Mesmo se nada der certo: filme com personagens e destinos improváveis

 


Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Mesmo Se Nada Der Certo”
Um filme de John Carney.
Gênero: Animação
País:USA

 

 

Uma cantora/compositora se muda para NY pois seu noivo assinou um contrato com uma gravadora e sua carreira está deslanchando. O relacionamento dos dois vai por água abaixo e quando ela está em um bar curtindo a dor de cotovelo seu talento é reconhecido por um produtor musical alcóolatra … E aí é que a história fica divertida. Em meio a uma trilha sonora irresistível, este filme é entretenimento garantido.

 

Por que ver: É um filme que simplesmente não entrega o que estamos esperando ver. A reação dos personagens e seus destinos são improváveis para qualquer ser humano com um pingo de juízo.

 

Como ver: Antes de sair para a balada; para se animar; naquele domingão que você terá que encarar um batizado…Formatura…Apresentação de balé…Vai ajudar com seu mau humor.

 

Quando não ver: não sei responder esta…O filme é muito gostoso.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Às terças-ferias, escreve no Blog do Mílton Jung

MacMais se despede dos leitores e deixa minha banca de revista sem graça

 

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Das bancas de revista tenho aproveitado muito pouco apesar de sempre me chamar atenção aquela diversificação de capas expostas. Gosto de ver o que as publicações estão anunciando, desde as fórmulas matadoras para nos transformarmos em profissionais de sucesso até as belas moças que nos convencem de que com pouco esforço e muita dieta a barriga que nos assusta desaparecerá para sempre – ou até a próxima edição da revista. As semanais, que deveriam ser chamadas jornalísticas, já impactaram mais o noticiário com suas denúncias bombásticas. Acredito que a fugacidade das notícias tenha levado os furos para suas páginas na internet, antecipando-se a edição do fim de semana.

 

Para ser sincero, meu interesse comercial nas bancas tinha um único alvo: a MacMais, única revista especializada em equipamentos da Apple escrita em língua portuguesa. A tenho guardada em coleção desde a época em que se chamava MacMania, quando fui apresentada a ela pelo colega José Roberto de Toledo, com quem dividi redação no Portal Terra, lá pelo início do século (século 21, lógico!). Se não me falha a memória ainda não havia comprado meu primeiro Mac e usei a revista para entender melhor os benefícios que teria nesta mudança. A troca de nome da revista veio acompanhada de mais organização e periodicidade, o que me fez comprador ainda mais assíduo e levando minha coleção a ocupar uma das partes do armário que tenho no escritório de casa. Se nenhum enxerido se atreveu a mexer por lá, devo ter todos os números publicados até hoje.

 

Na MacMais encontrei várias dicas salvadoras para manipular minhas máquinas da Apple, garantindo uma relação que se iniciou com um poderoso PowerBook G4 para depois migrar a todo lançamento legal anunciado por Steve Jobs. Hoje, em casa, tem um iMac, um MacBook, um MacAir, Iphones e Ipods todos incluindo aplicativos ou soluções oferecidas na revista. Tive o prazer de escrever na última página da edição de abril de 2013, reservada a coluna Mais ou Menos, na qual pude expor meu incomodo aos maus serviços prestados por boa parte das assistências técnicas da Apple, em São Paulo. Estão anos luz distantes da qualidade dos produtos desenvolvidos em Cupertino. Foi também a revista quem incentivou a criação do blog MacFuca, escrito por meu irmão, o Christian, que se dedica a falar sobre um dos carros mais apaixonantes no Brasil. A partir de uma foto em que o fusca dele aparecia com o adesivo da maça da Apple e a placa com as iniciais AIR, surgiu a brincadeira que uniu o nome de duas marcas que mantém uma quantidade incrível de fãs pelo mundo.

 

Durante muito tempo ensaiei carta (perdão, e-mail) ao editor Sérgio Miranda propondo a reedição, em minha casa, de um esquadrão que ele e colegas de redação criaram. O grupo, aos moldes do Ghostbuster, era chamado para oferecer soluções múltiplas a usuários de Mac, conectando os equipamentos, baixando programas, ensinando truques e tornando a vida ainda mais prática. Não tenho certeza se chegaram a realizar esta brincadeira por mais de uma edição, mas adoraria tê-los por aqui para me ensinar a explorar 100% ou quase do potencial das máquinas que tenho. Jamais me atrevi a escrever pois não gostaria que minha condição de jornalista e conhecido do editor influenciasse a decisão deles. Até porque se quisesse mesmo resolver todos os problemas que contratasse técnicos especializados, não é mesmo?

 

Neste fim de semana, fui a banca mais uma vez em busca da revista e lá estava a capa dela me oferecendo um guia completo de sobrevivência na nuvem, com informações sobre o iCloud Drive. Mal havia pago, fui surpreendido com o editorial assinado pelo Sérgio no qual a revista se despedia de seus leitores. Sim, a edição 103, de fevereiro de 2015, da MacMais será a última publicada pela editora Escala. Sérgio não explica os motivos desta decisão, mas a realidade do mercado editorial talvez seja suficiente para justificar a medida. Está cada vez mais complicado manter revistas rodando pelo custo da produção (especialmente se forem qualificadas e responsáveis), o baixo número de leitores e o sumiço dos anunciantes. O que surpreende é saber do fim da Macmais no momento em que a Apple está bombando e supera suas principais concorrentes nos mais diferentes rankings de mercado.

 

Os fãs do Mac provavelmente estejam buscando informações em outra freguesia há muito tempo, afinal a internet está por aí a desafiar todos os modelos de negócio. Muita gente talvez nem soubesse da existência da revista ou ao vê-la exposta a confundia com mais uma das muitas publicações tentando sobreviver na banca. A verdade é que fiquei triste em saber que nunca mais terei o prazer de, ao passar na revistaria, perguntar se a “Mac” chegou. Mais triste ainda em perder uma publicação que desenvolvia um trabalho tão sério quanto difícil, levando em consideração a infraestrutura oferecida ao pessoal da redação e a disputa feroz com os demais meios de informação. Ali você não ficava sabendo de boatos, o que se lia era a verdade. Mesmo fãs da marca, não se acanhavam em reclamar sempre que algo não dava certo. Os leitores tinham a certeza de que as dicas não eram impulsionadas por interesses comerciais. As sugestões tinham conquistado o coração da redação e não o bolso. Eu , em particular, comprava a MacMais pelo o que eles me ofereciam de maior valor: credibilidade. Por terem mantido esta marca até o fim, Sérgio e equipe estão de parabéns.

 

Espero encontrá-los em breve em uma banca qualquer da cidade!

Avalanche Tricolor: a maldição dos goleadores

 

 

Avenida 1 x 3 Grêmio
Campeonato Gaúcho – Santa Cruz do Sul

 

 

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Foi-se o tempo em que partidas pelo interior do Rio Grande do Sul me provocavam grandes emoções. Já falei aqui que o acanhamento dos estádios e a precariedade da infraestrutura oferecida para se jogar bola são desanimadores. O dos Eucaliptos, em Santa Cruz, não é muito diferente do que estamos acostumados a ver por aí no Campeonato Gaúcho. Nada, porém, que me tire o desejo de assistir ao Grêmio em campo e, claro, vencendo. Por isso, não faltaria ao compromisso desse fim de tarde de domingo. Com os minutos contados no relógio, interrompi o trabalho que tem tomado todo meu tempo neste começo de ano, sobre o qual já conversamos na Avalanche que marcou o início da temporada 2015, para me postar, animadamente, diante da televisão.

 

 

Para minha surpresa e, imagino, para muitos dos torcedores gremistas, logo ficamos sabendo que Marcelo Moreno estaria no banco de reservas, preservado pelo fato de fazer parte de mais um negócio com a China, mesmo destino de Barcos, nosso goleador nas temporadas 2013 e 2014. A história parecia se repetir, pois quando o argentino entrou em campo em seu último jogo, os jornalistas diziam que seria seu último jogo, mas ninguém confirmava a informação oficialmente. Naquela oportunidade, estreia no Gaúcho, deixaram com que nos deliciássemos mais alguns minutos com o talento de Barcos e comemorássemos com ele os dois gols marcados para depois entregá-lo ao futebol chinês.

 

 

Desta vez, parece que Felipão resolveu pensar em testar soluções para os problemas que terá no resto da temporada do que apostar em mais um jogador que está de saída. Como vimos, teve de mudar de ideia, pois apesar de ver seu meio campo se movimentando bem, com dribles e trocas de passes mais precisos do que nos jogos iniciais, além de algumas enfiadas de bola dentro da área, pouco se produziu no ataque. Chutes a gol foram raros no primeiro tempo de partida, mesmo quando já tínhamos um jogador a mais em campo. No momento em que o juiz decidiu equilibrar as forças usando de forma indevida os cartões amarelo e vermelho a situação ficou ainda mais complicada.

 

 

O jeito foi chamar Moreno que entrou ao lado de Everton que, aliás, está merecendo um lugar entre os titulares. Assistimos à outra partida de futebol, com a bola chegando dentro da área e encontrando um atacante de ofício, daqueles que sentem o cheiro do gol. Moreno tentou uma, tentou duas, tentou três vezes até que na quarta o zagueiro adversário se assustou e fez contra. De tanto tentar conseguiu fazer o seu gol ao concluir de cabeça cruzamento dentro da área. Fez do jeito que se espera que os atacantes façam. Correu para a torcida, beijou o distintivo e agradeceu os gritos de “Fica!”. Ao fim do jogo disse que tudo vai depender da diretoria. Talvez me engane e tomara que realmente esteja enganado, mas creio que assistimos ao último jogo de Moreno com a camisa do Grêmio, também.

 

 

Entendo as dificuldades financeiras que nos levaram a desconstruir a equipe do ano passado e contratar jogadores modestos para as posições que necessitavam algum reforço. Entendo que se deva investir nos talentos que surgem nas categorias de base; e temos visto alguns jogadores ensaiando bons desempenhos como foi o caso de Lincoln na partida de hoje. Minha dúvida apenas é a quem vamos recorrer no próximo jogo para finalizar em gols as jogadas criadas no meio de campo? Talvez seja melhor mesmo que não apareça nenhum goleador típico. E nos contentemos com vitórias enxutas baseadas em gols aleatórios de um zagueiro, de um chute à distância do volante ou quem sabe das trapalhadas dos adversários. Pois corremos o sério risco de nos animarmos com um novo goleador um dia e nos despedirmos dele no outro.

 

A foto deste post é do álbum do Grêmio Oficial no Flickr
 

Conte Sua História de SP: o passeio de mãos dadas com o meu pai até o Cambuci

 


Por Roberto Furtner Caldeira

 

 

A brisa suave anunciava a chegada do outono na cidade, varrendo ladeira abaixo as folhas das árvores prestes a adormecer. O toc-toc dos sapatos apressados atravessando a rua de paralelepípedos era o prenúncio de mais um entardecer.

 

Seria mais um final de dia normal naquela cidade que via seu sonho de virar metrópole se aproximar a passos largos. Mas não para mim. Então aos 6 anos de idade, as terças feiras eram especiais. O dia da semana em que voltava a pé com meu pai do centro da cidade até nossa casa no bairro do Cambuci.

 

Como fazia toda semana, ao final do expediente meu pai me apanhava na escola. Ele gostava de caminhar, hábito adquirido nos tempos em que tudo em São Paulo ficava à distância de uma caminhada, se muito uma viagem de bonde.
Segurando firme sua mão, olhando o mundo de baixo para cima, eu sentia um misto de temor e excitação. Aquela caminhada de quarenta minutos era repleta de estímulos, de aventuras.

 

De um lado o ronco dos carros nacionais em meio aos antigos e bojudos carros americanos que ainda circulavam, brilhantes, imponentes. De outro lado o bonde alaranjado, com aposentadoria já anunciada, apinhado de pessoas em busca de um lugar em seus assentos de madeira gasta. Suas rodas emitindo um guincho estridente em função do atrito contra os trilhos de metal.

 

A medida em que nos afastávamos da praça da Sé em direção à Baixada do Glicério, os prédios mais altos ficavam para trás e surgiam restaurantes, bares e luminosos de neon. Uma profusão de cheiros, sons, vozes e risadas.
Me divertia especialmente na frente dos bares que naquela época jogavam as tampinhas de garrafa na calçada. Tampinhas de refrigerante, de cerveja e de pinga. Até ensaiei uma coleção, consumida meses depois pela corrosão do metal das tampinhas.

 

Como sempre, em meio a nossa animada conversa, parávamos no meio do caminho para comer pastel. O meu sempre de queijo, o de meu pai sempre de carne.

 

Após o lanche retomávamos nossa caminhada, cruzando pela baixada do Glicério, até chegarmos à outrora famosa rua do Lava Pés, conhecida pelo riacho e por ser a última parada dos viajantes para beber água e se refrescar antes de subir para o centro da cidade, nos tempos do império.

 

A caminhada então alcançava sua reta final ao cruzarmos o largo do Cambuci, já próximos de casa. Nasci e cresci no Cambuci. Embora nunca tivesse visto de perto uma árvore da espécie, cedo soube que o nome do bairro era homenagem a uma fruta outrora abundante na região.

 

Já no último quarteirão passávamos pelo açougue do seu Jairo, padaria do seu Milton, sapataria do seu Manuel e barbearia do Antônio. Naquela pequena comunidade todos nos conheciam pelo nome e acenavam ao nos verem passar.
Antes de entrarmos em casa meu pai refazia o ritual diário: colocar uma garrafa de vidro destinada ao leite, dentro da caixa de metal ao lado do portão, para que o padeiro pudesse trocar por uma garrafa cheia quando trouxesse o pão na madrugada seguinte. Leite que seria devidamente fervido para o café da manhã.

 

Ouvíamos o som dos cascos do cavalo trotando rua abaixo, puxando a carroça do catador de sucata. A brisa continuava, de tempos em tempos. O céu, mais escuro naquela época, mostrava um negrume salpicado de estrelas por todos os lados. Pedia para meu pai me apontar o cruzeiro do sul antes de entrarmos em casa onde minha mãe nos aguardava.

 

Como um herói que voltava da guerra cheio de estórias para contar, eu entrava em casa de peito estufado, dono do mundo, contando as novidades. Minha mãe ouvia tudo com atenção e o devido ar de surpresa. O único ponto de discórdia: ela achava que pastel não era um bom jantar para uma criança.

 

O tempo passou, eu me tornei adulto, a cidade se multiplicou.

 

Hoje já não consigo chegar aos lugares com uma caminhada apenas. O bonde se foi há tempos. Não mais consigo ver as estrelas com a mesma clareza, quanto mais apontar o cruzeiro do sul para meus filhos. Só quando viajamos para fora da cidade.

 

Tampinhas de garrafa de metal quase não existem mais. Não sabemos mais o nome dos vizinhos direito. Leite entregue em casa é coisa do passado. Açougue virou seção de supermercado.

 

Aquela cidade de indivíduos cedeu lugar a uma cidade de instituições. Para o bem, e para o mal.

 

Porém ainda caminho com meu pai, pela rua arborizada que ele escolheu para viver sua aposentadoria. Já aos 80 anos, hoje é a sua mão que busca apoio em meu braço. Aquela mesma mão que me guiou pela São Paulo de outros tempos.

 

Conversamos sobre causos da vida, enquanto a brisa suave anuncia a chegada de outro outono na cidade, varrendo ladeira abaixo as folhas das árvores prestes a adormecer.

 

Mundo Corporativo: Vera Lucia Vieira conta como aumentar o número de seguidores da sua empresa no Facebook

 

 

Empresas têm alcançado excelentes resultados no relacionamento com seus clientes através das redes sociais, impulsionando vendas, fidelizado consumidores e reforçando sua identidade. Mas apesar da experiência positiva de algumas corporações, ainda há muita gente ou desperdiçando este espaço de interação ou, o que é pior, cometendo erros que podem ser cruciais para a marca. Foi para determinar quais os caminhos que têm oferecido melhores resultados para a comunicação corporativa através das redes sociais que Vera Lúcia Vieira pesquisou o caso das 10 empresas com maior número de seguidores no Facebook. Mestra em comunicação e autora do livro “As empresas nas mídias sociais”, Vera Lúcia foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN), O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

China ganha mais um hotel de luxo da rede Hyatt

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Park Hyatt, a bandeira de luxo da rede Hyatt Hotels, abre sua quinta propriedade na China, mais precisamente em Sanya (Hainan Island), considerada o “Hawaii chinês”. Com fachada imponente, lago privativo e praia de areia branca, o Park Hyatt Sanya Sunny Bay Resort combina o luxo de privacidade e exclusividade com a acessibilidade, uma vez que está a apenas alguns minutos de carro do Yalong Bay, destino turístico mais famoso da ilha.

 

O projeto do hotel foi criado pelo arquiteto belga Jean-Michel Gath, da prestigiosa Denniston e com a intenção de replicar a sensação de viver em uma mansão privada à beira-mar. O hotel dispõe de 207 quartos de luxo, incluindo 26 suítes e 17 vilas. Como tradição em suas unidades ao redor do mundo, a alta gastronomia destaca-se nesta propriedade, que conta com sete ambientes de restaurantes, da qual faz parte o acolhedor bar da piscina.

 

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Além do luxo do hotel em si, claro, devemos lembrar que o que torna a hospedagem do hóspede memorável é a experiência, a personalização e o encantamento proporcionado pelo hotel. Hoje o luxo envolve valores emocionais ligados ao bem estar das pessoas e a sensação de sentir-se único.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Quantos ainda vão morrer por causa do futebol?

 

Por Milton Ferretti Jung

 

É inconcebível que alguém tire a vida do seu próximo mesmo que por uma razão muito séria:em defesa da própria vida ou a de outrem etc. O motivo tem de ser dos mais fortes e seria ocioso enumerá-los. Imaginem a futilidade de uma briga provocada por um jogo de futebol. E,me desculpem os que se acharem ofendidos em razão da futilidade da disputa,mas o que levou as pessoas as vias de fato não foi uma partida entre times de grandes torcidas,esses que possuem equipes famosas,embora isso não sirva de motivos para que alguém ou alguns ponham a vida dos adversários em perigo.

 

Imaginem,a bronca foi entre os torcedores do Novo Hamburgo e do Aimoré,dois times vizinhos,do chamado Vale dos Sinos. Fosse de torcedores da dupla Gre-Nal e, ainda vá lá,mas nem assim a briga se justificaria. Afinal – mais uma vez peço desculpas a esses dois vizinhos nanicos — mas,quanto menores são,menos razões podem encontrar para que se engalfinharem.

 

Como é normal acontecer quando uma briga eclode,PMs são chamados para o que der e vier,de preferência,para apaziguar os brigões. Entre os que se envolveram na disputa estava o jovem Maicon Douglas de Lima,de 16 anos. Como tardasse para voltar à casa paterna, o pai saiu a sua procura. O pior acontecera:o seu filho fora vítima dos disparos de arma de fogo. Um dos brigadianos confirmou “ter feito fogo com medo de ser morto”. O caso,até agora,está sob suspeita. O policial disse que disparou em legitima defesa… Na verdade,o pai de Maicou,Vitor,que retirou o corpo do filho do hospital,afirmou que o menino tinha duas perfurações nas costas. Disse que saiu de bicicleta atrás do filho que não aparecera em casa e o encontrou morto.

 

Histórias como essa se repetem. O PM pode perder o seu cargo. O Pai perdeu o filho,estudante e trabalhador em construção civil. Quantas já foram as mortes provocadas por desavenças estúpidas tendo o fubebol como mote?

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: confesso, eu insisti!

 

Aimoré 2 x 1 Grêmio
Campeonato Gaúcho – São Leopoldo/RS

 

 

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Confesso que insisti. Era tarde demais para quem, como eu, acorda cedo demais. E, convenhamos, não era nada muito instigante a programação na TV. Partida na simpática cidade de São Leopoldo e no acanhado estádio do Cristo Rei, onde lembro ter visitado algumas vezes como torcedor e repórter. O morro atrás de um dos gols no qual os torcedores assistem à partida em pé, lembrando a velha (nem sempre tão boa) várzea, segue por lá. O alambrado frágil separando os torcedores, também. Mais simples ainda são os espaços destinados aos jogadores reservas feitos de cimento, pouco confortáveis, que devem deixá-los ainda mais deprimidos pela posição que ocupam no time. Vi várias vezes, ontem à noite, Felipão sentado na mureta à frente do banco com um olhar um pouco desolado – nem tanto pela infraestrutua oferecida a dois times profissionais, muito mais pelo desempenho do seu time em campo.

 

 

Mesmo diante de tudo isso, confesso, eu insisti. Fiquei diante da TV a espera de motivação para me manter acordado e justificar o sacrifício na manhã seguinte. Não precisei de muito tempo para enfrentar o choque de realidade. Assim como o estádio e a importância do espetáculo (se é que você me entende), a perfomance era medíocre. Passes errados, iniciativas individuais, cobranças de falta que iam parar lá no barranco atrás do gol e uma certa dose de azar, que geralmente acompanha os mais frágeis – o primeiro gol deles foi um exemplo, pois a bola bater nas pernas do zagueiro para encobrir o goleiro, é azar; dar um passe errado permitindo o contra-ataque, não é.

 

 

Mesmo assim, confesso, eu insisti. Imaginei que com dois atacantes em campo, as chances de gol aumentariam com uma disputa particular entre os dois para saber quem é mais capacitado para ocupar o cargo. O problema é que a bola precisava chegar até eles. E isto aconteceu pouco. E quando aconteceu … Bem! Uma bela jogada do adversário antes de se encerrar o primeiro tempo e um chute de causar inveja, ampliou nossa desvantagem. E invejoso, confesso, desisti. Fui dormir, pois lembrei do que me ensinou Enio Andrade: tem dia do sim e tem dia do não. Ontem à noite, era o dia do não. Que sejam raros!

Budweiser ativa Spider e detona Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A madrugada de sábado certamente foi inesquecível aos moradores do Morumbi. Ao menos para aqueles que moram nas cercanias do Palácio dos Bandeirantes e da Casa da Fazenda. Vizinhos da Capela do Morumbi e da Casa de Vidro de Lina Bo Bardi.

 

O fato é que a vitória de Anderson Silva não trará saudades para quem vive no entorno daquilo que a Budweiser chamou de BUDWEISER MANSION. Pelo incômodo e pelo desprezo com o bairro e com a cidade, que nem com 461 anos se faz respeitar. Não só por alguns habitantes, mas também pela Prefeitura.

 

A Avenida Morumbi 5429 onde está situada uma residência de alto padrão foi transformada em casa de show para exibição de DJs. Sem nenhuma característica e condição para receber um espetáculo que requer cuidados específicos. É inacreditável, que enquanto uma casa de show construída para tal tem que cumprir rigorosamente todos os pré-requisitos técnicos, legais e ambientais, de repente se crie em região de área preservada dentro de um imóvel feito para moradia, um espetáculo promocional e comercial com venda de ingressos ao público em geral.

 

Às vésperas da votação final da lei de zoneamento, a Avenida Morumbi está prestes a perder seu atual status. Deverá se transformar em corredor comercial de zona de preservação em toda a sua extensão. Mas, nem nesta condição futura, o evento da BUD MANSION seria possível se tivéssemos uma Prefeitura com orientação de sustentabilidade.

 

Caberia mais à Budweiser esta preocupação, embora pelas declarações de Diana Maranhão, gerente de marketing da marca, esta faceta nem passa pelo seu departamento.

 

Resta alertar ao consumidor que pode ser um dia morador. Que é quem, no balanço final, se prejudica. Paga a conta, mas não é levado em conta.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Frozen: princesas da Disney fizeram terapia

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Frozen – Uma aventura Congelante”
Um filme Disney.
Gênero: Animação
País:USA

 

 

Duas lindas princesinhas, Elsa e Anna vivem em um reino chamado Arendelle. Anna, adorável, atrapalhada e amorosa, idolatra a irmã mais velha, que, por sua vez, a priva de seu convívio, mas por um motivo surpreendente. Elsa nasceu com um poder de congelar as coisas e não consegue controlá-lo muito bem, o que a leva a isolar-se das pessoas. Em uma passsagem de tempo Elsa é coroada rainha e finalmente sai de seus aposentos.Anna e Elsa discutem na coroação o que faz Elsa se descontrolar e liberar seu poder congelando toda Arendelle.

 

Por que ver: a Disney vem mudando o perfil de suas princesas. Neste filme, existe desilusão amorosa com príncipe, empoderamento das princesas, as fazendo ter escolhas próprias e autonomia! Girl power trip!Não são aquelas bobocas inocentes de outrora…Acho que fizeram terapia…

 

Como ver: quando você estiver borocoxô…Duvido que você não se anime na música “Livre Estou”…

 

Quando não ver: se tiver problemas de “chiclete de orelha”… sabe aquela música que cola em seu ouvido, cabeça e entranhas…? Então, é a tal “Livre estou”. Se isto acontecer, ao menos aprenda a letra toda, porque no meu caso fico apenas com o refrão na cabeça.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.