Estou de joelhos no milho, com o olhar voltado para a parede, mas duvido que o perdão me seja oferecido. Por motivo que não saberei jamais explicar, em lugar de dar autoria para o real autor do texto abaixo, o sempre atento e frequente ouvinte-internauta Armando Italo grafei nome de outro ouvinte-internauta de nossa programação. Somente agora à noite, deste sábado confuso, identifiquei o erro imperdoável. Minhas desculpas a quem sempre foi fiel a este espaço e jornalista.
Por Armando Italo
Assim é considerado o Aeroporto de Congonhas pelos moradores da cidade que mais cresce na América do Sul e num paradoxo, não tem mais para onde crescer.
Antes do início das operações do aeroporto de Congonhas na década de 30, pousos e decolagens, eram feitas no Campo de Marte. Já naquela época, as cheias do rio Tietê, causavam um grande transtorno para os moradores do bairro de Santana, passageiros e tripulantes. Todo aquela área ficava inundada.
Devido aos transtornos causados pelas cheias do Tietê, foi inaugurado em 1936, o atual Aeroporto de Congonhas, na antiga Vila Congonhas, de propriedade do Visconde de Congonhas do Campo, que foi presidente da província de São Paulo no período imperial. Uma aeronave da VASP, o trimotor Junker, realizou então o primeiro vôo para a cidade do Rio de Janeiro.
Após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, ao longo dos anos, a cidade foi crescendo, se expandindo de forma desordenada, trazendo novos moradores ao redor deste importante aeródromo.
Culpar e responsabilizar a quem por Congonhas ser apelidado, atualmente, Porta-aviões de São Paulo? Os ex e atuais gestores da cidade ? Os moradores sabedores da existência de um aeroporto “barulhento e perigoso” bem nos quintais de suas residências e varandas das janelas dos seus apartamentos situados nos bairros do Campo Belo, Moema e Vila Olímpia? As construtoras e incorporadoras que construíram as suas “belas e grandiosas torres” com permissão das prefeituras passadas e “dentro da lei”?
E agora José?


