Foto-ouvinte: Uma casa no meio do caminho
Andarilhos usam às margens de uma pista de acesso do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo, como moradia. De acordo com o ouvinte-internauta Rodrigo Campos a situação se agravou nos últimos dois meses com o aumento de moradores de rua nesta rampa próximo da rua Sebastião Pereira, ao lado do Largo do Arouche. Apesar de ser local de tráfego intenso e dele próprio ter encaminhado reclamação à Subprefeitura da Sé, até o momento ninguém tomou qualquer atitude, reclama Campos.
Prepare-se para o Blog Action Day’09

Clique aqui para ver o vídeo do Blog Action Day’09
Você está convidado a participar do Blog Action Day’09 que nesta edição vai tratar do tema “mudança climática”. Durante o dia 15 de outubro, próxima quinta-feira, cerca de 4 mil e 400 blogs de 125 países estão comprometidos em publicar ao menos um post sobre o assunto criando uma enorme rede global e provocando a reflexão sobre o tema que tem preocupado as nações.
Será uma oportunidade de propor diferentes visões às vésperas das negociações internacionais sobre o clima em Copenhague, em dezembro.
Aqui no Blog do Mílton Jung, a ideia é repetir a experiência do ano passado quando os ouvintes-internautas foram os protagonista do evento, enviando textos, frases e fotos sobre a pobreza – tema de 2008. Nesta edição, vamos além: o assunto vai nos pautar, também, no CBN São Paulo. Rádio e blog juntos falarão sobre as mudanças no clima e seus efeitos na nossa vida.
Se você já tiver algum material sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.
Caso tenha um blog, inscreva-se no site do Blog Action Day’09 e passe a fazer parte desta rede, também. Para conhecer melhor a proposta veja este vídeo. E acompanhe as informações pelo Twitter, também.
Cidade Limpa é desrespeitada por “jornais” de sinal
Distribuir propaganda para vender apartamento nos cruzamentos da cidade é proibido pela Lei Cidade Limpa. Se for jornal pode, pois impedir a circulação do veículo impresso seria cercear a liberdade de expressão. Abusando deste direito, as empreendedoras imobiliárias cada vez mais tomam os sinais de São Paulo, principalmente nos fins de semana. Editoras pequenas imprimem estes jornais que costumam ter quatro páginas em duas folhas com duas ou três informações de pouco interesse e o restante é tomado pelo anúncio do empreendimento na região onde está sendo distribuído.
Incomodado com esta situação, Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, fotografou esta publicidade que muitas vezes acaba jogada ao chão. Chamou atenção dele, também, a estrutura montada para distribuição do material: grandes equipes, homens-placa e várias kombis para transportar o material. Ele conta o que viu:
“Neste domingo, 04.10.09, na Vila das Belezas, próximo ao Terminal João Dias, zona sul e, ao longo da Estrada de Itapecerica, os exemplares eram distribuídos por dezenas de pessoas. Em suas páginas, nada relevante, senão publicidade de lançamentos de imóveis. O logo da Caixa Econômica Federal aparece nos diferentes títulos que emporcalham as principais ruas e avenidas de São Paulo, com as seguintes mensagens: “jornal legalizado, faça um jornal para a sua empresa (com telefone para contato), empresa associada à Associação Brasileira de Revistas e Jornais (ABRARJ), Lei Municipal 14.517, artigo 26, parágrafo 2°, Lei Federal n°5.250, de 09 de fevereiro de 1967 ”
Um desses supostos jornais circula inclusive com um alerta aos fiscais da subprefeitura que deveriam coibir as ações irregulares, mas que muitas vezes ficam com as mãos amarradas devido a esta estratégia do setor imobiliário:
“Ilustríssimo Senhor Fiscal, conforme protocolo 3263545, emitido pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, no dia 23 de setembro de 2008, nosso jornal passou por todas as avaliações necessárias para que sua veiculação nas ruas da cidade fosse liberada. Solicitamos que em caso de dúvidas entre em contato com o departamento responsável, como determina a vossa Secretaria de Coordenação. Salientamos ainda que a apreensão arbitrária e irregular de nosso material implicará em lavratura de boletim de ocorrência por apropriação indébita em nome das pessoas que o fizerem”
Sábado tem encontro do Adote um Vereador
Todo segundo sábado do mês, integrantes do Adote um Vereador se encontram no bar do Centro Cultural São Paulo para trocar experiência do trabalho que realizam e bater papo sobre a vida. Oportunidade para se conhecerem melhor e proporem ideias que possam tornar a ação ainda mais produtiva.
Se você ainda não participa da campanha vá até lá conhecer alguns “padrinhos” de vereadores e suas histórias. Não faltarão motivos para se indignar e sorrir. Quem sabe até, você se entusiasma e passa a monitorar o trabalho de um dos vereadores da sua cidade. O encontro deste mês é sábado, 10.09, às duas da tarde.
Avalanche Tricolor: Simplicidade, é simples
Atlético/PR 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba
Tinha apenas 14 anos, idade insuficiente para entender que ser jogador de futebol nunca passaria de um sonho. Privilegiado por ser filho de jornalista, assistia aos treinos do Grêmio ao lado do gramado do estádio Olímpico e podia muitas vezes conversar com os jogadores profissionais, bater bola com um ídolo ou outro. Telê Santana era o técnico do time que conquistaria o primeiro campeonato gaúcho depois de oito anos.
Apresentado pelo meu pai, Telê jogou a bola em minha direção e pediu para que a devolvesse com o pé. De primeira, bati com o lado de dentro do pé direito e a fiz rolar até ele. Foram duas ou três trocas de bola em um improvisado treino de passe, fundamento básico para o bom futebol. Alegre pela rara oportunidade de estar diante do mestre, não resisti e quando a bola chegou a mim mais uma vez, torci a perna para o lado contrário e rebati de “três dedos”. A bola fez uma rotação diferente e parou mais uma vez nos pés do professor. Passe certo ? Errado.
Com cara de rabugento, Telê resmungou algo entre os dentes e com olhar cerrado me puxou a orelha: “Ainda não sabe passar a bola direito e já quer inventar, vocês são todos iguais”. Dei mais três ou quatro passes como deveria ser, mas a brincadeira havia terminado por ali com aquele “desvio de conduta” imperdoável para ele. E a lição estava aprendida: passe é com o lado de pé, assim como chute é com o peito do pé e cabeceio é com os olhos abertos. Simplicidade é a regra do jogo.
Das muitas coisas a me incomodar nesta noite, no estádio da Baixada (perdão, mas aprendi a gostar do futebol nos estádios, nas arenas jogavam os touros), foi a falta de simplicidade para resolver determinadas jogadas a que mais me chamou atenção. Nunca um passe é apenas um passe, e muitas vezes o passe com o pé retorcido sai errado. Nunca o chute é com o peito do pé após fazer da perna a alavanca que vai dar velocidade a bola, tem sempre de tentar o toquinho por cima que, invariavelmente, acaba na arquibancada. Ou nos pés do adversário.
A simplicidade poderia resolver muitas das coisas erradas que fizemos. Legal também se alguém em campo desse sinais de que está interessado em conquistar a vaga na Libertadores. Porque nós gremistas, que sofremos e entendemos a importância da história deste clube, estamos interessados, sim. Quem não estiver, que se retire, enquanto houver tempo.
Centenário: Faria Lima sonhou com 600 km de metrô
José Vicente Faria Lima completaria, hoje, 100 anos. Ele foi prefeito da cidade de São Paulo entre 1965 e 1969 tendo como marcas de sua administração a execução de uma centena de obras que influenciaram no desenvolvimento da cidade e a criação de um plano urbanístico metropolitano. No governo dele, foram criadas as marginais Pinheiro e Tietê, dentre tantas avenidas que surgiram no traçado urbano. Para o urbanista Cândido Malta mais importante, porém, foi a visão que ele trouxe para a capital de ações que atendessem não apenas a cidade, mas a região metropolitana de São Paulo.
Para lembrar a data, o CBN SP convidou Cândido Malta para descrever o modelo de administração que o prefeito Faria Lima trouxe a São Paulo. Entre avanços e erros de planejamento, Faria Lima deixou sua “pegada” na capital paulista. Foi nele, por exemplo, que se iniciou o programa de construção do metrô que teria em seu plano cerca de 600 quilômetros de extensão até 1988. Atualmente, temos pouco mais de 61 quilômetros e se concluído o plano de expansão alardeado pelo Governo do Estado teremos no máximo 240 quilômetros.
Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta sobre o trabalho do prefeito Faria Lima
Barbara Gancia, eu perdi essa
Eu soube pela namorada do vizinho de uma sobrinha da minha avô. Este diz-que-me-diz do cotidiano se repete na internet e somos surpreendidos com a maneira como as informações chegam até nós. Ainda sobre o caso da recuperação da minha conta no Twitter: fui apresentado a um cara que não conheço por outro que nunca conheci. Apesar de continuar sem ter apertado a mão de qualquer um deles, ambos foram muito úteis para mim.
Hoje, mais uma surpresa que me deixou encabulado. Cláudio Vieira, dessas figuras que vale a pena conhecer desde que não seja para falar de dentadura, me escreveu por e-mail. Ele escreve pelo e-mail particular ou profissional, manda SMS se preciso, registra a mensagem no Twitter, não deixa passar um post em branco no blog e ainda arruma tempo para trabalhar como protético. Cobrou-me um agradecimento à jornalista Barbara Gancia pela ajuda que ela havia me enviado.
Que ajuda cara-pálida ?
Soube por ele que ela havia dedicado alguns minutos para escrever um comentário no meu blog, no qual fazia interessante sugestão para resgatar minha conta no Twitter. Ou seja, foi o vizinho que me contou que ela esteve na “minha casa” e deixou um recado que poderia ter sido muito útil para mim. Pior do que essa, só a do marido traído.
E que recado foi esse ?
Barbara Gancia também foi vítima de ataque em seu Twitter e conseguiu resgatar sua conta de forma inusitada para estes tempos em que máquina de escrever é coisa para fiscal da ANP (vide Canto da Cátia – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2009/10/06/canto-da-catia-um-fiscal-das-antigas/). Vamos ao comentário dela:
Vi pelo UOL que vc teve seu twitter bloqueado. Passei pelo mesmo apuro, recorri a todos os meios via help desk e a única maneira foi enviar a eles por CORREIO (ironia das ironias) uma carta explicando o meu problema. Eles me responderam prontamente, me deram uma nova senha e tudo foi resolvido. Eis o endereço:
at. Law Enforcement/Copyright 539, Bryant St., Suite 402, SAN FRANCISCO, CA 94107 USA
Boa sorte, Barbara Gancia
Se achei interessante a forma de recuperar minha conta, escrevendo ao @charles pelo próprio Twitter, depois que os e-mails para o suporte da empresa não resolveram, imagine ter sido salvo por uma carta, provavelmente fechada com o molhado da língua para ficar mais original.
Mas estou melhorando. Nesta madrugada, revendo as tuítadas, descubro mensagem da própria, sem precisar que ninguém me puxe a orelha. Queria saber como consegui salvar minha senha. Já respondi a ela pelo Twitter mesmo, e me desculpei. Não ter percebido o comentário no meu blog, tão raros que estes são, é gafe para quem se esforça em responder um catatau de e-mails que chegam a caixa de correio eletrônico na CBN.
Então, senhores e senhoras, se perderem a senha no Twitter temos dois caminhos para a salvação: uma mensagem pelo próprio para @charles ou uma carta aos próprios no endereço da empresa.
E salve-se quem puder !
Caixas de madeira ainda são transtorno na Ceagesp
Um paredão de madeira se forma nas calçadas atrás da Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, em uma demonstração da dificuldade que a cidade tem para resolver este problema. Nossa colega Mônica Pocker fez as fotos e lembrou que este material acaba sendo arrastando pelas águas das chuvas e provoca mais enchente.
Recentemente, em conversa com a subprefeita da Lapa Soninha Francine soubemos da proposta de se criar um banco de compensação para trocar estas caixas de madeira por de plástico, mais resistentes. A discussão, porém, estava apenas no campo das ideias.
Canto da Cátia: Um fiscal das antigas
Os computadores modernos, velozes e leves não seduziram este fiscal da Agência Nacional de Petróleo que coibe a ação irregular de postos de combustiveís, em São Paulo, com uma máquina de datilografia embaixo do braço. Na hora de preencher o laudo de fiscalização, ele não se acanha. Puxa a cadeira e cuidadosamente retira a capa de plástico dura que protege a relíquia. Coloca o papel, alinha, acerta a margem e começa seu trabalho impassível diante da reclamação dos autuados e da curiosidade dos descolados.
Antes de a repórter Cátia Toffoletto colocar em dúvida a estrutura oferecida pela ANP a seus poucos fiscais que atuam no Estado – são apenas 22 -, o chefe da equipe se antecipou: “ele é que é excêntrico e não abre mão da máquina de escrever”.







