A escritora de romances policiais que enganou leitores machistas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Gosto muito de romances policiais. Maria Helena,minha mulher,que também lê muito,prefere os de Nora Robert,mas não desdenha,é claro, dos escritos por outros autores. Ultimamente temos devorado tantos livros que a nossa biblioteca particular tomou conta de todos os armários aqui de casa e está ficando difícil arrumar lugar para as compras mais recentes. Não é fácil,igualmente,evitar que compremos livros já lidos. A nossa livraria predileta providencia,porém, em trocá-los.

 

Escrevi, na primeira frase do meu texto, que gosto muito de romances policiais.Não me furto,entretanto,de ler– e Malena me acompanha – livros de outros tipos. A propósito,pensei que houvesse lido todos os grossos volumes produzidos por aquele que considero o Mestre desse gênero: Stephen King. Ledo engano ou,se preferir,alegre engano. Por quê? Porque imaginei que a verve de King houvesse se esgotado. Não foi e,pelo jeito,está longe de ocorrer. Já encontrei à venda,embora ainda não tenha comprado,O Iluminado (continuação), mais vendido nos Estados Unidos, e “Joyland”,que é um romance policial,uma história sobre crescimento e amadurecimento e acerca daqueles que não têm a oportunidade de alcançar nenhum dos dois,porque a morte chega antes do tempo.

 

É bom saber que o Mestre do Terror está vivo e produzindo novos livros. Muitos deles viraram filmes,mas pouco superaram as suas obras. King é mais para ler e imaginar o que se lê nos seus romances. Que Deus lhe conceda vida longa.

 

Vida longa teve a Dama do romance policial, escritora P.D.James,que morreu com 94 anos.Ela nasceu em Oxford. Escreveu 19 romances (socorro-me do obituário dela publicado por Zero Hora). Dos 19, 14 tiveram como protagonista o detetive Adam Dalgliesh.Três de seus livros foram de não ficção. O ensaio Segredo do Romance Policial (que para ela não chegou a ser um segredo).Death Comes to Pemberley,escrito em 2011,transformou-se em série da BBC. Em sua longa carreira James conquistou vários prêmios destinados a romances policiais,entre eles,Crime Writer’s Association’s Diamond Dragger,em 87,e o Grand Master Award from Mistery Writers of America,em 1999. Um livro de P.D.Jame que me lembro de ter lido foi O Enigma de Sally.Vou fazer uma confissão,mesmo que me envergonhe de a relatar:comecei muito cedo a tomar conhecimento dos seus livros. Prestei atenção no nome de quem o escreveu e fui traído pelo P.D.James. Imaginei que se tratasse de um escritor inglês. Era mulher,porém,e uma grande escritora. Talvez tenha usado Phillis Dorothy James para que,em uma época que os romances policiais eram dominados por homens,P.D.James lhe tenha soado mais apropriado para atrair babacas machistas. Eu,inclusive.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seus textos no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

O que Dilma e Diletto têm em comum

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Diletto

 

Um italiano nascido no vilarejo do Veneto, chamado Vittorio, mestre sorveteiro, produzia artesanalmente picolés. A partir de frutas frescas e neve. Logo após a segunda guerra mundial imigrou para o Brasil e seu neto resolveu aplicar o conhecimento do avô em sorvetes “Premium” com a marca Diletto. Esta bela estória e uma segmentação de mercado bem definida tornaram os sorvetes Diletto um sucesso.

 

O CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária investiga estas informações divulgadas na comunicação da marca. Um dos sócios, o neto de Vittorio, confirma, entretanto, que é uma fábula, pois de real mesmo é só o avô que veio do Veneto. E nem se chama Vittorio. Tudo o mais é mentira.

 

Dilma, presidenta do Brasil, iniciou a campanha para reeleição com folga nas prévias. Com a inesperada entrada de Marina na disputa e seu respectivo crescimento, atacou-a por ser apoiada por banqueira. Em seguida com a aproximação de Aécio, acusou-o de planejar a aplicação de rigorosos ajustes fiscais. Denominou-os até de “pacote da maldade”. E sua estratégia teve sucesso reelegendo-a.

 

A estória de Dilma não desmente as acusações feitas aos adversários, mas vai além, pois ela as incorpora. A presidenta nomeou gente dos bancos privados para aplicar os reajustes fiscais.

 

O dilema da Diletto é que se o CONAR decidir proibir a mentira na propaganda, mesmo como ficção, vai criar uma tremenda congestão. Na comunicação de produtos e serviços, o essencial é a verdade no aspecto técnico e científico. Uma ficção para motivar o consumo não pode ser coibida.

 

O dilema de Dilma é que dentro do campo político ainda não há poder moderador, pois o eleitor é o consumidor à mercê das máquinas partidárias e de seus patrocinadores. Dilma e todos os candidatos deveriam ter um moderador de premissas e promessas. Que tal CONARP – Conselho Nacional de Autorregulamentação Política? Bem, terá que ser um órgão gigantesco, pois há mais políticos que mentem do que produtos.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Magic Mike: engraçado, quente e sexy

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Magic Mike”
Um filme de Steven Soderberg.
Gênero: Drama(mas não parece)
País:USA

 

 

Um garoto gato conhece um não tão garoto, mas muito gato também (Mike). Viram amigos e o não tão garoto leva seu novo melhor amigo para trabalhar em uma casa de strippers masculinos. Ele faz o maior sucesso! Mike acaba se apaixonando pela irmã do garoto e repensa sua vida.

 


Por que ver
: (Mílton, me desculpe, mas estou muito empolgada com este filme, então minha descrição será mais “quente”que o normal…Uhuuuuu!) Gente, este filme é música para os olhos como diz a descrição do DVD. Engraçado, quente e sexy!!! AFFFF que caras deuses! Ai papai!!! Me diverti horrores, dei muita risada e achei as cenas de dança espetaculares! Ai, ai(estou me repetindo, mas merece), o que é aquele Channing Tatum dançando (Rick Martin perdeu seu posto)!!! Queria estar naquele palco! Um sorrisinho besta não saiu de minha boca o filme todo! História boa, elenco mais do que espetacular. Ah, uma curiosidade…O filme é baseado na história de vida do próprio Channing Tatum. SIMMM ele foi stripper!

 

Como ver: MENINASSSS and GAY friends! Escapem para uma noite inocente na casa de uma de suas amigas solteiras e sem filhos. Aluguem este filme e chamem suas amigas. A noite será de muitas risadas, certeza! A pedida é: champagne e/ou caipirinha rolando mais pipoca. Se não quiser ter problemas, avise seu vizinho que dará uma festa para não sofrer com reclamações e depois mande uma caixa de bombons para ele, pois a noite vai pegar fogo! Mulherada em polvorosa rindo e gritando muito!!! Só teve uma coisa que não gostei muito…Na boa, homem com bumbum depilado e de fio dental, é mais engraçado do que sexy. Prefiro a boa cuequinha.

 

Quando não ver: com o cara que você começou a sair…Ai ai (me repetindo again!)A comparação será inevitável, e o dito cujo certamente sairá perdendo além de detestar o seu sorrisinho besta, assim como o meu! Oh dó…

 

OBS:gente, tudo o que acabo de escrever serve também como teste para ver se meu marido REALMENTE lê o que escrevo (se eu tomar bronca conto a vocês)…E se algum amigo dele avisar, vai se ver comigo!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. No início da semana, está aqui no Blog do Mílton Jung com dicas de cinema.

Avalanche Tricolor: porque eu sou gremista

 

Bahia 1 x 0 Grêmio

Campeonato Brasileiro – Fonte Nova (BA)

 

gremio_Fotor_Collage

 

Estive em Porto Alegre neste fim de semana. Oportunidade para conviver e relembrar, pois mesmo com poucos dias de estada visitei lugares marcantes para minha vida, a começar pelo fato de que sempre reencontro-me com a casa na qual cresci e amadureci (ou nem tanto), na Saldanha Marinho, no bairro Menino Deus, onde moram meu irmão, Christian, e minha cunhada, Lucia, bem próximo do saudoso estádio Olímpico, que, aliás, permanece lá, sem o anel superior e com estrutura cicatrizada pelo tempo, sofrimentos e conquistas. Convidado por meu sobrinho mais novo, o Fernando, irmão da Vitória (de belo e significativo nome, não?), fui assistir a atividade de encerramento de ano escolar no Colégio Marista Rosário, o mesmo onde estudei quando ainda levava o nome de Nossa Senhora do Rosário. Por lá joguei bola, fui campeão de basquete, namorei muito, me esborrachei no chão, presidi o grêmio estudantil e participei de intensos debates clubísticos com os colegas que teimavam em torcer para times adversários – lembro que alguns eram SER Caxias, outros São José, Cruzeiro ou times de menor expressão. Apesar de não ter citado na frase anterior, também estudei, mas não era muito fanático por esta prática.

 

Curiosamente, a atividade desse sábado pela manhã era no teatro da escola, onde frustrei minha carreira de cantor, depois de ser afastado do coral pelo irmão Alduino. Registre-se, ele tinha toda razão. No palco do teatro, porém, tive algumas passagens artísticas nas encenações de fim de ano organizadas pela professora Tânia. Assim com o teatro mantém muitas das lembranças daquela época, apesar de renovado, encontrei-as também passeando nos corredores do prédio original da escola, com os azulejos verdes na parede e o piso quadriculado em preto e branco. A cantina ocupa o mesmo espaço, assim como a sala do professores e a do GER – Grêmio Estudantil Rosariense. Lembrei de algumas salas de aula, provavelmente devo ter confundido outras, e as achei muito parecidas, exceção à lousa que não é mais de giz. O pátio tem mobiliário novo mas sofreu poucas mudanças. Caminhar dentro do Rosário, ver a sala de troféus e algumas fotos do passado me emocionaram.

 

Fiz questão de visitar a Arena Grêmio, no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre. Por incrível que seja, até hoje não assisti a partidas de futebol na nova casa gremista e apenas havia apreciado a bela arquitetura nas vezes que aterrisei no aeroporto Salgado Filho. Se do alto, a Arena chama atenção, é de perto que se tem noção clara das suas dimensões e do que pode representar quando tomada de torcedores. Havia alguns visitantes como eu percorrendo o entorno e parte de suas dependências, tirando fotografia, guardando recordações e sonhando com os títulos que virão. Havia os que se preparavam para a competição esportiva mais importante no fim de semana, em Porto Alegre: a Corrida do Grêmio que, soube há pouco, reuniu 5 mil pessoas, no domingo pela manhã. Consta que outra atividade estaria marcada para sábado à noite, na avenida Padre Cacique, mas de menor relevância; não sei bem o que se sucedeu por lá.

 

Prestei muita atenção no movimento daqueles gremistas que encararam o forte calor deste fim de semana porto-alegrense, na forma carinhosa com que apreciavam os paineis com ilustrações do tricolor, no interesse pelos souveniers oferecidos na loja GremioMania e nas conversas paralelas entre amigos, casais e famílias. Havia orgulho e alegria entre os muitos que vestiam nossa camisa. Nenhum parecia se importar com as dificuldades e falta de resultado que se avizinharam. Afinal, não somos gremistas porque ganhamos a vaga sejá lá pra qual for a competição, ou porque vencemos mais um título; nem deixaremos de sê-lo apenas por uma ou outra temporada sem conquistas, ou por um elenco que não nos agrade por completo. Somos gremistas porque o destino nos colocou neste caminho; alguém muito especial, uma luz qualquer ou um momento incrível – de dor ou de alegria – fez explodir esta paixão.

 

Diante de tudo isso, a partida desta noite em Salvador e a possibilidade de ainda termos um lugar na Libertadores do ano que vem ficaram menores, quase irrelevantes. Mas que eu queria ter visto nosso time brigando e acreditando até o fim, não tenha dúvida, eu queria. Porque eu sou gremista!

Mundo Corporativo: Elmano Nigri diz por que tem tanto funcionário insatisfeito na sua empresa

 

 

Nas empresas, trabalhamos com processos e pessoas. Processos, não reclamam. Pessoas, sim. Então, é preciso saber ouvi-las para que se melhore o clima organizacional e aumente a produtividade. Esse tem sido um dos trabalhos desenvolvidos por Elmano Nigri, presidente da consultoria Arquitetura Humana, que participou do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com base em pesquisas feitas em algumas das maiores corporações do mundo, o consultor relacionou os principais motivos que levam muitos profissionais a dizerem que estão insatisfeitos com a função que exercem: “primeiro, porque (eles) não são ouvidos; segundo, não se presta atenção neles; terceiro, porque não têm as características que foram definidas e comunicadas a eles; o caipira costuma dizer que ‘nóis combina, nós faz’ – é preciso que se combine com cada pessoa dentro da organização o que se espera dela”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e o programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Os ouvintes-internautas podem participar pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN).

Conte Sua História de SP: uma carta imaginária para a Vó Tutinha

 

A ouvinte-internauta Suely Schraner está de volta ao Conte Sua História de São Paulo em carta imaginária escrita à vó Tutinha, na qual compara passado e presente do nosso cotidiano:

 

 

Querida vó Tutinha,

 

A senhora me pediu para escrever amiúde. Não deu. Andei atarantada por aí. As voltas que o mundo dá. Sabe o ferro que era de ferro, que a gente punha um prego atravessado para ele não abrir? Agora é a vapor. Muito leve e ainda assim se chama ferro. Estira bem sem ser pesado. Fogão a lenha, só se for luxo. Usamos a gás. Perigoso é. De tempos em tempos explode algum por descuido do dono e vai tudo pelos ares.

 

Lembra que a gente esfriava mamadeira das crianças no rego d’água? Geladeiras são comuns. Com degelo automático. Nem dá trabalho pra descongelar. E as panelas então? Já vem tudo areada, de inox e até de vidro. Tanto progresso que só vendo.

 

As moças, vó, não usam mais casar. Só usam. E ninguém acha sem-vergonhice não. Aquilo que a senhora achava um pecado cabeludo, hoje é uma atividade normal. Assim como respirar, andar ou beber água. Engravidar? Tem perigo não. Tem remédio pra tudo. E até uma tal de pílula do dia seguinte caso dê azar. Ruim é a tal da AIDS. Muita gente que pegou. Pega no contato sexual e em transfusão de sangue também. Lembra que o pai tinha sífilis e que eu quase nasci cega? Que meu olho por dois anos era só pus? Não fosse Santa Luzia… Pois é, essa doença de quatro letras é muito pior e ainda não tem cura. Por ora a indústria de remédios é que vai lucrando.

 

A grande devoção é a uma entidade chamada Mercado. É comum a gente ouvir: “o mercado está nervoso”, “o mercado tá em crise”, “o mercado oscilou” e por aí vai.

 

Bar é oratório. Fiéis perfilam-se diante de prateleiras cheias, iluminadas com todas os matizes de cores. Lá permanecem até o amanhecer, afogando as mágoas.

 

É comum ver gente falando sozinha nas ruas, nos pontos, nos ônibus e dentro dos carros, que a senhora chamava de “máquinas”. Tão loucos não, vó. É um aparelhinho chamado celular que inventaram para a comunicação com as pessoas. Funciona como um brinco, já que ninguém o tira da orelha. É sucesso absoluto e ninguém mais escreve cartas.

 

A cidade de São Paulo é um colosso. Somos pra mais onze milhões de habitantes e a sexta maior aglomeração urbana do mundo. Cada arranha céu mais bonito do que o outro. A gente pobre espirra para os arrabaldes, se amontoando como dá. Tanta favela! Chamam “comunidade” e vivem se incendiando por aqui.

 

Especulação imobiliária é fogo.

 

A senhora reclamava dos botequins que só serviam para desencaminhar os moços. Outro dia, num boteco, ouvi perguntarem para um freguês porque ele batia na mulher. “É para ela deixar de ser feia”, ele respondeu. Tem jeito, vó?

 

Cidade grande tem de tudo. Gente boa e gente ruim. Mas, a maldade tá solta. Dizem que a violência cresce porque as pessoas não se conhecem, não se gostam e não se tocam. Solidão na multidão.

 

Um ósculo e um amplexo, da neta que muito a estima.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, 10 e meia da manhã, no programa CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. E você participa com textos enviados para milton@cbn.com.br

Irlanda terá trem de luxo da rede Belmond, em 2016

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

4ff5a5c745ebc

 

O turismo de luxo na Irlanda ganhará, em 2016, nova experiência, ideal para os que desejam admirar as belas paisagens do país em viagem de trem com conforto e sofisticação. Experiência, aliás, assinada pela renomada Belmond (antiga Orient-Express), rede que reúne hotéis, viagens de trem e outros produtos de luxo no mundo. No portfólio da marca estão o Copacabana Palace (Rio de Janeiro), Villa San Michele (Florença) e o tradicional Hotel das Cataratas (Foz do Iguaçu). A Belmond adquiriu alguns vagões da companhia ferroviária irlandesa, que serão transformados em cabines de luxo com capacidade para até 40 passageiros em 20 elegantes cabines.

 

Vagao_Hiran

 

O projeto inspira-se na arquitetura georgiana de Dublin, capital da Irlanda, mantendo a herança cultural do país com um toque contemporâneo. Seus passageiros poderão escolher a partir de uma seleção de dois, quatro e seis noites de viagens que incluem destinos na Irlanda e na Irlanda do Norte (Reino Unido). Cidades como Dublin, Belfast e Cork farão parte do roteiro repleto de história, cultura e campos de golfe da região que foi berço de lendários escritores, músicos e artistas.

 

Essa viagem de trem não é o primeiro produto da rede no segmento. A Belmond transporta passageiros para outros destinos da Europa, além de Ásia e América do Sul. Seus hotéis também são luxuosos, muitos deles em propriedades que reúnem a tradição e história de seus destinos, porém seguindo as tendências do mercado do luxo contemporâneo, onde tudo é feito sob medida para cada cliente, atendendo-os de forma singular e que promova experiência memorável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A Polícia Federal e o lava jato de Walter White

 

Por Milton Ferretti Jung

 

2

 

Walter White,um frustrado professor de química que dava aula dessa matéria em um Instituto,pai de um adolescente prejudicado por paralisia cerebral e marido de uma mulher grávida,foi diagnosticado com um câncer no pulmão. Perto disso,os seus problemas anteriores passaram a segundo plano. Sua preocupação maior era que,se morresse em consequência da doença,deixaria financeiramente mal sua família.

 

Resumi,no primeiro parágrafo do meu texto desta quinta-feira,o que vi em uma das melhores séries a que assisti na TV, Breaking Bad. Comparo-a apenas com 24 Horas,estrelada pelo ator Kiefer Sutherland,que fez o papel de Jack Bauer,protagonista do seriado, que me fez lembrar os heróis de histórias em quadrinhos,lidas por mim quando menino.

 

Quem teve o prazer de seguir as peripécias de Jack Bauer, que me desculpe por estar contando uma série a qual já assistiram. Os felizes telespectadores, que viram o ator Kiefer Sutherland em uma de suas melhores atuações,devem estar ansiosos para que ele volte ao écran como protagonista de 24 Horas. Ao mesmo tempo,talvez estejam se perguntando aonde pretendo chegar com tão longo intróito. Já para quem não conhece o seriado,vou me permitir fazer mais um pouco de propaganda dele. Como não creio que volte à TV,se estiverem interessados,comprem a série em um pacote de CDs.

 

Retorno ao início do texto e trago de volta Walter White,na série interpretado por Bryan Cranston. O desespero de Walter diante do medo de deixar sua família na miséria aos poucos transformou-o em um produtor de metanfetamina. Afinal,ele era um químico experiente e viu na violenta droga um jeito de deixar ricos sua mulher e os dois filhos,mesmo sabendo que o seu cunhado era um policial do setor que combatia narcotraficantes. Daí para a frente,Walter White sofreu transformação radical,misturando-se aos traficantes e mafiosos que contaminaram a sua personalidade,reta até aquele momento,a fim de se convertendo-se em um sujeito sem escrúpulos quando se tratava de obter o que queria.

 

Sua mulher,que pensava cuidar das finanças de Walter, pressentiu que ele ficara ganancioso e seu interesse ia além da preocupação de um homem que pretendia deixar a sua família,caso viesse a morrer de câncer,em confortável situação financeira; usou-a para esconder os ganhos exagerados e sem explicação,colocando-a para cuidar de um… lava jato. Quando estouraram os escândalos,envolvendo empresários,políticos e toda espécie de patifes,passou pela minha cabeça a ideia de que a nossa Polícia Federal – que Deus a conserve – tenha aproveitado o nome do posto da esposa de Walter White para a sua operação Lava Jato. Oxalá,possa a PF limpar toda a sujeira que se esparramou por este Brasil recheado de gananciosos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Facetas: na prática a teoria é a mesma

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Facetas

Logo ao entrar para a universidade, uma das questões que entendi foi que o preconceito popular contra a teoria não tinha fundamento. Ora, se para uma prática chegar a teoria é preciso comprová-la através da metodologia científica, então podemos afirmar que a teoria é uma prática comprovada.

 

De posse dessa descoberta que teoria e prática caminham juntas, e não se opõem, abracei ambas e cheguei até a decisão do tema da dissertação de mestrado. Escolhi a indústria de moda, onde atuava, para aplicar a teoria aprendida e a prática vivida.

 

Após a graduação no mestrado de Administração, decidi que já tinha as condições para lecionar. Comecei então a dar aulas em cursos de pós-graduação na área de moda.

 

Em 2013, quando completava 40 anos de trabalho, resolvi que estava apto para escrever um livro. “Marketing de Moda” foi o tema. Fui ao SENAC, que era a editora mais indicada, mas o “Marketing & Moda” estava no prelo e, embora a semelhança fosse apenas ao título, tive que procurar editoras não especializadas. Não deu certo.

 

Finalmente, no início deste ano, José Marton, designer de produtos, cenários e lojas, um dos profissionais com quem mais tenho conectado a teoria e a prática da arquitetura do varejo de moda, convidou-me para biografar a sua obra de Arquitetura. Patrocinado pelo Banco TOYOTA, com apoio do Ministério da Cultura, Marton obteve capital para lançar o livro “FACETAS – A arte e o design na obra de JOSÉ MARTON”. Em quatro volumes, Arte, Arquitetura, Cenografia e Design.

 

Em Arquitetura foram inúmeros trabalhos, com destaque para a Arquitetura de Varejo. A loja é o fim da cadeia produtiva dos produtos, e o inicio da batalha no Marketing do consumo. Cabe à arquitetura representar todo espectro tangível e intangível das marcas para atrair o consumidor alvo. Nestes projetos, Marton não abriu mão dos recursos existentes na arte, arquitetura, design, comunicação, pesquisa de mercado, comportamento, e, sobretudo, teoria e prática conjugadas com emoção e talento. Biografar neste contexto foi puro prazer.

 

Nota do editor: o lançamento do livro é nesta terça, dia 25 de novembro, na Galeria Vermelho, rua Minas Gerais, 350, em São Paulo. Carlos Magno estará lá ao lado de Marton.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Malévola: um filme para ver sempre e curtir Angelina, sua arte e maquiagem

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Maleficent”
Um filme de Robert Stromberg .
Gênero: Ficção.
País: U.S.A.

 

 

Malévola é uma fada lindinha, pura e poderosa, até que conhece o amor. Este amor cresce e então o rapaz desaparece. Após alguns anos, o amado volta e é perdoado, mas é ai que as coisas ficam feias…Malévola é traída e se transforma em um ser cheio de ódio e desejo de vingança. O rapaz se torna rei e tem uma filha, então Malévola, que acompanha sua vida, usa a filha recém nascida do rei para se vingar. Um filme onde os mocinhos são vilões e os vilões mocinhos, sob a perspectiva da história da vilã…

 

Por que ver: Não sei se vocês perceberam, mas sou apaixonada por boas atuações, e sem dúvida alguma, Angelina Jolie simplesmente arrebenta!!!! Criou uma personagem forte sem ser “cafajeste”; na medida! O restante do elenco também é muito coeso e passa credibilidade às cenas. Os efeitos especiais muito bem feitos e a direção de arte impressiona. Enfim, um bom entretenimento. Hum! Para as fãs de maquiagem, não deixem de olhar a cor “MARA”do batom da Angelina…É o True Love’s Kiss, da MAC Cosmetics.

 

MAC-Maleficent-Collection_Fotor_Collage

 

Como ver: Sempre e em qualquer ocasião!! Até meus amigos mais cults vão gostar…Mas pode vir a calhar logo após uma “dor de corno… dor de cotovelo”…Você vai pensar: “é, podia ser pior”.

 

Quando não ver: Meu filhinho de 3 anos se assustou bastante com os efeitos e a caracterização da Angelina Jolie…Bom, não foi boa ideia deixá-lo assistir…Após 10 minutos de filme, estava em seu quarto vendo a Peppa…Mais adequado…Crianças podem assistir quando distinguirem melhor ficção e realidade.

 

WELL, WELL, WELL, curta o trailler lá no alto da página

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Todas as semanas, escreve no Blog do Mílton Jung