Avalanche Tricolor: frio e calculista

 

Grêmio 1 x 0 Millionários
Sul-Americana – Olímpico Monumental

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A bola para entrar no gol foi ajeitada com a cabeça pelo meio campo Marco Antonio que precisou se agachar para garantir que o caminho dela seria o fundo do poço (como diria o locutor esportivo lá de casa). Fez um movimento que mais parecia cumprimentá-la respeitosamente. Na volta do intervalo, a fala do volante Fernando deixava claro o objetivo tricolor na partida da noite de terça-feira pela Copa Sul-Americana. Com o regulamento embaixo do braço (como dizem outros locutores esportivos que não têm o mesmo cuidado com a originalidade), o Grêmio cadenciou o toque de bola, não deixou de tentar o segundo gol, mas cuidou-se muito mais para não levar um do adversário, até porque, como dizem erroneamente, este valeria dois. O comentarista do Canal Fox Mário Sérgio, campeão Mundial e da Libertadores pelo Grêmio, insistiu, durante todo o segundo tempo, que o placar estava de bom tamanho e o desastre seria o Millionários marcar; e, apesar de alguns pequenos sustos, foram raras as oportunidades de isto acontecer. Aliás, deixemos registrado, que bela partida fez o zagueiro Naldo, tomando a frente em todas as jogadas – qualidade que, a propósito, foi ressaltada antes de começar o jogo pelo próprio Mário Sérgio. Com tantos cuidados em campo e ressalvas fora dele, e depois de sequência de empates no Brasileiro, convenhamos, o 1 a 0 até pareceu goleada. Para este que lhe escreve, que sempre entendeu que em casa é que matamos o jogo e ganhamos a classificação, resta avaliar que o time ontem foi “frio e calculista”. Frio e calculista de mais para o meu gosto.

Confira no replay: a modernização já começou no futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Da mão de “Deus” do insólito Maradona à mão de “pirata” do Barcos, temos uma coincidência na ação e na nação dos autores, mas uma infinita distância nos reflexos que o recente episódio do Beira Rio deverá repercutir. A reação dos protagonistas de Porto Alegre retrata o quadro caótico que vive o esporte mais popular da terra, ao mesmo tempo em que começa a escancarar o sistema envelhecido e bastante envilecido do futebol se decompondo diante da tecnologia ao alcance de todos.

 

O principal ator do sábado gaúcho, o árbitro alagoano da FIFA Francisco Carlos Nascimento, embora tenha assinalado o gol, juntamente com o auxiliar, e voltado atrás após cinco minutos, visivelmente por ter sido avisado da mão de Barcos, relatou na súmula que não houve nada de anormal. Fato desmentido pela jornalista da TV Bandeirante Taynah Espinoza quando confirmou que Gerson Baluta usou a informação da TV: “Foi dito que foi mão pelo que se viu, e agora o delegado está perguntando para quem está fazendo a transmissão, se pelas câmeras de televisão vimos que foi gol. Parece que estão usando mesmo a tecnologia, mesmo que não seja de forma legal, entre aspas”.

 

Gilson Kleina o técnico do Palmeiras não tinha dúvidas: “Quem anulou o gol foi o delegado. Ele viu na televisão e anulou. Isso é sem-vergonhice. O gol foi anulado cinco minutos depois! Alguém passou”. “Em todo lance, vai ter que parar e ver a televisão. O futebol está ficando uma chatice”.

 

A diretoria alviverde vítima de recentes erros de arbitragem em vez de usufruir da situação para apoiar a tecnologia tenta tirar vantagem do momento e levanta a bandeira da anulação do jogo. Bem diferente de Marcos, goleiro e ídolo: ”Na minha opinião, não precisamos que anule o jogo,a final o gol foi feito de mão. Numa época de tanta luta para que a justiça seja feita no Brasil, nós (todos) do futebol brasileiro temos que dar o exemplo, se for para acontecer o pior que seja com dignidade”.

 

Tite do Corinthias não deixa por menos: “Vamos parar com a palhaçada de que no bar da esquina a conversa é boa (com os erros de arbitragem). É boa se seu time é melhor, e não da injustiça do jogo. Esse é um clichê que escuto muito, faz parte da discussão do boteco da esquina. Tem 300 coisas boas para discutir, e não a correção do lance”.

 

Nei Franco do São Paulo no programa Quatro em Campo da CBN assinalou que será inevitável o uso da tecnologia. A facilidade e o acesso difundido forçarão a sua utilização.

 

Vôlei, basquete, tênis e quase todos os esportes têm tido mudanças para adequação às novas condições mercadológicas e tecnológicas. O tênis, por exemplo, adotou medidas que trouxeram mais justiça e mais atração, como o dos desafios eletrônicos. E não obrigatórios para todos os torneios, mas de acordo com o seu peso econômico. Para cobrir uma área de 190m2 e dois jogadores o tênis tem 10 juízes. Ainda assim precisou da tecnologia para melhorar a precisão e o espetáculo, tornando a repetição do lance uma nova atração e não a chatice prevista por alguns. O futebol para 6.400m2 e 22 jogadores tem 1 árbitro e 5 auxiliares, o que dá mais de 1.000m2 para cada juiz, contra 19m2 no tênis. São 5 juízes para cada jogador no tênis, enquanto no futebol são 0,2 juiz para cada jogador. No tênis não há contato pessoal, no futebol há contato e simulação.

 

Por estas e outras estou apostando na utilização dos recursos tecnológicos até que se copie o tênis no poder, pois lá quem manda são os tenistas e não os cartolas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

 

#Drummond110

 

Em homenagem aos 110 anos de Carlos Drummond de Andrade, comemorados neste 31 de outubro de 2012, uma série de eventos será realizada em ao menos quatro cidades brasileiras: São Paulo, Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte (acompanhe a programação aqui). Nas redes sociais, o “Dia D”, como vem sendo, simpaticamente, chamada a data, trechos de texto do poeta serão lembrados nas redes sociais com a hastag #Drummond110. No Jornal da CBN não ficaremos para trás, vamos conversar, também, sobre Drummond, seu talento e suas lembranças.

 

Reproduzo aqui o poema Câmara Municipal, escolha, evidentemente, provocada por influência dos amigos do Adote um Vereador:

 

Mercado criativo faz applemaníacos driblar burocratas em Cuba

 

 

Um All Star de cano alto era o sonho de consumo de todos meus colegas de basquete, nos anos de 1970 e 1980, no Rio Grande do Sul. Para tê-lo era preciso contar com a viagem para os Estados Unidos, raras na época, de algum parente, conhecido ou conhecido do conhecido. Havia ainda a possibilidade de encontrarmos um “canal tri-legal”. Que o legal aqui seja entendido como bacana, interessante, pois o tal canal não tinha nada de legal, era algum muambeiro que trazia os produtos para o Brasil. Antes que você me condene, explico que nunca comprei destes tênis, naquela época. E antes que você me enalteça, digo que não o fiz por falta de dinheiro. Contentava-me com o Charrua, comprado no Uruguai, mais barato, de boa qualidade e confortável.

 

Lembrei dos tênis All Star e o que eles representavam nos pés dos meus colegas – pareciam saltar mais, correr mais e jogar mais do que eu (e o faziam mesmo mas apenas porque eram melhores do que eu)- ao ler a coluna da jornalista cubana Yoani Sánchez, no Estadão de domingo, escrita sob o título Apple causa furor em Havana. A marca criada por Steve Jobs, evidentemente, não tem loja nem revenda oficial no país comunista – assim como nenhuma outro fabricante americano. É proibido vender Iphone por lá. Isto não impede que seus consumidores façam fila na porta de uma assistência técnica que anuncia no cartaz trabalhar com o produto. “Estão ali aqueles que conseguem comprá-los no mercado informal graças ao ingresso de alguns pesos conversíveis ou os que receberam os aparelhos de algum parente ou amigo radicado no exterior”, escreve a mais famosa blogueira da terra de Fidel. Ter o aparelho nas mãos é sinal de status para os cubanos, os torna especiais, descolados, assim como acontecia com o All Star calçado pelos outros.

 

O contrabando não é novidade em Cuba mas o que considero mais interessante no relato de Yoani é o fato dela ter identificado o desenvolvimento de um mercado criativo de grande sucesso com soluções inteligentes capazes de contornar todos os bloqueios impostos pela burocracia e tecnologia. Há uma versão da Wikipédia em espanhol que é instalada na memória do celular, têm mapas de Havana e de toda Cuba que podem ser ativados por um sistema de localização que não necessita de satélite e, um dos grandes sucessos, um aplicativo que funciona como identificador de chamada capaz de oferecer além do nome e do número de quem está ligando, também o endereço e o registro de identidade dele. Imagine os avanços que Cuba e seu povo teriam se esta criatividade fosse incentivada em um mercado aberto e com acesso a tecnologia no exterior.

 

Em tempo: hoje tenho uma coleção de All Star e ainda não tenho nenhum Iphone. Quem sabe compro um quando viajar para Cuba

Onde Estamos?

 

Por Julio Tannus

 

Um novo conceito de consumo

 

 
Deixou de ser “um modo passivo de absorção e de apropriação de bens e serviços, com a finalidade de preencher necessidades” para se constituir numa “atividade sistemática na qual se funda todo o sistema cultural contemporâneo”.

 

Uma nova ordem foi estabelecida: a precedência do consumo sobre a acumulação. Um sintoma dessa precedência: muitas vezes compra-se primeiro para depois resgatar o compromisso pelo trabalho.

 

Mudanças mais significativas na oferta:

 

Novos produtos e serviços
Conceito de “serviço” na venda de produtos
Novos meios de comunicação
Novos mercados a partir de novas tecnologias
Globalização – abertura e diversificação
Redução do papel dos Estados na economia
Incremento nos níveis de competitividade entre produtos e serviços
Surgimento dos Mercados Comuns

 

Um novo consumidor

 

As mudanças mais significativas no consumidor:
Maior consciência do poder de compra
Maior consciência de seus direitos
Maior nível de exigência e redução dos limites de tolerância
Maior nível de informação sobre o mercado de oferta
Maior individualidade – mercados cada vez mais segmentados
Surgimento de novos mercados (terceira idade, baixa renda)
Incorporação do conceito de “serviço” na compra de produtos
Preocupação crescente com a relação preço-valor
Preocupação ecológica
Redução do tempo disponível
Consumo compulsivo

 

O sistema de consumo atual

 

E não poderia deixar de citar o filósofo Jean Baudrillard em seu livro O Sistema dos Objetos:

Não há limites ao consumo. Se fosse ele aquilo que consideramos ingenuamente: uma absorção, uma devoração, deveria se chegar a uma saturação. Se dissesse respeito à ordem das necessidades, deveria se encaminhar a uma satisfação. Ora, sabemos que não é nada disso: deseja-se consumir cada vez mais. Esta compulsão de consumo não se deve a alguma fatalidade psicológica (o que o berço dá, a tumba leva, etc.) nem a uma simples coerção de prestígio. Se o consumo parece irreprimível, é justamente porque constitui uma prática idealista total que nada mais tem a ver (além de um certo limiar) nem com a satisfação de necessidades nem com o princípio de realidade. É que ela se acha dinamizada pelo projeto sempre frustrado e subentendido no objeto. O projeto imediatizado no signo transfere sua dinâmica existencial para a posse sistemática e indefinida de objetos/signos de consumo. Esta doravante somente pode ultrapassar-se ou reiterar-se continuamente para permanecer aquilo que é: uma razão de viver… Finalmente, é porque se funda sobre uma “ausência” que o consumo vem a ser irreprimível.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung às terças-feiras.

Prefeito, governe de portas abertas à sociedade

 

Das boas coisas dos domingos de eleição, uma delas, com certeza, é encontrar o arquiteto Chico Whitaker na sessão em que voto, em escola do bairro de Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo. Mesmo sem combinarmos horário por mais de uma vez já nos cruzamos por lá o que rende boas conversas sobre cidadania. Ontem, peguei-o saindo da sala, estava se despedindo dos mesários com a mesma simpatia de sempre. Votei rapidamente para não perder a aula que, sabia, viria na sequência quando Whitaker passeia até em casa com longas paradas para me explicar alguns pontos que considera fundamentais na política. No bate-papo desse domingo, falamos, entre outros pontos, sobre a necessidade de se incentivar canais de participação da sociedade no Executivo e Legislativo. Também sobre a dificuldade que partidos e políticos têm de entender as demandas do cidadão e representá-los.

 

Vamos pegar o caso de São Paulo para a qual Fernando Haddad do PT foi eleito com mais de 3,3 milhões de votos, neste segundo turno – isto significa cerca de 39% de todos os paulistanos aptos a votar. O restante preferiu Serra do PSDB, votou em branco, anulou ou sequer foi às urnas – somente estes foram 19,99%. Apesar de apenas uma parcela do eleitorado ter escolhido o candidato petista, ele assumirá o cargo para administrar toda a cidade e ofercer soluções para todos os cidadãos. Portanto, se o prefeito eleito pretende governar para São Paulo – e acredito nesta intenção – precisa ampliar sua atuação para além da fronteira do seu eleitorado e perceber que as demandas da sociedade são muito mais amplas do que aquelas que surgiram e foram discutidas durante a campanha eleitoral. Os problemas reais estarão a desafiá-lo no dia a dia e as soluções não estarão restritas a seu ideário e de seus colegas de partido.

 

Escrevo sobre São Paulo pois é o cenário que mais domino, e se assim considero é menos pela minha capacidade de análise e muito mais pela vivência na capital paulista, desde 1991, e a convivência com os temas que trato no cotidiano do jornalismo (aprendi com meu pai que o Diabo sabe mais por velho do que por Diabo). O que digo aqui, porém, se aplica a todas as cidades brasileiras, onde assistimos às eleições ocorrerem, mesmo naquelas em que a decisão foi no primeiro turno. Um exemplo: Rio de Janeiro. Mais da metade do eleitorado não votou em Eduardo Paes (PSDB), prefeito consagrado com 64,60% dos votos válidos (2.097.733).

 

Que todos estes prefeitos que assumirão (ou reassumirão) em 1º de janeiro de 2013 entendam que a saída para o desenvolvimento das cidades está em escutar as pessoas, e debater constantemtente com a sociedade. Chico Whitaker, meu companheiro de votação, em texto atualizado às vésperas do 2º turno, com o título “Se me permitem sonhar”, ensina, com a competência que seu conhecimento experiência concedem:

 

“Esse tipo de Prefeito pedirá aos cidadãos que ‘controlem’ sua administração e convidará a cidade a conversar com ele, a refletir com ele sobre as prioridades das ações da Prefeitura, descentralizando-a ao máximo para que todos tenham condições de se exprimir frente aos problemas que vivem concretamente e que eles conhecem muito mais do que ninguém; ele dará ouvidos de forma sistemática e continuar a quem se organizar em associações e em movimentos de luta por direitos, ajudando toda a cidade a assumir a superação das desigualdades em suas condições de vida; consultará a população com os plebiscitos e referendos previstos na Lei Orgânica do Município, sempre que decisões com grande impacto na vida da cidade tenham que ser tomadas; fará dessas consultas vastos processos de discussão dos problemas e das soluções propostas, como se fossem campanhas eleitorais centradas em conteúdos e não pessoas; discutirá com toda a sociedade a Lei de Diretrizes Orçamentárias, para decidir sobre as opções do orçamento a ser elaborado para o ano seguinte, antes de levá-la à Câmara para votação, em vez de chamar a população – e os próprios vereadores – para uma discussão limitada de orçamentos já engessados; apresentará para a discussão de todos, nas associações de bairro, nas escolas, o Plano Diretor que deve orientar a ocupação do espaço urbano e a implantação dos equipamentos coletivos de que temos necessidade. Essas e muitas outras iniciativas serão possíveis, pela criatividade de uma cidadania ativa que sabe que detém um poder político”.

 

Sem me alongar, depois dos exemplos acima, concluo dizendo que o prefeito eleito deve derrubar as paredes de seus gabinetes e escancarar as portas da prefeitura. Aliás, fiz esta proposta, pessoalmente, aos três principais candidatos da cidade da Serra, na Grande Vitória (ES), quando convidado para realizar palestra, durante a campanha eleitoral, no 1º turno. Recebi sorrisos e um compromisso envergonhado deles, entre os quais o agora eleito Audifax Barcelos (PSB). Os novos prefeitos (e vereadores, também) não podem ter medo da voz dos cidadãos e do poder que a sociedade detém quando atua de forma organizada. Devem se valer deles.

De imereceres

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Tem vezes que me encanto
com a vida e seus encantos
noutras choro a cada hora
me derreto em cada canto

 

nada é como a gente quer
um dia isto noutro aquilo
e vice-versa se você quiser

 

pego a direita hoje
a esquerda na parte da manhã
provo daqui
me queimo ali
tem dia que me sinto homem
tem outro que sou plena mulher
porque nada é de um jeito só
ou do jeito que a gente quer

 

há mundos há fundos
na mente que mente
no coração que sente

 

ele torce
ela distorce
ou vice-versa
se é assim que você quer
um pega o garfo
quando o outro se serve da colher

 

cada um tem o que merece
repito o que sempre disse meu pai
mas não sei não se acredito
nesse tal de merecer
de crime e castigo duvido
vivo dentro e fora
corro atrás de mim

 

deixo o não-dito pelo dito
seja ele bem dito ou mal
afinal sou eu a leiga
mas quem é que é erudito
?
pinto e bordo
aprendo na boa ou não
mas agradeço pelo assim e pelo assado também
que se não se tem tudo o que se quer

 

um dia chega
um dia passa
tanto já passou e passará
sempre
como
se
e quando der

 


Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: está na hora de decidir o que queremos

 

Bahia 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Salvador (BA)

 

As eleições fatiaram a rodada do Campeonato Brasileiro, anteciparam jogos para quinta-feira, empurraram outro para semana que vem, enfiaram alguns no sábado à tarde e deixaram os demais para o início desta noite – o do Grêmio foi um destes. Nesse domingo, dia sempre dedicado ao futebol, teremos o segundo turno das eleições em 50 cidades brasileiras, dentre as quais São Paulo, momento em que decidiremos quem será o prefeito da nossa cidade nos próximos quatro anos. Será a hora de fazermos nossas escolhas. Em alguns municípios, o cidadão pode manter o mesmo governante dando-lhe o prazer da reeleição, escolher um novo nome entre os candidatos que se capacitaram para disputar esta etapa ou mesmo levar de volta para a administração alguém que já tenha exercido a função. Levando em consideração os resultados do primeiro turno quando a abstenção passou dos 16%, é de se prever, nesse domingo, um grande número de não-eleitores, gente que prefere ficar em casa. Assim como também muitos eleitores devem optar por votar em branco ou anular. É comum disto acontecer no segundo turno pois parcela do eleitorado não simpatiza com nenhum dos candidatos. Ou sai da campanha sem ser convencido por nenhum deles.

 

Dou preferência às eleições nesta Avalanche porque de futebol tenho pouco a escrever. O desempenho do Grêmio, tanto quanto de seu adversário, no estádio do Pituaçu, em Salvador, se equiparou ao nível daquelas disputas eleitorais nas quais os candidatos se esforçaram muito mais em destruir o concorrente do que revelar seus talentos e potencial. A quantidade de erros cometidos e lances desperdiçados fez com que poucos se safassem nesta campanha (refiro-me agora ao futebol, lógico). De todos que estiveram em campo talvez apenas Marcelo Grohe levasse meu voto.

 

Agora é a hora de decidir se queremos sair desta disputa como vencedores, lutando até o fim, acreditando sempre, suando e sangrando se necessário, dando orgulho a seus torcedores ou se aceitamos o papel de coadjuvantes. E, entenda, não estou aqui a pedir o título (que está cada vez mais distante). Falo do espírito de conquistador que sempre prezamos em nossa história. Apesar do desânimo que o quarto empate seguido nos sugere, estou sempre disposto a rever minhas posições e a acreditar na força de recuperação desta agremiação. Por isso e pela campanha feita na maior parte deste campeonato que nos deixa na privilegiada zona da Libertadores desde o primeiro turno é que deposito meu voto de confiança nestes que aí estão a nos representar em campo. Que não nos decepcionem.

SPFW aquece a semana em SP

 

Por Dora Estevam

 

Tudo pronto para dar início aos desfiles das coleções de inverno para o próximo ano, 2013.
Assim como os estilistas estão correndo para dar o retoque final nas coleções as agências de modelos também estão na loucura confirmando as tops que vão desfilar nesta edição. Algumas das muitas que já têm nome certo na passarela: Alicia Kuczman, da Way; Aloine Weber, da Ford; Izabel Goular, Mega Model; Bruna Tenório da Ford Model, entre outras maravilhosas.

 

 

Antes de falar sobre as mudanças ocorridas no evento, eu quero mostrar vídeo realizado pela empresa Luminosidade, do próprio Paulo Borges, sobre a movimentação em torno do SPFW, nos últimos anos, que ele preside. É um balanço do que ocorreu por lá. É só dar play no vídeo!

 

Inside Sao Paulo Fashion Week / SPFW- official content from luminosidade on Vimeo.

 

Esta edição vem com algumas mudanças, a começar pelo local do evento; antes Ibirapuera, na zona Sul, agora Parque Villa-Lobos, na zona Oeste. O prédio da Bienal está ocupado pela própria Bienal de São Paulo e ao migrar para outra região, o SPFW leva o tema “Garden Party”, que celebra o novo momento da moda brasileira com uma festa em um jardim.

 

Outubro e Novembro (inverno) e Março e Abril (verão), as datas foram solicitadas e resolvidas em comum acordo com os estilistas e administradores do SPFW: “somos um grande sistema que trabalha de forma integrada para que todos ganhem. A revisão das datas vai permitir um planejamento mais adequado para todos”, diz Paulo Borges, a propósito da decisão sobre o calendário de desfiles.

 

Ao que tudo indica a ideia é aperfeiçoar o intervalo entre o lançamento e a entrega para o varejo. O que a imprensa especializada em moda vai ver e clicar os consumidores poderá comprar em março de 2013.

 

Dentro do Parque foram montadas duas tendas no espaço Mirante, o cenógrafo e artista multimídia Felipe Morozini se inspirou na beleza das grandes estufas de plantas para compor o ambiente. “Gosto de pensar que na estufa germinam e crescem novas vidas, novas ideias, como o momento atual da moda brasileira”, diz Morozini.

 

Alguns estilistas preferiram suas locações externas, caso da marca Osklen, que está marcada para abrir o evento, apenas 70 convidados poderão assistir ao lançamento dele. O estilista Reinaldo Lourenço escolheu a FAAP para ambientar a coleção nova, o desfile será no dia primeiro de novembro. A coleção da estilista Fernanda Yamamoto será apresentada à imprensa através de um vídeo. Anote os endereços das locações externas que esta logo abaixo:

 

Osklen – Galeria Zipper – Rua Estados Unidos, 1494 – Jardim Paulista

Gloria Coelho – Casa Eletrolux – Rua Colômbia, 157 – Jardim América

Reinaldo Lourenço – Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

 

Anote o line-up na sua agenda para ver a sua marca predileta. O site Fashion Forward vai transmitir todos os defiles através do canal de vídeos deles.

 

29.10 – Segunda-feira


 

12h00 Osklen

15h00 Ronaldo Fraga

16h00 Têca por Helô Rocha

17h30 FH por Fause Haten

19h00 Tufi Duek

20h00 Triton

21h00 Ellus

 

30.10 – Terça-feira


 

16h00 João Pimenta

17h30 Uma Raquel Davidowicz

19h00 Samuel Cirnansck

20h30 Lino Villaventura

21h30 Colcci

 

31.10 – Quarta-feira

 


11h30 Gloria Coelho

16h00 Alexandre Herchcovitch

17h30 Maria Garcia

19h00 Vitorino Campos

20h15 R.Rosner

21h30 Forum

 

01.11 – Quinta-feira


 

12h00 Reinaldo Lourenço

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Mundo Corporativo: os erros mais comuns que levam você ao fracasso

 

Assumir a culpa de todos os erros ou sempre por a culpa nos outros? Ter objetivos errados ou não ter objetivo nenhum ? Afinal, quais são os erros mais comuns que levam ao fracasso na carreira ou nos negócios ? Sobre este assunto nós entrevistamos o consultor de empresas e CEO do Grupo Triunfo, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Scher Soares. Dentre as muitas estratégias que impedem o profissional de alcançar o sucesso, Soares chama atenção para a necessidade de se agir com equilíbrio, conhecimento e segurança nas tomadas de decisão: “frases prontas como ‘onde é que eu errei’, ‘eu sempre faço isso errado’, ‘eu não levo jeito para isso’ acabam tendo um efeito psicológico devastador dentro de nós mesmos, afetam a nossa auto-estima e quando afetam nossa auto-estima afetam a nossa auto-confiança e se afetam a nossa auto-confiança nos deixam inseguros e se nos deixam inseguros, nos tornam frágeis em determinadas posições”. Na entrevista, Scher Soares também conta detalhes sobre a participação dele no processo de transição cultural dentro do grupo Telefonica.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN