A história dos vazamentos de Ipanema, a rua

 

Os vazamentos na rua Ipanema, Jardim Copacabana, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram motivo de reportagem no início do ano. Estão de volta agora em “carta” escrita pelo ouvinte-internauta Cláudio Fernandes. Ele pediu uma “notinha” no CBN SP, mas com tantos detalhes a serem descritos decidi publicar o texto por inteiro e montei um slideshow com as imagens que ajudam a entencer a história:

Vazamento na Rua Ipanema

Clique aqui e assista ao slideshow com a história dos vazamentos da rua Ipanema

 

“Mais uma vez retorno ao auxilio de vocês, dessa vez para denunciar a desorganização do Consórcio Drucker Toltec, empresa terceirizada a serviço da Sabesp.

O Jardim Copacabana, localizado em São Bernardo do Campo, sofre a mais de 10 anos com o rompimento crônico da rede de distribuição de água.

Para se ter uma idéia da situação desse local, existe um trecho na Rua Ipanema, local do mais recente rompimento, que se pode contar exatamente 12 remendos de asfalto num trecho de 15 metros de rua.

A maioria dos rompimentos ocorre por vezes em menos de um mês. Alguns não duram sequer quinze dias. Cada vez que ocorre um desses eventos, centenas de milhares de litros são perdidos rua abaixo. Não se trata, portanto apenas de um desleixo, descaso com o desperdício d’água que ela, a própria
Sabesp tenta diminuir através de campanhas educativas de conscientização. O que vem ocorrendo é mais que isso: é um crime ambiental, um crime contra economia popular, um desrespeito a todo cidadão de São Paulo.

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Avalanche Tricolor: Palavras, não são apenas palavras

 

 

Eles 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Porto Alegre

 

Ousadia sf (ousado+ia1) 1 Qualidade de ousado; coragem, galhardia. 2 Arrojo, atrevimento, audácia.

Coragem sf (fr ant corage) 1 Força ou energia moral ante o perigo; ânimo, bravura, denodo, firmeza, intrepidez, ousadia. 2 Constância, perseverança: Sofrer com coragem. 3 Desembaraço, franqueza, resolução. Antôn: covardia, medo.

Confiança sf (de confiar) 1 Ação de confiar. 2 Segurança íntima com que se procede. 3 Crédito, fé. 4 Boa fama. 5 Segurança e bom conceito. 6 Esperança firme. 7 Familiaridade. 8 pop Atrevimento, insolência, malcriação. Antôn (acepções 1, 2, 3 e 6): desconfiança. Com confiança: cheio de confiança.

Vigor sm (lat vigore) 1 Força física, robustez. 2 Energia, atividade. 3 Esforço enérgico da alma ou do corpo. 4 Força, eficácia, valor, valia. 5 Vigência. Antôn (acepção 1): fraqueza.

Após um domingo reservado a organizar a estante de livros, foi um dicionário de capa amarelada pelo tempo e com as páginas amarrotadas pelo uso, que trouxe lá de Porto Alegre, a tábua da salvação. Nos 90 minutos de futebol jogados na tarde de hoje, me esforcei para encontrar o sentido de cada uma dessas palavras.

A ousadia se perdia na troca de passes sem objetivo; a coragem era arrancada nas divididas de bola (perdemos todas); a confiança estava contida em uma planilha com as tais estratégias táticas que apenas revelam medo; e o vigor não transpirava na camisa que os gremistas imortalizaram.

Não incluí talento nesta lista, pois nossa história não foi forjada com toques refinados ou dribles desconsertantes. Nunca precisamos disto para sermos vencedores. Nunca exigimos isto de nossos jogadores. No futebol jogado em nossos sonhos não tem embaixadinha, passe de calcanhar, pé sobre a bola ou chutes de efeito. Queremos apenas gente com alma e vergonha na cara, e ousadia, e coragem, e confiança, e vigor.

E com a Alma Tricolor – e esta palavra não encontraremos no dicionário.

De amanhã

 


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Amanhã” na voz da autora

Céu de São Paulo

a gente se considera importante demais achando que ego é eterno
como se só houvesse o agora o tempo moderno
e onde é que fica a História
a gente está mesmo perdendo a memória

ofende-se demais perdoa-se de menos
percebe-se menos fala-se demais
e não se divide nada
a gente está sempre ocupada
não dá atenção a ninguém
e acaba só também

fazemos tudo automaticamente
como se estivéssemos plugados todos a uma só mente

a criança quer moda
não brinca mais de roda
mais e mais
nada mais a satisfaz

ainda não foi entendido
que a Era mudou
e o homem continua menino brincando de mocinho e bandido
ainda não se tocou

a mulher por sua vez que saiu da casa do pai
pra casa do amor
Salvador
vive hoje sem um nem outro
e chora e se enche de droga
ai
e nem sabe de onde vem tamanha dor

nem pense que eu me atreva a divulgar qualquer solução
a vida está sempre sendo escrita
e só vai ficar mais bonita
com a tua e a minha ação

portanto meu amigo meu irmão
olha para o lado um pouco
para de rodar daqui para ali feito louco
e vamos nos dar a mão.

Maria Lucia Solla é terapeura, professora de língua estrangeira e realiza palestras na área de comunicação e expressão. Reescreve aos domingos no Blog do Mílton Jung o livro “De bem com a vida mesmo que doa” e conta com a sua opinião.

Conte Sua História de São Paulo: Virou gente grande

 

Por Teresa Botton
Ouvinte-internauta

 

 

Nasci e fui criada em S. Paulo Eu me sinto muito paulistana, e gosto disto. Lembro-me que quando criança, meu avô me levava até a praça da República para ver os patos. Naquela época, a praça era linda, limpa, cheia de árvores, gostosa, as pessoas bem arrumadas passeavam por lá, e os fotógrafos lambe-lambe tiravam fotos.

 

Eram passeios muito gostosos, lembranças agradáveis.

 

As casas de chá, o Fasano, na Barão de Itapetininga. Não me esqueço que uma vez uma prima fez o aniversário lá. Cada coisa mais gostosa que a outra.

 

E a Dulca ? Meus irmãos e eu adorávamos o “merengue” e o “cisne”. Além do que, nos aniversários o bolo era o mil folhas, todo coberto de açúcar de confeiteiro e quando o aniversariante assoprava a velinha, quem estivesse na frente tomava um banho de açúcar e ficava todo branco.

 

Tinha também o Mappin e a Clipper. A gente tirava o dia para fazer compras e ia para o salão de chá comer um misto quente e tomar um sundae ! Que glória!!

 

Sempre gostei de andar no centro.

 

Quando criança, ia ao dentista toda semana, na rua Quirino de Andrade. Eu adorava fazer o percurso a pé desde a Praça da República até lá. O movimento do centro, as lojas, tudo isto sempre me atraia. Gostava de entrar nas livrarias e ficar olhando os livros. Quando na faculdade tínhamos de comprar livros em espanhol, tipo obras completas do Freud, íamos a um importador na rua São Bento, que os vendia num bom preço e em três vezes. Ter que ir ao centro era uma excursão muito prazeirosa tanto para mim quanto para minhas amigas!

 

A gente sentia que estava fazendo turismo, e ia olhando tudo nas ruas: as pessoas, o movimento, as lojas, a paisagem, e, principalmente, a arquitetura. Ah, a arquitetura é o que mais me atraia!

 

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Um número que pode salvar o planeta: 350

 

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Neste sábado, 24, milhares de pessoas em torno do mundo farão parte do Dia Internacional da Ação do Clima, enviando uma mensagem clara aos líderes mundiais: não é mais possível adiar as medidas de combate as mudanças climáticas. A intenção é pressioná-los a assumirem compromisso com soluções para a questão do aquecimento global durante o encontro em Copenhagen, Dinamarca, em dezembro. E um número em especial tem de estar diante de qualquer que seja a decisão: 350.

De acordo com cientistas, 350 partes por milhão é o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Há dois anos, após observarem a velocidade do derretimento do gelo no Ártico e sinais assustadores de alterações climáticas, pesquisadores entenderam que o planeta estava em risco de catástrofe natural e humana se as concentrações de CO2 na atmosfera se mantivessem acima das 350 partes por milhão.

O desafio é gigantesco e exigirá mudanças drásticas de comportamento que devem ser decididos no encontro de dezembro. Por isso, é fundamental a pressão cidadã sobre os líderes globais e seus representantes. A coalisão 350.org imagina que haverá mais de 4 mil eventos em 170 países, neste sábado.

Uma das tarefas dos participantes é produzir uma foto com o número 350 e enviá-la pelo site 350.org que se vai construir durante todo o evento gigantesco painel eletrônico no Times Square, em Nova Iorque. Todo o material fotográfico será distribuído para repórteres que cobrirem o evento com a intenção de provocar reações também da mídia.

Veja aqui as atividades propostas para moradores da cidade de São Paulo.

A história do Brasil no site do prêmio Vladimir Herzog

 

A história contada pelos presos políticos ainda nas grades, a partir de cartas escritas com dramaticidade e realismo, deu ao jornal mineiro De Fato o prêmio Vladimir Herzog de jornalismo, em sua primeira edição, em 1979, quatro anos após o assassinato do jornalista paulista por torturadores que trabalhavam para o regime militar. Este trabalho é um documento histórico que nos ajuda a entender como foi difícil reconquistar a democracia no Brasil e como devemos valorizá-la.

A partir de agora, material com esta riqueza de informações está disponível em um site que reúne todas as reportagens – ou quase todas – vencedoras do prêmio Vladimir Herzog. De acordo com o criador do Instituto Vladimir Herzog e filho do jornalista, Ivo, ainda faltam cerca de 270 reportagens a serem digitalizadas. Muito deste material, principalmente os premiados na categoria rádio, se perdeu com o tempo e talvez esteja em poder de jornalistas ou colecionadores.

O lançamento do site do Prêmio Vladimir Herzog
será neste sábado e faz parte de uma série de eventos para lembrar os 34 anos de morte do jornalista. Logo após a apresentação do site que já está no ar, haverá debate “Nenhuma Lei, Novas Tecnologias: o Futuro dos Jornalistas e do Jornalismo” com a presença de Caio Túlio Costa, Rodrigo Savazoni e Igor Ribeiro. O evento será no Espaço Vladimir Herzog, na rua Rego Freitas, 530, centro de São Paulo.

Ouça a entrevista com Ivo Herzog, do Instituto Vladimir Herzog

Para saber toda a progamação em homenagem a Vladimir Herzog acesse aqui.

Você pode ser Boa Praça

 

Boa Praça

“Mãe, eu quero uma pracinha”. O pedido de uma menina de 4 anos mobilizou comunidades na zona Oeste de São Paulo e propiciou a criação do Movimento Boa Praça que, neste domingo, realiza mais um pic-nic – atividade realizada todo último domingo do mês. Desta vez, o encontro será na praça Amadeu Decome, na Av. Cerro Corá quase esquina com Heitor Penteado, das 14 às 18hs.

O Boa Praça já mudou o cenário de três espaços públicos, na região da Pompeia: François Belanger, na rua Pereira Leite, Paulo Schiesari, na rua Pedro Soares e na própria Amadeu Decome. Para conhecer melhor este trabalho e levá-lo para o seu bairro, visite o site do Boa Praça e ouça ouça a entrevista com o jornalista Ricardo Ferraz.

Pra constar: a meninha ganhou a praça que pediu para a mãe, comemorou o aniversário dela por lá e toda a comunidade aproveita o presente até hoje.

Cátia Toffoletto: Olhar de mulher

 

Olhar apurado 1

Na Marginal Tietê, alguns trechos novos foram entregues nesta segunda-feira para amenizar o impacto negativo da interdição parcial de pontes. A Cátia Toffoletto identificou alguns problemas na sinalização e no próprio piso que tinha desnível em um dos pontos. Depois de questionar o diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza sobre estas falhas, ela ouviu: “Só o olhar de uma mulher para enxergar estas coisas”.

Ouça o que disse o diretor do Dersa para a Catia Toffoletto

Não é que o “tal” olhar da Cátia enxergou também este caminhão enorme que cruzava a Marginal, hoje cedo. Teria sido o olhar feminino ou o olhar corintiano ?

Buracos da Cidade: A rua que cai

 

A rua que cai

E tantos moradores reclamando de buraco no meio do caminho. Os da rua João Mirandola, em Parelheiros, tem um problema um pouco maior. Bem maior, aliás. A rua desmoronou sábado passado e a cada dia que passa cede um pouco mais. A intervenção feita até o momento, segundo o ouvinte-internauta Sérgio Farah, foi a colocação de cones para alertar os pedestres e motoristas. Até agora, os moradores esperam uma resposta da Subprefeitura de Parelheiros sobre que procedimento será adotado.

Secretário narra ‘epopéia’ internacional no Twitter

 

Para chegar a Dinamarca, onde participa do Move 09 o secretário municipal dos esportes Walter Feldmann passou por uma aventura, conforme ele próprio descreveu no Twitter. O trem entre Bélgica e Dinamarca teve problemas mecânicos, isto o deixou parado por uma hora no meio do caminho. Ele seguia com a comitiva paulistana para o aeroporto e até chegar teve de trocar de trem duas vezes. No aeroporto, outra encrenca: a bagagem pesava 20 quilos a mais do que o autorizado. “Solução: tirar o máximo de roupas e vesti-las no corpo p/a mala ficar mais leve”. Após atravessar o saguão inteiro para embarcar, transportando malas de mão e vestindo um monte de casacos, sentou-se no avião e sentiu nas costas o joelho de uma passageira de quase dois metros de altura que estava na poltrona de trás. “Mil joelhadas nas costas depois, o piloto deu um cavalo de pau na pista e quase fomos parar no mar”, tuitou.

Já em Copenhague, onde mostrará experiências de atividades de rua, desenvolvidas em São Paulo, descobriu que não havia reserva no hotel onde deveriam ficar hospedados. “Resolvemos, finalmente, e o dia ali se encerrou. Sonhei com o Chico: “Amanhã vai ser outro dia”, postou no Twitter com a hastag #epopeia

Sugiro que você entre no site do Move09 e veja os vários vídeos publicados com programas realizadas em cidades de todo o mundo. Não deixe de ver o que mostra o uso da bicicleta na capital da Dinamarca. Tem material brasileiro, com destaque para Rai e a Fundação Gol de Letra