Luxo é atender, entender e encantar o cliente

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

MCDBRAT EC006

 

Perfeição. Encantamento. Extraordinariedade. Talvez essas sejam apenas algumas das palavras que nos vêm em mente ao pensarmos no segmento de produtos e serviços de luxo. Se pensarmos racionalmente, isso faz total sentido, pois a perfeição é realmente um dos ítens que definem um produto como de luxo, além, é claro, da alta qualidade, prestígio e a história da marca e de seu criador.

 

Os aspectos intangíveis não podem jamais ser esquecidos e merecem destaque. O que é intangível é uma das principais chaves do sucesso (ou não) de marcas de luxo. Apesar de parecer um “mundo perfeito” muitas marcas prestigiosas ainda pecam no atendimento. Treinamento de produtos, treinamento comportamental, capacitação e desenvolvimento de pessoas e outros temas da área de RH ainda deixam a desejar no segmento do luxo no Brasil.

 

Os profissionais de atendimento devem proporcionar ao cliente a experiência de compra compatível com as estratégias da marca no intuito de maximizar as vendas e estabelecer um relacionamento forte e longo com seus clientes. Eles devem, sim, atingir as metas de vendas exigidas, mas, também, entender e ter a habilidade de explicar ao cliente o conceito, a experiência de consumir aquele produto ou marca. Deve encorajá-lo não apenas a consumir, mas entender o DNA da marca. Esse profissional deve ter interesse em aprender e conhecer sobre produtos e serviços de luxo, bem como ter boa formação cultural para lidar com clientes de alto poder aquisitivo no ponto de venda, além de graduação e conhecimento de outros idiomas. Tem de ter consciência que uma falha no atendimento, não é uma falha do vendedor, é da marca. A marca é que falhou aos olhos do cliente. Deve-se ainda entender que cada cliente é único e possui necessidades específicas.

 

É importante ressaltar a importância não apenas no varejo de luxo, um dos principais ramos do segmento, mas também nas empresas de serviços, como hotelaria, instituições financeiras, prestadores de saúde e outros. Um dos desafios da Gestão de Pessoas nas empresas de luxo é capacitar seus colaboradores para atenderem a um consumidor cada vez mais exigente e conhecedor do próprio mercado em si. Elas devem recrutar os talentos certos, capacitá-los, motivá-los e ter uma gestão estratégica de Recursos Humanos para reter os seus talentos e minimizar a rotatividade.

 

Para o cliente, qualquer deslize pode ser fatal, não apenas pela venda em si, mas pela mudança da imagem da marca, possivelmente abalando sua reputação, e também pela possibilidade de perda deste consumidor.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: só pode ser algum tipo de provação

 

 

Grêmio 0 x 2 Santos
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

 

15068146425_6f49774553_z_l

 

 

Começo esta Avalanche antes de a partida se encerrar, não porque tenha desistido do jogo. Jamais desistirei. E espero que o Grêmio não desista, também. A tarefa é difícil, mas não impossível. E mesmo que seja impossível, está é uma palavra que não está no nosso vocabulário. Veio para frente do computador, porém, porque estou tentando entender o que acontece. Há algum tempo não assistia ao Grêmio jogar bem, ter rapidez na troca de passe e intensidade no ataque como nestas últimas partidas. Está evidente que o time é melhor neste momento do que foi durante todo o restante do ano. Em textos anteriores já escrevi sobre alguns jogadores que encaixaram melhor no time, tais como Zé Roberto e Dudu. O próprio Barcos melhorou sua participação, sem contar Giuliano que cresceu em seu desempenho (e aí me refiro ao jogo de hoje à noite), após uma fase ruim. Sem contar Marcelo Grohe com defesas incríveis. Não quero porém me estender falando de indivíduos quando o que mais tem me agradado é o coletivo. E é isso que torna mais difícil entender o resultado desta noite. Por muito tempo, nosso time foi acusado de jogar feio, uma forma de desvalorizar vitórias sofridas que tivemos. Agora, produzimos mais, jogamos melhor. Mas o gol não sai, e quando sai não é o suficiente. Será que não estamos fazendo por merecer sorte maior em campo? Será que toda provação imposta a Luis Felipe com a malfadada Copa do Mundo não foi suficiente? Sim, Felipão pelo que fez, pelo que passou e pelo que, agora, está reconstruindo no Grêmio teria o direito de ser recompensado.

 

 

Há outro motivo pelo qual decidi escrever esta Avalanche antes da hora, além da injustiça do placar diante do futebol produzido. Foi a injustiça imposta por um árbitro que não esteve a altura do posto que ocupa no quadro da Fifa (ou esteve). Permitiu jogada irregular na arrancada do segundo gol santista e impediu a nossa arrancada para a virada ao não marcar pênalti em Zé Roberto. Não bastasse a forma displicente com que agiu diante da indisciplina. Prejudicou claramente o Grêmio e com sua atuação desequilibrou o time, mais do que o adversário teria feito por seus próprios méritos (sem desmerecer a qualidade deste). Que fique claro, minha indignação com a injustiça do resultado e do árbitro, não é suficiente para me cegar diante de erros que cometemos. E gostaria muito de ver Felipão fazendo ao menos duas mudanças entre os titulares, porque há erros que têm se repetido com frequência acima da média, e escrevo isso pensando no lado direito da nossa defesa, e jogador que não têm sido capaz de entregar o que promete.

 

 

Chego ao fim desta Avalanche no instante em que a partida se encerra e, infelizmente, ficamos sabendo que algo mais triste do que o resultado e os erros do árbitro acontece no jogo. Idiotas voltaram a usar palavras e gestos racistas, uma gente que não merece vestir a camisa do Grêmio nem ocupar espaço naquela Arena. Deveriam ser extirpados do clube e mantidos afastados das nossas cores. Sinto vergonha do que fazem. E espero não precisar ouvir a voz de nenhum outro gremista defendendo este bando.

O mocotó do Tito Tajes

 

Por Milton Ferretti Jung

 

titofoto_Fotor_Collage

 

Tornou-se um hábito para mim ler o caderno Donna,que vem encartado aos domingos na Zero Hora,jornal gaúcho que assinamos aqui em casa. Ocorre que,como já revelei em textos anteriores deste blog,minha sobrinha Claudia Tajes,escritora de vários livros e,mais recentemente,roteirista da Globo,em sua coluna no Donna (ou seria na Donna?),volta e meia conta histórias sobre as famílias Tajes e Jung,mas separadamente. Desta vez,juntou a dela e a minha. Nesse domingo,o assunto foi “Almoço em família”. Lembrou,com riqueza de detalhes,os ágapes que o Tito,o seu pai,promovia em uma casa de veraneio e também de invernos gelados,que pertencera ao chefe do clã dos Jung – o seu Aldo,meu pai – localizada nas proximidades do Guaíba. A propósito,continuo defendendo a sua condição de rio e não,como querem teimosos e quejandos,lago.

 

A casinha de madeira foi a parte herança do meu pai que coube ao Tito e à Mirian,minha irmã e que se transformou em uma casa de alvenaria. Hoje,tenho saudade da casa antiga e dos nossos banhos diários nas águas do Guaíba,durante o verão,um rio com águas límpidas,no qual a gente entrava sem medo de se afogar,temor que me impede de enfrentar o mar. Foi essa casa que,reformada,transformou-se mais tarde no local das nossas comilanças dominicais,nas quais o Tito deixava por um dia de ser jornalista para se transformar em exímio cozinheiro. Tios e primos se reuniam,satisfeitos da vida,para saborear o variado cardápio,composto em um domingo por churrasco,no próximo por massa,feijoada ou comida árabe,como lembra a Claudia na seu texto.

 

Ah,havia o domingo do mocotó que,conforme a Claudinha,acontecia uma vez a cada inverno. Pelo jeito,nem todos apreciavam mocotó. A culpa era do odor que danado,enquanto ficava em ebulição,horss e horas,no fogão à lenha. Não recordo,mas a Claudia garante que o cheiro saía da panela e grudava (será que cheiro gruda?)nos cabelos e nas roupas dos convivas. Não sei se o Mílton,que é o âncora deste blog,tem em sua coleção de fotos a dos Jung e Tajes em um dos almoços dominicais que eu,particularmente,jamais vou esquecer. A Claudia bem que poderia parafrasear o seu texto desse domingo chamando-o de “Conte a sua historia de Porto Alegre”. Tenho certeza de que o Mílton o leria com grande prazer.

 

Nota do Blogueiro: fotos dos almoços de domingo não temos, mas apresentamos na ilustração deste post as imagens do cozinheiro, jornalista e meu tio Tito Tajes

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Suicídio de Vargas por um pré-adolescente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

legado-lateral-1

 

Em 24 de agosto de 1954, com 12 anos, já tinha um pré-conceito de Getúlio Vargas. Ao passar férias na fazenda de meu avô, em Paraty, sempre ouvia críticas ao ditador que para enfrentar as tropas paulistas em 32 tinha brutalmente confiscado todos os bens da propriedade – promissora fabricante de aguardente e exportadora de banana e café. Além disso, a atribulada eleição de 50, quando parecia que o Brigadeiro Eduardo Gomes iria ganhar, Vargas, que tinha no currículo dois golpes de Estado e demais arbitrariedades comuns às ditaduras, o acusa de repudiar os votos dos “marmiteiros” e vence. Inclusive com o apoio dos paulistas que, no passado, tinham combatido até a morte o Estado Novo de Getúlio.

 

Foi uma eleição contagiante, até para crianças, tal o barulho dos carros de som, dos jingles e dos exaltados discursos. Era impossível ficar alheio. As cidades ficavam forradas de cartazes, faixas, panfletos e cédulas. Muitas cédulas. Discutia-se política como se falava de futebol. Um clima de tensão e paixão que se prolongou pelos anos seguintes, impulsionada por temas polêmicos como o monopólio do petróleo, corrupção e golpe de Estado. Não dava para passar nas bancas de jornal e não ler as manchetes da Tribuna da Imprensa e da Última Hora. Veio o atentado a Carlos Lacerda com a morte do major Vaz para impulsionar o clima já exaltado. Gregório, o homem de confiança de Vargas foi confirmado tanto como autor intelectual do crime como corrupto. O populismo do Presidente se esvaziava e a oposição crescia a ponto de Getúlio escolher o suicídio como a única saída digna.

 

No dia 24 de agosto não houve aula, mas uma surpreendente troca de posições que nunca mais esquecerei. As cenas de aprovação e até de adoração ao Herói Morto foram marcantes. Na volta à escola a mesma mudança de valores. Lacerda é o demônio, Vargas o santo.

 

Agora, revendo o passado, chego à conclusão que tanto a proximidade do fato quanto o distanciamento são essenciais para uma boa avaliação do episódio histórico.

 

Quanto a Getúlio Vargas, daria o crédito de ter se afastado de Mussolini e se aproximado dos Estados Unidos contra Hitler. Da CLT, da CSN, e da visão industrial, assim como da perspectiva de estadista que possuía. ”O Petróleo é Nosso” foi mais obra do partido de Lacerda, a UDN, tanto que o projeto que firmou o monopólio foi do udenista Aliomar Baleeiro e o primeiro Presidente da Petrobrás foi o também udenista Juracy Magalhães. O mérito de Vargas é a ideia inicial e a assinatura final. Assim como, começo e término de sua atuação política são caracterizados por acertos e desacertos. Ainda assim foi a mais marcante da história moderna do Brasil.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

O dia em que o candidato comprou um livro

 

Crawford Doyle Booksellers [02]

 

A cobertura jornalística da campanha eleitoral, em rádio e TV, tem várias limitações impostas pela legislação e, algumas vezes, se transforma em um “agendão”, como costumamos dizer nas redações. O candidato está aqui, vai até lá e passou acolá. Informações ilustradas por imagens de político sorridente em meio a multidão que se espreme na feira livre e a rua de comércio popular. Gostam também de aparecer no palco de seminários de engravatados, onde recebem propostas de governo que assinam e jamais serão cumpridas. Com o pé no chão ou no palanque, estas agendas costumam render cenas para a campanha, talvez votos e, em alguns casos, infecção estomacal. Um dos lugares preferidos desta semana é a Bienal do Livro, que leva hordas de estudantes e fãs de escritores para os corredores no Parque do Anhembi, em São Paulo.

 

Há uns dois dias, vi um dos candidatos à presidência, ao lado de seu vice, caminhando entre “eleitores” e encenando para selfies que serão distribuídos nas redes sociais. Nos estandes, folhavam livros e posavam para as câmeras como se estivessem interessados na leitura. E nós jornalistas relatando o acontecido. Encenação que me lembrou história contada pelo jornalista Lucas Mendes, na época em que trabalhamos juntos na redação da TV Cultura. Ele já dava expediente em Nova York quando o presidente Fernando Collor acabara de ser eleito no Brasil. Antes da posse, Collor fez viagem para os Estados Unidos, não lembro se para descansar e recuperar o fôlego da intensa campanha eleitoral ou se para mais uma vez viver no mundo do faz de conta, o que lhe era típico. Cada passo que dava era coberto com curiosidade e intensidade pela imprensa brasileira que deslocou suas equipes de jornalistas atrás do primeiro presidente eleito desde o fim da Ditadura Militar.

 

Conta Lucas Mendes que, entre os programas realizados, Collor entrou em uma livraria e começou a olhar as estantes em busca não se sabe de que livro. Dezenas de repórteres cinematográficos e fotógrafos entraram correndo para registrar o momento, assuntando a dona da livraria. Ela se dirigiu a Lucas Mendes, que observava tudo da periferia da confusão, e quis entender “por que toda esta gente?”. Lucas explicou que o novo presidente do Brasil estava comprando um livro. E foi obrigado a ouvir da atônita livreira americana: “ele nunca comprou um antes?”

Fama de vereadores ilustra história de prostitutas de luxo, na TV

 

karin_Fotor

 

Assisti com prazer à volta do seriado brasileiro O Negócio que, em sua segunda temporada, na HBO, retoma a história de três garotas de programa que aplicam regras consagradas de marketing para construírem carreira de sucesso. O primeiro episódio, nesse domingo, trouxe o tema da pirataria enfrentada por produtos de luxo, a medida que a empresa criada por elas, a Oceano Azul, passou a ser copiada por outras moças que atuam no mercado.

 

Além da preocupação das protagonistas Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista) com a concorrência desleal, histórias paralelas e pessoais vieram à tela, todas ambientadas na capital paulista. Magali, a mais consumista e pragmática do trio, além de ter sofrido transformação no visual, que a deixou ainda mais sexy, é reconhecida por um dos seus clientes que, atualmente, namora a melhor amiga dela e é assediada por ele de forma explícita. Diante da situação, se vê no dilema de contar para a amiga e ter sua profissão revelada ou calar-se e assistir à amiga juntar-se com um namorado sem escrúpulo. Na busca de ajuda, conversa sobre o tema com Luna, que além de “sócia” na empresa é a narradora da história. Luna identifica os dois cenários possíveis e traça os riscos de cada um deles. Sentada no sofá do escritório da Oceano Azul, em vistoso prédio próximo da Marginal Pinheiros, zona oeste de São Paulo, Magali define assim a situação que está vivendo: “isso é como escolher vereador, não tem opção boa”.

 

É isso, excelentíssimos vereadores, “quem tem fama, deita na cama”

A Avalanche Tricolor começou

 

Grêmio 2 x 1 Corinthians
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Gremio x Corinthians

 

Todo jogo vale três pontos. Toda partida é importante. Todos os adversários têm de ser respeitados, temidos e vencidos da mesma maneira. Tudo isso é verdade, especialmente em competição tão longa e disputada em pontos corridos como é o Campeonato Brasileiro. Você, caro e raro leitor deste Blog, porém, há de convir: existem vitórias que se tornam especiais seja pelo momento seja pela forma seja pelo adversário. A desta tarde de domingo é especialíssima, pois atende a todos os quesitos.

 

Antes de continuar esta Avalanche, cabe uma explicação aos que me leem de Porto Alegre: eu sei que ganhar o clássico Gre-Nal é sempre importante para nosso histórico, contudo, desde que vim para São Paulo, vencer o Corinthians causa-me praticamente a mesma sensação. Não digo isso por comparar a rivalidade existente entre os clubes, apesar de Grêmio e Corinthians terem protagonizados clássicos decisivos que ficaram para a história do futebol brasileiro. Nossas rixas com o co-irmão gaúcho são mais intensas, sem dúvida. Porém, aqui em São Paulo, onde moro desde 1991, não tem uma esquina em que não se encontre um corintiano. Você pega o ônibus, para na padaria, chega no trabalho, olha para um lado, vira a cara para o outro, mas não tem como escapar. Na rádio CBN, onde trabalho desde 1998, eles ficam aguardando no corredor e quando vou ao ar, estão prontos para tocar uma flauta. É a Cátia Toffoletto, é o Márcio Atalla, é o Dan Stulbach, é o Zé Godoy, é deus e o diabo contra você. Ou seja, é vencer ou se aborrecer.

 

A vitória tornará a semana mais tranquila para os gremistas que moram em São Paulo, mas acima disso mostrou que o time que vinha sendo reconstruído por Luis Felipe Scolari começa a dar resultado. Na partida anterior, contra o líder Cruzeiro, já havia escrito da minha satisfação pela maneira com que jogamos na casa do adversário. Lamentava apenas a falta de um matador. Hoje, ele estava em campo e atendia pelo nome de Barcos, que se consagra como o maior goleador estrangeiro na história do Grêmio com seus 36 gols – sete no Brasileiro. O argentino se beneficia agora da excelente performance de Dudu, nosso jovem e atrevido atacante que inferniza os marcadores; e se precisarem dele para roubar a bola lá atrás, é só chamar. O time é bem mais do que os dois jogadores. No gol, Marcelo Grohe com 26 anos – um jovem, portanto – tem merecido todos os elogios do torcedor e foi emocionante vê-lo aclamado pelas arquibancadas ao fim da partida. Na defesa, Felipão se esforça para colocar em campo a melhor escalação: confia muito em Rhodolfo e resolveu muito bem e de maneira corajosa o lado esquerdo com Zé Roberto, que marca e chega ao ataque com a categoria de sempre. O técnico investe em dois ou três volantes, conforme a necessidade, e permite que talentos, como o de Luan, se sobressaiam. Mostra ao elenco que não basta ter nome para ficar no time; tem de jogar bem, acertar passe, dedicar-se ao máximo, marcar e atacar quando possível.

 

A volta para o segundo tempo, neste domingo, foi avassaladora, com o primeiro gol em menos de 30 segundos e o segundo, em seguida. Sinal de que o trabalho no vestiário foi competente. É o velho Felipão de volta, disposto a provar que ainda tem muito carvão para queimar (e claro que isso me enche de satisfação pois sou, aqui em São Paulo, quase um torcedor solitário deste treinador que teve seus méritos esquecidos desde os maus resultados do Mundial). Mas disse, lá no primeiro parágrafo que, além da forma e do adversário, há vitórias especiais porque chegam no momento certo. Com apenas duas rodadas para a virada da competição e alguns adversários diretos tentando escapar na frente, era preciso uma reação logo, apesar de entender a dificuldade de se reconstruir uma equipe em pleno campeonato. A vitória neste momento, com muito futebol e suor, marca a arrancada que eu chamo de avalanche, Avalanche Tricolor.

 

A foto deste post é da página oficial do Grêmio

Conte Sua História de SP: meu tempo nessa cidade

 

Por Caubi Dias

 

 

Meu tempo nessa cidade
Foi um tempo sem conquista
Tempo sem “privacidade”
Com tempo assaz pessimista
Pois daquele tempo eu sei
Que era mau tempo e morei
Algum tempo, em Bela Vista.

 

Se era tempo de Bexiga
No meu tempo eu só sabia
Que o tempo era só de briga
Em todo o tempo que havia
E em tempo de confusão
Pedi, ao meu tempo, opção
De tempo em Vila Maria.

 

Mas lá fiquei pouco tempo
Pois em tempo de agonia
Eu, de tanto perder tempo
Sem tempo de mordomia
Troquei de tempo e cidade
Por mais um tempo à vontade
E, a tempo, como eu queria.

 

Sou nordestino.
Me adaptei bem em GuarUhos
Estou passando através do tempo que não passa,
porém muda e faz barulho.

 

Caubi Dias é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O programa vai ao ar, aos sábados, no CBN São Paulo, logo após às 10 e meia da manhã. Para participar, envie seu texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pela e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.

Mundo Corporativo: Ronaldo Costa Pinto da Amgen fala de oportunidades no mercado de biotecnologia

 

 

Profissionais interessados em trabalhar com inovação devem ficar atento ao mercado de biotecnologia, recomenda o diretor de Recursos Humanos da Amgen do Brasil, Ronaldo Costa Pinto. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o executivo lembra que, geralmente, as empresas que trabalham no setor “são menores e têm uma qualidade de ambiente de trabalho representativa”. Costa Pinto mostra como aproveitar melhor as oportunidades que existem neste mercado promissor e fala de programas de contratação da Amgen, maior empresa de biotecnologia do mundo, especializada em medicamentos complexos e de alto custo de desenvolvimento voltados para áreas como câncer e nevrologia. No Brasil, a empresa chegou em 2009 e, dois anos depos, ampliou sua atuação com a compra da farmacêutica brasileira Bergamo.

 

Os ouvintes-internautas podem participar do Mundo Corporativo assistindo, ao vivo, pela internet, ao programa que vai ao ar às quartas-feiras, a partir das 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. Participam ainda enviando perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br ou no Twitter @jornaldacbn e @miltonjung. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Nova York ganha novo hotel de luxo: Park Hyatt

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

hyatt_Fotor_Collage

 

Manhattan, incontestavelmente, é símbolo do luxo, moda, gastronomia, arte e cultura. No segmento do turismo de luxo, seus hotéis são prestigiosos e desejados, além de cena de filmes de sucesso. Há apenas alguns dias, a Big Apple ganhou um novo hotel: o Park Hyatt New York, da rede mundial de hotéis Hyatt.

 

Localizado na rua 57, entre as avenidas Sexta e Sétima, o luxuoso hotel fica a apenas alguns passos do Central Park e da badalada Quinta Avenida. Superlativos não faltam para definirmos o luxo e experiência que o hotel envolve. É o primeiro Park Hyatt (bandeira de alto luxo da rede Hyatt) na cidade, e o primeiro hotel de luxo inaugurado em Manhattan nos últimos anos, além de ocupar um dos edifícios mais elegantes da cidade – One57, projetado pelo arquiteto Christian de Portzamparc.

 

Se antes o Park Hyatt Tokyo (Japão) era o mais fomoso da rede, a unidade de Nova York certamente não ficará atrás. Seus quartos, projetados por Yabu Pushelberg, possuem decoração sofisticada em tons claros, peças de galerias de arte, além, é claro, de todos os itens de tecnologia modernos. E fica na cidade que nunca dorme, que sempre traz de volta seus visitantes por inúmeras vezes.

 

Hyatt2_Fotor_Collage

 

O serviço e a experiência são importantíssimos no turismo de luxo, e hóspedes do hotel contam com o Spa Nalai, que fica no 25º andar do edifício – perfeito para quem procura cuidar do corpo e da mente após um dia de compras, passeios e cultura em Nova York. Os amantes da alta gastronomia contam com criações tentadoras, todas sob a supervisão do Chef Sebastien Archambault. Além do público alvo a lazer na cidade, o hotel estende seu luxo também para as áreas corporativas e de eventos de empresas, tendo uma estrutura excelente até mesmo para casamentos.

 

Claro que o luxo em si não anda sozinho. A personalização, o encantamento, a forma única de tratar cada hóspede é que fará a diferença para cada cliente. Afinal, o luxo deslocou-se para o subjetivo universo do consumidor, repleto de sentimentos, necessidades e valores que envolvem especialmente o bem estar das pessoas e a sensação de sentir-se único.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.