência do crime que realizou, já pediu desculpas em gesto que, tenho impressão, não convenceu ninguém. Se os erros cometidos por ele anteriormente – já havia sido pego em caça ilegal e denunciando por assédio sexual – não tinham sido suficientes para atingir sua imagem, desta vez a reputação dele foi fatalmente ferida e vai agonizar da mesma maneira que Cecil.

 

Com sua flechada, o dentista americano (ou seria ex-dentista?) atingiu o coração de muitas pessoas, algumas que, talvez, jamais tenham refletido sobre a forma brutal como a caça é realizada. Hoje, por exemplo, já se mobiliza autoridades nos Estados Unidos e na Europa com o objetivo de que se aprove leis que proíbam a importação desses animais que, mortos, têm suas cabeças transformadas em troféus. O alvo da medida são as centenas de caçadores americanos e europeus que viajam especialmente para países na África e pagam fortunas para se divertirem com a morte de leões e outros animais exóticos. E aqui vale ressaltar essa diferença básica: não se caça por sobrevivência como no passado nem para se alimentar populações; a caça é uma diversão para essas famílias.

 

Quero acreditar que Cecil, até então um desconhecido para a maioria de nós, tenha tido sua vida sacrificada para se eternizar no nosso imaginário como o animal que teve força e carisma capazes de transformar o olhar da humanidade em relação a caça.

 

Acesse e assine a petição que tenta proteger os leões e animais exóticos dos caçadores

Varejo brasileiro precisa seguir Darwin, Drucker e os americanos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

14571593918_c2e837787d_z

 

Se a qualificação de adaptação à mudança é essencial para a preservação de espécies, segundo Darwin, e negócios segundo Drucker, é hora de agir. As vendas do varejo nacional, que representa 22% do PIB e 20% dos trabalhadores, estão em queda, e os custos em alta.

 

Enquanto a indústria através da MP com o PPE – Programa de Proteção ao Emprego começa a equacionar a questão da mão de obra, o varejo precisa de legislação específica para o setor.

 

A jornada de 44hs semanais ou mesmo a de 6hs conveniadas em acordos coletivos não atendem às necessidades atuais do varejo. As equipes foram reduzidas e não correspondem às necessidades nas horas de pico. É preciso flexibilizar os períodos de acordo com o fluxo das lojas e oferecer oportunidade de trabalho aos jovens e idosos.

 

O varejo norte-americano, por sinal o maior do mundo, com 30% de participação no seu PIB, tem a prerrogativa de contratação flexível. A convergência entre o horário de oferta e demanda trará redução de despesa e aumento de venda. É por isso que um grupo de 15 entidades representativas do varejo, entre elas FACESP- Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Fecomercio SP, SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, desde maio, estão pleiteando mudanças na legislação trabalhista. E,em reportagem de Claudia Rolli na Folha de segunda-feira citam que a Victoria`s Secret de New York tem 200 funcionárias flexíveis, bem como a Wal-Mart que contrata maiores de 55 anos como repositores de prateleiras.

 

Nelson Kheirallah da FACESP aposta no contingenciamento que habilitará os sindicatos trabalhistas e patronais na configuração das necessidades de cada momento. É por isso que as idas à Brasília têm sido frequentes. Kheirallah juntamente com o grupo dos 15 já visitaram o vice Michel Temer, o ministro Afif Domingos da Micro e Pequena Empresa, o ministro Manoel Dias do Trabalho, e esperam em breve estar com outras tantas autoridades quanto necessário para aprovar as melhores condições de trabalho específicas para o varejo.

 

Fazemos votos que as autoridades absorvam a sapiência de Darwin e Drucker e executem a eficiência norte-americana do varejo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.