De Eleição e Lexigrama

 

Por Maria Lucia Solla

 

Olá, a poucos dias da eleição, reli por curiosidade os Lexigramas dos nomes dos candidatos à Presidência deste país, em textos que escrevi recentemente, e que foram postados aqui no blog do Mílton Jung.

 

O Lexigrama de Eduardo Campos trazia, entre tantas outras, esta frase:

 

‘Caros compadres e caras comadres, eu sou Eduardo Campos, marcado por carma para mudar a roda do poder e curar a seca do Ceará com pedra e suor, mas sem dor e sem medo.’

 

Certamente mudou a roda do poder.
Mas tem também:

 

‘Sou marcado com o dedo de Deus e de S. Amaro…’

 

Eduardo Campos faleceu na Ilha de Santo Amaro, e foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro.

 

Outro pedacinho de frase:

 

…de mãos dadas com Deus.

 

Quanto aos dois candidatos atuais à Presidência deste país, leia você, “caro e raro” leitor,” os textos postados anteriormente, dos candidatos Aécio Neves e Dilma Rousseff, e vote bem, porque eu vou.

 

Lexigrama de Dilma Roussef x Lexigrama de Aécio Neves

 

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Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Adriana Auriemo, da Nutty Bavarian, e o sabor de uma boa franquia

 

 

“Tem de saber lidar com pessoas, tem de saber motivar, tem que ser engajado com negócio; o franqueado tem de saber que ele, embora seja dono do negócio tem algumas regras para seguir”. O alerta é da empresária Adriana Auriemo, sócia-diretora da Nutty Bavarian, que produz e vende produtos como castanhas, amêndoas e macadâmias, em quiosques espalhados por mais de 100 pontos no Brasil. Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Auriemo também conta como a marca se desenvolveu no país e as mudanças estratégicas que foram realizadas no negócio que começou, originalmente, nos Estados Unidos.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site CBN.com.br e os ouvintes-internautas podem participar pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Produzem o Jornal da CBN Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Ernesto Foschi​

Conte Sua História de SP: queria comprar um sapato novo

 

No Conte Sua História de São Paulo, você acompanha o depoimento de Hilário Burri ao Museu da Pessoa. Hilário nasceu em Dois Córregos, interior de São Paulo, em 1924. Veio para a capital, depois que um irmão conseguiu alugar a casa para os pais, no bairro do Sacomã. Da casinha no Sacomã, o pai conseguiu outra no Alto do Ipiranga, época em que seu Hilário já era ajudante de pedreiro na empresa Elevadores Atlas. No caminho não havia calçada, apenas barro, o que o obrigava a levar um sapato extra na sacola. Para sair de lá, só havia uma linha de ônibus. Seu Hilário conta que todo o dinheiro que ele e os irmão ganhavam tinha de ser entregue para o pai. Até que ele resolveu mudar a ordem das coisas

 

 

Hilário Burri é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa. Você também pode registrar, em áudio e vídeo, suas memórias. Agende entrevista pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Se quiser, escreve um texto e envie para mim: milton@cbn.com.br

Trazer polícia do interior para a capital, é despir um santo para cobrir outro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Perdoem-me,mas sou obrigado a tratar,novamente,de um assunto que já foi por mim abordado durante a Copa do Mundo,época que por diversas razões ainda não caiu no esquecimento da maioria. Era de se imaginar que não fosse um período lembrado efemeramente pelos brasileiros. Da Seleção Brasileira,então,seria melhor que não fosse lembrada,pelo menos,nos próximos quatro anos. Isso,porém,desta vez,é impossível:teremos de disputar a fase Eliminatória. Antes de seguir com o texto desta quinta-feira,esclareço por que,na primeira linha do parágrafo inicial,anunciei que vou tratar de uma questão que interessa apenas aos gaúchos,tanto os de Porto Alegre quanto os do Interior.

 

Ocorre que estão voltando a falar ou,mais do que isso,a agir,visando a transferir Policiais Militares do interior para Porto Alegre,a exemplo do que fizeram no período do Mundial. Lembro que,quando surgiu a ideia,passou pela minha cabeça um velho ditado:vão despir um santo para vestir outro. Agora,entretanto,já existe decisão judicial que proíbe o remanejo de soldados de Pelotas para reforçar o policiamento na Capital gaúcha. O Interior começa a reagir. Isso é ótimo. E,por favor,sou porto-alegrense honorário,título que me foi conferido pelos vereadores de Porto Alegre. Moro aqui desde que completei,em Caxias do Sul,uma semana de vida. Logo,alguém poderia pensar que estou tratando de uma questão com parti pris. Estou convicto de que os que moram nos municípios interioranos têm direito de contar com um contingente de brigadianos que,no mínimo,não os deixe nas mãos de bandidos,principalmente,os assaltantes de bancos,episódios com um sem número de episódios relatados e,pior,vividos por gente do Interior.

 

Se alguém duvida,que tome nota destes números assustadores:homicídios cresceram 76%;roubos de residência aumentaram 14%;roubo de veículos subiram 22% e roubos de todas as espécies chegaram a 19%. Isso depois que despiram o santo interiorano para vestir o porto-alegrense. Em reunião realizada no último dia 12,a Diretoria da Federação das Associações do Rio Grande do Sul ficou decidido que a FAMURS os prefeitos devem procurar a promotoria de suas cidadese acionar o Ministério Público para assegurar a presença normal de PMs em seus municípios. Aliás,dado colhidos na época da Copa do Mundo,quando foram remanejados para Porto Alegre deixaram claro o aumento da violência no Interior. Está na hora de se pensar e,mais do que isso,por em prática,o aumento do contingente de brigadianos,especialmente oferecendo aos interessados em vestir a farda da nossa Polícia Militar salários que combinem melhor com os perigos enfrentados por esses soldados. Que isso não fique apenas nos projetos,mas que esses sejam postos em prática por quem for eleito Governador do Rio Grande do Sul e por seus acólitos..

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Pesquisa eleitoral: você confia?

 

Young Anonymous

 

A virada de Aécio no último dia, colocando-o no segundo turno, foi um dos temas preferidos nas discussões pós-eleições. Onde se destacaram as críticas sobre as prévias realizadas pelos institutos de pesquisa.

 

No geral, o uso de pesquisa como técnica e ferramenta para uma boa prática de gestão, embora essencial, não é uma unanimidade. A difusão é pequena. Restrita a grandes corporações e entidades, e normalmente com resultados positivos.

 

Na política, e principalmente nas eleições, é bem difundida e aplicada com razoáveis resultados. Observação que neste momento é contestada, pois apenas as tendências foram detectadas. Como ocorreu na disputa à presidência, que sinalizou a progressão de crescimento de Aécio Neves, mas não o apresentou seguramente como segundo colocado.

 

Sob o ponto de vista técnico, que é como se deve analisar uma técnica, as pesquisas têm demonstrado que:

 

– Desde 1989 as pesquisas sempre acertaram os presidentes eleitos.
– A pesquisa tão somente fotografa o momento, de forma que daí até a hora da cabine eletrônica poderá ocorrer mudança do eleitor. Gerada por cognição ou por fatos políticos novos.
– Os levantamentos pesquisam de 2000 a 4000 pessoas para obter o quadro de votação de 143 milhões, isto significa que conhecer eleitores pesquisados não é tarefa fácil.
– Os votos brancos, nulos e a abstenção atrapalham as pesquisas. Segundo o Blog do Milton Jung, em SP e no RJ a abstenção foi de 20%, e dentro dos votantes os brancos e nulos somaram também 20%.

 

Dentre as abordagens técnicas consistentes, matéria da VEJA desta semana, atribui confiança nas pesquisas nacionais e informa o resultado do estudo com 800 pesquisas presidenciais em 37 países, feito pelo instituto francês IPSOS, que apresentou média de erro de 3,2 pontos. A média brasileira variou de 0,9 em 1989 a 1,9 em 2010, para 3,9 pontos agora.

 

Caberá aos institutos de pesquisa neste segundo turno dirimir a questão da confiança ou desconfiança. Estou confiante. E, você?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Duda Arraes, no Flickr, publicada conforme licença creative commons

Em novo livro, Ferraretto diz que o rádio “sintonizado com o presente, prepara-se para o futuro”

 

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Além de ter nascido no Rio Grande do Sul, compartilho com o professor Ferraretto o mesmo gosto pelo rádio. Ele, porém, vai muito além, pois é profundo pesquisador do veículo e autor de várias obras sobre o tema. Está lançando Rádio – Teoria e prática (Editora Summus) que, com certeza, contribuirá para entendermos mais sobre as estratégias necessárias para manter este meio de comunicação atualizado com as demandas da sociedade. Por confiar no que ele faz e compartilhar de muitas de suas ideias, reproduzo a seguir o material de divulgação do livro e espero ter, em breve, o prazer da leitura de mais este trabalho com a assinatura do mestre Ferraretto:

 

O professor e jornalista Luiz Artur Ferraretto apresenta no livro Rádio – Teoria e prática os principais padrões para a produção de conteúdo em um meio que se adapta às novas tecnologias. Do que é o rádio hoje, passando por uma detalhada explanação a respeito da linguagem do meio, ao planejamento da programação e à produção de conteúdos, a obra aborda temas como locução, sonoplastia, redação jornalística, produção de conteúdo, reportagens e entrevistas.

 

O rádio é o meio de comunicação mais popular do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está presente em 88% dos domicílios brasileiros. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações, 267 milhões de aparelhos celulares constituem um receptor em potencial e 36% dos internautas brasileiros ouvem rádio em tempo real enquanto estão conectados, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Mas como produzir conteúdo de qualidade para esse meio numa era de transformações tecnológicas cada vez mais velozes? No livro Rádio – Teoria e prática (272 p., R$ 78,10), lançamento da Summus Editorial, o professor universitário e jornalista Luiz Artur Ferraretto reúne anos de pesquisa e de atuação profissional voltada para o rádio. Dicas de redação, gráficos e ilustrações tornam a obra especial para jornalistas, radialistas, publicitários, profissionais de áreas afins e estudantes desses campos.

 

Trata-se da mais completa e atualizada obra produzida no país a respeito de rádio. Sem descuidar dos conceitos básicos e das transformações provocadas, em especial, pela internet e pela telefonia celular, o autor apresenta em linguagem clara e didática as principais informações para que o profissional – seja ele recém-formado ou não – enfrente o cotidiano de uma emissora de rádio. “Neste século 21 de tantas tecnologias e, por vezes, de poucas humanidades, o rádio constitui-se por natureza, e cada vez mais, em um instrumento de diálogo, atento às demandas do público e cioso por dizer o que as pessoas necessitam e desejam ouvir em seu dia a dia. Tudo de forma muito simples, clara, direta e objetiva”, diz o professor.

 

Partindo do funcionamento das emissoras nos dias de hoje e passando por uma detalhada explanação a respeito da linguagem utilizada no meio, o livro aborda ainda o planejamento da programação e a produção de conteúdos para que o profissional possa enfrentar o cotidiano de uma emissora de rádio, considerando ainda novos protagonistas, como web rádios e podcasters. É uma ferramenta de trabalho com informações sobre apresentação e locução, sonoplastia, redação jornalística, produção de conteúdo falado ou musical, reportagens, entrevistas, opinião, cobertura esportiva, documentários, programas especiais, spots, jingles e muito mais.

 

“É uma obra para acompanhar estudantes e profissionais em seu dia a dia, aliás, como o próprio rádio faz em relação aos ouvintes”, diz o autor. Em sua avalição, as novas tecnologias, abordagens conceituais e demandas do público surgidas e/ou consolidadas na primeira década deste século fizeram que o rádio se modificasse em alguns aspectos, embora suas características básicas tenham sido mantidas. Porém, o cenário de atuação profissional de fato se alterou e as técnicas empregadas evoluíram.

 

Sem perder de vista a ímpar e rica trajetória das emissoras brasileiras, Ferraretto parte do pressuposto de que o rádio segue tendo importância e vigor nessa nova era. Adaptado aos tempos modernos, o meio ocupa um espaço valioso no cotidiano e no imaginário de milhões de ouvintes, que têm nele um insubstituível companheiro. “A era do rádio continua sendo a de cada minuto em que ocorre a transmissão”, complementa.

 

Com o objetivo de ensinar novas gerações de profissionais, é exatamente sobre isso de que trata o livro. “Do bom rádio, aquele que, seja no velho aparelhinho transistorizado, na internet ou no celular, acompanha o ouvinte, fornece-lhe informação, proporciona entretenimento, conversa. Do rádio que se adapta, se renova e segue ocupando um lugar especial. E que, sintonizado com o presente, prepara-se para o futuro”, conclui Ferraretto.

 

O autor

 

Luiz Artur Ferraretto é professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Formado em Jornalismo pela mesma instituição, onde também concluiu o mestrado e o doutorado, integra o Grupo de Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Com a jornalista Elisa Kopplin Ferraretto, escreveu Assessoria de imprensa – Teoria e prática (Summus, 2009). Autor de diversos livros e colaborador de inúmeras antologias, publica artigos em revistas científicas da área. Concentra suas pesquisas na história e no futuro dos meios de comunicação, em especial analisando a indústria de radiodifusão sonora.

Bancada federal do voto nulo teria sete “não-deputados” de SP e seis do RJ

 

congresso nacional.

 

Na mesa do Café onde se reúne o pessoal da rede Adote um Vereador só rola café e água; quando exagera, a turma pede algum suco da casa. Faço o registro para deixar claro que nossas conversas são por nossa conta e risco, e qualquer ideia mais estranha que surja é de sã consciência.

 

No fim de semana que se foi, a Ruth Pereira, conselheira da Sub-prefeitura do Aricanduva, na zona Leste da capital paulista, estava incomodada com a quantidade de votos brancos, nulos e abstenções da última eleição. Em São Paulo, 20% dos mais de 31 milhões de eleitores não apareceram para votar, e dos 25 milhões que votaram, cerca de 20% não escolheram presidente da República, deputado federal ou estadual. No Rio de Janeiro, que tem em torno de 12 milhões de eleitores, os índices de abstenção ou nulos e brancos foram muitos parecidos com os de São Paulo.

 

A questão que se colocou na mesa é qual a validade dos votos brancos e nulos. Do ponto de vista da lei eleitoral, nenhuma. Brancos e nulos são deixados de lado – são chamados de votos não-válidos. Para os cálculos do TSE contam apenas os votos válidos, dados para partidos/legendas ou candidatos.

 

Na eleição majoritária (presidente, governador e senador) quem ganha mais voto é eleito, lembrando que para presidente e governador é preciso ter 50% mais um dos votos válidos, caso contrário realiza-se segundo turno.

 

Na eleição proporcional (deputados federal, estadual e distrital), o tribunal soma todos os votos que foram registrados para partidos e candidatos, divide pelo número de cadeiras em disputa e determina o coeficiente eleitoral: é o número mínimo de votos que o partido e a coligação precisam ter para eleger um representante. Quanto mais vezes partido e coligação somarem esse coeficiente mais representares terão no parlamento.

 

Então, para que servem brancos e nulos?

 

A princípio para o eleitor mostrar falta de confiança ou descontentamento com os nomes apresentados pelos partidos – arrisquei o palpite durante nosso encontro do Adote um Vereador. Foi então que imaginamos transformar esses votos ou parte deles em algo muito mais significativo e exemplar para a política brasileira. Criaríamos uma espécie de bancada dos votos não-válidos que seria ocupada por nenhum candidato. Isto mesmo, estes votos seriam somados com os válidos e ajudariam a formar o coeficiente eleitoral. Ao contrário de partidos e coligações, os não-válidos não-ocupariam a quantidade de cadeiras conquistadas, que permaneceriam vazias, sem representatividade.

 

Nunca se sabe o que pensa o eleitor quando vai a urna e vota branco ou nulo, mas imaginemos que os que apertaram a tecla “branco” estejam apenas dizendo que tiveram dificuldade para se decidir por um ou outro e resolveram deixar para os demais eleitores escolherem por ele. Já quem vota nulo costuma ser contra a eleição de todos aqueles que lá estão. É um voto de protesto, assim como votávamos em macacos e em hipopótamos na época da cédula de papel. Para ser justo com a cabeça do eleitor, decidi fazer o cálculo da bancada do não-voto apenas com os votos nulos.

 

Veja o resultado:

 

Em São Paulo, na eleição para deputado federal tivemos quase 21 milhões de votos válidos e cerca de 2,3 milhões de votos nulos. Somados temos 23,3 milhões de votos que divididos por 70 cadeiras, que é o número de deputados que o Estado tem direito na Câmara Federal, resulta em coeficiente eleitoral de pouco mais de 333 mil votos. Com base nesse cálculo, ficaríamos com sete das 70 cadeiras vazias. A bancada do não-voto estaria atrás apenas das do PSDB, PT e PRB.

 

No Rio de Janeiro, 7,6 milhões votaram para candidato ou legenda na disputa pela Câmara dos Deputados, enquanto 1,1 milhão anulou o voto. Total: 8,7 milhões. Divididos por 46, número de cadeiras disponíveis em Brasília para o estado fluminense, chegamos ao coeficiente eleitoral de 190,5 mil. Tudo posto, o Rio teria seis deputados a menos.

 

Aplicados os mesmos critérios e considerando os números divulgados pelo TSE para as Assembleias Legislativas, São Paulo ficaria com dez parlamentares a menos do que os atuais 94 ; enquanto o Rio, com menos nove de um total de 70 deputados estaduais.

 

Com o risco de perderem representatividade nas casas legislativas, com menos deputados, menos poder, menos cargos de confiança, menos custo nos gabinetes, talvez os partidos fossem obrigados a se esforçar para engajar o eleitor e aumentar sua participação nas urnas apresentando nomes e programas que estivessem voltados aos interesses do País. Em contrapartida, o eleitor preocupado em ver seu Estado perder representatividade na Câmara Federal forçaria um elenco melhor de candidatos.

 

Evidentemente que essa não é uma proposta para ser encampada pela legislação eleitoral, é apenas uma provocação. A eleição tem de ser um propulsor da democracia e a presença do eleitor na urna, o caminho da transformação. Os partidos poderiam, porém, aproveitar esses números para refletirem sobre o que estão fazendo com a política e a democracia brasileiras.

 


A foto que ilustra este post é do álbum de Maria Heinz, no Flickr

Adote um Vereador: quanto menos eles trabalham, mais nós temos trabalho

 

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Éramos os de sempre e com algumas ausências, mas estávamos com à disposição que jamais nos faltou, mesmo diante do forte calor que fez no sábado, em São Paulo. A mesa 17, reservada para o Adote um Vereador, embaixo de uma das árvores que resistem no Pateo do Collegio, ficou tomada de água para refrescar, dúvidas para responder e ideias para serem levadas à frente. Verdade que o papo começou mais caseiro com discussões sobre o melhor jeito de passar roupa e tomar banho, havia, porém, uma boa razão: a preocupação com o gasto excessivo de luz e água em momento de carestia como estamos vivendo no Estado de São Paulo. Cada um tem seu costume e opinião, como é típico do grupo que participa direta ou indiretamente desta rede de cidadãos, seja na forma de controlar os gastos seja em quem votar no segundo turno das eleições presidenciais.

 

A eleição parlamentar foi o principal tema da nossa conversa, a começar pelo olhar do que aconteceu com os 19 vereadores e suplentes que se candidataram a governador, deputado federal e estadual. Oito passaram pelo crivo do eleitor: Goulart (PSD), Floriano Pesaro (PSDB) e Orlando Silva (suplente PCdoB) trocarão São Paulo por Brasília; enquanto Coronel Camilo (PSD), Coronel Telhada (PSDB), José Américo (PT), Marta Costa (PSD) e Trípoli (PV) se mudarão do Viaduto Jacareí, na República, para a Avenida Pedro Álvares Cabral, no Ibirapuera. Tem ainda o caso do Atílio Francisco (PRB) que é segundo suplente do senador eleito José Serra – não é nada, não é nada, sempre rola a esperança de um dia sobrar uma boquinha no Senado, haja vista Antonio Carlos Rodrigues, primeiro suplente de Marta Suplicy (PT) – coincidência, também do PR.

 

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Levando em consideração os vereadores que estavam no banco de reserva e assumirão, ano que vem, o lugar dos eleitos, de acordo com levantamento feito por Rafael Carvalho, que participa do Adote um Vereador, o PT que tinha maioria perderá um vereador e equilibrará forças com o PSDB, ficando cada um com 10 parlamentares. O PSD, de Gilberto Kassab, é quem sofrerá o maior prejuízo com a perda de três vereadores. Isto acontece porque, ao contrário de um time de futebol, em que o reserva joga na mesma equipe, na política o reserva pode ser dos partidos que formaram a coligação que, muitas vezes, estão em lados opostos na eleição seguinte.

 

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Diante das mudanças na casa municipal já se preve briga de foice pelo comando da Mesa Diretora, atualmente sob a mão forte de José Américo (PT) que vai para a Assembleia Legislativa. Com os dois maiores partidos divididos, ou sai um acordão ou lá vem o Centrão – grupo político que havia sido desarticulado há alguns anos na Câmara e tem entre seus mais proeminentes nomes Milton Leite e Antonio Carlos Rodrigues. Esse, por sinal, deve estar de malas prontas para São Paulo, pois terá de ceder a vaga de senador para a titular que precisará reforçar o time do PT no Senado com a derrota de Eduardo Suplicy.

 

 

Dentre outros temas conversados em nosso encontro, falamos da baixa frequência em alguns conselhos de representantes das subprefeituras, da retomada do debate sobre a proibição das sacolas plásticas no comércio paulistano e da necessidade de convencermos mais pessoas a acompanhar os vereadores, afinal quanto menos eles trabalham – e trabalharam pouco neste ano de eleição – mais temos o que cobrar.

Avalanche Tricolor: persistir na caminhada e resistir aos erros que são de todos

 

Palmeiras 2 x 1 Grêmio
Campeoanto Brasileiro – Pacaembu

 

Tenho saudades do estádio do Grêmio, não tenho saudades de qualquer outro estádio. Assistir ao futebol nas arquibancadas há algum tempo tornou-se martírio para o torcedor, especialmente na casa do adversário. Somos desrespeitados na fila da bilheteria, na qual o bilheteiro fica escondido atrás de grades. Somos desrespeitados na fila da catraca que costuma não funcionar como deveria e somente roda na mão do porteiro. Antes de entrar ainda somos expostos a revista policial, o que sempre me dá a sensação de que sou suspeito de algum crime que ainda não cometi.

 

Lá dentro, o rigor da segurança é esquecido. Jamais espere que a cadeira com o número de seu bilhete esteja livre, porque os assentos são liberados assim que os portões se abrem. E aí de você que reclame com o segurança que tem alguém sentado no lugar errado. Não posso fazer nada, diz sem pudor. Banheiros, lanchonete e informação decentes são raros. Está tudo errado no estádio, a começar pelo próprio estádio.

 

Os erros não param no parágrafo anterior. Tem ainda os do juiz anunciado como sendo padrão Fifa, mas que erra como erram os da várzea com a vantagem que não corre os mesmos riscos destes. Enxerga o jogo parcialmente, permite a provocação e pune a vítima. Desequilibra os nervos e a disputa. É impreciso na marcação e desigual na punição. Na noite deste sábado, ao ser ludibriado pelo adversário proporcionou a mudança no placar e prejudicou nossa subida na tabela de classificação em momento decisivo do campeonato. Pior, alguns de seus erros terão reflexo na próxima partida, pela suspensão de jogadores importantes.

 

Se o estádio tem seus erros e o juiz, também, não podemos nos eximir daqueles que são de nossa responsabilidade. Alguns cometidos pela falta de entrosamento de quem entra, especialmente no meio da área onde vínhamos mantendo constância invejável; outros que são apenas repetição do que já assistimos em partidas anteriores. Temos de ter paciência e capacidade para enfrentar adversários complicados tanto quanto para suportar os erros do árbitro. Nosso desejo incansável pela vitória e esforço para atender aos pedidos do técnico têm de ser controlado, não podem nos levar a excessos que nos prejudiquem. Entendo a obsessão pela vaga na Libertadores que nos guia; não podemos, porém, perder o norte desta caminhada que nos trouxe até aqui. Assim temos de persistir e resistir à provocação do adversário, ao erros dos juízes e aos nossos, também.

 

E gol da Chapecoense!

#PinkPonyPromise: luxo sustentável e saudável

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O estilista Ralph Lauren há alguns anos participa ativamente em campanhas de prevenção ao câncer de mama com a criação de peças exclusivas de sua coleção Pink Pony. Parte das vendas é destinada à Pink Pony Foundation, entidade criada por ele, que cuida de mulheres que sofrem dessa doença.

 

Neste Outubro Rosa, mês em que diferentes instituições promovem ações contra o câncer de mama, Lauren foi além. Aproveita suas redes sociais para estimular seguidores e clientes a engajarem-se nessa causa. As pessoas são convidadas a escrever em cartazes como pretendem apoiar o combate ao câncer, mensagens que podem ser o compromisso de parar de fumar ou um alerta para que as mulheres façam o exame de mama. Para cada foto postada no Instagram (@raulphlauren), Twitter (@ralphlauren) ou no próprio site RalphLauren.com/pinkyponypromise, com a hashtag #PinkPonyPromise, a grife americana doará 10 dólares para pesquisa e tratamento do câncer, em promoção que pode alcançar até USD 1 milhão.

 

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Ícone da moda e do luxo no mundo, Ralph Lauren sabe melhor do que ninguém unir bom gosto e sofisticação e dar o seu toque pessoal à gestão da marca. Nesse caso, mais do que isso, mostrar que é possível e vale a pena lutar por causas nobres com um gesto simples e sem custo algum aos clientes.

 

Ao abraçar a causa, Ralph Lauren se mostra não apenas uma grife de luxo com amplo mix de produtos e serviços, mas se diferencia com seu empenho em contribuir e mobilizar às pessoas em torno de um comportamento consciente de prevenção e filantropia.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.