Aos Patriots, o Super Bowl e a Tom Brady, Gisele Bündchen

 

Por Gregório Costa
Enviado especial do blog

 

Patriots

 

Amarrar as chuteiras, arrumar as caneleiras, ajeitar-se nas ombreiras e pintar logo embaixo dos olhos para se preparar para os sessenta minutos mais importantes enfrentados por um jogador de futebol … futebol americano, claro! Foi por esse ritual que os 92 jogadores do New England Patriots e do Seattle Seahawks passaram antes de entrar no campo do University of Phoenix Stadium para disputar o Super Bowl XLIX (49), ontem, dia primeiro de fevereiro. Para a maioria dos brasileiros isso seria apenas outro jogo de um futebol esquisito que os americanos inventaram, pois estavam cansados de perder do nosso futebol de verdade. Para aqueles que realmente entendem: é o mundial do futebol americano, apesar de apenas incluir times dos Estados Unidos. Um evento que cobra US$ 4milhões para que um comercial passe durante as paradas do jogo, e tem um show de intervalo semelhante a abertura olímpica.

 

Este ano, os Patriots e seu jogador principal, Tom Brady, ou marido da Gisele Bündchen, talvez seja mais familiar intitulá-lo assim, estavam rodeados de um “escândalo”: o “Deflate-Gate”, o time foi acusado de murchar algumas das bolas (se é que podem ser chamadas assim com aquele formato) em um dos jogos dos play-offs, semanas antes da grande decisão. Bola murcha facilitaria a pegada. O fato foi coberto por inúmeras emissoras de televisão e outros veículos de comunicação por muitos dias, com direito a break news e todo tipo de análise e estatística que os americanos adoram. Quem dera o principal problema noticiado em São Paulo fosse falta de ar dentro de bolas, e não falta de água dentro das casas. Apesar de tudo, o marido da Gisele entrou em campo focado para enfrentar o Seattle Seahawks e sua defesa, a melhor da temporada.

 

Até para um iniciante era possível distinguir a maneira de ambos os times jogarem, quando no ataque os Patriots usavam passes curtos para chegar a marca do touchdown, enquanto o Seahawks honrou seu nome (hawk=águia) e ganhou jardas com passes longos que tomavam os ceús, sem deixar de usar seu running back Marshawn “Beast Mode” Lynch para furar a defesa, sempre que possível. A primeira metade do jogo não deixou pistas de um favorito, terminando empatada, 14 a 14, placar humilde já que um touchdown vale, efetivamente, 6 pontos.

 

Um curto show de Katy Perry no intervalo, que não chegou aos pés do espetáculo que Beyoncé deu dois anos antes no Super Bowl, foi o que antecedeu os 30 minutos finais que decidiriam o dono da taça.

 

Os Seahawks abriram uma vantagem de 10 pontos logo no terceiro quarto e a maneira como a defesa se movimentava não dava muito espaço para o avanço dos Patriots. Foram os passes do marido da Gisele sempre achando um alvo livre que deixou a diferença do placar menor, até os Patriots tomarem a liderança: estava 28 a 24 com dois minutos restantes. Longe de ser um jogo decidido, o ataque dos Seahawks era a última chance de mostrarem por que mereciam a vitória. Cena digna de filme: uma jarda (menos de 1 metro), a bola da endzone, a defesa era apertada, mas nada que Lynch não pudesse tomar conta. Ele é famoso por levar a bola junto com mais dois ou três defensores: “A Besta” era como os comentaristas se referiam a ele. Mas para a surpresa de todos, a bola não foi para o running back, foi um passe curto, que caiu nas mãos do cornerback dos Patriots, Malcolm Butler – um herói de 24 anos que sequer havia sido recrutado no draft (a maior seleção de jogadores que os times da NFL participam). Faltando 20 segundos no cronômetro, Butler interceptou o passe e garantiu o Super Bowl para os Patriots.

 

O time de Tom Brady venceu pela quarta vez o Super Bowl; e ele voltou feliz aos braços de Gisele.

 

Qualquer informação correta deste texto dou crédito ao guia do iniciante da NFL que pode ser acessado neste link

Avalanche Tricolor: uma questão de foco, pé no chão e de querer um pouco mais

 

Grêmio 3 x 0 União Frederiquense
Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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As férias e a o início deste ano têm sido dedicados a escrita de um novo livro, tarefa que me tem tomado boa parte do tempo e me limitado a apenas algumas tarefas. O programa na rádio, claro, é prioridade, mas o restante do tempo está voltando às pesquisas e textos que constróem cada capítulo. Sou exigente demais com as palavras e isso me faz voltar atrás, reescrever e rever para, normalmente, voltar a escrever. O pior é que sempre tenho a impressão de que não ficou bom. Nas adaptações necessárias abdiquei de acompanhar com mais proximidade o noticiário gremista, fiquei apenas com as manchetes que apareciam nos sites, já que os jornais aqui de São Paulo, por motivos mais do que óbvios, não abrem espaço para os clubes do Sul. Troquei informações também com meu pai, por telefone, mas nada além do básico: contrataram esse, venderam aquele outro. Esse desprendimento, que espero seja justificável para você, caro e raro leitor deste blog, me levou, inclusive, a não atender o pedido prestigioso do editor do Imortal Tricolor, blog que costuma reproduzir os textos da Avalanche. Não foi desfeita, foi respeito: faltavam-me tempo e informação para escrever algo que estivesse à altura de seus leitores.

 

Do pouco que li, das despedidas que acompanhei e das chegadas que quase não soube fiquei com a mensagem principal: o Grêmio vai focar o Campeonato Gaúcho. Deste assunto entendo um pouco mais, pois faz parte de uma das pesquisas que realizei para o livro. Alguns autores dizem que nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos algumas tarefas. É por meio do foco que direcionamos nossa atenção, energia e temos mais chances de conquistar melhores resultados. Contudo, para se ter foco é importante saber o que se quer e definir prioridades, organizar o tempo de modo realista e saber dizer não às fugas de atenção.

 

Hoje, o Grêmio parecia mesmo bastante focado na tarefa de vencer seu adversário na estreia do Campeonato Gaúcho. E o fez com rapidez ao decidir o jogo logo no início com dois gols. Voltou para o segundo tempo já sem a mesma atenção, provavelmente pelo cansaço físico e mental que os desafios nos oferecem. Mesmo assim voltou a marcar quase no fim do segundo tempo quando já estava com um a menos em campo. Eu também tive de prestar muito atenção em cada jogador que tocava na bola, pois muitos eram novidades para mim, para torcida e para o próprio time que vai ter de se acostumar com a nova formação. Fazer previsões a partir do que assistimos nesta tarde na Arena que, por sinal, recebeu excelente público para um sábado de verão no Rio Grande do Sul, é precipitado. Todos estavam se conhecendo. E alguns ainda vão chegar. É o que espero. Afinal, por mais focado que estejamos no Campeonato Gaúcho, minha torcida tem pretensões bem maiores este ano.

 

Gostei muito de ver que Marcelo Grohe segue em forma; é interessante saber que podemos contar com jogadores jovens e promissores; e fiquei feliz em ver que Barcos voltou com a corda toda. A lamentar, a possibilidade de termos assistido ao último jogo dele com a camisa do Grêmio. E saber que nosso destino, no futebol brasileiro, é esse mesmo: perder nossos craques e ficarmos apenas na torcida de que um novo surja muito por acaso

De ah!

 

Por Maria Lucia Solla

 

ah, quanto eu gostaria
de poder escrever
só palavras
de pura alegria

 

o que seria
na verdade
um tédio só
pura fantasia

 

ah, quanto eu gostaria
de ser sempre bem-posta
e que a vida não se oferecesse
tantas vezes
como uma cega aposta.

 

Mas sou tão pequena
uma das menores células
da Humanidade
do que eu tenho ciência
desde tenra idade

 

Agradeço sempre
por tudo o que tenho
por tudo o que sou

 

E peço ao Criador
que na Sua Grandeza
que me dê força para continuar
no Caminho que escolhi para mim
seja ele de alegria ou de dor

 

Para um domingo de manhã
já é filosofia demais
Aproveita o teu dia
e por que não?
faz você, a tua poesia.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: uma vida centenária na capital paulista

 

Por Jacob Pomerancblum

 

 

Tenho 100 anos. Nasci no dia 12 de setembro de 1914, numa pequena aldeia na Polônia. Assim que completei 13 anos, eu e meu irmão de 10 fomos colocados num navio, sozinhos, a caminho do Brasil. Cheguei em São Paulo em 1927 e cada vez que ando pelas ruas da cidade que me recebeu e onde construí minha vida lembro como era nos anos da minha juventude.

 

Vivi no Bom Retiro a maior parte da minha vida. Caminhei pelas ruas iluminadas por lampiões de gás e lembro que nas ruas laterais do Colégio Santa Inês sempre eram quebrados para manter as ruas escurinhas. Assisti a muitos filmes mudos nos “poleiros” dos cinemas de bairro.

 

Estive na inauguração do Estádio do Pacaembu e do Jóquei Clube. A avenida Pacaembu nem estava asfaltada ainda e ia-se ao Jóquei de bonde. Não havia nenhuma construção no entorno.

 

Depois que casei fui morar por uns anos no bairro do Tremembé. A estação do trem Maria Fumaça ficava no centro do bairro e muitas vezes a família ia para o centro de trem.

 

São 87 anos vividos nesta cidade que se tornou “minha cidade”, onde tive muitos e bons amigos com quem vivi muitas aventuras e alegrias e onde criei minha família. Só lamento que todos amigos tenham decidido “ir embora” e me deixaram sozinho com minhas lembranças, guardadas e vívidas na minha memória.

 

Jacob Pomerancblum é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Fernando Macedo aponta as despesas que travam o crescimento da sua empresa

 

 

Em mais de 90% dos projetos de consultoria para redução de gastos, a empresa aumenta a qualidade do serviço prestado e a produtividade, sem precisar trocar o fornecedor. A afirmação é de Fernando Macedo, consultor da ERA – Expense Reduction Analyst, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar do susto que projetos de corte costumam gerar nos trabalhadores da empresa, Macedo salienta que dificilmente os ajustes passam pela folha de pagamento.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O programa é reproduzido, aos sábados, a partir das 8h10, no Jornal da CBN.

Pesquisa mostra que marcas de luxo melhoram a experiência digital de seus clientes

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Já falamos algumas vezes, aqui no Blog do Mílton Jung, da presença de marcas do mercado do luxo no mundo online e da importância de atuarem neste setor, levando em consideração as demandas destes exigentes e selecionados clientes. Agora, fica-se sabendo que essas empresas melhoraram a experiência digital que oferecem aos seus consumidores em 8%, no último trimestre de 2014, de acordo com pesquisa divulgada, há alguns dias, pela ContactLab e Exane BNP Paribas.

 

De acordo com o estudo, a italiana Gucci teve melhor desempenho em termos de experiência do cliente digital, levando em conta a experiência de compra online, a navegação Web e como uma marca é experimentada em diferentes canais digitais. Em seguida, aparecem no ranking Louis Vuitton, Tiffany&Co., Cartier e Ralph Lauren.

 

Quanto a estratégia de e-commerce foi a britânica Burberry que ficou no topo da pesquisa, sendo analisados fatores como o alcance geográfico, os idiomas dos sites, e quantidade de produtos vendidos pelas marcas. Seguindo a Burberry, vem as grifes Armani, Brunello Cucinelli, Balenciaga, Moncler e Valentino.

 

Os meios online, e não apenas de vendas (loja virtual), mas espaços como página no Facebook e perfil no Instagram, são novas vitrines da marca e permitem a seu consumidor interagir e, também, estar a par de novidades da empresa. É essencial, claro, que as marcas de luxo otimizem esses canais de forma compatível com sua gestão offline, ou seja, com uma política de comunicação eficaz, seletiva e padronizada. A plataforma digital de marcas de luxo, hoje com o mundo globalizado, é importantíssima para a construção de um relacionamento de longo prazo. Cada experiência de compra, seja online ou offline, é um ponto de contato que deve ser aproveitado a fim de construir a lealdade do cliente.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

O ministro e sua teológica carinha

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Os caros leitores – caríssimos seria ainda mais correto para o tratamento que dispenso – que se dão ao trabalho de ler os textos por mim postados às quintas-feiras no blog do Mílton, segundo imagino,no mínimo,quando vão tomando conhecimento dos nomes que o presidente(a) de seu país escolhe para ocupar os seus ministérios,têm não apenas a esperança,mas o direito de ver os detentores dos mais importantes cargos ,aqueles mais aptos,por serem, na cabeça do presidente,os maiores especialistas nos assuntos com os quais vão lidar. Nem sempre é assim.

 

Às vezes – eu diria que nem tantas – os nomes dos escolhidos não são,exatamente,preenchidos por verdadeiros especialistas. Com o andar dos Rolls-Roices,porém,os preferidos na instância inicial podem mostrar jeito para o cargo e os seus desmandos relevados por interesse político-partidário. Outros, pelas mais diferentes razões,acabam dando sorte. Claro que tal hipótese é a mais difícil de se concretizar. Afinal,estamos tratando dos homens e/ou mulheres mais importantes depois do presidente,mas nem todos com as mesmas aptidões ou,no mínimo,boas intenções para o exercício de funções tão complexas como se espera (ou no se espera)de um ministro.

 

Cheguei a duvidar,ao ler o ZH do fim do ano quando,ao ler a manchete que gritava nos meus ouvidos virtuais “Peixes bem fora d’água”. Pensei,de imediato,que o periódico se referisse a peixes que morrem aos milhares,como acontece volta e meia. Não se tratava,no entanto,de peixes mortos,mas de alguma coisa mais estranha,o que descobri logo abaixo da manchete ao ler este texto:”Teólogo Comandará esporte no país (o restante,diante do fantástico anúncio, não passava de café pequeno nem vale a pena repetir).Tenho certeza de que se houvesse no Vaticano,um Ministros dos Esportes esse não seria um teólogo. Eu,pelo menos,estou certo que Francisco,por entender de futebol como poucos não cometeria tal asneira.

 

O pior,todavia,vem aí:”O ministro do Esporte,George Hilton, chegou ao primeiro escalão de Dona Dilma Roussef debaixo de uma vasta enxurrada de críticas. O fato de ele não ser familiarizado com a área que passou a comandar – o que ele mesmo admitiu em recente entrevista – foi a razão de uma das ressalvas feitas ao seu nome. A outra decorre do seu passado por atitudes,no mínimo,questionáveis.Em 2005,Hilton desembarcou num jato particular no Aeroporto da Pampulha,em Belo Horizonte,transportando 11 caixas de dinheiro”. Chamo a atenção dos que não estão por dentro da história que George Hilton e suas “caixinhas de dinheiro” foram salvas ou coisa que o valha pela pronta ação do delegado federal Domingos Pereira Reis,primeira autoridade informada sobre o caso, que foi bastante camarada com aquele que acabaria sendo, anos depois, ministro do Esporte. Desculpem-me,mas este ministro deveria ir para uma pasta mais condizente,pelo menos,com a sua teológica carinha.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung (o pai dele)

Passe livre: a evolução

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Impulsionado pelo reajuste da tarifa em janeiro, voltaram as manifestações do Movimento Passe Livre SP. A verdade é que a implantação da tarifa zero enfrenta grandes desafios. Financeiros, Sociais e Comportamentais.

 

Sob o aspecto financeiro a adoção do passe livre na cidade de São Paulo precisaria aproximadamente de R$7,2 bilhões de um orçamento de R$51,3 bilhões/ano. O que não é pouco, pois a educação fica com 9,8, a saúde com 7,6 e o subsidio da prefeitura atualmente é de 1,4.

 

Para liberar o consumidor de uma parcela ou do total do bilhete foram apresentadas várias hipóteses não excludentes. Por exemplo: IPVA, IPTU e o CIDE sobre combustíveis. Alternativas que demonstram a possiblidade de transferir arrecadações ou aumentá-las.

 

Entretanto, é preciso analisar os efeitos destas medidas dentro do contexto social. Para alguns, a tarifa zero seria como a Saúde e Educação, serviços públicos gratuitos. Quem não pode, usa e quem pode, viaja de carro ou de ônibus com ar, sentado e ouvindo música. Aliás, foi o que Erundina implantou e Maluf acabou com os ônibus de luxo, para atender os taxistas que perdiam clientes.

 

Dentro do aspecto social, a mobilidade é a capacidade das pessoas de se movimentar livremente. Atenderíamos os carentes e liberaríamos a demanda reprimida, ocasionando congestionamentos. Um risco que talvez valha a pena. Ronaldo o Fenômeno quase não segue carreira ao ser aprovado pelo Flamengo e não ter dinheiro para a passagem.

 

O economista Paulo Sandroni em artigo no Estado relata a experiência comportamental do grupo mais emblemático da cidade. As torcidas organizadas. No tempo da CMTC a depredação de ônibus por parte da torcida que perdia no jogo do Morumbi era total. Foram suspensas a linhas. A arrecadação caiu drasticamente. Os clubes procuraram a CMTC e ficou acertado, apenas com o protesto do corintiano Vicente Mateus, que os ônibus voltariam e, de graça, para os torcedores, mas, com a ameaça de parar tudo se houvesse depredação. Quem pagaria a conta seriam os clubes, com 1% a 2% da arrecadação. Sucesso total. Todos lucraram, e a CMTC descobriu que o custo operacional baixou 22%, que era o custo da cobrança.

 

Bem, dentre os desafios, resta a coragem política. E haverá?

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Garota Exemplar: um suspense para agarrar você do começo ao fim

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Garota Exemplar”
Um filme de David Fincher.
Gênero: Suspense
País:USA

 

Um casal apaixonado se muda para o Missouri. Os dois foram demitidos, estão passando por problemas financeiros e para arrematar a mãe dele morre de câncer. Até que um dia, Amy, a esposa, some sem deixar rastros. Sinais de luta e sangue são encontrados…O culpado?…Bem, não posso ir além na sinopse ou vou deixar escapar algum detalhe arrepiante!

 

Por que ver:
Um grande suspense. Para os fãs do gênero será um prato cheio. Prepare-se para fortes emoções. O filme te agarra do começo ao fim. Vai te faltar fôlego em alguns momentos e te deixar incrédulo em outros. Acabei de ver o filme e estou até mole.

 

Como ver:
Não adianta preparar aquela pipoquinha pois você não vai ter tempo para comê-la. O filme não te dá descanso… Faça xixi antes.Uma boa pedida, é se você estiver voltando da Europa e precisa se ajustar ao fuso horário… As horas passarão rápido e o sono passará longe!

 

Quando não ver:
Olha, qualquer coisa que escreva aqui pode te dar pistas sobre o enredo, portanto vou me abster de um comentário mais preciso e apenas dizer que se você não puder, por orientação médica, ter fortes emoções, não assista a este filme.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

O que fazer quando a água acabar?

 

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Há pouco mais de quatro anos, participei do Blog Action Day, uma ação global de blogueiros comprometidos a discutir o tema da água, um dos grandes desafios do Século 21. Em um dos textos publicados aqui no miltonjung.com.br, falei de cenário que lembra muito o que estamos enfrentando na Região Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, sem jamais imaginar que a falta de água pudesse ser tão grave e imediata. Já se calculava que no mundo 1 bilhão de pessoas não tinham acesso à água limpa para o consumo, e um número impressionante de pessoas ficavam doentes ou morriam devido a falta de saneamento básico.

 

Estudo que acabara de ser publicado na revista Nature mostrava que 80% da população mundial viviam em áreas onde o abastecimento não é assegurado. Curiosamente, boa parte da Europa e América do Norte sofre deste mal que apenas se ameniza graças ao impacto da infraestrutura criada para distribuir e conservar água. Um dos pesquisadores, Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, alertava, porém, que “uma fatia enorme da população não pode pagar por estes investimentos … que beneficiam menos de um bilhão de pessoas”.

 

Outra publicação, a Newsweek, apontava para a corrida pelo controle da água que estava sendo travada no mundo e questionava se companhias privadas deveriam ter o domínio sobre nossa mais preciosa fonte natural. O texto, assinado por Jeneen Interlandi, relatava a operação de duas empresas privadas americanas para transferir 80 milhões de galões de água do Blue Lake (Lago Azul), no Alasca, para Mumbai, na India, de onde seriam distribuídos para cidades no Oriente Médio. Essa privatização na produção e distribuição, defendida por alguns setores da economia como solução para a crise global de água doce, é motivo de temor para muitas populações. Por definição, uma mercadoria é vendida pela melhor oferta, não para o consumidor que tem mais necessidade. E com estimativas de que o consumo de água tem dobrado a cada 20 anos e a procura vai superar a oferta em 30% até 2040, a questão é saber o que pesará mais na decisão dos “donos da água”.

 

De 2010, quando esses dados foram reproduzidos aqui em miltonjung.com.br, até agora a situação apenas se agravou e, pior, ficou ainda mais próxima de nós.

 

Na cidade de São Paulo, quase todos os moradores – mais de 98% – são servidos por rede de abastecimento. Índice um pouco menor – 87,2% – vivem em locais onde há rede de esgoto. Jamais percebemos, porém, o privilégio que tínhamos em receber água limpa na torneira, e sem esta consciência a desperdiçamos com facilidade. Nós e as companhias que são pagas para distribuí-las, pois os índices de perdas na rede beiram os 30%. De forma irresponsável, nossos governos se abstiveram de impor o controle necessário aos gastos. E neste ritmo chegamos a desesperadora situação atual em que o estoque disponível para abastecer 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo caiu 74%, em um ano. De acordo com reportagem do jornal O Estado de São Paulo: “Quando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) emitiu o primeiro alerta sobre a seca no Cantareira, em 27 de janeiro de 2014, os seis mananciais que atendem a região mais rica do país somavam 1 trilhão de litros armazenados. Hoje, restam 267,8 bilhões, 12,4% da capacidade dos reservatórios”.

 

Nossa “caixa d’água” está praticamente vazia e autoridades calculam que, se não houver uma mudança drástica no regime de chuvas, em três meses, corremos o risco de não termos mais água no Sistema Cantareira.

 

O que fazer quando a água acabar?