Coração de repórter, lágrima de gente

 

Carla Vilhena chora no Pantanal

O drama das famílias que moram no Jardim Romano, zona leste de São Paulo, emocionou a jornalista Carla Vilhena da TV Globo. Não suportando ouvir o relato da moradora que está há mais de um mês com sua casa cheia de água e corre o risco de perder a moradia, a apresentadora do SPTV não se conteve e chorou muito, conforme registro feito por Gilberto Travesso, do Blog Notinhas de São Miguel. Bom saber que ainda há quem se sensibilize com as dificuldades do cidadão abandonado pelo poder público.

Mensagem que recebi da colega de profissão Carlo Vilhena (publicado em 04.02.2010 às 22:13)

“Uma vez ouvi de um jornalista:
– Carla, estou deixando a reportagem, porque perdi a capacidade de me emocionar.
Fiquei chocada. Ao mesmo tempo em que ele era sincero, parecia sofrer com sua própria falta de sentimento.
Graças a Deus, vinte e cinco anos depois do meu início de carreira no Jornalismo, ainda sinto. E muito.
O drama de cada um daqueles moradores me toca fundo no coração, principalmente depois que tive meus filhos.
Hoje compreendo o sentimento de um pai, de uma mãe, que não podem dar uma vida melhor à família.
Me sinto mais próxima de todos aqueles seres humanos que estão ali, abandonados por tudo e por todos.
É muita humilhação ter que passar por isso, dia após dia, mês após mês.
Sinto muito não poder fazer mais por essas pessoas. Mas o pouco que posso, vou continuar fazendo.
Obrigada pelo apoio e pelo carinho.

Carla Vilhena”

Conte Sua Historia de SP: O Bixiga de Alencar Burti

 

Alencar Burti

Nascido na Liberdade e crescido em um dos mais tradicionais bairros da cidade, o presidente da Associação Comercial de São Paulo Alencar Burti reconhece a importância de sua avó e dos amigos na sua formação. No depoimento que gravou no estúdio montado pelo Museu da Pessoa, no Pátio do Colégio, durante o CBN SP em comemoração aos 456 anos de São Paulo, ele voltou aos tempos de menino que acompanhava as dicussões esportivas dentro um clube de futebol fundado na parte mais baixa da casa de vovó Rosália, no bairro do Bixiga:

Ouça o depoimento de Alencar Burti com sonorização de Cláudio Antônio

Grave seu depoimento e participe do Conte Sua História de São Paulo. Para agendar sua entrevistan, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: Passes e bites

 

Papel de parede do meu Mac pra temporada 2010

Papel de parede do meu Mac pra temporada 2010

Inter 1 x 0 Grêmio
Gaúcho – Erechim

Ganhei o domingo. Pode soar estranho pra você que me conhece e leu o resultado do Gre-Nal logo acima, mas é a pura verdade. Vítima da lei de Murphy – “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”- e de uma assistência técnica irresponsável, cheguei ao fim de semana desesperado com o atestado de óbito do meu Mac Air em mãos e boa parte dos arquivos que integram minhas palestras desaparecida.

A placa analógica do computador pifou de vez, e após um mês de embromação os técnicos da assistência disseram que não seriam capazes de salvar documentos, vídeos e áudios do HD. E aquele externo com um monte de coisas gravadas ? Com os feriados de fim de ano, as férias escolares e a temporada de palestras apenas se iniciando em fevereiro , havia esquecido de fazer o backup de dezembro. Como sou previdente, as coisas mais importantes também estão no pendrive, mas descobri que este havia sido perdido em um dia e lugar quaisquer.

O domingo se iniciava sob a tensão de preparar extenso material didático, pesquisar arquivos na internet e torcer para que o velho MacBook da mulher tivesse performance a altura das minhas necessidades. Não precisei de muito tempo para descobrir que ele se parecia com time em começo de temporada. Instalava uma coisa aqui, faltava outra ali; baixava um programa de um lado, tropeçava do outro.

Foi daí que lembrei: “e não é que tem Gre-Nal !?”. Mas logo vi que não era coisa séria. Jogo dessa importância não pode ser disputado em gramado esburacado, sem iluminação e com torcedor pendurado em árvore. Com um olho na tela da TV e cabeça no computador, fui ajustando as coisas a meu favor. A bola rolava quadrada em campo, os colegas de time pareciam ainda estar se apresentando um ao outro: “desculpe-me pelo passe errado, amigo. Prazer, qual é seu nome mesmo ?”.

Gostei mesmo de cinco carrinhos que assisti no gramado úmido, um deles de autoria do golerio Vítor. Esse cara é bom mesmo, até carrinho dá. Teve uns lances legais, mas a maior parte do jogo se assemelhava a minha luta particular diante do computador. Osso duro de roer.

Precisei de 90 minutos para encaixar todos os aplicativos que necessitava para viabilizar minha apresentação. O número de arquivos que baixei foi maior do que de defesas dos goleiros. Não era de se surpreender que a vitória – injusta para jogo equilibrado – viesse de um gol de chiripa.
A trave adversária ainda tremia de um petardo de Maylson no segundo final de partida quando o último bite do último programa foi instalado com sucesso. Os jogadores não haviam saído de campo, no momento em que o notebook da minha mulher foi reiniciado e todos os arquivos e apresentações que eu precisava estavam lá felizes e saltitantes (quem conhece a barra de controle dos Macs sabe que saltitam mesmo).

Comemorei como se um gol tivesse sido marcado. Como nos muitos gols que o Grêmio ainda irá marcar nesta temporada que está apenas se iniciando. E, portanto, ainda tem muitas alegrias a nos oferecer.

De ORAÇÃO na comemORAÇÃO

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De ORAÇÃO na comemORAÇÃO” na voz da autora

Flores Maria Lucia Solla

Olá,

vou deixar que o ego fale de uma vez, e em primeiro lugar como é do seu feitio, para que ele se aquiete e permita que o divino fale, e que eu me cale.

vitória
e isso sem dúvida
é motivo de história

Durante duzentas semanas produzi um texto por semana. Ininterruptamente. Escrevi dos lugares mais inusitados, mas escrevi. Escrevi sorrindo, chorando, mergulhada em todo tipo de emoção.

jorrei alegria quando tinha
tristeza eu deixava fluir
quando vinha

sussurrei gritei
militei dengosei
no fundo e na superfície
me domei

e sigo me apequenando dia a dia
ante a Criatura e o Criador
na alegria e na dor

Criador que a religião quer enlatar
nas suas leis quer encaixar
nas palavras dos livros sagrados quer justificar
exclusividade vive a alardear
e que graças a Ele nada disso consegue alcançar

e termino agradecendo
a você que me vem lendo

lembrando um trecho da Oração de Cáritas, onde pedimos, na minha leitura:

Pai/Mãe,
dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos a Vós;
dai-nos caridade, fé e razão;
dai-nos simplicidade para que nossas almas reflitam a Vossa Imagem.

Comemore comigo e pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung sempre com uma oração à vida

Bermuda e chinelão, muito cuidado aí !

 

Por Dora Estevam

Bermuda Luiz Melodia 1

Outro dia um amigo chegou revoltado porque a sogra disse que ele não poderia usar bermuda no almoço oferecido por ela. Outra conhecida falou que quer morrer quando encontra um homem de bermuda em restaurante. Uma verdadeira invasão, diz ela. Houve a que fez uma festa de casamento em casa e exigiu smoking para os homens. Perguntei a razão: “Os homens se vestem muito mal e eu não quero ninguém de bermuda na minha festa”.

O fato é que por todo lado que se olha tem um homem de bermuda, na maioria das vezes aqueles bermudões coloridos, bem estampados. E sem pudor, eles vão de um lado para o outro acompanhados dos famosos chinelos de dedo.

Poder, revista da jornalista Joyce Pascowitch, em dezembro, fez ensaio com o cantor Luiz Melodia e em uma das fotos colocou bermuda e chinelos de couro nele.

Bermuda Luiz Melodia 2

A stylist da revista, Manoela Fiães, explica a produção:

“Optei por colocar a bermuda por ser de linho e com chinelos de couro. Para usar esta vestimenta tem que ter estilo. Particularmente, eu acho muito deselegante estar num restaurante ou sentada num banco de shopping e, de repente, chega um homem com bermuda e chinelos de dedos e se senta do meu lado. Não gosto de ver esta situação, acho um desrespeito com as pessoas”.

Sem perdão, Manoela diz que se por acaso for sair com o namorado e ele estiver vestido desta maneira, ela não sai. E não é questão de ser fresca, não; é questão de ter noção de espaço e um pouquinho de etiqueta.

Manoela lembra as dicas que o avô costuma dar, tipo não sentar a mesa sem camisa, ou com boné, ou descalço. O homem fica com cara de desleixado e nenhuma mulher gosta.

Bermuda Luiz Melodia 3

Quando se é jovem, se acha isso careta. Mas não é. É etiqueta mesmo. É o que falta nas pessoas, hoje. Para a stylist da revista, a invasão das bermudas, que só deveria ser usada na praia, se deve a exploração dos estilos casual e despojado. Perdeu-se um pouco a formalidade. Esqueceu-se que há lugares e lugares. A pessoa tem de ter noção do espaço, alerta Manoela. Ela é carioca e mora em São Paulo, já está acostumada a ver homens de bermudas por todos os lados.

Para quem quer fazer estilo sem faltar com a educação, siga as recomendações de Manoela: vista bermudas de linho, jeans ou sarja; se gosta de chinelo, calce os de couro, bem maiores, para que não fiquem com cara de chinelo de dedo.

Esta aparência dá nova leitura ao homem. Não precisa ser careta, basta seguir um pouco as regras de etiqueta, estar bem vestido no lugar certo e você não será pego de calças curtas.
As mulheres vão adorar !

Dora Estevam é jornalista e aos sábados escreve sobre estilo e moda no Blog do Mílton Jung.

N.E: Imagens deste post é quebra-cabeça da foto de Luiz Melodia feita por Felipe Hellmeister para a revista Poder, leia mais aqui

Plano diretor e comunicação eficiente, metas da Câmara

 

Debate Vereadores

O CBN SP reuniu nesta manhã os vereadores Carlos Alberto Bezerra (PSDB), Celso Jatene (PTB) e Claudio Fonseca (PPS), e Fabiano Angélico da Transparência Brasil para discutir os temas que serão mais importantes na pauta do legislativo, em 2010. O Plano Diretor Estratégico e a necessidade de a Câmara melhorar a comunicação e acesso do cidadão às suas decisões estiverem no centro do debate.

Ouça o que os participantes entendem ser mais importante nos trabalhos da Câmara Municipal que se iniciam segunda-feira, dia 1º de fevereiro.

Debate CBN SP sobre a Câmara Municipal de São Paulo

Deixei-me puxar a conversa para a nossa sardinha: Carlos Bezerra elogiou a iniciativa dos participantes do Adote um Vereador, enquanto Cláudio Fonseca reclamou: “eu quero ser fiscalizado”. Do outro, pelo Twitter e e-mail, os ‘adotantes’ davam seus palpites como você pode conferir nas tuitadas do Cláudio Vieira que estão publicadas nos comentários abaixo.

Gentileza, muito prazer !

 

Por Flavio Ignácio
Ouvinte-internauta

Gentileza, qualidade do gentil. Ação nobre ou distinta, elegância, galantaria, formosura, amabilidade.

Nas últimas férias estive com a familia em um hotel-resort-spa em Atibaia. Como na minha concepção de férias, cabelo, barba e vaidade ficam de fora da bagagem, decidi ir pra cidade e ver se encontrava algum salão de cabeleireiro aberto para banho e tosa.

Assim Luci e eu fomos no ¨centrin¨… algumas lojinhas, camelôs… e alguns cabeleireiros. E, espremido entre lojinhas e um estacionamento… achei um barbeiro! Prá quem não sabe, barbeiro é um local onde antigamente homens iam cortar cabelo, aparar barba e bigode. Pensei comigo “why not? Deve ser barato e rápido…”, e assim entrei no salão.

Logo percebi que aquele era um momento incomum, especial. Começando pelos detalhes: chão, espelhos, paredes, silêncio e jornal do dia. Cadeiras de aço e couro amaciado no tempo. Não tocava Madonna nem tinha revista de fofoca na espera. Mas pincel de crina de cavalo, navalha afiada, limpeza de UTI, gel e trim, pente de osso.

¨Boa tarde, o cavalheiro deseja barba e cabelo?¨ Peraí… eu estava de chinelos de dedo, bermuda de surfista, camiseta do Timão, parecendo o lobisomem e cheirando mato… comassim cavalheiro?

Esse foi o primeiro ato da inesperada Aula de Gentileza. Ele era um senhor de 80 e altos anos, elegante e bem aprumado, gel no cabelo, mãos asseadas com loção, aparência tranquila e firme, mãos de cirurgião, roupa impecável, sapatos brilhantes, jaleco alvo-mais-que-a-neve. E o perfume… em todo o ambiente… o
inconfundível Leite de Colônia, o que me arrebatou diretamente para minha infância onde outro mestre-barbeiro, Sr. Aderbal, na zona norte de São Paulo, fazia suas gentilezas todos os meses por anos a fio sobre a querida face e cabeça de meu pai, enquanto eu ficava ali maravilhado. Puro encantamento. A partir daí esse senhor demonstrou em cada toque, em cada palavra, singela conversa sobre a beleza e brevidade da vida, algo que havia muito tempo não recebia – GENTILEZA.

Em cima do balcão uma foto em preto e branco, em frente da outra cadeira de barbeiro, vazia. Nela um galã estilo Clark Gable velava elegantemente sobre o trabalho realizado, Fiscal de Gentileza. Informação dolorida: era o parceiro-amigo-irmão que havia falecido há poucos dias, e que por quase 70 anos trabalharam juntos naquele salão. Doeu só de pensar, sete décadas de gentilezas fraternais separados subitamente. Num desejo infantil de tentar consolá-lo, decidi perguntar a ele com minha presunção emebeática (dos que
pensam que são mais do que são depois de fazerem MBA), se já não era hora de arrumar um novo sócio. Informatizar o ambiente? Climatizar? Marketing, internet, agenda online?

¨Veja o senhor. Trabalho há mais de 70 anos como barbeiro, sou a terceira geração. Comecei ajudando meu pai, a partir dos 10 anos de idade. Hoje corto o cabelo de bisnetos de meus clientes. Simplesmente não encontro substituto para meu irmão¨, me disse ele entre uma gentil navalhada e outra. ¨Cabeleireiros tem muitos, mas barbeiros, meu amigo, esses não se encontram mais. Barbeiros são aqueles que amam a arte de uma barba bem feita, com qualidade, que sabem atender o cliente, que tem orgulho da profissão. Entrevistei muito cabeleireiros, mas não consigo achar nenhum barbeiro. Outro dia entrou um rapaz aqui querendo trabalhar mas com os tênis sujos… como poder ser isso?¨.

Filhos? Sim, dois. Bem, eles não quiseram seguir a profissão, pois infelizmente decidiram se tornar médicos e trabalhar nos melhores hospitais de São Paulo. Cardiologistas. Uma pena. Quem seguirá este gentil legado? E quem ensinará gentileza às próximas gerações?

Tentei então estender meu tempo com ele para aprender mais sobre gentileza, por isso fui inventando mais maneiras de ficar ali absorvendo nobreza… Barba, claro! Nariz, orelhas, sobrancelhas, sim, sim!

Eu mal podia esperar para que minha esposa voltasse de feirinha para apresentá-la ao professor de gentileza. Ao chegar, Luci prontamente se encantou com o charme do mestre, e lhe perguntou de onde vinha aquele cheiro tão gostoso. Galante, ele prontamente pediu-lhe um minuto e, saindo da sala por uns instantes, voltou trazendo um frasco novo de Leite de Colônia para presenteá-la. Puxa vida, que saudade dos tempos em que ser gentil era normal. Sem interesse, ser antes de fazer.

Tenho que sair da cadeira, pagar e voltar ao hotel. Deixei minha inesperada aula de gentileza mais leve e mais humilde. Preciso aprender a ser mais gentil. Se o corte ficou bom? Não faço ideia! No final da sessão de “Imersão de Gentileza” durante as férias, perguntei ao mestre o seu nome… e… para minha surpresa, ele
respondeu: ¨Gentil, às suas ordens¨.

Seu nome é Gentil! Barbearia do Gentil!

Motorista sem data para inspeção veicular será punido

 

A prefeitura de São Paulo comprou mais uma briga com os motoristas obrigados a fazer a inspeção veicular. Quem não conseguiu agendar a realização do serviço até esse sábado, 30.01, mesmo tendo pago a taxa de R$ 56,44 dentro do prazo previsto em lei, será obrigado a pagar mais R$ 44,18 a título de taxa de desbloqueio. E perderá o direito de pedir a devolução da taxa da inspeção/2009.

Cerca de 30 mil motoristas se habilitaram para fazer a inspeção nos últimos dias e não encontram agora data e hora para realizar o serviço nos centros da Controlar, empresa contratada pela prefeitura. A Secretaria Municipal de Finanças alega que já havia estendido em um mês o prazo para a inspeção veicular e os motoristas agora pagam por terem deixado para a última hora.

A prefeitura não leva em consideração, porém, o fato de estes proprietários não terem cometido nenhuma irregularidade, usaram o prazo determinado pela administração municipal, pagaram uma taxa, e não conseguem realizar o serviço porque a administração municipal não tem estrutura para atender a demanda.

Na tentativa de amenizar a situação, a prefeitura anunciou que se o motorista pagou a taxa referente a 2009 e não conseguiu agendar o serviço, após pagar pelo desbloqueio e fazer a inspeção, estará isento da análise de poluentes em 2010.

Ouça as justificativas da prefeitura na entrevista feita pelo CBN SP com o coordenador da inspeção veicular Márcio Schettino

Pesquisas divergem sobre satisfação com ônibus

 

Feitas com um mês de diferença, duas pesquisas que analisaram a opinião do paulistano sobre o transporte público apresentaram respostas totalmente diversas. Para a Associação Nacional de Transporte Público, os passageiros estão mais satisfeitos com a qualidade do serviço prestado pelos ônibus na cidade. Para o Movimento Nossa São Paulo a insatisfação ultrapassa os 70%.

A ANTP contratou a Toledo & Associados que realizou a pesquisa em novembro de 2009 com 2.354 pessoas; o Movimento Nossa São Paulo contratou o Ibope que fez 1.512 entrevistas, em dezembro de 2009. Não se engane pelo número de opiniões coletadas, mais gente ouvida não significa maior rigor científico.

Separei dois quadros que mostram claramente as diferenças de opiniões coletadas pelos institutos de pesquisa.

ANTP pesquisa

Neste primeiro, da Toledo & Associados você vê a evolução desde 2003 e nota que o índice de pessoas que deram conceito excelente e bom para o transporte de ônibus na capital subiu 10 pontos percentuais entre 2008 e 2009 chegando a 50%.

NOSSA SP

Neste outro quadro, retirado da pesquisa do Ibope, aparece o nível de satisfação com o transporte de ônibus em quatro itens: tempos de espera e de deslocamento, pontualidade e tarifas. Em todos a insatisfação surge com mais de 70 pontos.

Perguntas diferentes e métodos diferente tendem a oferecer respostas diferentes. Mas a divergência foi tão gritante que deixou jornalistas com dúvidas durante a apresentação dos dados da ANTP, nessa quarta-feira. O repórter da CBN João Vito Cinquepalmi resolveu caminhar pelas ruas e ouvir a opinião dos passageiros. Não encontrou elogios, mas deve-se fazer a ressalva de que um ‘povo-fala’ não tem base científica.

Convido você a ler as duas pesquisas (se tiver paciência) e se souber me explicar por que os resultados foram tão diferentes, não se acanhe deixe seu recado nos comentários abaixo.

Aqui a pesquisa da ANTP feita em novembro/2009 e apresentada nesta quarta, dia 28.01

Aqui a pesquisa do MNSP realizada em dezembro/2009 e apresentada terça retrasada, dia 19.01