Conte Sua História de SP: os Paulos de Paulo e o ensino de São Paulo

 

No Conte Sua História de São Paulo trago, hoje, dois personagens:

 

 

Começo com Paulo Henrique que quer conhecer alguém mais paulistano do que ele. Filho de mineira e de baiano, dona Irias e seu Claudemiro, Paulo nasceu em São Paulo, no dia de São Paulo, e no Hospital São Paulo. Para dar sequência à história, torce para o São Paulo e já morou na Vila São Paulo. Como se tudo não bastasse, teve um filho no mesmo dia de São Paulo, que só não se chama Paulo porque aí a mãe já estava achando coincidências de mais.

 

Nosso outro personagem é Alci Cortezi que não nasceu em São Paulo, mas declara todo seu amor pela cidade que, pelo visto, foi à primeira vista, pois diz que começou, em 1971, quando chegou com toda a família: os pais e os irmãos,Alfredo, o mais velho, e Terezinha, a do meio. Veio da mineira Capiniópolis, onde trabalhava tirando leite de vaca e na lavoura. Os tios que já estavam por aqui, vendo as dificuldades na roça, mandaram carta convidando o pai dele para vir à São Paulo. Os irmãos ficaram na casa de uma família, na Capital. Enquanto o pai, a mãe e ele, o caçula, foram morar em São Roque. Alci chegou com apenas o quarto ano primário e assim que pode voltou à cidade grande, fez Madureza, curso técnico, faculdade, tem um escritório contábil, três filhos e está casado pela segunda vez.

 

Alci e Paulo Henrique são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Mande o texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista em áudio e vídieo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Outras histórias da nossa cidade, você ouve e lê aqui no meu blog, o Blog do Mílton Jung

De Mar e Lua e Sol e Sal

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Descalça, começo a escrever na areia da praia mais um capítulo da minha vida. Na primeira página a ilustração aponta para outra guinada, a troca de oitocentos metros de altitude, pela beira do mar. Moro na praia agora, e nada do que me cerca é meu; ou quase nada. Cheguei dia 17 de dezembro, de mãos dadas com a Lua Cheia em Gêmeos, Vênus toda faceira no banco do carona e Valentina no banco de trás.

 

Todo dia acordo e vou dormir embevecida olhando fotografando e ouvindo o Mar, que trago no Maria do meu nome. Fico imóvel por espaços mágicos de tempo e espaço, observando se espelhar nas ondas, a Lua, que também se revela nos mistérios de Lucia; e meu corpo vai se recompondo, célula por célula, de dentro para fora. Sem pressa e sem muita ansiedade. Afinal atendi aos apelos do Sol e do Sal, que gritam em mim.

 

Em 1996 morei aqui, e foi um dos anos mais felizes da minha vida. Hoje, seis edifícios me separam do apartamento daquela época, e 17 anos me separam daquele tempo. Agora me divido outra vez entre fazer o que amo e planejar o que vai me proporcionar um dia a dia organizado.

 

Para mim, dois mil e treze foi um ano de restauração, mas eu me restaurava, me restaurava, e ainda assim alguma coisa não ia bem. Sentia falta do céu, da Natureza. Me dei conta de que estava plantada no concreto, e me arranquei.

 

Aos poucos vou me desligando da correnteza do nós versus eles, da animosidade latente entre amigos, cada um agarrado à sua certeza, do seu lado do rio. Todo mundo politizado e especialista em história da política do dia para a noite. Eu inclusive. Mais sectário preconceituoso nauseabundo autoritário burro e vergonhoso esse processo político brasileiro não poderia ser, e eu que sou anarquista de natureza-a ia me deixando levar pela onda. Prefiro a do Mar.

 

Então, se lembrar no meio do festerê, ergue um brinde pelo meu aniversário, que é no dia 27. Peço desculpas pelas derrapadas, brecadas súbitas e arranques de cantar pneus, durante todo o tempo que nos encontramos aqui, e desejo a você um Feliz Natal com saúde e paz.

 

Até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: como a Natura promove o consumo consciente

 

 

O consumidor consciente, ao fazer a escolha dos produtos que compra, leva em consideração o impacto que gera no meio ambiente, na saúde humana e animal, e a relação de trabalho que estão por trás da cadeira produtiva. As empresas precisam estar atentas a este novo olhar e dar respostas práticas às demandas da sociedade. No programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, a diretora da unidade de negócio da SOU da Natura, Fabiana Pelicciari, conta algumas das ações desenvolvidas pela empresa para incentivar o consumo consciente: “as empresas tem que encontrar alternativas para impactar menos o meio ambiente, também. E isso não quer dizer que elas não podem ter lucro. Há formas alternativas de se fazer negócios, sim, continuar crescendo, continuar atendendo o desejo de seus consumidores, porém muito mais responsável”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, toda quarta-feira, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN. Você participa com perguntas enviadas para o e-mail mundocoporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn e no grupo de discussão Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

The Ritz-Carlton chega a Israel

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A prestigiosa rede de hotéis de luxo The Ritz-Carlton abriu seu primeiro hotel em Israel. Construída em Herzliya, a nova unidade possui localização privilegiada com vista para o Mediterrâneo. Herzliya é o destino de Tel Aviv de lazer à beira-mar, com praias e uma área residencial exclusiva. Junto ao “Vale do Silício” de Israel, Herzliya é um destino para viajantes de negócios e de lazer, contando com atrações culturais, históricas, restaurantes, lojas e outros atrativos.

 

O resort contemporâneo conta com 115 quartos e 82 suítes e residências. Seu interior foi inspirado nas cores da costa mediterrânica, combinando com as vistas deslumbrantes sobre o mar para criar um espaçoso ambiente descontraído em cada um dos quartos e suítes, além de contar com uma coleção de obras de arte em todo o hotel.

 

 

A gastronomia é responsabilidade do renomado Chef isralense Yonathan Roshfeld, que tem parceria especial com o restaurante kosher Samuel Herbert Restaurant, localizado no hotel. Conhecido por sua culinária mediterrânica fresca, o Chef traz seu talento criativo para a cozinha kosher pela primeira vez, com produtos locais, para proporcionar experiência memorável no The Ritz-Carlton.

 

O luxuoso hotel apresenta dois novos bares e lounges: o Lobby Lounge, onde pode-se desfrutar café da manhã, almoço e jantar ou até mesmo um chá da tarde e drinks especiais em um ambiente elegante, e o The Rooftop Bar, localizado na cobertura do hotel, ideal para admirar o pôr do sol ou experimentar alguns drinks ao anoitecer. Na cobertura fica a piscina, de onde se tem uma visão de 360 ​​graus da costa do Mediterrâneo e das praias de Herzliya. Para os que curtem cuidar do corpo e da mente, o Spa do hotel possui terraço ao ar livre para relaxar, com tratamentos de beleza, sauna e banho turco.

 

O consumidor do luxo contemporâneo busca cada vez mais vivenciar novas experiências, conhecer novas culturas e adquirir conhecimento. Israel é um dos destinos mais visitados do Oriente Médio, e um destino cobiçado pelos que ficam aguçados em conhecer as crenças e histórias de um dos destinos mais significativos para a história da humanidade.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Motoristas argentinos não pagam multa no Brasil

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Em minha recente visita à Argentina tomei conhecimento de que as multas de trânsito tiveram o seu valor elevado para preços capazes de assustar até mesmo os motoristas financeiramente mais abonados. Lá,não só paga caro,além de sofrer outras penas,os que bebem antes de dirigir. Furar o sinal vermelho,estacionar em local proibido,enfim,cometer qualquer tipo de irregularidade custará os olhos da cara. Não me dei ao trabalho de converter o valor das penalidades em reais. Acreditem-me,porém,os argentinos terão de ter muito cuidado ao saírem às suas avenidas,ruas e rodovias para que não sejam multados.

 

Já sobre os nossos vizinhos, o jornal Zero Hora do dia em que escrevo o texto semanal para o blog do Mílton,ou seja,terça-feira,abriu esta manchete:

 

– De volta para o verão, hermanos devem R$20 milhões em multas

 

O número de penalidades não pagas é impressionante.Todos os anos as nossas autoridades tentam,sem sucesso,cobrar as infrações cometidas não só por argentinos,mas por outros estrangeiros. Em 2011 e 2012,o percentual de multas pagas por motoristas de outros países – os da Argentina,claro,são a maioria dos devedores – ficou em míseros 4%. Entre janeiro e dezembro de 2013,o índice é de 13%. O baixo número de infrações quitadas se explica pelas dificuldades que a Polícia Federal enfrenta para cobrá-las,seja nas estradas,seja nas fronteiras. Não é possível fiscalizar todos os veículos de turistas. Há os que se dão mal,são parados pela PRF e têm de pagar. Resta às autoridades brasileiras criarem maneiras de conscientizar os turistas afim de que não cometam infrações. Confesso que não acredito quase nada em campanhas com tal propósito. Seja lá como for,não custa colocá-las em prática e torcer para que deem certo…ou ajudem a diminuir o número de infratores dos países vizinhos.

 

Pemitam-me que mude radicalmente de assunto. Vivendo e ainda aprendendo. Do alto dos meus 78 anos,acabei de tomar conhecimento de uma palavra cuja existência e o seu significado nem de longe haviam passado por minha velha cabeça:selfie.Descobri tratar-se de importante estrangeirismo,mais um dos muitos com que temos de lidar. Afinal,li que o Oxford Dictionary,respeitadíssimo – como não ? – elegeu-a a palavra do ano. Fui ao Google – o salvador da pátria – e este me esclareceu sobre o significado de selfie:fotografia que a pessoa tira de si mesma,geralmente com um smartphone ou webcam e é carregada em um site de mídia social. Em resumo:selfie não passa de um autorretrato sofisticado graças ao uso,pelo autorretratista,de aparelhos modernos ou nem tanto,uma vez que experimentei me fotografar com um Nokia C3-00. Perdão,esqueci,também cheguei a utilizar para fazer uma foto minha,há tempo,com a webcam do PC,a fim de ilustrar (?)o meu perfil no Skype. Prometo que a ninguém assustarei com a minha selfie.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Dinheiro de empresa na campanha desvirtua democracia

 

Carlos Magno Gibrail

No STF Supremo Tribunal Federal, quarta e quinta-feiras, votaram pelo fim das doações das pessoas jurídicas nas eleições o presidente Joaquim Barbosa, o relator Luiz Fux, e os ministros Dias Tóffoli e Roberto Barroso. Os demais onze membros não votaram em função do pedido de vista de Zavascki que ocasionou a suspensão da sessão sem prazo de retomada.

 

A interrupção é inoportuna, pois a aplicação é para a eleição de 2014, mas combina com a dicotomia que vivemos há anos entre PT e PSDB, embora a matéria pressuponha apartidarismo. Suposição prontamente desmentida pela revista Veja que coloca na capa Adir Assad, acusa-o de movimentar R$ 1 bilhão em propinas e de Caixa Dois de campanhas, mas dedica seu editorial à defesa do financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas. E ainda usa Assad como argumento alegando que é melhor liberar do que proibir o dinheiro das empresas nas eleições para evitar “o aumento exponencial das doações ilegais”, considerando falso o problema das doações empresariais. Para a revista, o problema é a falta de fiscalização. O editorial da Época usa também o falso, mas por entender que são temas secundários ou já resolvidos. Verdadeiros problemas para Época são a burocracia (que estimula a corrupção) e a educação.

 

O fato é que diante dos aspectos conceituais e empresariais das doações, a participação de empresas no processo eleitoral é questionável. Do ângulo conceitual, a democracia se exprime a partir do cidadão e não de uma pessoa jurídica. Colocação usada por Tóffoli em seu voto. Sob o aspecto empresarial, as doações são feitas esperando vantagens, pois a essência das organizações privadas é o resultado. Tanto é que os principais fornecedores do Estado são os maiores financiadores de eleições. Na campanha de Dilma e Serra, 98% das contribuições vieram de pessoas jurídicas, o que desvirtua o significado de democracia, pois demo é povo e cracia é governo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Nota do Blogqueiro: o símbolo que ilustra este post é da campanha Eleições Limpas que você conhece acessando este link

Conte Sua História de SP: pequenos medos na grande cidade

 

No Conte Sua História de São Paulo, pequenas histórias de grandes lembranças dos nossos ouvintes-internautas:

 

 

A história de Rinaldo em São Paulo se iniciou em 1971, embarcando e desembarcando na rodoviária, ao lado da Estação da Luz. Ele conta que tinha muito medo, na época, não da cidade, mas da escada rolante. Aos 14 anos, começou sua vida profissional, no trigésimo-primeiro andar do Edifício Zarzur, no Vale do Anhangabau. E aí sim, lá do alto do Mirante do Vale, diante da vista maravilhosa da cidade, Rinaldo sentiu medo de enfrentar aquela selva. Os medos ficaram para trás, e, hoje, totalmente inserido, vê São Paulo, com sua imponência durante o dia e as luzes da noite, acolhendo e encantando a todos que chegam.

 

A segunda lembrança é de Maria Antonia Araújo. De Piracicaba, no interior, chegou há cerca de quatro anos e com ela trouxe o medo de dirigir na Capital. Com uma vizinha expôs a preocupação que sentia por ter de um dia guiar um automóvel pelas avenidas. “Não se preocupe – disse a conselheira – em São Paulo você vai andar tão devagar que não tem como ter problema”. Mesmo assim, Maria Antonia, ainda prefere o metrô.

 

Maria Antonia e Rinaldo são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capítulo da nossa cidade, mande seu texto para milton@cbn.com.br. Ou agende uma entrevista em aúdio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ouça e leia outras histórias de São Paulo aqui no Blog do Mílton Jung.

Como atualizar o iWork (e o iLife) da Apple no OS X Mavericks

 

Fã confesso da Apple e do Keynote, programa de apresentação da empresa consagrada por Steve Jobs, venho enfrentando dificuldades com meu computador desde a atualização do sistema operacional para o OS X Mavericks. Apesar de os programas que fazem parte do iWork me pedirem atualização e da Apple anunciar que esta seria de graça, toda vez que acessava a AppleStore só tinha opção de baixar as novidades se pagasse. Fiz algumas consultas sem sucesso até encontrar o blog MacMagazine.com e artigo assinado por Eduardo Marques (leia o artigo completo aqui) que ofereceu uma fórmula simples para atualização gratuita – funciona, também para o iLife’11. Reproduzo aqui a estratégia para caso você, caro e raro leitor deste blog, tenha passado pela mesma dificuldade ou conheça o amigo do primo de um vizinho que esteja enfrentando este problema:

 

1. Mude o idioma do sistema para inglês (vá em Preferências do Sistema e Idioma e Região)

 

2.Reinicie o computador

 

3. No menu superior, clique na Maçã e depois em Software update

 

A atualização deve aparecer na App Store, ao menos foi o que aconteceu comigo. Caso não apareça, o Eduardo sugere que você vá no Featured, clique em Account e depois no botão Reset (“Reset all warning for buying and download).

 

Faço mais um alerta: se você já tiver apresentações prontas no seu computador, feitas com as versões anteriores do Keynote, repasse uma a uma. É grande a possibilidade de alguma transição ou efeito não funcionar como antes. No meu caso, um vídeo ficou sem áudio e tive de reinseri-lo na apresentação, além disso fui obrigado a refazer um slide porque o movimento “scale” apresentava problema. Com um pouco de tempo, está tudo em ordem.

 

A dica que o Eduardo transcreveu em seu site chegou através de outro usuário Mac e estava publicada em um fórum de discussão. Ou seja, o que trago para este post é resultado de ação colaborativa e, por tanto, agradeço a todos os envolvidos na obra e reforço a ideia de que a internet é uma prova de que a humanidade ainda tem jeito, mesmo com todo mau uso que vemos aqui e acolá.

 

PS: Sá falta agora regularizar o Mandic no Mail e acertar o modo de apresentação do keynote para ter a prévia do slide na minha tela de computador. Ainda chego lá!

Adote um Vereador: esperamos você em 2014

Caras novas e os velhos caras estiveram juntos no último encontro do Adote Um Vereador, nesta temporada, realizado sábado, do Pateo do Collegio, centro de São Paulo. Assim foi durante todo este ano, com a turma velha de guerra, formada por aqueles que aderiram na primeira hora, sentada em torno da mesa do café, recebendo e conversando com gente recém-chegada, a maioria curiosa para saber o que um cidadão é capaz de fazer. Alguns permanecem conosco, outros voltam de vez em quando e há os que tocam a vida em frente e vão reclamar em outra freguesia. Para começar basta querer, é o que dizemos sempre: escolha um vereador, veja o que ele faz, mande perguntas, faça sugestões e conte tudo para os outros.

 

O Alecir, o Sérgio e o Cláudio (chegou tarde mas chegou – ficou fora da foto oficial) são sempre os mais entusiasmados da conversa. A Sílvia e o Chico Jr. têm disposição para contar boas histórias. O Rafael prestou muito atenção no bate-papo antes de sair. O Erisnal quer montar o Adote em Santo André e busca a adesão de outros moradores da cidade. A Olívia voltou disposta a se juntar a causa, agora que já entregou seu trabalho de conclusão. O Jocivan é do Centro e falou de sua experiência como candidato para o conselho popular da Subprefeitura da Sé. Eu assisto a todos com uma ponta de orgulho, pois vejo que a ideia de 2008, aos trancos e barrancos, tem permitido o nascimento do desejo cidadão dentro de cada um daqueles que ali estão – e de outros tantos que não aparecem, mas acreditam, também.

 

Ano que vem, parte dos que ali estavam voltará, tenho certeza. Assim como tenho a esperança de que mais gente se juntará a nós disposta a monitorar, controlar e fiscalizar à Câmara Municipal. É o que temos feito desde o início e graças a esse trabalho abrimos canais de comunicação com os vereadores, levamos sugestões até os gabinetes, espalhamos por todos os cantos o que fazem ou deixam de fazer, causamos algum constrangimento e ganhamos desafetos, é lógico. Também conseguimos aprovar duas leis já em vigor na cidade e motivamos a atuação de grupos e escolas. O mais importante de tudo: nos tornamos cidadãos da nossa cidade.

 

Obrigado e parabéns a todos os envolvidos! Espero vocês em 2014.

De graça e agradecimento (revisitado)

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

O fim do ano chega e bate indiscriminadamente na porta do bom e na porta do não tão bom, do amigo e do não tão amigo assim. Vem arrastando um balaio cheio de lembrança bordada com emoções que fazem sorrir outra vez, e trazendo outras que a gente prefere esquecer. Não há como fugir. É encarar e selecionar, acalentando e nutrindo as que têm um doce sabor e espantando e tentando evitar aquelas que atacam e viram do avesso o fígado e arredores. 

 

Presente de Natal então assombra grego e troiano. É um sufoco que evito porque vem com tarja de compulsório. Todo ano penso em me organizar e criar o presente certo para cada um, só que dezembro chega, me pega de surpresa, me passa uma rasteira certeira, e acabo não fazendo nada nesse sentido. Na verdade não gosto da ideia de presente de Natal.

 

Pois é nesse emaranhado de emoções que procuro aquietar corpo e mente, e agradeço. Agradeço e agradeço mais uma vez vez.

 

Agradeço ao Arquiteto de Tudo e a seus auxiliares. Agradeço aos mestres aprisionados em corpos mortais e aos que não posso ver com os olhos do corpo. 

 

Agradeço a meu pai e minha mãe, e a seus antepassados, pela oportunidade da vida. 

 

Agradeço ao pai dos meus filhos e a seus pais e antepassados, a vida dos meus tesouros mais preciosos. 

 

Agradeço aos amores que passaram pela minha vida e que me enriqueceram e me ensinaram a amar cada vez mais, quando achava que já sabia tudo sobre amor, respeito e admiração, prazer e dor. 

 

Agradeço aos companheiros de trabalho, superiores, pares e subordinados, que passaram e ainda passam pela minha vida, com quem aprendi e aprendo muito. 

 

Agradeço aos anjos em forma de gente, que me impulsionam no caminho do aprendizado e da abertura da minha consciência. 

 

Agradeço à minha tia Inês, que é a minha família presente, cuidadosa e carinhosa em todos os momentos, com quem divido alegrias, tristezas, vitórias e frustrações, e que me ouve com um amor que só ela sabe oferecer. 

 

Agradeço aos que eram amigos e deixaram de ser, pelos mais diversos motivos. Enquanto tinham amor para dar, me inundaram com ele; quando o amor secou, bateram em retirada, deixando lições que se eu souber aproveitar, cresço ainda mais. 

 

Agradeço aos professores, pelas descobertas fascinantes de um mundo cada vez maior e fascinante.

 

Se decidisse listar as bênçãos recebidas inesperadamente e as cultivadas com determinação, preencheria páginas e páginas. 

 

Se por outro lado listasse as desventuras e frustrações, não conseguiria preencher uma só.

 

Vou domando meu ego cheio de manha, e reconhecendo que sei ainda muito pouco da vida, e que há muito para aprender, mas é exatamente isso que me dá o impulso necessário para continuar vivendo. Quero mais.

 

E você?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

(Este texto foi postado, originalmente, neste blog, em 16.12.2007)

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung