Mundo Corporativo: Ricardo Karbage, da Xerox do Brasil, fala do futuro da impressão digital

 

 

O uso de práticas inteligentes para a impressão de documentos pode reduzir em até 60% a geração de resíduos sólidos, de gases nocivos ao meio ambiente e o uso de energia elétrica. A informação é de Ricardo Karbage, presidente da Xerox no Brasil, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Para combater o desperdício, a empresa tem investido também em tecnologias como a que permite que a impressão tenha data de validade, ou seja, você programa quanto tempo quer que aquela impressão dure, após o prazo esta desaparece e o papel pode ser usado novamente. Karbage também alerta para a necessidade de as pessoas e empresas tomarem medidas de segurança para impedir o acesso de estranhos a documentos que foram impressos ou digitalizados e permanecem gravados no HD da impressora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

De poder

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Toda manhã, quando abro o site de notícias, meu coração acelera.

 

-Surpreendam-me! envio o pensamento a quem transforma episódio em letra e imagem, entrelaçando meus dedos aos dedos da esperança.

 

ei cadê a criatividade
que ambiente de mesmice
tedioso e cafona
envolve a individualidade

 

Raramente sou contra alguma coisa ou alguém. Cria dos anos 60, e não por coincidência, minha Lua mora, pinta e borda em Aquário.

 

Aquarius, Aquaaaarius!

 

Aprendi a protestar e a escapar da cavalaria que não deixava os estudantes se reunirem e exercitarem seus primeiros passos na vida de gente quase grande.

 

Agora, depois de tanto tempo desde os tempos de adolescente, da luta, da esperança de que o mundo cresceria e também se tornaria adulto, me vejo presa de um ambiente egoísta, preconceituoso, que segmenta e rotula tudo o que interessa ao grupo da vez, que é sempre o dono da verdade. Patético!

 

Tenho um pé atrás com a verdade-certeza. Não acredito nela. Na verdade, ela é muito mais mentira do que a própria mentira. É esnobe, tem nariz empinado e adora se hospedar no ignorante que se esconde atrás dela, quando encontra uma de escudo.

 

Minha geração pedia paz e amor, não no sentido jocoso; na boa! E o que conseguimos? Guerra fria, guerra quente, guerra política, guerra santa guerra às diferenças, para poder catalogá-las e usá-las como moeda de troca. E o que queríamos era guerra de travesseiros.

 

O homem baixou os olhos dos planetas e das estrelas, para focá-los na matéria, no poder pelo poder, na ganância, na soberba, em louvada e cantada ignorância.

 

Fico muito triste por todos nós. Hoje é sábado, chove, o dia nasceu numa tristeza de fazer dó, e eu vou ficando por aqui e vou continuar elencando, num bloco de anotações, a beleza e a riqueza que nascem da diversidade de cor, raça, origem, crença, cultura e da falta dela.

 

E você, vai fazer o quê?

 

pense nisso ou não
e até a semana que vem
isto não é promessa
mas uma real intenção

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: apesar do empate

 

Grêmio 1×1 Sport
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Maxi está de volta ao time (Foto Grêmio Oficial no Flickr)

Maxi está de volta ao time (Foto Grêmio Oficial no Flickr)

 

Torcedor quer ganhar sempre. E eu sou torcedor. Quero a vitória a qualquer custo e em qualquer circunstância. Esse fascínio pela vitória porém não é suficiente para me fazer praguejar empates como o da noite deste sábado.

 

Sei que era jogo contra adversário direto. Sei que saímos na frente. Sei, também, que tivemos próximo do gol que nos deixaria colado do líder, no Campeonato. E, provavelmente, é por saber de tudo isso que não saio frustrado.

 

Há jogos em que ganhamos com futebol sofrido. Hoje, jogamos futebol bonito. Bem jogado na maior parte do tempo. Fomos punidos com um gol exatamente na parte ruim, quando corremos atrás da bola em lugar de mantê-la no pé.

 

Com a bola de pé em pé e trocada com precisão. Com gente passando por um lado e gente passando pelo outro. Com drible e velocidade. Com a velha marcação de sempre. Fizemos jogo de gente grande e potencial de título. É isso que me dá tranquilidade, apesar do empate.

 

Quero ganhar sempre, mas sabemos que nesta competição não bastam vitórias mal-feitas. Essas são ilusórias. Garantem três pontos hoje, mas representam pouco a longo prazo. A conquista do título, que afinal é o que queremos mesmo, vem com jogo sustentável. E assim temos sido no Brasileiro deste ano.

 

Temos que fazer consertos no meio da área, principalmente, pois pelo alto seguimos enfrentando dificuldade. Lá na frente, talvez chutar com mais precisão a gol para aproveitar melhor as chances que criamos. E encontrar alguém com aquele jeito de matador. Do tipo que sai do banco para resolver o jogo.

 

Que a vitória seria importante para a campanha, não tenho dúvida. Mas vou curtir o fim-de-semana com tranquilidade, pois estamos na disputa e com futebol consistente.

 

A lamentar: a covardia da regra que segue a dar poderes ditatoriais ao árbitro

Conte Sua História de SP: à Avenida Paulista, com amor!

 


Por Samuel Leonardo
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Avenida Paulista, também poderia ser Avenida Baiana, Avenida Mineira, Avenida Gaúcha, ou simplesmente Avenida Brasileira. Avenida de todos, generosa que bem conhece a arte de acolher de toda maneira.

 

Um dia reduto do senhor do café e dos barões dos magníficos casarões, hoje tem o senhor dos valores, o senhor anônimo, tem os doutores, tem até senhoras da reza, em um ponto a Catarina Santa, em outro o Luís que é no colégio um santo que se preza.

 

E se queres ir mais longe ainda, em busca de milagres, ela nos direciona para São Judas santo de fé e de Nossa Senhora de Fátima, lá no Sumaré.

 

Avenida da vida, avenida da diva, da exuberância. Passarela de moças bonitas e de rapazes elegantes, da mulher bela e do homem sério que transborda em importância.
Corredor da corrida do ouro, da corrida diária, da corrida de São Silvestre e também da corrida de todas as cores, das cores de todos os arco-íris.

 

Templo da festa de ano bom e da festa dos campeões. Campo de protestos legítimos e de infundadas manifestações De um lado Cerqueira César, o Trianon e os Jardins, do outro tem o MASP e que Bela Vista tem o centro ao longe lá nos confins.

 

Avenida musa esguia, desejada mesmo sem as curvas insinuantes, causa inveja às mulheres, se duvidas pergunte então à Mariana ou a Angélica que ao longe só observam essa dama tão admirada. Tem ainda a Ana Rosa que só tem prosa, mas sequer da sua beleza se aproxima, e a Madalena está distante, é bonita apenas.

 

Avenida que a Augusta o caminho cruzou, mas não a abalou e que o Brigadeiro com despeito só o fez por abuso de poder, já que patente merece prudência e respeito.
Avenida símbolo dos paulistanos, dos edifícios inteligentes, das torres e das antenas, dos teatros, das finanças. Espigão com seu trânsito e muita gente em andanças, segue o seu destino com altivez, absoluto, embaixo circula o metrô em sua pujança, enquanto em cima pode ver, não se rende a nenhum viaduto.

 

Avenida de aparência moderna, corpo estrutural e de alma terna. Tem uma magia, que ampara e que conforta o coração como que querendo dizer: se não atingires o Paraíso, com certeza terás a Consolação.

 

Avenida Paulista, quando eu a vi pela primeira vez confesso que enamorado fiquei, agora que eu a conheço, não por inteira, porque assim como toda mulher carrega um ar de mistério que ninguém vê, permita essa homenagem de um admirador do grande ABC.

 


Samuel de Leonardo é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa com histórias enviadas para o e-mail milton@cbn.com.br.

Para Sempre Alice: antes que tudo que você conquistou vá embora

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Para Sempre Alice”
Um filme de Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Gênero: Drama.
País:EUA/França

 

O filme conta a história de uma renomada professora de linguística em sua luta contra o mal de Alzheimer.

 

Por que ver:
Confesso que só assisti ao filme pois fui intimada por Maria Lucia Solla, que também escreve no blog do Mílton… Caramba, Maria! Realmente precisei dos lencinhos e do chocolate…Mais precisamente, brigadeiro de colher…O motivo que me fez protelar em assistir ao filme, é o mesmo pelo qual o indico. Um dos filmes mais crus dos últimos tempos…Sem enfeites, real, preciso, tocante… Daqueles que te deixam sentindo uma ausência mental por meia hora… Um filme de atriz..

 

A história é fascinante, não por suas surpresas, mas pela maneira como nos expõe a um de nossos maiores medos(ao menos um de meus maiores medos) a invalidez… Ao fim…

 

As vezes me questiono sobre nossas pedaladas na vida(não me refiro à pedalada fiscal não…). Pedalamos para chegar “onde queremos”, profissionalmente, financeiramente, pessoalmente… No filme vemos bem isto quando em uma palestra a personagem diz “tudo que acumulei na vida, tudo que trabalhei tanto para conquistar, agora tudo isso está sendo levado embora. Como podem imaginar, ou como vocês sabem, isso é o inferno. Mas fica pior.”

 

Portando tiro uma conclusão bem clichê disto: vou me agarrar ao presente ao máximo, e vivê-lo intensamente e com a maior alegria que puder!

 

Como ver:
Seguindo a sugestão da Maria Lucia, com uma caixinha de lencinhos e chocolate para te fazer companhia.

 

Quando não ver:
Está em um momento “tarja preta”? Não veja… Assista ao Fabio Porchat ou algo do gênero, valerá mais a pena.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre cinema e filmes no Blog do Mílton Jung

A política de descontos e promoções no mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Quando pensamos em luxo, nos vem à mente produtos sofisticados, caros, raros, de marcas prestigiosas e muitos até mesmo inacessíveis.Porém, há casos de marcas que realizam política de descontos em períodos determinados ou outras formas de promoção.

 

Vale ressaltar que promoção não significa desconto monetário ou até mesmo liquidação, e, sim, uma série de estratégias para incentivar a venda. Já a política de descontos é uma redução no preço que pode ocorrer em liquidações ou no término de estações, quando a marca oferece, por exemplo, ítens de coleções passadas com valores mais atraentes.

 

No mercado do luxo, os preços geralmente são muito acima da média de produtos de mercado. O luxo em si é raro e pode ser encontrado apenas em lojas específicas; é dotado de uma marca famosa e muitas vezes de um criador ou fundador. O luxo tem como uma de suas bases a exclusividade.

 

Sendo assim, uma marca de luxo deve realizar promoções?

 

A fim de preservar as características de um seleto e privativo mercado, as empresas que atuam no setor podem, mas devem planejar detalhadamente suas estratégias de promoção.

 

Em caso de liquidações, as marcas de bens de luxo contatam seus clientes mais fiéis antes de iniciarem a venda aberta ao público avisando-os de que haverá a promoção. É uma forma bem sucedida de conquistar seus consumidores e desenvolver a fidelização deles. O cliente sente-se ainda mais especial por ter sido escolhido e reconhecido pelo fabricante de quem já é um comprador frequente. Não se perde o conceito de exclusividade e seletividade.

 

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A grife Ralph Lauren é um bom exemplo de marca que possui gestão seletiva em suas promoções. Alguns ítens mais exclusivos nunca entram nas liquidações. A Louis Vuitton, por sua vez, não oferece desconto assim como não tem lojas em outlet. A marca é rigorosa em seu posicionamento no segmento do luxo, mantendo a exclusividade e aguçando o desejo de consumo.

 

Uma ação interessante de promoção de venda é, por exemplo, uma marca de carros oferecer a seus clientes fidelizados o privilégio de testar novos modelos durante um fim de semana ou alguns dias para que conheça o produto. É uma maneira de promover o carro, garantir a exclusividade e estreitar relações com os clientes, através do atendimento, sem sem sequer cogitar alterações no preço. O cliente experimenta o produto e desfruta das sensações proporcionadas por ele, um dos conceitos-chave do luxo contemporâneo.

 

Às marcas de luxo que não realizam promoções de preços, fica o desafio de fazer com que seu cliente compre e, posteriormente, retorne em sua loja pela altíssima qualidade do produto e atendimento sofisticado, além da exclusividade e benefícios dos ítens disponíveis.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: eu já fiz a minha escolha

 

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Copa do Brasil – Heriberto Hülse/Criciúma (SC)

 

Time comemora classificação com Grohe (foto do Grêmio Oficial no Flickr)

Time comemora classificação com Grohe (foto do Grêmio Oficial no Flickr)

 

Decidir nos pênaltis estendeu minha noite para além do prudente, mas o resultado final fez a espera valer a pena, e acordar ainda de madrugada nessa quarta-feira não foi um fardo para este “trabalhador do Brasil”. Aliás, meus amigos Dan, Teco e Zé, colegas do Hora de Expediente,no Jornal da CBN, ressaltaram a felicidade emitida na voz a despeito do cansaço, durante o programa de hoje. Motivos não faltaram, pois, em campo, não disputávamos apenas uma vaga à próxima fase da Copa do Brasil, precisávamos mostrar a nós mesmos que os resultados positivos da gestão técnica de Roger não haviam sido ocasionais. O revés na primeira partida, em casa, também dava munição aos que ainda não confiam na capacidade dele e, principalmente, na da equipe em apresentar futebol qualificado e diferente. E se os sintomas ruins persistissem, eu temia pelo reflexo no restante da temporada, principalmente no Brasileiro.

 

Mesmo diante de um estádio cheio e provocativo e de um time bastante motivado, com outro jovem e criativo técnico no comando, que tinha a vantagem do empate para seguir em frente, o Grêmio demonstrou personalidade, impôs seu jeito de jogar e soube encontrar o ponto de equilíbrio entre a coragem e a prudência. Há quem entenda que fomos adiante por acaso, com um gol sem querer, alguns lances de sorte no decorrer da partida e a ajuda da imprecisão na cobrança de pênaltis do adversário. Análise muito aquém do que realmente fizemos na noite de terça-feira quando demonstramos, antes de mais nada, a capacidade de reação do time.

 

O gol de Pedro Rocha, por exemplo, foi resultado da movimentação constante dos jogadores de meio e de ataque mais a precisão na troca de passes, que aumenta consideravelmente quando Douglas está inspirado. Mesmo não estando com sua melhor formação, o que nos leva a pensar na necessidade de reforços para o setor,a defesa se comportou com a firmeza exigida e contou com Marcelo Grohe em seus melhores dias. Nos pênaltis, aliás, Marcelo foi genial e não vê-lo como o principal responsável pelas cobranças desperdiçadas do adversário é uma tremenda injustiça com o baita goleiro que nós temos.

 

A propósito, já que demos mais um passo à frente na Copa do Brasil,antes que alguém me pergunte, antecipo-me a dizer: quero, sim, que o Grêmio deposite todo seu esforço na conquista desta competição, apesar de disputá-la em paralelo com o Campeonato Brasileiro. Ainda não é hora de abrir mão dessa ou daquela competição. Temos de jogá-las dispostos a fazer o nosso melhor a cada partida e cobrar que a diretoria ofereça a Roger um elenco com capacidade de suportar o desgaste da sequência de jogos. Entre a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, eu já fiz a minha escolha: ganhar sempre. Ou, lutar sempre para ganhar!

Os vendedores devem ser os impulsionadores do desenvolvimento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ao ouvir Max Gehringer,na quinta feira, falar que os vendedores são os profissionais que continuam sendo procurados em tempo de crise, me motivou escolher o vendedor como tema de hoje. Tanto pela importância da profissão quanto pela avaliação errônea que muito se faz a seu respeito.

 

Se você olhar, caro leitor, onde quer que esteja, tudo que o cerca chegou até aí através da venda. Móveis, utensílios,equipamentos, roupas, alimentos, etc. estão a seu alcance através do trabalho de um vendedor.E, todos estes produtos e serviços que você está vendo e utilizando neste momento fazem parte de uma longa cadeia produtiva, cujo último elo é o vendedor. Fatos que colocam a profissão de vendas dentre as mais importantes nos negócios.

 

Entretanto, esse destaque não é percebido por todos. E, esta é a grande oportunidade para aqueles que acreditarem na força de vendas formal como impulsionador do desenvolvimento. Ou seja, o romantismo do “balconista” de outrora, terá que dar lugar ao vendedor técnico. A teoria contemporânea de vendas não se atrela mais apenas à inspiração nata, quando existem métodos e conhecimentos a serem apreendidos.

 

Produtos, pessoas, planos têm que ser estudados antes de habilitar um vendedor como tal. Por exemplo, não podemos mais admitir comprar um carro e o vendedor saber menos do que está escrito no site da marca. Sem sondagem, sem apresentação do produto, somente com aquela simpatia de quem “nasceu para vender”. E, apenas nesse quesito, a teoria do varejo determina no mínimo sete passos para que um vendedor possa fazer uma venda profissional. E proíbe a frase que ainda se ouve por aí:

 

“Posso ajudar?”.

 

Porque é de amador. A resposta será sempre:

 

“Não obrigado, estou só olhando”.

 

As perguntas profissionais serão ensinadas nos inúmeros cursos existentes. Por exemplo, Técnicas de Vendas pode ser feito na ESPM ou na FGV, Gestão em Vendas no MBA da UNIPE.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Escuto o vento fazendo das árvores bailarinas doidas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Estou escrevendo o texto para o blog do Mílton bem cedo e me atrevo a falar do tempo. É noite. As previsões não pareciam ser melhores do que nos últimos dias.Assim,porém, como os leigos se enganam quando tratam de temperatura e quejandos,os formados neste assunto também, apesar de todas as traquitanas que usam para não perderem a credibilidade. Eles estão prevendo para amanhã,terça-feira,mais chuva. Ouço, aqui da sala do computador,vento forte como um lutador de boxe em plena forma,soprar com o seu característico ruído. Olho para a rua e vejo as árvores se sacudindo feito bailarinas doidas. Há muitos dias,muitos mesmo,a única coisa que se escutava,ultrapassando com o seu som portas e janelas bem fechadas. Chuva no verão,às vezes, quando não vira temporal,é bem-vinda. Somos,no inverno,principalmente no Rio Grande do Sul,castigados pelo frio. Somente as lojas não se queixam. Vendem roupas quentes,as mais caras. Quem detesta calor,diz que prefere as baixas temperaturas. Seja o gosto que o meu leitor – se é que possuo algum – tem,seja o calor ou o frio,duvido que não tema as chuvas invernais (e infernais) do inverno gaúcho.

 

As cidades próximas de Porto Alegre são as que mais sofrem quando rios e córregos,esses pacatos no verão,rompem as suas margens. Alvorada é uma das mais atingidas pelo mau tempo. O tempo ruim mantinha 1,6 mil pessoas fora de suas casas. O Rio Guaíba,que alguns insistem em chamar de lago (jamais aceitarei este neologismo),contribuiu negativamente com a sua água ao sair do seu leito,embora sem exagero. Exagero foi o que ocorreu em lugares mais distantes do Guaíba,tanto que 25,8mil pessoas ficaram flageladas nos últimos dias. Os jornais noticiavam que várias cidades interioranas,tais como Santa Cruz do Sul,Passo Fundo,Erechim,Caxias do Sul e Porto Alegre estavam até esta segunda-feira ameaçadas de serem castigadas por enchentes.Os rios Gravataí,Sinos e Uruguai,costumam subir quando chove em demasia. A Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil solicitam ação imediata para ajudar desabrigados pelas cheias. A sugestão da Regional Sul 3 é que as 18 dioceses do Estado coletem roupas,alimentos e material de higiene,visando a aliviar o sofrimento dos que necessitaram abandonar as suas casas.

 

Olhando-se ou se pensarmos em todas as pessoas sacrificadas,neste ano mais do que em outros tempos,não perderam apenas suas moradias,mas os objetos domésticos que haviam comprado com enormes dificuldades. Faço um exame de consciência e me sinto mal porque reclamo disso e daquilo,queixo-me quando algo não dá certo,se não posso comprar um automóvel zero quilômetro e assim por diante. Temos de agradecer a Deus e a todos os nossos Santos por não estar sofrendo com enchentes ou obrigados a morar em locais fisicamente perigosos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)