Mundo Corporativo: estratégias para as mudanças culturais na empresa

 

 

Cultura organizacional é o “jeitão” de acontecer as coisas dentro da empresa, de acordo com a consultora Beth Zorzi, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar de a explicação parecer simples, a estratégia para enfrentar as mudanças culturais necessárias na empresa é bastante complexa e exige planejamento por parte dos líderes. Beth Zorzi, autora do livro “Empresas em Movimento – mudança de cultura para novo patamar de resutado” (ed. Qualitymark), entende que transição cultural é uma trajetória coletiva, de disciplina e paixão. Nessa entrevista, apresenta alguns cuidados que devem ser adotados para momentos como fusão e aquisição, preparação para abertura de capital, crise de sobrevivência de empresas e sustentação da liderança de mercado.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN e você pode participar com perguntas enviadas ao e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn ou no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN.

Aeronave fretada: luxo, economia de tempo e outros privilégios

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Conforto, privacidade e exclusividade. Esses são alguns dos principais fatores que impulsionam a busca por serviços de fretamento de aeronaves no Brasil. A economia de tempo e o tratamento personalizado também são atrativos para os consumidores de alto poder aquisitivo. Enquanto as companhias de aviação comercial estão reduzindo custos e oferecendo menos opções de serviços, as empresas de fretamento de jatos, aeronaves e helicópteros investem na excelência de serviços e na customização. Desde modelos que comportam poucos passageiros a aeronaves de grande porte, essas empresas oferecem serviços como embarque e desembarque vip, facilidades nos aeroportos, economia de tempo por evitar filas comuns nas companhias aéreas são fatores que levam consumidores de alto poder aquisitivo a utilizar esse serviço de alto luxo em vez de vôos regulares.

 

A aviação executiva tem crescido a uma taxa anual de 7% no Brasil. Essa expansão pode ser explicada, em parte, pela busca dos consumidores de alta renda por conforto, privacidade, sofisticação e um serviço de bordo sob medida. Outro fator fundamental é o aumento da renda do consumidor brasileiro da classe C, que possui um acesso cada vez mais facilitado às viagens aéreas. A demanda excessiva de passageiros na aviação comercial e a falta de investimentos em infra-estrutura justificam a crescente necessidade de evitar aborrecimentos como atrasos, cancelamentos, overbooking e filas nos aeroportos. Atualmente há cerca de mil companhias dedicadas à aviação executiva no país, de acordo com a ABAG. Chapman Freeborn, Líder Aviação e TAM Aviação Executiva são alguns dos principais players do segmento.

 

 

Viajar em um Private Jet tem ainda um benefício muito atraente: dependendo a frequência com que o cliente viaja, muitas vezes possuir um avião próprio não vale a pena pela relação custo/benefício, sendo mais vantajoso o fretamento, que proporciona ao passageiro o mesmo conforto. Agilidade e flexibilidade para viagens de negócios também são motivos importantes, já que muitas cidades ainda não possuem vôos diretos com saída do Brasil. Evitar a perda de tempo com escalas ou conexões antes do destino final e planejar o trajeto de acordo com as próprias necessidades são as principais vantagens em optar pelo Private Jet. Quem viaja a trabalho leva em consideração o benefício de não ter que enfrentar a espera no check-in e a demora para retirada de bagagens.

 

Apesar de ainda ser um serviço acessível a poucos, optar pelo fretamento de um avião pode não ser apenas uma questão de luxo e conforto, mas sim de economia. Muitos negócios em grandes empresas podem depender da rapidez da viagem, e correr o risco de perder horas em aeroportos ou até mesmo por vôos cancelados pode acarretar prejuízos que façam valer a pena pagar pelo serviço de um jato privativo. Os custos de um vôo charter podem variar conforme o tamanho e a potência do motor do avião, tempo da viagem, distância e outros fatores, de acordo com a demanda do cliente.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A elegância das argentinas que não existe mais

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Faz alguns anos que,na Rádio Guaíba,me permitem gozar férias em duas etapas. Tirei a segunda parte,desta vez,para passar dez dias em Buenos Aires. Maria Helena,minha mulher,ensinou-me a gostar de visitar a capital da Argentina. Bem antes de nos conhecermos,acostumou-se,com os seus pais, a fazer isso com certa frequência.Os Frantz,nos anos 70,fizeram de ônibus as suas primeiras viagens para o país vizinho. Depois,entretanto,iam de avião. Em geral,escolhiam, para visitar BsAs, nas épocas em que,como está ocorrendo agora,o nosso dinheiro valia mais que o argentino. Já eu estive em Buenos Aires,se não me falha a memória,no mínimo duas vezes,mas a serviço. Deveria ter permanecido,um mês por lá na Copa do Mundo de 1978. Como não quis ficar todo esse tempo longe da minha família,narrei apenas um jogo daquela competição:Áustria 1 x 0 Suécia,no Estádio Monumental de Nuñez. Assisti,também,a um jogo de basquete entre o Obras Sanitárias (argentino) e o Sírio Libanês (brasileiro).

 

Maria Helena foi a Buenos Aires com o filho dela,o André,a Márcia,mulher dele e a neta Luciana,em novembro de 2011. André e Márcia nos acompanharam agora. Como de hábito,já na primeira noite elegemos o show de tangos que,de antemão,sabíamos ser o melhor: Señor Tango. O chefão da magnífica casa de espetáculos é Fernando Soler,nome que,pelo menos para os amantes do tango,é sobejamente conhecido até aqui em Porto Alegre. O cenário é fantástico,posso garantir. Na nossa segunda noite,experimentamos assistir à exibição dos bailarinos e bailarinas da Madero Tango,cujo nome se deve à zona na qual está situado:o Puerto Madero. Na orla do Rio de La Plata,o bairro assim denominado está repleto de restaurantes famosos pelas iguarias que oferecem. Na noite do show do Madero Tango chovia a cântaros. As vans que conduziram hóspedes de vários hotéis,inclusive o nosso,em atitude que provocou protestos generalizados,deixou-nos longe do prédio no qual jantaríamos e assistiríamos ao show. O resultado foi mulheres com penteados desfeitos pela água e todo o mundo com as roupas molhadas. A apresentação dos bailarinos,entretanto,de certa maneira,salvou a noite.E a janta também.

 

O nosso terceiro programa foi um passeio turístico. Maria Helena imaginou ter combinado um aquático, pela beira do Rio de La Plata. Estranhamos o roteiro do ônibus que nos levava,eis que era muito parecido com um nosso velho conhecido. Não estaríamos indo visitar novamente o Delta do Rio Tigre,em que se permanece durante mais de uma hora dentro de um catamarã,olhando nas margens,antigas mansões abandonadas e algumas ainda em bom estado de conservação,essas,com píeres em que os proprietários ancoram os seus barcos? Imagino que,no auge da região,agora decadente,a vista dos prédios deveria ser bem interessante. Fizemos – com perdão pela expressão que talvez seja politicamente incorreta – um legítimo “passeio de índio”.

 

Quem nunca foi a Buenos Aires ou faz muito que não põe os pés nessa grande e bela metrópole,informo que vale a pena comprar artigos de vestuário,tanto masculinos quanto femininos,porque são bem mais baratos do que no Brasil. Não se gasta muito,igualmente,para tomar o café da manhã com maravilhosas “medias lunas”. Além disso,duas coisas chamaram a minha atenção,uma positiva e outra que eu diria ser negativas,ou muito me engano. Não vi congestionamentos no trânsito do tipo a que estamos acostumados a enfrentas nas grande cidades brasileiras. Buenos Aires criou corredores de ônibus em uma das principais vias da cidade: a Nueve de Julio.E esses funcionam muito bem. Claro,os pedestres têm de ter uma certa paciência porque essa avenida é larga e os semáforos demoram quando fecham para quem anda a pé. BsAs era famosa – e aí vai o fato negativo – porque,a cada passo,antigamente,deparávamo-nos com belas e bem vestidas mulheres. Não pensem que guardei só para mim tal percepção:Maria Helena concordou comigo.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

A batalha de Joinville

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As imagens do estádio de Joinville mostrando a batalha entre atleticanos e vascaínos com os modernos recursos de transmissão construíram o cenário da espetacularização da violência para o deleite ou a repulsa do mundo. Dependendo da mente de cada um. A partir daí, mais uma vez, surgiram variadas sugestões para solucionar a violência nos estádios de futebol. E isto diante do já existente estatuto do torcedor, que se aplicado resolveria a questão.

 

Fica claro então que a aplicação é barreira maior do que a sua criação. Verdade gritante comprovada pela imagem do vereador, autor de projeto de prevenção de delitos nos campos de futebol, atuando cinematograficamente como baderneiro.

 

Ao ler as declarações de Petraglia, presidente do CAP acusando os vascaínos de premeditarem a confusão para levarem ao tapetão o resultado do jogo e, ao saber da proposição de Dinamite, ídolo maior do Vasco, para anular a partida tentando ganhá-la fora de campo, não creio que a solução definitiva esteja no controle do campo de batalha. Como chegaremos aos torcedores controlando-os e punindo-os quando necessário, se os dirigentes não respeitam as torcidas adversárias nem mesmo os colegas diretores e presidentes de outros clubes?

 

Se os clubes, as confederações e as autoridades pertinentes não estão executando a lei que existe, é hora da parte mais importante do sistema entrar em ação. Os jogadores, através do Bom Senso F.C. Que tal uma greve para irritar torcedores, diretores e patrocinadores?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP: guiando por uma São Paulo que foi embora

 

Por Rodrigo youssef
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Uma historia que lembro foi da época em que estava tirando carteira de motorista.
Era 1994. Meu instrutor tinha 85 anos. Enquanto rodávamos a cidade, ele me fascinava com seus relatos de como era São Paulo quando ainda era criança.

 

A Avenida José Maria Withaker, no bairro da Saúde, contava, era um riacho onde ele nadava com os primos. O cavalo do tio dele aparava o mato alto de onde hoje é a Avenida Paulista. A 23 de Maio tinha muita terra vermelha nas sua margens havia um riacho, também, e, consta, seu solo era muito bom pra plantar milho.

 

Cada pedaço de asfalto e construção era um invasor, uma tampa de bosques e ribeiros, que se encolheram sob a minha cidade.  Fiquei tão impressionado com aquelas histórias que lembro até hoje do senhor magro de pele escura, contando devagar sobre uma São Paulo que parecia surreal para mim.

 

Rodrigo Youssef é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.

Conte Sua História de SP: as árvores do vovô no Ibirapuera

 


Por Mônica Santos
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

Gostaria muito poder compartilhar com todos os paulistanos sobre a riqueza de conhecimento do meu Nono, Henrique Margulhano, nascido em 1922 na cidade de Mogi Mirim – São Paulo. Após se casar, aos 20 anos, se instalou no Jaçanã onde vive até hoje, ainda é bem conhecido na comunidade, mas era muito mais quando minha Nona era viva e os dois presidiam o curso de Noivos na Paróquia São Benedito. Eles foram casados por longos e amorosos 63 anos e o testemunho de vida serviu de inspiração para muitos casais. O Nono tem uma trajetória brilhante, completamente lúcido, carismático, lembra de todas as fases do dinheiro (do “réis” até o cruzeiro atual), da Revolução de 1932, dos desafios de comprar um imóvel em São Paulo, de como era a saúde, o Viaduto do Chá quando era uma plantação de chá, a chegada do Metrô.

 

Lembro que, enquanto eu entrava na 1ª série do 1º Grau, meu Nono estava fazendo “Mobral”. Talvez poucos lembrem desse trabalho que trouxe educação aos brasileiros que não puderam frequentar uma escola e foram trabalhadores braçais por longos anos. Depois que saiu da “roça”, como ele mesmo diz, e veio para São Paulo, trabalhou em vários locais desde limpeza de terreno, ajudante geral, linha do trem e, como sempre, amou a natureza, a terra, as plantações. As árvores sempre foram seu encanto, então,  conseguiu trabalho no Parque do Ibirapuera e teve o prazer de conviver com Niemayer. Esse capítulo da vida do Nono é fascinante. Conta que ele e o irmão plantaram praticamente todas árvores no Ibirapuera e, semanalmente, eram agraciados com abraço do Oscar Niemayer que, com sua simplicidade, fazia o Sr. Henrique mostrar, uma a uma, quais árvores havia plantando naquela semana.  É de brilhar os olhos.

 

Depois desse trabalho, o Nono entrou na Prefeitura de São Paulo, especificamente no Gabinete do Prefeito. Ele saiu em várias fotos na época porque ficava de terno azul marinho, alinhadíssimo,  exatamente em frente a porta de entrada da sala do Prefeito. Como é de se imaginar, o Nono foi muito querido por todos que trabalharam com ele, pela sua humildade e grande sabedoria adquirida durante a vida. Hoje, aos quase 91 anos, sonha ainda em ganhar na Mega Sena e comprar uma chácara, além de ajudar os cinco filhos, netos e bisnetos.

 

O texto é de Mônica Santos, mas o personagem desta história é o avô dela, Seu Henrique. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Agende uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa, pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou me envie seu texto: milton@cbn.com.br

Aumento do IPTU fez o cidadão descobrir que temos vereadores

 


Texto publicado originalmente no Site SP in foco

 

Foi a Câmara Municipal de São Paulo aprovar a proposta de reajuste no IPTU para os paulistanos descobrirem que temos vereadores nos representando. Imediatamente após a votação, tínhamos à disposição a lista dos que foram a favor e contra o aumento proposto pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Não demorou muito, as redes sociais passaram a receber, também, outra lista na qual se verificava a contradição de muitos dos vereadores que estavam no cargo na legislatura anterior. A maioria dos que votaram contra o aumento agora havia apoiado o reajuste apresentado pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD). E vice-versa: dentre aqueles que votaram a favor da ideia de Haddad muitos tinham sido contra na gestão anterior. Ou seja, votaram por conveniência partidária, sem levar em consideração o equilíbrio financeiro do Orçamento Público e as condições econômicas do cidadão paulistano.

 

Em janeiro, quando os carnês começarem a chegar na sua casa, talvez se entenda com mais clareza o peso da decisão da Câmara Municipal de São Paulo. A persistirem as contas da prefeitura, muitos moradores da periferia da Capital perceberão que o projeto de lei segurou os valores cobrados pela prefeitura e, em alguns casos, até mesmo diminuiu. Outros, porém, sentirão no bolso o alto custo da medida aprovada pelos vereadores. Independentemente da sensação provocada com o novo IPTU em mãos, minha esperança é que os paulistanos compreendam a importância e o impacto do papel dos vereadores. Assim como eles podem aumentar nossos tributos, também aprovam leis que ajudam a melhorar a qualidade de vida na cidade, sem contar que têm instrumentos para fiscalizar a administração municipal e identificar como nosso dinheiro está sendo gasto.

 

É com esta intenção que se criou, em São Paulo, o Adote um Vereador: incentivar o cidadão a fiscalizar, monitorar e controlar o trabalho de um parlamentar, com o compromisso de que as informações levantadas sejam publicadas nas redes sociais (blog, Tumblr, Twitter, Facebook, Google+ e o escambau) para que este conhecimento seja compartilhado com a sociedade, construindo uma rede de cidadania. E se o conceito é de rede, deve ficar clara a intenção de que não existe um comando central nem mesmo uma visão política unitária. Cada voluntário tem o direito de expor seu pensamento de maneira livre sobre os mais diferentes temas relacionados a vida política. Cada membro é responsável por seu próprio trabalho e opinião.

 

A ideia surgiu logo após a eleição municipal de 2008 a partir de duas constatações. A primeira, que a maior parte do eleitor esquece o nome de seu candidato seis meses após a eleição. A segunda, que dois terços do eleitorado não consegue eleger seu representante na Câmara Municipal de São Paulo. Estas duas situações fazem com que o cidadão perca o interesse pela ação legislativa e entregue nas mãos dos vereadores o destino da cidade. Um erro que se repete com relação às assembleias legislativas, às câmaras Distrital e dos Deputados e ao Senado.

 

Com a rede Adote um Vereador conseguimos vitórias importantes a começar pelo engajamento dos cidadãos na política da sua cidade. Também abrimos canais de comunicação com a Câmara, membros são consultados sobre decisões a serem tomadas na Casa e as informações do Legislativo estão muito mais acessíveis do que quando iniciamos este trabalho. Dois projetos de lei sugeridos por integrantes da rede foram adotados por vereadores e transformados em leis que já estão em vigor na Capital. Porém, é preciso ampliar essa rede e expandirmos o número de vereadores fiscalizados, unindo forças com os demais grupos que acreditam no papel que o cidadão tem no desenvolvimento de sua cidade.

 

Controle os políticos, antes que eles controlem você.

 


Leia outros textos sobre São Paulo no site SP in foco

Avalanche Tricolor: eu fui ao estádio

 

Portuguesa 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Estádio do Canindé (SP)

 

 

Fui ao estádio. Faço a confissão logo no início desta Avalanche quase como um pedido de desculpas a mim mesmo. Porque ir ao estádio é um desrespeito que nos impomos em nome do clube que aprendemos a gostar. Neste domingo, especialmente, em nome de uma tradição (?) que começou há três anos: assistir ao último jogo da temporada do Grêmio.

 

Desta vez, o encontro estava marcado para o Canindé onde já estive em anos anteriores, portanto sabendo o que me esperava. Estacionar o carro é simples. Comprar o ingresso, razoavelmente fácil, ao menos em partida de pouco público. Verdade que a pequena janela com grade, pela qual você é atendido, faz o bilheteiro se parecer mais um prisioneiro. Não sinta pena dele, porque, em seguida, você será submetido à revista pelo PM e terá a sensação de que é um parente prestes a visitá-lo na cela. Parte das catracas eletrônicas funciona manualmente e metade está desativada. Irônico, porém, é ter em mãos um bilhete com número da fila e assento – B 22, no meu caso – e descobrir, assim que chega ao local, que não passa de uma pintura no cimento – escolhi a última fileira, “cadeira” 13, na sombra. O estádio está mais cuidado do que das vezes anteriores. Lamentei apenas pelo sumiço do funcionário que era responsável pelo rudimentar placar no alto da torre. Espero que ele tenha se qualificado para fazer manutenção no telão que agora registra o resultado da partida.

 

A Geral do Grêmio estava presente e entrou no estádio quase no fim do primeiro tempo, devido aos necessários cuidados com a segurança, com charanga, faixas, gritos de apoio e subindo no alambrado. Um certo tom de desrespeito, mas até bem comportada levando em consideração os absurdos que vimos em outros jogos pelo Campeonato Brasileiro. São marcantes na arquibancada por sua força, mas a maior parte dos torcedores que vai ver jogo fora de casa é formada por gente que mora longe do Rio Grande e aproveita a oportunidade para matar a saudade, como eu. Havia muitos pais com seus filhos, alguns assistindo a um jogo pela primeira vez, como Matheus, com quem até tirei fotografia ao lado (e o pai dele vai ter de me mandar a foto para publicar), que ganhou o ingresso de presente de aniversário. Dadas as circunstâncias da partida, o skate que havia ganhado um dia antes vai lhe render mais emoções. Ele, assim como todas as crianças presentes, se não tiveram muitos motivos para se manterem acordadas até o fim nesse domingo, pelo menos estão aprendendo a torcer por um time que não se contenta em ser coadjuvante nas competições que disputa e tem uma obsessão: jogar Libertadores da América. É isso que justifica a cantoria entoada ao fim da partida, mesmo com desempenho tão comedido diante de um adversário que também entrou em campo disposto a não correr riscos.

 

O Grêmio, aos trancos e barrancos, termina o Campeonato Brasileiro como vice-campeão e capacitado a planejar o título continental no ano que vem, quando eu estarei novamente na torcida e disposto a assistir, no estádio, ao último jogo da temporada de 2014. De preferência no Marrocos.

De luz

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Olá,

 

em dezembro do ano passado, meu assunto era desapego, liberdade, vida, e o Lexigrama do nome do ano que espiava pela porta de entrada. Agora que ele acena da soleira da porta de saída, é hora do balanço.

 

Dois mil e treze se vai, com a tarefa cumprida de disponibilizar compaixão e uma estrada amorosa, iluminada pelo planeta Vênus, já que a soma dos seus números: 2 + 0 + 1 + 3 é igual a 6. No entanto, o número 9, que rege a materialidade, é sempre parceiro do número regente do ano, porque é no reino da materialidade que vivemos. Mas como o número 6 é o único que pode com o número 9, tivemos menor desequilíbrio entre as duas forças. Você notou?

 

Se o Mal mostrou as garras, nosso ímpeto para afastá-lo pelo Bem também disse a que veio. Para mim, o ano seguiu o discurso de dezembro de dois mil e doze. Tive um ano de mais desapego, de mais liberdade e de busca de maior qualidade de vida. Foi um período rico na implosão de certeza e na proliferação de questionamento. Mergulhei em gratidão, organização, garra, desejo de viver e isso-vai-isso-fica. Nesta data, há um ano, eu estava em isolamento num hospital, sem diagnóstico nem perspectiva. Superei, ressuscitei saúde e ânimo, cuidei de mim e fui muito, muito cuidada, incentivada e apoiada, com a lot of help from my friends. Força e Gratidão são as palavras que vou usar para arquivá-lo.

 

Vi crescer revolta, que também é porteira de reflexão, vi embates violentos que feriram gravemente o corpo da sociedade, mas que também despertaram em nós o desejo de curá-lo. Mas é sempre assim, não é? Partimos dos extremos para chegar o mais próximo do centro, possível. Intenção é metade do caminho a ser percorrido. Os extremos vão sendo burilados para rolarem mais facilmente para o ponto de equilíbrio.

 

E vamos ter sempre em mente que o Criador é Luz, e que Sua essência é compartilhar. Que a Criação é o receptáculo dessa Luz e que a essência desse receptáculo é receber e compartilhar. Portanto é o equilíbrio entre receber e compartilhar que promove Satisfação, da forma como é traduzida para cada um de nós. Simples assim. Ainda vale lembrar que a Luz jorra independentemente de onde você nasceu, da cor da tua pele, da língua que você fala, da religião que você resolveu abraçar. A Luz jorra, essa é a Sua essência! Quanto a nós, impossível nos fecharmos a ela, porque Ela não deixa de alimentar a vida. O resto é da alçada da escolha.

 

Assim, nada de pedir ou reclamar. É saber administrar entrada e saída, buscando melhorar o equilíbrio. Essa será o meu foco para o ano que vem chegando. E você, como avalia este ano, e quais são tuas prioridades para o ano que vem?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: empresa ajuda a acelerar negócios digitais

 

 

“Uma ideia ruim com um time fantástico vai criar uma ótima empresa; uma ideia excelente com time medíocre não sai do chão; a gente costuma dizer mais importante que a ideia é a capacidade do time de executar, de levar a essa ideia para um próximo estágio”. A dica é de Pedro Waengertner, um dos fundadores da Aceleratech, empresa especializada em levar para o mercado novos empreendedores. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, ele traz dicas importantes para quem pretende investir em empreendedorismo no setor digital.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br com participação dos ouvintes no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábado, no Jornal da CBN, da rádio CBN.