Maestro João Carlos Martins confirmado no CBN SP 456

 

A música do maestro João Carlos Martins e Orquestra Jovem Bachiana é um dos destaques do CBN SP em homenagem aos 456 anos da capital paulista. O maior intérprete de Bach do mundo que costuma se apresentar como “ex-pianista” em função dos problemas físicos que encarou durante a vida não apenas irá reger alguns dos garotos e garotas que integram o grupo musical. Um órgão elétrico estará no Pátio do Colégio, de onde o programa será apresentado, para que João Carlos Martins nos ofereça um pouco do talento que o consagrou internacionalmente.

“A música venceu”, repete o maestro. O vídeo que está disponível neste post é ótima oportunidade para entender bem por que ele fala isso com tanta certeza. Não deixe de assisti-lo e se prepare para acompanhá-lo, ao vivo, no CBN SP 456 anos. O programa começa às 9 e meia da manhã, no dia 25 de janeiro, segunda-feira, no Pátio do Colégio.

História dos ônibus: nas mãos dos empresários

 

Depois de controlar quase todo o transporte na cidade, a CMTC perde força, as linhas passam a ser controladas pelos empresários, os bonde são esquecidos por completo e o programa para revitalizar o trólebus fracassa. Na terceira parte da série sobre a história dos ônibus em São Paulo, você vai saber também como surgiu a CET.

FOTO 3- ônibus de linha intermunicipal entre Santo André e São Paulo em 1938

Por Adamo Bazani

O sistema de transporte coletivo mais bem organizado na cidade de São Paulo, desde a criação da CMTC, despertou o interesse de empresários do setor que também estavam motivados pelas facilidades proporcionadas pelo crescimento da indústria automobilística, nos anos 1960. Organizados em sindicatos começaram a pressionar o poder público a autorizar as empresas a explorarem linhas centrais, mais rentáveis, operadas em sua maioria pela companhia municipal desde 1946.

Com força política e econômica, os empresários conseguiram expandir seus negócios na capital paulista e no meio dos anos 1960 houve uma inversão de poder. Se na década de 50, a CMTC era responsável por 90% dos setor, dez anos depois o espaço destinado a companhia era de apenas 20%, segundo análise das relações de linhas e empresas da época.

Os transportadores lotearam a cidade para impedir o mesmo erros dos anos 1920 e 1930 quando disputavam as mesmas linhas e tornaram o negócio pouco rentável. Os melhores trajetos ficaram com as empresas maiores. Assim surgiram empresas poderosas nas zonas sul, leste e norte da capital.

Com o crescimento das empresas de ônibus e problemas financeiros da CMTC, o interesse pelos bondes diminuiu ainda mais até serem desativados, em 1968. No dia 28 de março, encerrou as operações a linha 101 entre o centro (cidade) e Santo Amaro, na zona sul.

Em 1968, foi criada a Secretaria Municipal dos Transportes em uma demonstração da importância que o setor tinha na cidade de São Paulo. Nos anos 1970, as empresas particulares ampliaram seu poder e a CMTC perdeu ainda mais espaço, sendo responsável por apenas 14% das linhas, em 1975.

Neste época também, a CMTC, mesmo sendo empresa pública, renovou o contrato com a Prefeitura e os empresários ganharam mais um trunfo.  A cidade foi dividida em 23 áreas de operação e a companhia municipal poderia contratar os serviços das empresas de ônibus. Era o que os donos das empresas queriam. As linhas eram planejadas pela CMTC, os custos de implementação eram bancados pela empresa de transportes públicos, e os empresários apenas colocavam suas frotas e trabalhadores para explorarem as linhas, recebendo por isso. A CMTC continuava sendo operadora, mas assumia um papel importante de gerenciadora do sistema.

O surgimento da CET

O trânsito e os transportes ganhavam mais destaque na capital paulista. A cidade já enfrentava congestionamentos e tinha dificuldades para gerenciar as linhas de ônibus, que atendiam uma população cada vez maior, em contrapartida abria e amplia vias de circulação. Surge a necessidade de se pensar num órgão para gerenciar e controlar o trânsito. Em 1976, foi fundada a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

O poder público, pela experiência da desordem da expansão das linhas de ônibus entre 1930 e 1940, viu que, mesmo com o caráter capitalista do sistema, com empresas privadas vendendo comercialmente um serviço público de deslocamento, o governo municipal tinha de ter órgãos para controlar um setor que não pode ser regido apenas pelo mercado.

No fim dos anos 1970, a CMTC assumiu boa parte das inovações tecnológicas dos transportes por ônibus, em São Paulo. Testou os ônibus Padron, com padronização de dimensões estipulada por órgãos técnicos federais, e começou a implantar o Sistran, que foi um programa elaborado pelo prefeito Olavo Setúbal, que comandou o executivo municipal entre os anos de 1975 a 1979. O objetivo era modernizar o sistema de trólebus que depois de algumas crises financeiras da CMTC e desinteresse de alguns governantes apresentava sinais de deterioração.

O plano era muito bom. Previa renovação de rede aérea, ampliação da malha de trólebus, criação de faixas exclusivas e renovação e reforma da frota, com a aplicação de novos conceitos como equipamentos modernos que deixavam as viagens acessíveis para pessoas com deficiência e mais confortáveis, com suspensão avançada e sistema de direção que trazia maior comodidade ao motoristas e passageiros.

Olavo Setúbal era um entusiasta do trólebus, ainda mais frente aos altos custos do petróleo na década de 70. Sua intenção era de, num primeiro momento, aumentar a rede em São Paulo de 115 quilômetros para 280, colocando no sistema 1.280 ônibus elétricos.

O Plano fracassou. O motivo, a descontinuidade administrativa. Trocou o governo, trocaram as prioridades. Apenas foram feitos pequenos reparos e alguns veículos novos foram às ruas. O Sistran, que poderia ser uma ótima alavancada para que São Paulo tivesse uma rede de ônibus de tecnologia limpa, como ocorre na Europa e América do Norte, foi abandonado.

(Leia amanhã, os reflexos da era da inflação no sistema de ônibus de São Paulo)

Adamo Bazani é busólogo e repórter da CBN

A história dos ônibus na cidade de São Paulo

 

Em comemoração aos 456 anos da cidade de São Paulo, o Ponto de Ônibus do repórter Ádamo Bazani terá uma edição especial com reportagens diárias sobre a história do transporte público na capital paulista. Na primeira parte você acompanhará a migração dos passageiros de bonde para os ônibus.

FOTO 1 - ônibus Yellow Cocah da Light

Por Adamo Bazani

Quando se fala na cidade de São Paulo, se fala em ônibus. E isso não é papo de busólogo. Os números e a história de como se deu o desenvolvimento urbano da Capital mostram essa realidade. E nada melhor do que na época em que a cidade faz 456 anos, relembrar a fase que esse modal de transporte se consolidou na cidade, entre 1940 e 1950.

A SPTrans, responsável por gerenciar o transporte coletivo na cidade de São Paulo, as catracas dos ônibus foram rodadas 2 bilhões, 627 milhões, 234 mil e 312 vezes. Só de ônibus municipais, são 14 mil 935 veículos, que prestam serviços em 1.346 linhas. Os dados são de janeiro a novembro de 2009  e mostra por que São Paulo também é a maior capital da América Latina quando o assunto é ônibus.

Esta história começou nos anos 20, quando pequenos empreendedores e desbravadores urbanos entenderam que a cidade haveria de se transformar em metrópole. A maneira como a capital se desenvolveu e a crise de energia elétrica tornaram os ônibus o meio de transporte coletivo mais importante. Até então, os bondes é que transportavam passageiros.

A primeira linha de bonde elétrico que se tem registro na cidade de São Paulo é de 7 de maio de 1900, inaugurada pela Companhia Viação Paulista. Um ano depois, a empresa que ligava Barra Funda ao Largo São Bento faliu e  a Light & Power Co. assumiu o posto. A cidade tinha 240 mil habitantes e a população estava em pleno crescimento devido ao perfil industrial que atraia muitos trabalhadores

Inicialmente, as indústrias eram construídas na região atendida pela linha de trem da São Paulo Railway, que ligava Santos  a Jundiaí, passando pelo ABC Paulista e capital. Idealizada por Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, e engenheiros ingleses, a linha de trem foi inaugurada em 16 de fevereiro de 1867. Tornou-se o principal meio de escoamento da produção agrícola para Santos.

Com a São Paulo Railway, a cidade se tornava interessante para a indústria. Com a indústria, a cidade se tornava interessante para migrantes. E com a população maior, a cidade se tornava interessante para outros meios de transporte.

Os terrenos próximos do parque industrial ficavam mais caros e os bairros com características urbanas se afastaram das margens das estações de trem e do centro da cidade, tornando necessária a ligação por transporte coletivo entre as zonas residências e o local de trabalho. Nas duas primeiras décadas do século 20, os bondes davam conta da demanda, mas os trilhos tiveram de alcançar áreas cada vez mais distantes. A cidade crescia de forma desorganizada e em velocidade que superava a capacidade de implantação de mais trilhos. Eram locais distantes e, muitas vezes, om relevo que dificultavam a passagem dos bondes.

Ganharam espaço, assim, os auto-ônibus, modalidade mais flexível, que apesar de enfrentarem ruas estreitas e de terra tinham capacidade para chegar  onde os trens não alcançavam. Além disso, era mais barato colocar um ônibus a circular do que abrir caminho para os bondes.

Foi nesta época que o serviço de auto-ônibus se consolidou em São Paulo, mas este já existia antes dos anos 20. Em 1910, a indústria de carruagens Irmãos Grassi construiu para a Hospedaria dos Imigrantes uma carroceria de auto-ônibus sobre um chassi francês Dion Bouton, que levava os imigrantes recém chegados ao Brasil das estações de trem até a Hospedaria. Em 1911, foi inaugurada a primeira empresa de ônibus registrada na cidade de São Paulo que se tem conhecimento: a Companhia Transportes Auto Paulista que tinha um veículo de carroceria de madeira com mecânica Saurer. O pequeno ônibus transportava até 25 passageiros, sem itinerário e horário fixos. No mesmo ano, há o registro de um serviço de auto-ônibus que pela manhã transportava passageiros que utilizavam a Estação do Brás e, à tarde, realizava viagens para o Parque Antártica e Avenida Paulista. Havia apenas dois mil carros na cidade.

A maior parte das experiências de transporte por auto-ônibus antes dos anos 20 era tímida: as linhas curtas, os veículos bem primitivos e os serviços duravam pouco tempo.

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Deu bode no aniversário de São Paulo

 

Deu bode em São Paulo

Calma lá … nenhum problema para a festa de 456 anos de São Paulo. Os bodes estavam na avenida Elísio Teixeita Leite, em Paradas de Taipas, zona norte da capital, quando a repórter da CBN Michelle Trombelli foi se encontrar com a Dona Ana, Poetisa de Taipas, personagem da primeira reportagem da série “Viver melhor em São Paulo, que vai ao ar, hoje, no CBN SP.

Os animais atravessavam a avenida de um lado para o outro em busca de comida. “De acordo com um rapaz que os observava de cima de um muro, os bodes são de uma chácara da região”, contou Michelle.

Lugares de São Paulo: Pico do Jaraguá

 

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“Estão instaladas no Pico do Jaraguá, zona oeste, várias antenas de sistema de rádio-comunicação das polícias civil e militar, exército, hospitais, companhias de transporte e de energia. Há também antenas de transmissão em micro-ondas, usadas para comunicação de bancos com as agências do Interior. Das emissoras de rádio, a USP é uma das que mantém sua antena instalada no Pico. Com seus 1.135 metros de altura, é o lugar mais alto de nossa cidade onde várias TVS estão com seus sistemas de transmissão. De longe parece pequeno, diante dele não sei precisar o tamanho da sua responsabilidade em atender as demandas de comunicação e segurança de nossa cidade.

O Parque Estadual do Jaraguá é considerado desde 1994 pela Unesco patrimônio da humanidade, integrando a reserva da biosfera do cinturão verde da cidade de São Paulo. O acesso feito pela rodovia Anhaguera, próximo do quilômetro 18, sentido interior, é pessimamente sinalizado. A estradinha turística que leva até lá, de quatro quilômetros, é linda. Borboletas, animais silvestres, muito verde.

E a vista lá de cima ? Só visitando pra saber.”

Uma colaboração especial do ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo que se compromete a enviar imagens de pontos importante da capital paulista, nesta semana, para comemorar ao nosso lado os 456 anos de São Paulo. Você pode ajudá-lo, enviando fotos com informação para milton@cbn.com.br.

Ruth Rocha no Conte Sua História de São Paulo

 

CBN SPAs chácaras de flores da Vila Mariana e o cheiro dos jasmins estão nas lembranças da escritora Ruth Rocha gravadas no acervo do Museu da Pessoa que irão abrir a série especial em homenagem aos 456 anos da cidade do programa Conte Sua História de São Paulo, nesta segunda-feira, no CBN SP. Paulistana, ela descreve um bairro muito diferente deste que conhecemos atualmente. Havia pinguelas, chácaras e ruas que foram definidas por Ruth Rocha como “território das crianças”.

O Conte Sua História de São Paulo apresentará, diariamente, um capítulo da nossa cidade relatada por seus protagonistas. O material faz parte dos arquivos do Museu da Pessoa que, desde a semana passada, está aberto para gravar depoimentos de ouvintes-internautas que, além de passarem a integrar o acervo da instituição, irão ao ar durante o ano de 2010, no Conte Sua História.

Para agendar a entrevista, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

Além do Conte Sua História, a rádio CBN produziu mais dois programas em homenagem à cidade: “Redescobrindo o Centro Velho” com Heródoto Barbeiro e “Viver Melhor em São Paulo” com Michelle Trombelli. E no dia 25 de janeiro, segunda, o CBN SP será apresentado ao vivo, no Pátio do Colégio.

Ouvintes começam a gravar depoimentos para a CBN

 

CBN SP
Em menos de uma semana, dez ouvintes-internautas já marcaram a data e hora para gravar sua participação na nova fase do Conte Sua História de São Paulo. Os depoimentos serão registrados em áudio e vídeo na sede do Museu da Pessoa, instituição especializada em resgatar e armazenar a memória do cidadão brasileiro.

Em lugar dos textos enviados por e-mail e interpretados por mim aos sábados, nesta etapa o Conte Sua História de São Paulo publicará as experiências dos moradores na capital paulista contadas por eles próprios. Além disso, o material passará a fazer parte do acervo do Museu da Pessoa, com possibilidade de acesso pela internet.

Na semana em homenagem aos 456 anos de São Paulo, que começa nessa segunda-feira (18.01), você terá oportunidade de ouvir alguns depoimentos que integram a memória digital do Museu. Foram selecionadas histórias de infância, lembranças de família, casos curiosos e inusitados que nos oferecerão um olhar sobre a diversidade da capital.

Para agendar sua entrevista, você deve ligar para 011 2144-7150, ou entrar no site do Museu da Pessoa.

Leia mais sobre o Conte Sua História de São Paulo especial e a programação da CBN no aniversário da cidade.