Ralph Lauren terá loja própria no Brasil em 2015

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Para os apaixonados pelo estilo Ralph Lauren uma notícia mais do que excelente: a grife americana voltará ao Brasil, em 2015, e, desta vez, com sede própria. O local, escolhido meticulosamente, será o luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, em um espaço com privilegiados 800 metros quadrados de pura sofisticação – padrão, aliás, das lojas de Lauren ao redor do mundo.

 

A grife deve abrir suas portas ainda no primeiro semestre de 2015 e focará em suas linhas de luxo como vestidos e bolsas, entre outros produtos. Ao que consta, infelizmente, a nova loja não será como sua mais recente loja-conceito aberta na Quinta Avenida, em Nova Iorque, onde foca-se na coleção Polo, carro chefe da marca.

 

Ralph Lauren teve lojas próprias no Brasil durante anos e, desde 2001, todas foram fechadas, uma vez que a operação da marca por aqui era comandada por um grupo argentino e, com a crise na Argentina, a empresa não pôde dar continuidade em sua gestão.

 

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Ralph Lauren sabe como ninguém atrair seu público-alvo com suas criações únicas e de extremo bom gosto. O designer, nascido Ralph Lifshitz, iniciou sua carreira comercializando gravatas e hoje é dono de uma das marcas mais importantes do mercado do luxo, famoso por suas pólos, tendo o pequeno pony como principal símbolo. Sua sofisticação e cuidado nos detalhes está presente em todas as hierarquias do luxo onde a marca atua. Lauren possui linhas de produtos que vão muito além de suas clássicas pólos e camisas, como suas criações de joias de coleção limitada, linha purple label, black label e outras.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: sofrendo no ar, sofrendo em terra, nosso destino é sofrer até a vitória

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

O dia começou para mim muito cedo, em São Paulo, como sempre começa, mesmo sendo feriado para a maior parte da cidade, nesta quinta-feira. Não contente com a carga de trabalho diária, acrescentei viagem a Florianópolis, onde fui convidado para falar sobre comunicação para os principais dirigentes da indústria catarinense e algumas dezenas de assessores. É da capital catarinense, cenário de muitas das minhas férias na adolescência, que estou retornando esta noite, abordo de um avião que leva a marca Gol – registre-se, apesar da minha escolha ter se dado pela conveniência do horário, gosto de pensar que tenha sido uma premonição.

 

Deveria ter saído do Aeroporto Hercílio Luz muito mais tarde, atendendo a marcação do voo feita pelos organizadores do evento, mas me apressei em chegar a tempo de uma troca de avião. Por mais que minha cabeça consiga se concentrar nos compromissos assumidos em São Paulo e Florianópolis, confesso-lhe, caro e raro leitor desta Avalanche, que o coração passou o dia batendo em Porto Alegre. E agora bate ainda mais angustiado, pois sem acesso às informações em tempo real, aqui do alto, fico imaginando o clima em torno da Arena Grêmio.

 

Vejo as arquibancadas lotadas e tomadas pelo nosso azul em tom que se sobrepõe ao do adversário. Faz alguns dias que penso em cada momento deste jogo, mesmo porque meus colegas paulistanos não passaram um minuto sem me lembrar do grande desafio que tínhamos pela frente: a melhor campanha deste segundo turno diante da melhor campanha do campeonato até agora. Todos esperando nada mais do que uma vitória contra o líder, pois provocaria uma reversão de expectativa na competição: uma esperança pequena, é verdade, mas uma esperança. Mal sabem que estava pouco me importando com as intenções deles, pois para mim, para nós gremistas, a vitória tinha outras motivações: seria a certificação para a Libertadores, nosso sonho maior.

 

A partida vai começar em instantes e quando isto acontecer ainda estarei chegando de volta a São Paulo. Talvez ainda consiga descer em tempo de ouvir os locutores de rádio transmitindo os primeiros minutos ou ao menos o primeiro tempo do jogo. Talvez não. Nunca se sabe o que as viagens de avião podem nos proporcionar de atraso. Na dúvida, sofro sozinho pensando como estará nosso time em campo. Partimos para o ataque desde o início no embalo do torcedor, fórmula que tem funcionado nos últimos compromissos? Ou resolvemos respeitar o adversário e chutar a bola lá de atrás, o que torna o drama desta decisão ainda maior? Fico na expectativa de que a defesa volte a demonstrar segurança, sua marca neste novo momento do time. Torço para que o meio campo e o ataque estejam inspirandos, trocando bola rápido, driblando, chutando, quem sabe marcando gol logo cedo. Tenho vontade de descer aqui mesmo apenas para saber o que está acontecendo em Porto Alegre.

 

Sei que minha presença diante da televisão tanto quanto no estádio não mudaria uma vírgula do nosso destino, pois mais que eu sofra, vibre e grite, não jogo. Dependo exclusivamente do desempenho do time e da luz irradiada por Luis Felipe Scolari. Mas quero estar ao lado do time com a ilusão de que sou capaz de ajudá-lo.

 

O piloto pede para colocarmos o cinco de segurança, pois vamos enfrentar uma área de turbulência. Será que ele está sabendo de alguma coisa da partida que eu não sei? Será que nossa situação se complicou diante do mais forte adversário que poderíamos enfrentar nesta competição? Daqui a pouco, todas estas minhas dúvidas serão dirimidas. O comissário de bordo passa ao meu lado e pede para desligar o computador, estamos praticamente chegando ao Aeroporto de Congonhas. Assim que aterrisar, ligo meu celular, acesso a primeira rádio que conseguir de Porto Alegre, e passarei a sofrer pelos ouvidos.

 

Pés na terra, ouvidos ainda sob a pressão do voo, rádio ligado, descubro que saímos na frente com um gol de Riveros, ainda na primeira parte do jogo; o árbitro irritou mais uma vez; o adversário foi maior do que tudo isso; e acabamos derrotados. Perdemos essa batalha, mas temos mais três pela frente. E em cada uma delas, assumo o compromisso, estarei ao lado do Grêmio, onde o Grêmio estiver. Talvez não faça muita diferença para o desempenho do time, mas para mim faz. Sofrer à distância é muito pior do que apenas sofrer.

Lembro do tempo em que jogávamos bola na pracinha

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Tenho por hábito ler,quando tomo o meu café da manhã, as páginas da Zero Hora que tratam de esportes. As que mais me interessam são as que versam sobre futebol,automobilismo de competição e basquete e tênis,nessa ordem. Não deixo também de dar uma olhada na que ZH batizou como “De Fora da Área”. Confesso que nem sempre,dependendo do assunto,sigo lendo o texto do dia até o fim. O dessa segunda-feira,17 de novembro,foi um dos que chamaram a minha atenção.Li-o de cabo a rabo.

 

Cristiel Gasparetto,editor de esportes do Diário Gaúcho,um dos jornais que fazem parte do Grupo RBS,informo aos que não são de Porto Alegre,assinou um texto com o seguinte título:”Menos Videogame e mais campinhos”. Lembra adiante que,na sua infância,na década de 80 em Santa Maria,os espaços para a prática do futebol eram fartos”. “Passávamos horas jogando bola em campinhos ou mesmo no meio da rua de paralelepípedos que quase não tinha movimento”,escreveu Gasparetto. No texto,propriamente dito,queixa-se que vê crianças hipnotizadas diante de monitores. Essas,hoje em dia,passam o seu tempo livre,desde que sejam controladas por seus pais para que não exagerem,jogando videogame.

 

Ocorre que, se os jovens da década de 80,foram talvez os primeiros a ver minguarem os espaços livres,onde jogavam futebol,o que dizer dos que vieram ao mundo bem depois. Gasparetto lembra como era fácil montar projetos de goleiras e improvisar outros apetrechos parecidos com os do futebol de verdade,o dos estádios, e jogar mil peladas,de pés descalços,os mais ricos com chuteiras,aquelas com uma proteção na frente,que facilitava dar bicos na bola quando isso se fazia necessário.

 

Eu,que nasci na década de 30,ainda aproveitei muito os espaços vazios. Morei grande parte tanto da minha infância quanto da adolescência,até me casar,na Rua 16 de Julho,157,que era separada da Zamenhof por uma pracinha. Foi o único espaço livre, depois que todos os terrenos baldios foram ocupados,no qual jogamos vários arremedos de esporte:futebol,vôlei,basquete e até tênis.A prefeitura de Porto Alegre tentou plantar flores no local,mas quando os trabalhadores terminam o serviço e iam embora,recuperávamos o “nosso” espaço.

 

Trabalhei 60 anos na Rádio Guaíba e várias vezes fui a São Paulo para transmitir futebol. Em um hotel no qual nossa equipe se hospedou,havia um computador e nele era possível jogar o tataravô dos videogames. Os jogos,pouco depois,foram se sofisticando e ficaram cada vez mais atraentes,que o digam os meus netos homens: Gregório e Lorenzo,paulistanos; Fernando,gaúcho de Porto Alegre.

 

Dos meus filhos,apenas o Mílton se dedicou a jogar futebol,primeiro na escolinha do Grêmio e após,basquete,também pelo Imortal Tricolor,começando no infantil e chegando ao time adulto. Fernando,filho do Christian,joga basquete no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Ah,Malena e eu,diariamente,jogamos Tetris,um game que nos acompanha faz muitos anos. Seja lá como for,gostei do texto do Gasparetto. Ele me fez lembrar do tempo da pracinha,que nunca foi ocupada. Não sei se os meninos que moram nas duas ruas ainda a usam para praticar esportes. Acho,porém,que preferem videogame.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Conheça o Smaps: aplicativo do bem contra o mal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os moradores de grandes cidades acostumados ao benefício dos aplicativos, que os tem levado de forma mais rápida aos seus destinos, terão um adicional providencial e essencial: que tal além de poder se deslocar pela rota mais rápida, saber a mais rápida e mais segura?

 

Essa é a ideia do Adm. Douglas Roque, criador do aplicativo SMAPS-Segurança Colaborativa Mundial. Na verdade, o aplicativo, que roda no Iphone, no Androide e em desktops, fornece também outras indicações, tais como:

 

– Locais mais seguros para se locomover, morar, trabalhar, passear e investir.
– Alertas de perigo sobre regiões como moradia, trabalho, escola, clube, casa de praia e de campo.
– Imagens de câmeras instaladas nas ruas e zonas de interesse dos usuários.
– Registro ordenado de todos os tipos de crimes e abusos contra a pessoa ou o patrimônio. Dos mais hediondos aos mais comuns como as ofensas sexuais ou raciais. Até mesmo o insolúvel problema do barulho de festas, clubes noturnos, etc.

 

Tudo isso, além de contribuir com os especialistas e as autoridades envolvidas na segurança.

 

O SMAPS já conta com 2.500 colaboradores e visitação diária de 400 internautas. Tem o apoio de vários CONSEGs e de algumas ONGs, como os PAULISTANOS PELA PAZ. Já tem audiência marcada com a Prefeitura de São Paulo e várias entidades sociais.

 

Se no âmbito do Marketing, Philip Kotler, um dos seus ícones, afirmou que o Marketing era muito importante para ficar restrito aos especialistas, o que dizer então da Segurança?

 

É realmente momento oportuno para as redes sociais entrarem em campo com tudo, como colaboradores e usuários, nesta área tão séria quanto carente que é a da Segurança. É função de vital importância que não deve se restringir à Polícia. O SMAPS é um dos caminhos. É só acessar: http://www.smaps.com.br

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Rebobinar, cair a ficha e virar o disco: expressões que ficaram no tempo

 

A Bel Pesce, com seu papo serelepe, logo pela manhã, no Jornal da CBN, propôs que você aproveitasse o fim do expediente para rebobinar a fita e refletir sobre as coisas que aprendeu e sentiu durante o dia. É uma maneira muito legal de reviver tudo o que passou, não esquecer bons momentos e, se algum assunto estiver pendente, quem sabe tentar uma solução ou enviar um e-mail. O desafio proposto por ela acabou provocando outras memórias, a medida que lembrei, no nosso bate-papo, que a expressão rebobinar, apesar de apropriada, não fizesse mais parte da vida de muitas pessoas. Comum na época em que alugávamos fitas de vídeo e éramos obrigados a rebobiná-la sob o risco de sermos multados pela locadora, a expressão surgiu muito antes: está relacionada às fitas de rolo que eram usadas em estúdios de gravação e emissoras de rádio, como, aliás, citaram alguns ouvintes em mensagens enviadas ao programa.

 

Pelo e-mail, Twitter e WhatsApp surgiram muitas outras expressões datadas, algumas que persistem apesar de parecerem sem sentido para novas gerações, outras que ficaram para trás. Aproveito a participação dos ouvintes-intenautas para fazer uma relação destes termos:

 

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Caiu a ficha, usado quando você entendeu ou percebeu algo, e tem relação ao fato de os telefones públicos, no passado, usarem fichas que caíam quando a ligação era completada. Com o sucesso dos celulares, em breve, talvez nem tenhamos mais telefones públicos ou orelhões.

 

Disca pra mim era um convite para que a pessoa telefonasse para você, em uma época na qual os aparelhos telefônicos (que eram fixos) em lugar de teclas tinham um disco. O telefone discado enviava pulsos elétricos através do giro do número correspondente em um painel em formato de disco. Hoje, apesar de muitos apostarem na aposentadoria dos telefones fixos ainda tem serviço de entrega que usa o termo “disque” ou “disk” (pra ficar mais chic), mesmo que os pedidos cheguem pela internet.

 

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Tá tudo Magiclick significa que está tudo ótimo, deu tudo certo; e nasceu de jargão publicitário de um tipo de acendedor automático de forno e fogão que substituía com maestria (esta palavra é mais antiga ainda) os fósforos. O acendedor da marca Magiclick, foi criado pelo argentino Hugo Kogan, em 1963, e facilitava a vida das donas de casa – sim, naquela época só elas tinham o direito de atuar na cozinha – pois acendia o fogo apenas com um clique no equipamento. Alguns tinham chama própria e outros apenas geravam uma faísca que, em contato com o gás, produzia a chama. Nos anúncios, o fabricante garantia que o Magiclik tinha capacidade de funcionar de forma autônoma por até 104 anos. Ou seja, ainda tem muito tempo pela frente.

 

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Deu tilt entrega a idade, também; principalmente se você usar o termo para dizer que alguma coisa deu errado. A expressão se popularizou com as máquinas de fliperama ou pinball que nasceram na pré-história dos jogos eletrônicos. Para a bola de metal correr na mesa por mais tempo, somando pontos na partida, usávamos duas palhetas e, às vezes, em jogadas mais bruscas, sacudíamos a máquina a ponto de incliná-la. Quando isso ocorria éramos punidos e a palavra tilt surgia na tela. Tilt é palavra em inglês que pode ser usada como verbo ou substantivo e significa, em português, inclinar ou inclinação.

 

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Pegar o bonde andando acontece sempre que você entra em uma reunião de trabalho sem saber quais os assuntos que foram discutidos antes ou quando pega uma conversa no meio do caminho. Tinha a ver com os passageiros que subiam no bonde quando ainda estava em movimento, o que, apesar de perigoso, era possível pela velocidade com que andava pelas ruas. Vai me dizer que nunca ouviu falar em bonde? Era um tipo de transporte público comum que começou a rodar entre nós no século 19. Circulava sobre trilhos e era movido à eletricidade (chegou a ter tração animal e por meio de vapor), ou seja muito mais amigável do meio ambiente do que os ônibus à diesel que os substituíram. Algumas cidades ainda mantém este tipo de transporte. Eu só andei em um, aqui no Brasil, quando minha mãe me levou para fazer a última viagem de um bonde, em Porto Alegre.

 

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Vira o disco é o que costumávamos pedir para aquele colega que insistia em falar do mesmo assunto e, claro, a expressão está ligada aos tempos do vinil que tinha faixas musicais dos dois lados. Como ouvir disco em eletrola virou cult, a expressão vai perdurar – até porque gente chata que não troca de assunto está cheia nestes tempos de rede social. E como não quero estar nesta lista, termino a conversa por aqui lembrando apenas mais algumas expressões que me foram enviadas: chato de galocha, fazer a caveira da pessoa, tirar o chapéu, tirar o cavalo da chuva, beber na fonte, dar nó em pingo d’água, a casa caiu e tomei um pifão.

 

Fiquem à vontade para colaborar com esta lista.

Um belo domingo: um drama, sem fim nem clichê

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Um belo domingo”
Um filme de Nicole Garcia .
Gênero: Drama.
País:França(semana que vem prometo que não será made in France!!!)

 

 

Um professor solitário e a mãe de um aluno se apaixonam. A conexão entre ambos é imediata, pois os dois possuem segredos que ao longo da trama se desenrolam. O casal se identifica por meio de suas tristezas. Para resolver um problema de dívida de sua nova eleita, nosso protagonista entra em contato com um passado doloroso – o qual evita a qualquer custo.

 

Por que ver: este filme, apesar de ser um drama, tem seus momentos interessantes. A paixão entre os dois não é construída com clichês. Um filme que classificaria como cult pela história, ritmo e final(relaxe, não vou contar como é)…

 

Como ver: logo após um momento “adrenalina” ou muito movimentado em sua vida… Tipo “visita à casa de sua cunhada que tem quatro filhos super mal educados”… O filme vai te ajudar a relaxar.

 

Quando não ver: se você, assim como meu marido, que está me xingando até agora, não gostar de filmes que não tem um final… Confesso que também não gosto, mas quando se trata de cinema tenho uma tendência masoquista, que mesmo ao perceber esta possibilidade, dou chance ao filme!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve toda semana aqui no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: futebol bonito, muitos gols e nenhuma ilusão

 

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Campeonato Brasileiro – Heriberto Hülse/Criciúma (SC)

 

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A (des)ordem dos jogos, devido antecipação de partida, oferece visão distorcida da tabela de classificação. Aparecemos em quarto quando somos terceiro. Mesmo já tendo superado nosso adversário regional, e com goleada (só pra não esquecer), nosso time surge fechando a Zona da Libertadores. Uma Zona que tem quatro vagas mas pode ter cinco, dependendo do resultado dos times brasileiros nas competições paralelas. Ou seja, o que se vê é apenas uma ilusão, e os iludidos que acreditem nela. Nós temos os pés na grama, muito bem assentados, e aí de quem resolve brincar em serviço, logo terá sua atenção chamada. Não nos interessa se o placar é apertado, folgado ou tanto faz. Temos de jogar com seriedade cada minutos e cada partida, assim como o fizemos no sábado à noite em mais uma goleada. Sim, porque o time dos três volantes, às vezes quatro; do técnico retranqueiro … (o resto da ladainha você conhece bem e se estiver em dúvida leia a Avalanche anterior a esta) voltou a vencer de goleada no Campeonato Brasileiro.

 

Jogamos fora como se estivéssemos em casa. Impondo perigo desde o primeiro minuto e mostrando que a goleada da semana passada no Gre-Nal (desculpe ter que lembrar mais uma vez) resgatou a confiança que antes não tínhamos com a bola nos pés. Sempre marcamos bem – ao menos desde a chegada de Luis Felipe Scolari: temos jogadores que não se envergonham de abrir mão de seu talento individual para voltar à defesa; nossos atacantes roubam bola lá atrás ou a despacham para longe sempre que necessário; nossos defensores passam a partida cobrando empenho um dos outros, e todos eles têm de ouvir bronca de Marcelo Grohe no menor dos vacilos; sem contar Pará, um caso à parte, que somente ontem, em três bolas que tirou do atacante, vibrou tanto quanto nossos goleadores (podem reclamar seus corneteiros de plantão, mas eu o respeito por isso).

 

O amadurecimento de nosso time, porém, fez surgir outra faceta: os passes estão mais precisos e confiantes, o que coloca nossos atacantes com mais chances de gols; antes de se pensar em recuar a bola, arrisca-se o drible, tenta-se a tabela produtiva ou mesmo o chute. Ontem foram mais três gols, graças a perspicácia do baixinho Dudu, do cabeceio de Barcos (até gol de cabeça voltamos a fazer) e da velocidade de Ramiro. É um time que olha para frente sem abrir mão da segurança lá atrás.

 

Não quero como muitos por aí, me iludir com o que estamos vendo, pois não podemos esquecer que as duas últimas partidas vencemos de goleada adversários medianos (perdão, mas não ia perder a oportunidade de uma brincadeira). Nem podemos esquecer a dureza dos jogos que vêm a seguir: Cruzeiro em casa, Corinthians e Bahia fora, e Flamengo, na Arena. Mas não tem como não ficar muito feliz ao ver que o Grêmio volta a jogar um belo futebol.

De oração

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Às vezes faço, como fiz agora, um hiato no tititi do dia para uma oração. Seja ela qual for. Às vezes é só me conectar com a ideia d’ Ele, ou encontrá-Lo em milésimos de segundo nos quais me conecto com a Luz.

 

São momentos mágicos esses.

 

Agora há pouco foi um desses momentos.

 

Nem precisa dizer que são momentos de muita dor ou de muito amor. Tudo muito, porque sou assim.

 

Pai nosso que estais no céu
Santificado seja o vosso nome

 

e vou dizendo, e vou sentindo.

 

Poderia escrever um livro sobre o que sinto quando me conecto, tanto para agradecer como para implorar. Quando estou com a macaca, analiso…

 

O que pegou agora, quando eu me conectava para implorar, foi a frase:

 

Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu.

 

Como assim, a vontade dele? Será que é sempre diferente da minha?

 

e chorava
eu
não Ele.

 

Chorava enquanto minhas ideia atiradas num rinque de morte, se esfarrapavam. Meu ego, a quem agradeço a existência, entrou pronto pra me defender, A consciência apartou o forrobodó, com a classe costumeira, e eu parei de chorar, e de implorar.

 

Implorar pelo quê?

 

O que é que eu não tenho?

 

tenho a Vida
onde morar
quem amar
quem me ama
tenho o céu e o mar.

 

Tenho a Vida!

 

Que mais eu quero?

 

Seja feita a tua vontade, Pai.

 

…só me dá mais uma mãozinha para entender o intrincado de cada dia.

 

Amém.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Itamar Serpa, da Embelezze, fala de estratégias no setor de beleza

 

 

“Para montar um salão de beleza é preciso, além de ser um técnico, ter aptidão para agradar e encantar seus clientes”. A recomendação é do empresário Itamar Serpa, presidente da Embelleze, fabricante do setor de beleza pessoal, higiene e cosméticos, que também mantém instituto no qual prepara profissionais para o setor. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Serpa fala da experiência adquirida nos 45 anos em que atua nesse mercado e de quais são os códigos femininos que direcionam o segmento. “Mesmo em um momento de crise, as pessoas nunca deixam de investir em produtos de beleza, porque este é um componente ligado a vida”, lembra o empresário.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, e você participa com perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br ou para o Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: a bicicleta do meu pai

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto de ouvinte-internauta Ademir Silva:

 

 

Nestes tempos em que se fala em mobilidade quero contribuir com a história (verídica) que vivi. No ano de 1958, nos mudamos do Tatuapé para a Vila Carrão, porém eu continuava estuando no Educandário Espírito Santo – colégio de freiras no Tatuapé, zona leste. Meu pai, Antonio Pinheiro da Silva, me levava ao colégio de bicicleta e depois seguia para o trabalho, pois ele era mestre de obra.

 

Lembro-me que durante mais ou menos oito meses, ele seguia do Tatuapé até o largo de Pinheiros de bicicleta, pois para custear meus estudos e sustento isso se fazia necessário. Ele sempre comentava que a maior dificuldade era a subida da rua da Consolação.

 

Nunca escutei qualquer reclamação por parte dele, e olhe que não existiam as grandes avenidas tais como Radial Leste e 23 de Maio. Nem mesmo as tais ciclovias.

 


Ademir Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe com as suas histórias da cidade de São Paulo enviando seu texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.