A batalha de Joinville

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As imagens do estádio de Joinville mostrando a batalha entre atleticanos e vascaínos com os modernos recursos de transmissão construíram o cenário da espetacularização da violência para o deleite ou a repulsa do mundo. Dependendo da mente de cada um. A partir daí, mais uma vez, surgiram variadas sugestões para solucionar a violência nos estádios de futebol. E isto diante do já existente estatuto do torcedor, que se aplicado resolveria a questão.

 

Fica claro então que a aplicação é barreira maior do que a sua criação. Verdade gritante comprovada pela imagem do vereador, autor de projeto de prevenção de delitos nos campos de futebol, atuando cinematograficamente como baderneiro.

 

Ao ler as declarações de Petraglia, presidente do CAP acusando os vascaínos de premeditarem a confusão para levarem ao tapetão o resultado do jogo e, ao saber da proposição de Dinamite, ídolo maior do Vasco, para anular a partida tentando ganhá-la fora de campo, não creio que a solução definitiva esteja no controle do campo de batalha. Como chegaremos aos torcedores controlando-os e punindo-os quando necessário, se os dirigentes não respeitam as torcidas adversárias nem mesmo os colegas diretores e presidentes de outros clubes?

 

Se os clubes, as confederações e as autoridades pertinentes não estão executando a lei que existe, é hora da parte mais importante do sistema entrar em ação. Os jogadores, através do Bom Senso F.C. Que tal uma greve para irritar torcedores, diretores e patrocinadores?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

7 comentários sobre “A batalha de Joinville

  1. Carlos,

    Confesso minha decepção neste momento com a reação amena do Bom Senso FC. Como um dos movimentos mais sérios surgidos dentro do futebol brasileiro, nestes últimos anos, esperava uma reação mais apropriada por parte de seus líderes. Tentou-se falar com alguns deles, aqui na CBN, mas não quiseram se pronunciar por entender que não teriam com o que colaborar nesse momento. Poderiam ao menos alertar os cartolas que ao financiarem estas torcidas estão se tornando co-autores dos crimes cometidos.

  2. Triste ver a nossa Bela e Santa Catarina relacionada nessa história.
    Estaremos com três times na primeira divisão em 2014, só SP terá mais.
    Punir as torcidas e os times não vai resolver, afinal o jogo só foi em Joinville porque o CAP cumpria “punição”.
    Isso reflete a desordem e a má fase do futebol brasileiro.

  3. Milton, os jogadores deveriam saber que as grandes conquistas dos trabalhadores não foram dadas, foram negociadas. A história já demonstrou que há ocasiões em que para entrar em negociação é preciso exibir força unida.E, arma indiscutível é a greve, pois na elite do futebol não há chance dos clubes formarem esquadrões de imediato em substituição aos grevistas.
    A diferença neste caso é que os mais expressivos jogadores ganham bem e não querem se indispor com os clubes.

  4. Prezado Alexandre Salvador, tendo lecionado em Universidades catarinenses, especificamente Blumenau e Camboriú, e provado da seriedade do povo da terra, fico realmente triste pela imagem que Joinville está levando ao mundo.
    Como você bem lembra justamente no ano em que o Estado terá 3 clubes na primeira divisão.

  5. Hoje é dia das notícias sobre tapetão.
    Sandro Hiroshi competiu e ganhou hoje campeonato de tiro.Hiroshi fez o São Paulo perder ação do Botafogo em 1999, quando após perder de 6 a 1, foi ao STJD e tirou 3 pontos do SPFC e ganhou 3 pontos. O Internacional fez o mesmo e também tirou 3 e ganhou 3.
    Sandro Hiroshi tinha alterado a idade, no passado.

  6. 1999 foi um ano inesquecível para viradas de mesa.
    Do mesmo Fluminense que hoje está mexendo em local já conhecido em 1999, quando devia jogar a terceira divisão mas foi direto para a Copa Havelange,
    tem vindo notícias de que poderá novamente escapar do rebaixamento.
    Vasco idem , às custas de Portuguesa e Flamengo.
    Enquanto isso o Del Nero dos convites da Madonna e seu chefe estão dizendo que não há hipótese de virada de mesa, pois é preciso cumprir a lei. Ou seja, pode realmente vir aí uma tormenta não só de virar a mesa, mas capaz de sumir com ela.

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