Conte Sua História de SP: uma carta imaginária para a Vó Tutinha

 

A ouvinte-internauta Suely Schraner está de volta ao Conte Sua História de São Paulo em carta imaginária escrita à vó Tutinha, na qual compara passado e presente do nosso cotidiano:

 

 

Querida vó Tutinha,

 

A senhora me pediu para escrever amiúde. Não deu. Andei atarantada por aí. As voltas que o mundo dá. Sabe o ferro que era de ferro, que a gente punha um prego atravessado para ele não abrir? Agora é a vapor. Muito leve e ainda assim se chama ferro. Estira bem sem ser pesado. Fogão a lenha, só se for luxo. Usamos a gás. Perigoso é. De tempos em tempos explode algum por descuido do dono e vai tudo pelos ares.

 

Lembra que a gente esfriava mamadeira das crianças no rego d’água? Geladeiras são comuns. Com degelo automático. Nem dá trabalho pra descongelar. E as panelas então? Já vem tudo areada, de inox e até de vidro. Tanto progresso que só vendo.

 

As moças, vó, não usam mais casar. Só usam. E ninguém acha sem-vergonhice não. Aquilo que a senhora achava um pecado cabeludo, hoje é uma atividade normal. Assim como respirar, andar ou beber água. Engravidar? Tem perigo não. Tem remédio pra tudo. E até uma tal de pílula do dia seguinte caso dê azar. Ruim é a tal da AIDS. Muita gente que pegou. Pega no contato sexual e em transfusão de sangue também. Lembra que o pai tinha sífilis e que eu quase nasci cega? Que meu olho por dois anos era só pus? Não fosse Santa Luzia… Pois é, essa doença de quatro letras é muito pior e ainda não tem cura. Por ora a indústria de remédios é que vai lucrando.

 

A grande devoção é a uma entidade chamada Mercado. É comum a gente ouvir: “o mercado está nervoso”, “o mercado tá em crise”, “o mercado oscilou” e por aí vai.

 

Bar é oratório. Fiéis perfilam-se diante de prateleiras cheias, iluminadas com todas os matizes de cores. Lá permanecem até o amanhecer, afogando as mágoas.

 

É comum ver gente falando sozinha nas ruas, nos pontos, nos ônibus e dentro dos carros, que a senhora chamava de “máquinas”. Tão loucos não, vó. É um aparelhinho chamado celular que inventaram para a comunicação com as pessoas. Funciona como um brinco, já que ninguém o tira da orelha. É sucesso absoluto e ninguém mais escreve cartas.

 

A cidade de São Paulo é um colosso. Somos pra mais onze milhões de habitantes e a sexta maior aglomeração urbana do mundo. Cada arranha céu mais bonito do que o outro. A gente pobre espirra para os arrabaldes, se amontoando como dá. Tanta favela! Chamam “comunidade” e vivem se incendiando por aqui.

 

Especulação imobiliária é fogo.

 

A senhora reclamava dos botequins que só serviam para desencaminhar os moços. Outro dia, num boteco, ouvi perguntarem para um freguês porque ele batia na mulher. “É para ela deixar de ser feia”, ele respondeu. Tem jeito, vó?

 

Cidade grande tem de tudo. Gente boa e gente ruim. Mas, a maldade tá solta. Dizem que a violência cresce porque as pessoas não se conhecem, não se gostam e não se tocam. Solidão na multidão.

 

Um ósculo e um amplexo, da neta que muito a estima.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, 10 e meia da manhã, no programa CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. E você participa com textos enviados para milton@cbn.com.br

Irlanda terá trem de luxo da rede Belmond, em 2016

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

4ff5a5c745ebc

 

O turismo de luxo na Irlanda ganhará, em 2016, nova experiência, ideal para os que desejam admirar as belas paisagens do país em viagem de trem com conforto e sofisticação. Experiência, aliás, assinada pela renomada Belmond (antiga Orient-Express), rede que reúne hotéis, viagens de trem e outros produtos de luxo no mundo. No portfólio da marca estão o Copacabana Palace (Rio de Janeiro), Villa San Michele (Florença) e o tradicional Hotel das Cataratas (Foz do Iguaçu). A Belmond adquiriu alguns vagões da companhia ferroviária irlandesa, que serão transformados em cabines de luxo com capacidade para até 40 passageiros em 20 elegantes cabines.

 

Vagao_Hiran

 

O projeto inspira-se na arquitetura georgiana de Dublin, capital da Irlanda, mantendo a herança cultural do país com um toque contemporâneo. Seus passageiros poderão escolher a partir de uma seleção de dois, quatro e seis noites de viagens que incluem destinos na Irlanda e na Irlanda do Norte (Reino Unido). Cidades como Dublin, Belfast e Cork farão parte do roteiro repleto de história, cultura e campos de golfe da região que foi berço de lendários escritores, músicos e artistas.

 

Essa viagem de trem não é o primeiro produto da rede no segmento. A Belmond transporta passageiros para outros destinos da Europa, além de Ásia e América do Sul. Seus hotéis também são luxuosos, muitos deles em propriedades que reúnem a tradição e história de seus destinos, porém seguindo as tendências do mercado do luxo contemporâneo, onde tudo é feito sob medida para cada cliente, atendendo-os de forma singular e que promova experiência memorável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A Polícia Federal e o lava jato de Walter White

 

Por Milton Ferretti Jung

 

2

 

Walter White,um frustrado professor de química que dava aula dessa matéria em um Instituto,pai de um adolescente prejudicado por paralisia cerebral e marido de uma mulher grávida,foi diagnosticado com um câncer no pulmão. Perto disso,os seus problemas anteriores passaram a segundo plano. Sua preocupação maior era que,se morresse em consequência da doença,deixaria financeiramente mal sua família.

 

Resumi,no primeiro parágrafo do meu texto desta quinta-feira,o que vi em uma das melhores séries a que assisti na TV, Breaking Bad. Comparo-a apenas com 24 Horas,estrelada pelo ator Kiefer Sutherland,que fez o papel de Jack Bauer,protagonista do seriado, que me fez lembrar os heróis de histórias em quadrinhos,lidas por mim quando menino.

 

Quem teve o prazer de seguir as peripécias de Jack Bauer, que me desculpe por estar contando uma série a qual já assistiram. Os felizes telespectadores, que viram o ator Kiefer Sutherland em uma de suas melhores atuações,devem estar ansiosos para que ele volte ao écran como protagonista de 24 Horas. Ao mesmo tempo,talvez estejam se perguntando aonde pretendo chegar com tão longo intróito. Já para quem não conhece o seriado,vou me permitir fazer mais um pouco de propaganda dele. Como não creio que volte à TV,se estiverem interessados,comprem a série em um pacote de CDs.

 

Retorno ao início do texto e trago de volta Walter White,na série interpretado por Bryan Cranston. O desespero de Walter diante do medo de deixar sua família na miséria aos poucos transformou-o em um produtor de metanfetamina. Afinal,ele era um químico experiente e viu na violenta droga um jeito de deixar ricos sua mulher e os dois filhos,mesmo sabendo que o seu cunhado era um policial do setor que combatia narcotraficantes. Daí para a frente,Walter White sofreu transformação radical,misturando-se aos traficantes e mafiosos que contaminaram a sua personalidade,reta até aquele momento,a fim de se convertendo-se em um sujeito sem escrúpulos quando se tratava de obter o que queria.

 

Sua mulher,que pensava cuidar das finanças de Walter, pressentiu que ele ficara ganancioso e seu interesse ia além da preocupação de um homem que pretendia deixar a sua família,caso viesse a morrer de câncer,em confortável situação financeira; usou-a para esconder os ganhos exagerados e sem explicação,colocando-a para cuidar de um… lava jato. Quando estouraram os escândalos,envolvendo empresários,políticos e toda espécie de patifes,passou pela minha cabeça a ideia de que a nossa Polícia Federal – que Deus a conserve – tenha aproveitado o nome do posto da esposa de Walter White para a sua operação Lava Jato. Oxalá,possa a PF limpar toda a sujeira que se esparramou por este Brasil recheado de gananciosos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Facetas: na prática a teoria é a mesma

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Facetas

Logo ao entrar para a universidade, uma das questões que entendi foi que o preconceito popular contra a teoria não tinha fundamento. Ora, se para uma prática chegar a teoria é preciso comprová-la através da metodologia científica, então podemos afirmar que a teoria é uma prática comprovada.

 

De posse dessa descoberta que teoria e prática caminham juntas, e não se opõem, abracei ambas e cheguei até a decisão do tema da dissertação de mestrado. Escolhi a indústria de moda, onde atuava, para aplicar a teoria aprendida e a prática vivida.

 

Após a graduação no mestrado de Administração, decidi que já tinha as condições para lecionar. Comecei então a dar aulas em cursos de pós-graduação na área de moda.

 

Em 2013, quando completava 40 anos de trabalho, resolvi que estava apto para escrever um livro. “Marketing de Moda” foi o tema. Fui ao SENAC, que era a editora mais indicada, mas o “Marketing & Moda” estava no prelo e, embora a semelhança fosse apenas ao título, tive que procurar editoras não especializadas. Não deu certo.

 

Finalmente, no início deste ano, José Marton, designer de produtos, cenários e lojas, um dos profissionais com quem mais tenho conectado a teoria e a prática da arquitetura do varejo de moda, convidou-me para biografar a sua obra de Arquitetura. Patrocinado pelo Banco TOYOTA, com apoio do Ministério da Cultura, Marton obteve capital para lançar o livro “FACETAS – A arte e o design na obra de JOSÉ MARTON”. Em quatro volumes, Arte, Arquitetura, Cenografia e Design.

 

Em Arquitetura foram inúmeros trabalhos, com destaque para a Arquitetura de Varejo. A loja é o fim da cadeia produtiva dos produtos, e o inicio da batalha no Marketing do consumo. Cabe à arquitetura representar todo espectro tangível e intangível das marcas para atrair o consumidor alvo. Nestes projetos, Marton não abriu mão dos recursos existentes na arte, arquitetura, design, comunicação, pesquisa de mercado, comportamento, e, sobretudo, teoria e prática conjugadas com emoção e talento. Biografar neste contexto foi puro prazer.

 

Nota do editor: o lançamento do livro é nesta terça, dia 25 de novembro, na Galeria Vermelho, rua Minas Gerais, 350, em São Paulo. Carlos Magno estará lá ao lado de Marton.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Malévola: um filme para ver sempre e curtir Angelina, sua arte e maquiagem

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Maleficent”
Um filme de Robert Stromberg .
Gênero: Ficção.
País: U.S.A.

 

 

Malévola é uma fada lindinha, pura e poderosa, até que conhece o amor. Este amor cresce e então o rapaz desaparece. Após alguns anos, o amado volta e é perdoado, mas é ai que as coisas ficam feias…Malévola é traída e se transforma em um ser cheio de ódio e desejo de vingança. O rapaz se torna rei e tem uma filha, então Malévola, que acompanha sua vida, usa a filha recém nascida do rei para se vingar. Um filme onde os mocinhos são vilões e os vilões mocinhos, sob a perspectiva da história da vilã…

 

Por que ver: Não sei se vocês perceberam, mas sou apaixonada por boas atuações, e sem dúvida alguma, Angelina Jolie simplesmente arrebenta!!!! Criou uma personagem forte sem ser “cafajeste”; na medida! O restante do elenco também é muito coeso e passa credibilidade às cenas. Os efeitos especiais muito bem feitos e a direção de arte impressiona. Enfim, um bom entretenimento. Hum! Para as fãs de maquiagem, não deixem de olhar a cor “MARA”do batom da Angelina…É o True Love’s Kiss, da MAC Cosmetics.

 

MAC-Maleficent-Collection_Fotor_Collage

 

Como ver: Sempre e em qualquer ocasião!! Até meus amigos mais cults vão gostar…Mas pode vir a calhar logo após uma “dor de corno… dor de cotovelo”…Você vai pensar: “é, podia ser pior”.

 

Quando não ver: Meu filhinho de 3 anos se assustou bastante com os efeitos e a caracterização da Angelina Jolie…Bom, não foi boa ideia deixá-lo assistir…Após 10 minutos de filme, estava em seu quarto vendo a Peppa…Mais adequado…Crianças podem assistir quando distinguirem melhor ficção e realidade.

 

WELL, WELL, WELL, curta o trailler lá no alto da página

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Todas as semanas, escreve no Blog do Mílton Jung

Corrigindo: Empreiteiras da Lava Jato doaram até R$1bilhão, estima Transparência Brasil

 

As nove empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, através de dezenas de subsidiárias, doaram a comitês, partidos e políticos cerca de R$ 672,6 milhões, entre os anos de 2002 e 2012 (ou seja, em seis eleições), de acordo com levantamento inédito realizado pela ONG Transparência Brasil, a pedido do Jornal da CBN. Somando o que já foi declarado na eleição de 2014, o valor sobe para R$ 818,8 milhões.

 

Levando-se em consideração o histórico de doações, quando todos os dados estiverem registrados no Tribunal Superior Eleitoral, estima-se que terão doado mais de R$ 1 bilhão, em valores corrigidos, entre 2002 e 2014. (este valor foi retificado, pois a ONG havia informado, mais cedo, por engano, que chegaria a R$1 trilhão)

 

Um aspecto que chama atenção é o aumento de doações entre as eleições de 2006 e 2010: saltou de R$ 62,2 milhões para R$ 324 milhões, ou seja, as empreiteiras doaram para comitês, partidos e políticos, em 2010, cinco vezes mais do que em 2006.

 

Confira a quantia que cada uma das empreiteiras citadas no escândalo da Petrobrás, investigado pela Polícia Federal, doou nas campanhas eleitorais:

 

Empreiteiras - Campanhas 2002:2014

 

*O prazo final para prestação de contas à Justiça Eleitoral, da eleição de 2014, é dia 25 de novembro

Avalanche Tricolor: é ganhar as duas e seja o que os deuses quiserem

 

Corinthians 1 x 0 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Arena Corinthians (SP)

 

O domingo à noite começou no sábado. O desempenho dos adversários que jogaram no início desta antepenúltima rodada pautaria o tamanho do nosso desafio nestas partidas finais do Campeonato Brasileiro. E os placares apenas conspiraram contra nós. Tudo ficaria mais complicado na combinação de resultados, o que atormentava a espera pelo jogo. Ainda antes de a partida se iniciar fui a igreja. E fui porque é o que sempre faço aos domingos. Não peço pelo Grêmio, não. Já deixei claro nesta Avalanche que prefiro não misturar as coisas. Até porque se nossa história nos deu o direito à imortalidade, não seria eu a ocupar as intenções superiores com pedidos mundanos. Nas coisas do futebol costumo depositar minha confiança nos nossos e na mística de que somos capazes de renascer a qualquer instante, mesmo quando não somos mais acreditados por ninguém.

 

Nosso melhor momento na partida de hoje foi o início do segundo tempo com a bola trocando de pé em pé, movimentação rápida dos jogadores, descidas especialmente pela direita e alguns bons lances mal acabados. Insistimos com alguns erros, desperdiçamos todas as cobranças de falta e nos incomodamos com um árbitro pernóstico – mais um a cruzar nossa caminhada. Diante de tudo isso, perdemos três pontos e ficamos a três da vaga da Libertadores faltando apenas seis a serem disputados.

 

Quando Luis Felipe Scolari assumiu o Grêmio, o desafio era difícil pois precisava reconstruir um time desacreditado. Ao ajeitar as peças e alcançar resultados resgatou a confiança necessária. Trouxe o Grêmio de volta para a disputa, goleou quem tinha de golear e agora está pronto para alcançar mais uma de suas façanhas: ganhar as duas decisões que faltam e deixar que o destino faça o que for necessário para voltarmos à Copa Libertadores.

 

Seja o que os deuses (os do futebol) quiserem!

De achismo

 

Por Maria Lucia Solla

 

DSCN5463.JPG

 

Foi amizade à primeira vista. Eu esperava pelo elevador de serviço, com a Valentina, para caminharmos lá em baixo, e para esticarmos as patinhas, namorando o Mar, mas ele não chegou vazio. O elevador. Elas estavam lá. Mônica e sua filha com um sorriso e um batom vermelho de arrasar quarteirão. Eu não as conhecia. Perguntei se se importavam que minha Valentina entrasse – quem a conhece sabe que ela é sedutora até não poder – e elas imediatamente agacharam para brincar com ela. Imagina, amamos cachorros; responderam.

 

Começou o papo.
Contei a elas que antes da Valentina eu jamais imaginava ter um cachorrinho. Tive cachorros grandes, que ficavam do lado de fora da casa e faziam a ronda nos protegendo, ou eu assim acreditava. Nosso contato não era próximo. O Doberman, que ficava no sítio, era alto e forte, e um pulo dele em mim seria um desastre, mas era eu que cuidava dele e o alimentava. Nosso relacionamento era muito bom, e ele era muito gentil comigo. Fazia festança com os maiores e mais fortes, lambia meus filhos que quase caiam de tanto rir e baixava a cabeça quando vinha me encontrar, para que eu lhe fizesse uma coleirinha na cabeça.

 

Contei também que quando eu via na rua alguém levando seu cachorrinho passear na calçada ou no parque, eu ‘achava’o ó! Sem preconceito, mas não podia me imaginar naquela situação. Eu? Nem pensar! Cachorro dentro de casa? Quarto? Cama?????

 

Isso foi assim, até a Valentina me encontrar, pular no meu colo, colocar seu inexistente focinho no meu pescoço (é uma Shi Tzu) e me conquistar para todo o sempre. Ela faz de mim, a cada dia, uma pessoa melhor.

 

E o papo incendiou e continuou na barraca da praia mais tarde: encasquetamos com o verbo ‘achar’e chegamos à conclusão de que está aí um verbo, num de seus sentidos mais populares, que deve ser mantido longe, ou de preferência aniquilado logo de uma vez.

 

Personagem 1: – Viu como ela anda de nariz empinado?

 

Personagem 2: -Vi e ‘acho’ que ela ‘acha’ que é melhor do que os outros.

 

Realidade: Ela se submeteu a uma cirurgia na coluna e ao se curvar, sente dor.

 

Pronto. Decretamos nossa ação contra o ‘achismo’

 

E você, ‘acha’ muito?

 

Pense nisso, ou não, e até breve.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: minha quitinete na capital

 

Maria Luiza Guião Bastos nasceu em Ribeirão Preto, em 1940, ilha de pais professores: seu pai foi diretor do Instituto de Educação Otoniel Mota em Ribeirão. Lá ela cursou o antigo Normal e diz que odiava a escola da época. O autoritarismo do pai e a submissão da mãe, a fez fugir da cidade pela primeira vez, aos 18 anos, quando decidiu viajar para São Paulo. No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa ela recorda como era difícil conseguir uma ligação telefônica para falar com os pais, e se arrepende de um dia ter decido voltar para o interior. Retornou à capital paulista aos 25 anos e morou em uma quitinete,e na rua da Santa Casa, Cesário Mota Júnior, no que ela identificou ser o prédio ‘balança mas não cai’.

 

 


Maria Luiza Guião Bastos é personagem do Conte Sua História de São Paulo. O depoimento foi para o Museu da Pessoa. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Ou manda um texto para milton@cbn.com.br ou marca entrevista no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.

Mundo Corporativo: Paulo Chapchap, do Sírio Libanês fala de gestão hospitalar

 

 

Tecnologia e infraestrutura são fundamentais para que hospitais e serviços de saúde possam oferecer serviço qualificado a seus clientes, porém nenhum investimento nestas áreas terá o resultado alcançado se os funcionários, dos diferentes setores, não estiverem preparados para atender os pacientes e seus familiares. Diante disto, o treinamento dos seus 6.500 colaboradores, seja do departamento de limpeza e segurança seja do corpo clínico, é primordial na opinião do doutor Paulo Chapchap, superintendente de estratégia corporativa do Hospital Sírio Libanês, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Chapchap fala da estratégia que foi implementada no grupo para ampliação das dependências e modernização dos equipamentos disponíveis nas cinco unidades, em São Paulo e Brasília. Além disso, mostra como as instituições privadas podem colaborar no desenvolvimento do setor público, através de parcerias e troca de experiência.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. E os ouvintes-internautas participam com perguntas no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.