Apesar de tudo…

 

Por Julio Tannus

 

 

Adoro a cidade de São Paulo. Foi aqui que cresci, me eduquei, me formei, constitui família e hoje desfruto da cidade com todos os seus lugares, praças, shoppings, restaurantes, cinemas, teatros, livrarias, exposições e sua vida incessante. E desfruto também dos amigos, amigas, colegas e vizinhos. Assim que cheguei de Paraty, no fim dos anos 40, fui morar na Rua São Lázaro, travessa da Rua São Caetano, hoje chamada de “Rua das Noivas”, mas até então uma rua movimentadíssima, com todo tipo de comércio, além, é claro, do Cine São Caetano. Minha primeira escola, aos cinco anos de idade, foi o Recanto Infantil Jardim da Luz, do Departamento de Cultura, no Parque da Luz próximo a Estação da Luz.

 

A primeira surpresa: após alguns dias de chegada à cidade, fui com minha mãe e meu irmão caminhando pela Rua São Caetano em direção ao Parque da Luz. Ao chegar na Av.Tiradentes, em frente ao antigo Liceu de Artes e Ofícios, hoje Pinacoteca do Estado, me deparei com o monumento a Ramos de Azevedo (Ramos de Azevedo foi o centro em torno do qual gravitou o renascimento arquitetônico da cidade de São Paulo), hoje transferido para a Cidade Universitária; e exclamei em alto e bom som, nos meus cinco anos de idade: “Olha mamãe, uma mulher de peito de fora!”. Foi uma gargalhada geral. E minha mãe retrucou: “Fica quieto menino!”.

 

 

A primeira raiva: íamos – eu, pai, mãe e irmão – passear no Viaduto do Chá, aos domingos pela manhã. Era o passeio dos paulistanos. Entre os meses de abril e maio, eu e meu irmão temos a mesma idade, pois a diferença entre nós é de apenas 11 meses. E minha mãe nos vestia igualzinho, com o mesmo terno de calça curta e gravata. Então as pessoas passavam por nós e sempre ouvíamos comentários do tipo “que gracinha”, “são lindinhos”. Até que alguém nos perguntava “são gêmeos?”. E respondíamos categoricamente “não somos gêmeos”. E logo vinha outra pergunta “que idade você tem?”, eu respondia “cinco anos”. E você, dirigindo-se ao meu irmão “quantos anos você tem?”. “Cinco anos”. E aí vinha a resposta terrível “Ah! mentirosos hein?” Ficávamos possessos de raiva.

 

 

O primeiro choque: aos domingos íamos ao Cine São Caetano assistir à sessão da tarde. Até que, em um domingo de muita chuva, meu pai decidiu ficar em casa e não nos levar. Ficamos frustrados por pouco tempo, pois nos demos conta que ambos, pai e mãe, estavam compenetrados em suas leituras. Sorrateiramente, descemos as escadas e logo estávamos caminhando apressadamente em direção ao cinema. Ao chegar, o porteiro indagou o que queríamos. Respondemos: “viemos encontrar nossos pais que estão no cinema”. De imediato propiciou nossa entrada. Após algum tempo de fascínio pelo que se passava na tela, fui surpreendido e sobressaltado por uma mão forte que repentinamente me levantou da cadeira. Era meu pai, com uma expressão de angústia e raiva. Fomos levados de imediato para casa, com uma promessa de castigo por causar tanto desespero aos pais.

 

O primeiro time: flamenguista por herança de pai e de tanto ouvir “uma vez Flamengo, Flamengo até morrer” me sentia desajustado diante de tantos palmeirenses, são-paulinos, santistas, e assim por diante. Até que na celebração do IV Centenário da cidade, no dia 6 de fevereiro de 1955, o Corinthians se tornou campeão e meu time paulista do coração.

 

 

E, de 9 a 11 de julho de 1954, com a imensa participação de toda a população, que invadiram as ruas de nossa cidade, ocorreram festas maravilhosas. Entre elas me recordo nitidamente da Chuva de Prata, que Randal Juliano, pela Rádio Record, dizia: “O sentimento do paulista faz com que a cidade se locomova até o viaduto do chá. E aqui a multidão ergue os olhos para o céu, de onde caem lâminas metalizadas… Lâminas coloridas metalizadas sobre o viaduto do chá. Iluminadas por holofotes do exército, com o esplendor e luminosidade bonita. Traduzindo a alegria do povo paulista neste nove de julho, que comemorava uma derrota… Talvez tenha sido o único povo a comemorar uma derrota.” E recordo aqui o Hino do IV Centenário:

 

São Paulo, terra amada
Cidade imensa
De grandezas mil!
És tu, terra dourada,
Progresso e glória
Do meu Brasil!
Ó terra bandeirante
De quem se orgulha nossa nação,
Deste Brasil gigante
Tu és a alma e o coração!
Salve o grito do Ipiranga
Que a história consagrou
Foi em ti, ó meu São Paulo,
Que o Brasil se libertou!
O teu quarto centenário
Festejamos com amor!
Teu trabalho fecundo
Mostra ao mundo inteiro
O teu valor!
Ó linda terra de Anchieta,
Do bandeirante destemido.
Um mundo de arte e de grandeza
Em ti tem sido construído!
Tens tu as noites adornadas
Pela garoa em denso véu,
Sobre seus edifícios
Que mais parece chegarem aos céus!

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e Co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: o impacto do mundo digital com Gil Giardelli

 

Que admirável novo mundo é este em que estamos vivendo, em que pessoas de todas as idades, empresas de todos os tamanhos e instituições seculares sentem-se completamente perdidas em meio a uma nova ordem mundial?

 

Estamos imersos em um oceano de dados e conhecimentos, de novos aparelhos e novidades tecnológicas que nunca estiveram tão disponíveis. A todo momento, surgem tecnologias revolucionárias, robôs, celulares, TVs com nomes complexos, engenhocas esquisitas, sites e sistemas que fazem tudo mudar radial e repentinamente.

 

Todos estão conectados a todos o tempo todo, e isso nos deixa, ao mesmo, extasiados e angustiados.O excesso de informação nos deixa inquietos e agitados. Que vertigem sentimos quando acordamos de manhã e percebemos que, a cada minuto, estamos mais atrasados… Estamos em uma verdadeira locomotiva digital, em um veículo inteligente, criativo, que carega todos para um lugar em que as ruas não têm nomes.

 

Ficamos entusiasmados com tantas novas possibilidades, mas profundamente ansiosos por pensar que temos de absorver uma montanha de informações, reaprender a fazer velhas coisas de novos jeitos, entender conceitos recém-nascidos todos os dias, e tudo isso sem saber direito o que fazer com tanta coisa. Ufa, isso tudo cansa!

 

Como estes cenários descritos no texto de abertura do livro “Você é o que você compartilha” impactam seu negócio e sua empresa ? Este é um dos assuntos da entrevista com Gil Giardelli, especialista no universo digital e convidado do programa Mundo Corporativo, que você assiste, ao vivo, a partir das 11 horas, nesta quarta-feira (7.11), no site da rádio CBN. Para participar, deixe sua pergunta neste espaço ou mande suas dúvidas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou o Twitter @jornaldacbn, usando a hastag #MundoCorporativo. Para conhecer melhor o trabalho dele entre no site de Gil Giardelli.

Oposição erra ao pedir fim da taxa da inspeção veicular em SP

 

O vereador Gilberto Natalini do PSDB apresentou projeto de lei que elimina a cobrança da taxa de inspeção veicular na cidade de São Paulo, três dias após sair de uma campanha eleitoral na qual criticava esta mesma proposta defendida pelo então candidato Fernando Haddad do PT. Nestes oito anos em que sempre esteve na base de apoio das administrações de José Serra (PSDB) e de Gilberto Kassab (PSD), Natalini jamais questionou a cobrança e nunca fez gestão na tentativa de mudar o contrato mantido pela prefeitura com a empresa Controlar que explora o serviço. Por isto e por declarações de seus colegas de partido fica claro que a medida foi tomada apenas como provocação ao prefeito eleito que, em sua primeira entrevista coletiva, disse que para derrubar a taxa precisaria ter a aprovação dos vereadores o que, provalvemente, levaria ao fim da cobrança apenas em 2014.

 

Natalini não agiu sozinho, teve o apoio do líder do PSDB Floriano Pesaro, que justificou a iniciativa do colega em entrevista à rádio CBN. Lamentavelmente, erraram os dois vereadores que, registre-se, são bem avaliados pelo trabalho na Câmara e foram reeleitos. Pelo erro foram cobrados publicamente. O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge, que implantou a inspeção veicular, pediu para que os parlamentares retirem o projeto de lei e aguardem as soluções que Haddad pretende dar a este aspecto do programa de inspeção. Explicou, também, que o reembolso de até 100% da tarifa aos proprietários já está previsto na lei atual, cabendo apenas uma decisão administrativa da prefeitura – como ocorreu, aliás, nos primeiros anos da inspeção veicular. Eduardo Jorge, ligado ao PV, aproveitou para ressaltar algo que diz ter aprendido na vida de militante político e parlamentar: “nós não devemos mudar a nossa opinião frente a uma política pública simplesmente porque somos governo ou oposição. O que é correto é correto, seja o governo liderado pelo PSDB, PT, PV, PSD, etc…”

 

O que os eleitores devem esperar de seu representante é que eles atuem de acordo com os compromissos que assumiram durante a campanha e vida pública. Tanto quanto se espera que Fernando Haddad acelere o processo para cancelar a cobrança da taxa da inspeção veicular, tem-se a expectativa de que os vereadores que estarão na oposição, de forma lógica e com argumentos consistentes, combatam esta ideia. Imagino que parcela dos que escolheram Natalini acredita que o mais justo é que os donos de automóveis paguem pela inspeção em vez de se manter o programa com o dinheiro de todos os paulistanos – inclusive daqueles que não têm carro, usam ônibus, metrô, trem ou andam a pé. Foi isso que o vereador defendeu no seu mandato e na campanha. E por isso votaram nele. Agir de forma diferente não engrandece seu currículo e frustra quem gostaria de ver a oposição atuando de forma inteligente e dando oportunidade para que a cidade debata os temas importantes para o crescimento de São Paulo.

 

Que este primeiro ato tenha sido apenas reflexo de indigestão gerada pela derrota nas urnas.

Conte Sua História de SP: E nasce uma família na cidade

 

Do livro Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo), reproduzo aqui o texto da ouvinte-internauta Luciana Gerbovi. “E nasce uma família na cidade” descreve como a família dela se encontrou na capital paulista:

 

Ouça aqui o texto sonorizado pelo Cláudio Antonio que foi ao ar nesse sábado, no CBN São Paulo

 

Foi São Paulo quem recebeu, em 1925, meu bisavô nascido e criado na antiga Iuguslávia. Por amos à família, à vida e à paz, saiu da cidade de Vela Luka carregando consido a esposa, um filho e três filhas, uma das quais se tornaria minha avó.

 

Foi São Paulo quem recebeu, anos depois, um adolescente também nascido na antiga Iuguslávia, que mais tarde se tornaria meu avô.

 

Foi São Paulo o lugar em que os então jovens iugoslavos se conheceram, casaram e tiveram três filhos, um dos quais seria meu pai.

 

Muitos anos antes daquele 1925 marcado pela chegada de meu bisavô, foi São Paulo quem recebeu meus trisavós, saídos da Itália e da Espanha, que aqui casaram e tiveram filhos e netor. Esses netos de espanhóis e italianos aqui se conheceram e tiveram seus filhos. A menina um dia seria minha mãe.

 

Foi em São Paulo, já na década de 1960, durante um trajeto de ônibus, que o jovem filho de iuguslavos e a jovem neta de espanhóis e italianos se encontraram, se apaixonaram e, a partir de então, protagonizam uma das mais belas histórias de amor e de respeito que conheço.

 

Foi também em São Paulo que esse casal teve sua primeira filha: eu.

 

Ainda que a vida profissional de meu paiu tenha me levado a passar a infância e a adolescência no interior do Estado, nunca deixei de estar em São Paulo: aqui mora toda a parte brasileira da história de nossas famílias.

 

Foi São Paulo quem me acolheu para os estudos de nível superior, onde encontrei grandes amigos e conheci o meu amor. É aqui que rpetendo ter e criar meus próprios filhos.

 

Foi, é e sempre será São Paulo

De prosa

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Já disseram tudo. Sóis e luas em forma humana. Drummond avisou que No meio do caminho tinha uma pedra. E sempre tem. Todo grande amor só é bem grande se for triste, ameaçou Vinícius, e depois ouvi o que tinham para dizer, Cora Coralina e Cecília Meireles. Um pouco de tudo. Muito de tão poucos. Acabou que não me importa mais se o mundo está acabando, se está mudando ou só começando.

 

Hoje de manhã falei com a tia Inês, no telefone. Fazia tempo que a gente não se falava, e isso não é normal. Mas o que é normal? Deus me livre do normal. Do uniforme. De uniforme eu gostava na escola. Me vestia de estudante, era vista na rua como estudante. Era uma honra, o uniforme! Mas voltando ao papo com a minha tia, a gente falava de vida, eu da minha, e ela da dela. Falamos, falamos, filosofamos. Quando eu choro ela me afaga de longe. Minha tia não chora. Vibramos com a alegria uma da outra. Falamos menos para informar a outra do que está acontecendo, do que para nos ouvirmos traduzindo cada uma o próprio coração, às vezes nos aventurando a traduzir o da outra, que é assim que a gente fala com quem se ama. Ultimamente andamos em descompasso no ritmo das nossas vidas, ela e eu, mas nunca nos afastamos. Esteja ela numa fase macia, e eu numa rugosa, ou o contrário, nos falamos. Hoje falamos de fases muito difíceis e muito longas. Até rimos quando nos demos conta de que quando a situação está ruim ainda pode ficar muito pior, dia após dia, sem intervalo entre os atos; sem tempo para trocar os costumes. Cenas pesadas se arrastam; as leves voam. Faz sentido! vamos descobrindo ao longo do papo.

 

Agora sei que a dor não é o fim. A dor é o começo. Caiu a ficha. É poção reparadora, transformadora, necessária, como todo o resto. É o espinafre no prato do menino carnívoro, talvez. Crescer dói, todo mundo sabe, mas desta vez devemos de verdade estar crescendo muito, porque a dor tem campeado desenfreada. A resistência e ela, de mãos dadas.

 

Quanto a mim, vou continuar não pedindo nada nas minhas orações. Agradeço e ponto. De manhã, de noite e milhares de vezes durante o dia, mas de hoje em diante, só no começo, até incorporar, vou agradecer também pela dor. Assim mesmo, com ênfase na gratidão por ela.

 

não vai ser fácil
mas vou repetir
de coração
só até acostumar
ou a dor terminar
de cumprir o seu dever

 

com tudo isso me dei conta
de que fui atrás de poetas
buscando o prosaico
na poesia
e acabei encontrando poesia
no prosaico

 

Obrigada, tia!

 


Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: gol de guerreiro, de torcedores guerreiros

 

Grêmio 1 x 0 Ponte Preta
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Futebol é como uma batalha, para vencer o adversário é preciso conquistar terreno. Na luta pela ocupação de espaço, vencem não apenas os mais valentes ou durões, mas os persistentes. É preciso explorar o talento e usar as melhores estratégias para se sobrepor ao inimigo. Foi esta conjução que levou o Grêmio a conquista dos três pontos neste início de noite de sábado. A cobrança de escanteio de Zé Roberto foi o traço de talento que faltou em quase toda a partida, em especial nos cruzamentos que eram feitos de um lado ou de outro. Mas para que aquela bola alcaçasse seu destino antes precisava ser desviada por alguém. Foi quando entrou em cena o desbravador André Lima, a quem falta muito daquilo que o futebol técnico exige, mas que jamais poderá ser acusado por desistir de lutar. Estava em desvantagem dentro da pequena área, fato que não o impediu de se jogar em direção a bola que havia sido caprichosamente enviada a ele. Com a determinação que se espera de um lutador, tomou o pequeno espaço que havia entre o goleiro e o zagueiro adversários. Os dois estão até agora reclamando de uma falta que jamais existiu. Não entenderam que eram apenas vítimas do espírito guerreiro que André leva para campo sempre que é sacado do banco para tarefas quase impossíveis. O atacante, ciente de suas limitações, abre veias e coração para incorporar o desejo dos torcedores que das arquibancadas (ou diante da televisão) têm apenas o grito e a fé como armas. Foram estes torcedores que fizeram o Grêmio ser melhor quando tinha um a menos em campo, aliás foram eles que deram o carrinho que causou a expulsão de Julio César (e o aplaudiram por isso), pois sabiam que era a única forma de salvar o Grêmio, depois da injustiça cometida pelo árbitro que não marcou falta em Elano. Assim como foram estes torcedores que empurraram aquela bola de André Lima para dentro do gol, aos 45 minutos do segundo tempo. Uma torcida que ainda pode nos levar muito longe. E aí daqueles que duvidarem.

Marcos Proença: cabelos lisos e em várias versões são a tendência

 

Por Dora Estevam

 

 

Quem assistiu ao Domingão do Faustão, domingo passado, viu a atriz Adriana Esteves com cabelos cortados e ao seu lado o responsável pelo belo trabalho, Marcos Proença, consagrado cabeleireiro das atrizes, socialites e tops nacionais e internacionais. Na última semana, Proença também foi responsável por pelo menos 30 cabelos de mulheres que passaram pelo salão dele para se arrumar para o casamento da it blogueira Lalá Rudge. Um dos desafios foi não repetir um só corte ou penteado. Saiu do salão super tarde e mesmo assim ainda foi prestigiar o casamento da amiga, no qual, com a permissão dela, fez várias fotos dos convidados deste que foi um dos casamentos mais chiques da cidade. Para ter uma ideia de como foi a badalação no dia, veja as imagens deste vídeo feitas pela blogueira e amiga de Proença, Mica Rocha.

 

 

Esta semana, considerada fashion em SP, por conta dos eventos que aproveitaram o SPFW para fazerem lançamentos na mesma data, o salão de Proença recebeu várias visitas. Estiveram lá, por exemplo, as tops blogueiras Chiara Ferragni do The Blond e Jessica Stein, do @Tuulavintage.

 

Eu, que não sou famosa, morrendo de curiosidade, tive o prazer de ser atendida pessoalmente por ele. O que eu posso dizer é que Proença é extremamente profissional e er humano incrível, fiquei apaixonada. Ele conquista pelas tesouras e pelas palavras, voz baixa e eternamente agradecido, consegue aliar doçura e profissionalismo. Chamou-me atenção a religiosidade. Com frequência, agradece a Deus por todas as conquistas.

 

No salão cheio, Proença consegue fazer as cabeças, andar de um lado para o outro, visitar cada cliente em suas bancadas, dar beijinhos nas clientes de passagens, sem cair na tentação de bater papo furado. É simples assim. E a cada momento de reencontro as perguntas são voltadas aos serviços do salão: “Ficou lindo, quem fez”? supervisionando os trabalhos sutilmente.

 

 

Marcos Proença montou o salão dos sonhos, totalmente ambientado em uma casa no Jardim Paulistano, com arquitetura e decoração de Ester Giobbi, um projeto eco-friendly, totalmente desenvolvido para economizar água e energia. Com seis mil clientes ativas, pode imaginar a despesa.

 

Com tudo isso, ele ainda atendeu ao meu pedido e respondeu algumas perguntas com relação ao futuro da beleza, já que acabamos de ver as tendências para o inverno 2013, apresentadas esta semana no SPFW.

 

Quais são as tendências para o outono-inverno 2013?

 

Proença: O que podemos observar nos desfiles internacionais e mais recentemente na semana de moda de São Paulo, são os cabelos lisos, chapados. Ele pode aparecer em várias versões, com volume, rabo de cavalo, composto com trança, mas sempre muito liso.

 

Os estilistas determinam como vai ser a aparência das mulheres em cada temporada?


 

Proença: Acho que tudo é uma junção, o que se vê na passarela, o que acontece no mundo atual, tudo é uma mescla de tendências da moda, beleza, rua…

 


Quanto tempo pode durar um estilo de penteado?

 

Proença: Geralmente eles duram por toda uma temporada, no decorrer dos meses eles sofrem alterações e às vezes ganham estilos diferentes.

 

Quais são os produtos que não podem faltar para a preparação de um cabelo?

 

Proença: Gosto sempre de usar o Volumax da Paul Mitchel.

 

Como você se reinventa e qual foi o momento mais importante da sua carreira?


 

Proença: Procuro estar sempre atualizado de tudo que acontece no mundo. Acho que é uma forma de sempre se reinventar, de estar atento a tudo. Todos os momentos são muito importantes na minha carreira, desde o inicio, quando fiz meu primeiro make na minha tia inspirado na novela Locomotiva, até o momento que abri meu próprio salão, um sonho realizado.

 

Há um estilo que deva ser seguido?


 

Proença: Acho que toda mulher tem que sempre apostar no estilo que fica bem para ela. Acompanhar as tendências é importante, mas deve aplicá-las em sua vida de acordo com a sua personalidade.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Mundo Corporativo: técnicas para turbinar suas vendas

 

“Os clientes não compram produtos, compram o que o produto faz por ele” e esta é uma das ideis que o vendedoder deve levar em consideração no momento em que estiver planejando a negociação. A explicação é do consultor César Frazão, entrevistado do Mundo Corporativo, da rádio CBN que lançou o livro “Como ficar muito rico com vendas – Como turbinar seus resultados e multiplicar suas oportunidades de negócio”. Para Frazão três fatores são importantes para se melhorar os resultados: otimismo, competência e criatividade.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar no site da CBN às quartas-feiras, 11 horas, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa vai ao aos sábados, no Jornal da CBN

A viagem (arrumando o bagageiro)

 

Por Sérgio Mendes

 

Estava tudo certo e nem faltava mais descobrir o caminho. Ele se formava na nossa frente com as estradas abertas décadas atrás. Não sei muito bem como se fazia naquele tempo sem um GPS, mas o meu pai não parecia preocupado com caminhos e se ele não se preocupava, não nos preocuparíamos nós! Chegaríamos em quatro dias porque ele seria o único a dirigir na estrada, e decidimos que pararíamos todas as noites para dormir, seguindo a viagem somente com a luz do dia.

 

Este era o plano.

 

Por que será que a prática sempre teima em não ler os planos que a gente faz? 
Eu já nem pensava mais naquela fechadura, meu café fez efeito e ao que parece era só nivelar a glicose para a completa recuperação dos neurônios e eles venceriam a batalha. Venceram!?!
O que não significava que ela não estivesse lá, e mal grudada na porta da nossa máquina de chegar em casa. Significava apenas que algum lugar do meu cérebro resolveu não pensar mais nela. De quieto que estava permaneci e não comentei sobre o acontecido com ninguém. Nunca fui mesmo dado a boatos e não seria justo naquele dia que começaria!

 

Vejam que nem deu o tempo de um café com pão e a sensatez já tinha rumado para longe de mim outra vez.
Quando voltei pra nossa casa o cenário era outro. Todos já estavam de pé lavando o rosto ou procurando o que não queriam esquecer de levar. O meu pai entre uma coisa e outra me pediu que ajudasse a minha mãe a arrumar as malas no bagageiro. Partiríamos logo depois que os demais tivessem tomado café.
Imaginei o trailer de um filme comigo acomodando-as uma a uma bem juntinhas, como se elas e porta-malas tivessem sido feitos um a silhueta das outras. Hum!

 

Helenita, a irmã mais nova de minha mãe chegou logo em seguida, trazendo seu pequeno farnel de roupas. Ela também era uma dos mosqueteiros e iria com a gente morar no Mato Grosso. Já sabíamos disso, mas eu não entendia o motivo. Ela sempre foi muito chegada a nós, até pela diferença de idade que a separava de suas irmãs. Nós estudamos juntos na quarta série e com Raimundo, o mais novo de todos e terceiro mosqueteiro, éramos como se fossemos irmãos ou primos.

 

Ela vir conosco não tinha uma explicação que soubéssemos, mas tinha a anuência de todos nós os pequenos que simplesmente delirávamos com ela perto outra vez.

 

Depois dela, uma a uma as malas foram aparecendo e logo eu estava cercado por um mar de sem rodinhas, mais sacolas e outras quinquilharias. Cada uma embrulhada por uma recomendação de seu proprietário.
Seguido ao falatório, mal acabavam de me entregar e partiam rumo à cozinha de vovó.

 

Recado dado, me vi o único naquela casa e com todas aquelas trouxas percebi que não ajudaria ninguém, seria ninguém quem me ajudaria.

 

Nunca subestime a capacidade que temos de acumular tranqueiras.
Restava então levá-las até o carro parado lá fora.

 

Nem precisei de muito tempo pra perceber que lá não caberiam todas. O povo superestimou o espaço na cangalha do pangaré e afora as roupas, sapatos e demais adereços pessoais que facilmente caberiam em duas malas generosas, inventaram de levar uma infinidade de sacos e outras coisas que eu nem desconfiava de onde pululavam, mas entendi que o recado era que pretendiam que todas chegassem no Mato Grosso. E o portador, o carro amarelo ali na frente. 

 

Completa falta de cabimento!

 

Um verdadeiro despropósito, mas por que eu tinha feito outros planos para ocupar boa parte do espaço no porta-malas com coisa muito mais importante do que aquele monte de sacos cheios até a boca do que eu não fazia a menor idéia! E como eu era o único que já tomara café e a incumbência das malas ficou mesmo foi por minha conta e risco, resolvi que a conta delas era grande demais e o risco só de quem as entregou a mim. Eu estava ali sozinho e agora era o rei daqueles pacotes.

 

Por meus planos muito mais importantes, desconfiei que alguns deles não iriam. Seguramente ninguém daria por falta e uma meia dúzia foi parar nos fundos da casa onde nunca foram encontrados. Pelo menos não que eu tenha ficado sabendo.

 

Creiam, não fazia isso pensando no conforto de nós viajantes montados no burro fugido. Muito menos imaginei em aliviar o peso que o pobre carregaria.
Não, não! A minha conta era outra.

 

Desde que cheguei para aqueles dias de férias, tinha o firme propósito de que meu teclado viria conosco e eu costumava ser fiel aos meus propósitos. Ainda que parecesse que eu teria que deixa-lo e que estivesse disposto a comprar briga pra que ele fosse, ele não caberia no porta-malas.
Mas adivinhem?!?

 

Ele foi.  E o entrevero realmente aconteceu mais tarde, pois nem desafiando as leis da física aquilo caberia dentro do bagageiro. Como eu disse, ali não tinha cabimento suficiente.
Dito e feito. E a briga foi das boas! Mas foi brigada quando já não dava mais pra se desfazer dele como veremos mais adiante.

 

Bem, do devaneio e adivinhações à ação. Logo eu estava socando pacotes e malas que não pude esconder no fundo do quintal. A cada uma que eu conseguia acomodar no bagageiro, as chances para o meu teclado diminuíam e no fim a única maneira de ele ir seria dentro da cabina junto conosco, onde já não entraria mais nem um pensamento.

 

Aperta daqui e de lá, sobre o banco ou no vão das pernas? Em nenhum lugar aquele lindo trambolho parecia se encaixar. Não sem que dois de nós seguisse sem as pernas ou sem a cabeça.

 

Foi então que usando a minha sempre precisa régua imaginária calculei que entre amputar dos viajantes uma parte ou outra, havia uma brecha e foi essa mesma que aproveitei. É que apesar de pequenos, nós que viajaríamos atrás já não nos acomodaríamos bem sem aquela caixa que sozinha tomava quase dois terços do banco. Então coloquei a régua para funcionar e consegui a proeza de um cálculo que possibilitou o piano de foles viajar bem perto de nós. Mas não sem um quê a mais de desconforto, claro.

 

Que ideia tosca a de acomodar-se bem!

 

Definitivamente cabeças rolariam. Só de leve é certo, mas teriam que rolar. 
Não importa! Coloquei-a ali mesmo. E com isso de uma vez, eu o rei decretei que dois de nós poderia manter a cabeça na viagem, mas ela deveria inclinar-se levemente para frente e o meu pai perderia a visão do espelho retrovisor. E tenho dito! 

 

Total, acomodar-se já era coisa que não aconteceria naqueles dias.
Antes de todo mundo fui eu quem tive o vislumbre dos acontecimentos nos próximos capítulos, naquela primeira sensação de dentes mastigando chicletes quando abri a porta, que de verdade tinha se transformado na resignação do que estava por vir.

 

Fazer o quê? A vida é assim mesmo, não é?
E ademais, ficar olhando para trás nem é tão bom. Eu tinha que garantir o futuro de um grande músico para o Brasil, com o meu teclado que precisava antes disso conhecê-lo junto comigo, mesmo à custa de uns poucos dias de desconforto divididos por todos nós.

 

Mas apesar de todo cálculo e aritmética de bagageiros que eu aprendi em algum filme, ali também o trambolho resultou apertado e como disse, de certa forma tirava a visão do retrovisor. Só que eu estava decidido, tinha um propósito e não o abandonaria como era de meu costume. Mesmo que as minhas irmãs protestassem aquele seria o lugar dele e ponto final! (vírgula só se fosse o meu pai quem objetasse).

 

Estava terminada a novela das malas! Eu o rei, decretei.

 

O momento depois delas propiciava o registro das caras e reações, ainda que a excitação nos turvasse a todos o juízo sempre escasso a aventureiros diante de dias como os que se formavam bem na nossa frente.
Recordo-me pouco e na verdade o que tenho são recortes de rostos e algumas reações características mais comuns de cada um.

 

Meus pais estavam brigados. Não lembro bem por que, mas devia ser pelo mesmo motivo de sempre. Helenita apreensiva com a saída de casa, mas da reação dela a aquela novidade eu também me recordo muito pouco. Acredito que no fundo ela estava contente em vir conosco. Certamente nós estávamos.
Não demorou muito e um por um, voltaram abastecidos e rebustecidos da casa de vovó sem desconfiar que parte das encomendas que me encarregaram foram para detrás, mas detrás da casa. Eu costumava mesmo ter sorte naquele tempo!

 

 Parece que voltaram só para se despedir do nosso canto e sem olhar para o carro e para aquela coisa enorme no console traseiro, faziam o mesmo caminho de volta  para despedirem-se dos nossos avós.
Tamanha a emoção, ninguém se deu conta da caixa. 

 

Cercaram os dois velhinhos em pé frente ao portão, enquanto eles distribuíam as bênçãos e palavras de carinho. Eu tinha outra vez ficado por último, encarregado de conduzir o carro de onde ele estava até lá. Todos já se abraçavam e riam disfarçando a comoção da partida.

 

Dali de dentro e aplicando conhecimento de manobrar aprendido com meus tios, pude ver a turma toda e esta é uma imagem congelada que guardo daquele dia. Fiz jus à lição aprendida. Engatei o carro sem tirar o pé da embreagem e sem mudar da primeira marcha fui chegando perto da pequena multidão devagar e sem assustar ninguém.

 

Outra vez o carro assumiu ares de F1.

 

Saí e fui como todos abraçar meus queridos avós que me olhavam como se soubessem de tudo. A despedida era um roteiro escrito pra mim!

 

Cheguei até eles enquanto o restante dos aventureiros se posicionava, cada um no seu lugar. Minha mãe e meu pai na frente, e as meninas perfiladas no banco de trás por primeira vez esbarravam os cocurutos na caixa ali no alto. Me fiz de desentendido e nem lhes dei atenção, mas preocupado não me lembro mais do que disseram meus dois queridos anciãos ao me abraçar. E o único recordo deles naquele dia é o que fotografei na memória, lá dentro do carro ainda antes de provar minha habilidade na direção.

 

Eu nem desconfiei que aquela seria a última vez que os veria.
Com as cabeças inclinadas e sem dar um piu, nós detrás nos pegamos apertados, unidos como nunca estivemos. O clima denso no carro só foi quebrado pelo resmungar da minha irmã mais nova irritada com o desconforto.

 

Sem dar muita bola pra ela que era dada a resmungar de tudo, continuamos todos unidos e contritos.
Fecharam-se as portas e partimos.

 

Ps: A fechadura até aqui comportava-se como se nosso encontro não tivesse passado de um devaneio de fome. Ela ainda cedeu a abrir e fechar-se duas vezes para outros sem que se ouvisse palavra. Mas eu sentia um cheiro de menta no ar.

Leia o texto “O corcel” de Sérgio Mendes publicado no Blog do Mílton Jung

A versão brasileira do Barão de Münchhausen

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Os mais novos, imagino, jamais ouviram falar no Barão de Münchhausen e, muito menos, de Karl Friedrich Hieronymus Von Münchhausen. Mas essa pessoa, com nome difícil de pronunciar, a menos que se tenha algum conhecimento de sua língua – a alemã – existiu e entrou na história. O Barão nasceu no dia 11 de maio de 1720 e viveu durante 77 anos. Foi militar e senhor rural alemão. Sua vida rendeu, inicialmente, uma série que ficou célebre ao ser compilada por Rudolf Erich Raspe, com o título de “As Loucas Aventuras do Barão de Münchhausen”. Os livros destinavam-se, de maneira especial, a leitores juvenis. Contavam histórias fantásticas, alegadamente vividas pelo Barão que, em sua carreira militar, serviu não apenas ao exército do seu país, mas ao da Rússia. Depois de participar de duas campanhas contra os turcos, retornou para casa e começou, sabe-se lá por que, a espalhar relatos inacreditáveis, como, por exemplo, o de uma fuga durante a qual entrara em um pântano e, para não afundar e se afogar, puxou-se pelos próprios cabelos ou, dependendo da versão, pelo cardarço de suas botas.

 

Quem conta um conto, aumenta um ponto. Ou vários pontos. No caso de Münchhausen, tantos foram os exageros, que até o Barão os achou demasiados. Diziam que ele fizera viagens em balas de canhão e jornadas para a lua. Suas histórias, no entanto, não foram postas somente em livro e traduzido em várias línguas, mas rendeu um filme. Esse chegou aos cinemas da Alemanhã no auge da Segunda Guerra – 1943 – e foi usado pelo governo nazista para celebrar os 25º aniversário da UFA, a principal companhia cinematográfica do país. O Barão voltou ao cinema em 1989, quando Terry Gillian, que havia integrado o grupo cômico Monty Python, lançou a sua versão das “Aventuras do Barão de Münchhausen”.

 

Tenho um querido colega, cujo nome prefiro omitir, não vá ele pretender me cobrar direitos autorais, que é um emérito contador de histórias em que é protagonista, segundo ele, todas “reais”. Não são tão fantásticas quanto as do Barão, algumas das quais que me permiti apresentar aos leitores mais jovens deste blog, se é que esses existem. Aí está a primeira. Falávamos sobre aviões, se a memória não me falha, quando o nosso ou o meu Barão – como acharem melhor – contou-me que já havia sido piloto. E lembrou de uma ocasião em que o aparelho sofreu uma pane e ele se obrigou realizar pouso de emergência: desceu sobre uma rede de fios elétricos. Não deu, e não pedi maiores detalhes. Creio que, depois daquela aterrissagem, perdeu o jeito de voar: sentiu-se mal na primeira viagem aérea que fizemos juntos.

 

Esta é a segunda e, quem sabe, possa ser considerada mais “creativa” do que a primeira história. Adiléia Silva da Rocha, que ficou famosa com o nome artístico de Dolores Duran, cantora que nasceu no dia 7 de janeiro de 1930 e morreu com 29 anos, fez sucesso na sua época. Entre suas canções,havia uma que, relatou-me o Barão, ela fez em sua homenagem: “A noite do meu bem”. Ao ouvir a peta, fiquei imaginando o meu colega dançando com Dolores Duran e essa lhe sussurando ao ouvido que a música havia sido composta quando ela pensava nele.

 

A terceira história de hoje é a mais fantástica deste texto. O Barão, em uma de suas idas a serviço para os Estados Unidos, desembarcou em Washington. Nunca explicou direito como JF Kennedy ficou sabendo de sua presença em um hotel da capital americana. Não demorou, o telefone de seu apartamento tilintou. Imaginem, um assessor de JFK, falando português, transmitiu-lhe um convite do Presidente. Este queria recebê-lo nos jardins da Casa Branca…para um cafezinho.

 

Para encerrar as baronescas criações ou, melhor dizendo, invenções, existe a que o colega relatou quando foi à Argentina para cobrir uma competição automobilística. Depois de realizar o seu trabalho, contou-me que não encontrava condução para retornar ao seu hotel, no centro de Buenos Aires. Resolveu, então, seguir a pé até o seu hotel no centro de Buenos Aires. Eis que, de repente, um carro que ia na mesma direção, parou ao seu lado. O senhor que estava ao volante abriu a porta e, ”hablando español”, o convidou para entrar:

 

– Amigo,venga conmigo!

 

O Barão olhou para o gentil cavalheiro e, espantado, o reconheceu. O cidadão era, adivinhem, o lendário campeoníssimo Juan Manuel Fangio.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)